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Zé Reinaldo gastou R$ 474 mil de verba parlamentar em pesquisas e trabalhos técnicos

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O ex-governador do Maranhão e atual deputado federal, José Reinaldo Tavares (PSB-MA), já gastou R$ 474 mil em consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos em 2 anos e meio de mandato. A informação foi colhida no site das Câmara dos Deputados.

Segundo os dados, somente para fazer estudos socioeconômicos da situação habitacional em bairros da capital maranhense, o parlamentar usou R$ 454.000,00 mil, que foram destinados à empresa Econométrica Pesquisa e Engenharia, que fica localizada em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís.

O restante do valor total – cerca de R$ 20 mil – foi repassado à empresa Ulisses Sousa Advogados Associados para pagamentos de honorários advocatícios. De acordo com a nota fiscal, o escritório de advocacia fez uma análise de projeto de Lei em tramitação perante à Câmara dos Deputados.

A quantia de R$ 474 mil foi paga com a verba parlamentar, ou seja, dinheiro público.

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Senador João Capiberibe teria recebido verbas desviadas da saúde do MA

Senador João Capiberibe e o deputado federal José Reinaldo Tavares.

Senador João Capiberibe e o deputado federal José Reinaldo Tavares.

Investigações da Policia Federal detectaram que o ex-governador do Maranhão e atual deputado federal, José Reinaldo Tavares (PSB), em 2009, teria enviado a quantia de R$ 500 mil para o senador do Amapá, João Alberto Capiberibe, para financiar sua campanha ao senado.

Trechos do relatório da Policia Federal, que resultou na Operação “Sermão aos Peixes” apontam uma série de desvios promovidos pelo parlamentar durante a sua gestão como governador do Estado.

No período de investigação, o Ministério da Saúde destinou R$ 2 bilhões em recursos da União para o Fundo. Desse total, R$ 1,2 bilhão teria sido desviado. Parte deste dinheiro, cerca de R$ 500 mil, teria sido desviado pelo então gestor estadual, José Reinaldo, para ajudar o senador amapaense a derrotar seu maior desafeto o então senador José Sarney (PMDB) nas eleições, tanto José Reinaldo quanto João Capiberibe são adversários políticos declarados de Sarney.

A verba teria sido desviada através do Instituto Cidadania e Natureza(ICN).

O documento relata ainda de uma “ex-secretária de Saúde”, cujo nome não é revelado, que “recebe mensalmente R$ 30 mil para dar continuidade às falcatruas da organização criminosa”.

O relatório da Polícia Federal aponta que o deputado federal tinha uma obsessão: ajudar o então senador João Capiberibe a derrotar o senador José Sarney no Amapá.

E para tanto, o peessebista José Reinaldo não poupou dinheiro público, desviado via ICN para ajudar seu colega de partido. Só para a campanha de Capiberibe foram encaminhados nada menos que R$ 500 mil reais, segundo revela o relatório da Polícia Federal.

As investigações também indicam que a sangria promovida pelo parlamentar nos cofres públicos para ajudar seus amigos, incluindo-se João Capiberibe, deixou os hospitais do Maranhão a ver navios, já que só no Hospital Mata Roma, a PF descobriu que se desviavam R$ 120 mil da verba de manutenção.

O rombo se revela maior com a administração da Maternidade Marly Sarney, onde foram repassados R$ 16 milhões e outros R$ 34 milhões referentes à administração do Hospital Carlos Macieira: R$ 600 mil para o bolso do ex-chefe do gabinete civil Aderson Lago, R$ 980 mil para movimentação e sustentação e apoio aos balaios (pessoas pagas para difamar desafetos de José Reinaldo), diz o relatório da Polícia Federal.

 

 

 


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Os laranjas da política…

Historicamente o Partido Socialista Brasileiro (PSB) já serviu na política maranhense de laranja nas eleições como – por exemplo -, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad candidato ao Governo em 2002.

Durante as eleições de 2002, que deu a vitória a José Reinaldo Tavares, o ex-deputado Ricardo Murad, foi candidato ao governo como uma espécie de “laranja”. Sua candidatura tinha a função de ser pedra no sapato dos demais adversários. Ele conseguiu.

No final, a candidatura de Murad acabou cassada pelo mesmo ter um grau de parentesco com a ex-governadora Roseana Sarney. Mas antes, o que rolava por trás era uma espécie de troca de favores. Nesse caso, o tal laranja tem o único intuito de se candidatar exclusivamente para atacar os adversários, queimando e expondo todos os podres possíveis. Tudo isso, em troca, lógico, de um cargo de alta relevância que certamente está garantido após a eleição do candidato mais votado.

Em 2002, o aprendiz Roberto Rocha, mostrou ser laranja e anulou sua candidatura ao governo para apoiar Jackson Lago, tudo para atropelar a família Sarney. Nos tempos atuais, pode-se perceber com clareza a intenção politica de Rocha, assim como Bira do Pindaré.

Duas prováveis candidaturas de laranjas, dispostos a permanecer no encalce dos adversários para garantir a reeleição de Holandinha. Se o eleitor for esperto, ele vai perceber as intenções logo nos primeiros dias de campanha. A intenção não é ganhar, mas ser pedra no sapato de quem se colocar no caminho do atual prefeito. O eleitor precisa abrir o olho e exercer sabiamente seu poder de decisão. Mesmo que os laranjas não combinem com o eleitorado.


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