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PF grava empresário dizendo que está em negociação com governador do Piauí

Um dos envolvidos no esquema fraudulento, que atuou no âmbito da Secretaria de Saúde do Maranhão no período de 2009 a 2014, pretendia expandir a teia criminosa para outros Estados.

Documento da Policia Federal obtido pelo Blog do Neto Ferreira mostra o empresário, acusado de integrar uma organização criminosa, afirmando que já tinha conversado – estava em negociação – com o governador do Piauí, Wellington Dias.

O antigo dono do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, teve várias ligações grampeadas pela Polícia Federal, antes de falecer em São Paulo. Nas conversas, o empresário garantiu que, além de Wellington Dias, estava dialogando também com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartug, com pessoas ligadas ao governo do Tocantins, com prefeitos de vários municípios do Rio de Janeiro, Amapá, Ceará e Maranhão.

Em um dos diálogos gravados, o antigo dono do ICN declara que já ganhou licitações de R$ 2 milhões na cidade de Maracanau, no estado do Ceará.

No relatório, a PF afirma que José Inácio negociou com uma fundação do Exército. “Verifica-se… o indivíduo que responde pelo nome de Murilo Albuquerque , conselheiro da suposta fundação, marca encontro entre Inácio e os coronéis do Exército Kelf e Paulo Roberto Costa e Silva para firmar parceria entre a Cruz Vermelha e a ICN do Maranhão”.

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ICN pretendia ampliar esquema criminoso para outros Estados

Um dos envolvidos no esquema fraudulento que desviou cifras milionárias dos cofres da Saúde do Maranhão e que foi alvo da operação Sermão aos Peixes, deflagrada pela Polícia Federal , neste mês de novembro, já estava planejando ampliar o esquema criminoso para outros Estados.

De acordo com os autos do processo investigatório da PF, José Inácio Guará, um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), e que faleceu nesse mês no estado de São Paulo, afirmou em diversas conversas interceptadas, que já estava dialogando com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartug.

A Polícia Federal constatou também que o Inácio Guará conversou ainda com o governador do Piauí, Wellington Dias, e pessoas ligadas ao governo do Tocantins, assim como prefeitos de vários municípios do Rio de Janeiro, Amapá, Ceará e Maranhão.

Em um dos diálogos gravados, o antigo dono do ICN declara que já ganhou licitações de R$ 2 milhões na cidade de Maracanau, no estado do Ceará.

No relatório, a PF afirma que José Inácio negociou com uma fundação do Exército. “Verifica-se… o indivíduo que responde pelo nome de Murilo Albuquerque , conselheiro da suposta fundação, marca encontro entre Inácio e os coronéis do Exército Kelf e Paulo Roberto Costa e Silva para firmar parceria entre a Cruz Vermelha e a ICN do Maranhão”.

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Empresário afirma que Ricardo Murad cobrava 30% de propina

Ricardo Murad chegando na Polícia Federal para prestar depoimento.

Ricardo Murad chegando na Polícia Federal para prestar depoimento.

Um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), José Inácio Guará, falecido nesse mês no estado de São Paulo, teve o telefone interceptado fazendo uma revelação bombástica. Inácio afirmou que Ricardo Murad cobrava 30% de propina sobre contratos das empresas terceirizadas na Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com o diálogo gravado pela Policia Federal obtido (veja abaixo) com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira , José Inácio e um homem identificado como Joy, relatam que o ex-secretário de Saúde atrasava os pagamentos à empresas que prestavam serviços a SES para poder cobrar 30% em cima do valor pago.

Eles estavam devendo dez milhões de fornecedor, atrasou de propósito..aí chamou o pessoal lá, e falou o seguinte: ‘Se tu me der 30% eu pago‘”, afirmou Inácio Guará, na conversa gravada e inserida no inquérito resultante da Operação Sermão aos Peixes que cumpriu 13 mandados de prisão preventiva.

O relatório da PF encaminhada para Justiça Federal aponta movimentações atípicas de membros de uma organização criminosa (ORCRIM), que desviaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde (FNS), destinados ao sistema de Saúde no Maranhão.

Conversa interceptada pela PF.

Conversa interceptada pela PF.


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