Poder

Câmara quer explicação do STJ por anular as provas contra Fernando Sarney

Fernando Sarney correu risco de ser preso na Operação Boi Barrica da Polícia Federal na

Fernando Sarney correu risco de ser preso na Operação Boi Barrica da Polícia Federal

Inconformado com a anulação de provas da Operação Boi Barrica, que investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao empresário Fernando Sarney, o deputado e delegado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentou requerimento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para que os ministros da 6 ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsáveis pela decisão, deem explicações em audiência pública no Congresso.

Também serão convidados a depor os delegados federais e membros do Ministério Público Federal que atuaram no caso e em outras três operações mutiladas por anulação de provas pelo mesmo tribunal. Acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, entre outros crimes, Fernando é filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ele nega as acusações.

A sentença do STJ anulou os diálogos telefônicos interceptados na operação e o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que detectou movimentações financeiras atípicas do empresário em 2006, fazendo a investigação voltar à estaca zero.

A anulação das provas da Boi Barrica causou grande polêmica nos meios jurídicos porque tirou força de dois instrumentos importantes de investigação policial: as interceptações telefônicas e os relatórios do Coaf, instituição que controla as movimentações bancárias e financeiras e alerta às autoridades sempre que detecta operações atípicas com indícios de crime.

(Com informações do Estadão)


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Judiciário

Ney Bello cobra do MPF a denúncia contra membros da família Sarney

Na Operação “Boi Barrica” o empresário Fernando Sarney e sua esposa Teresa Murad foram indiciados pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro

Fernando Sarney e esposa Teresa

Fernando Sarney e esposa Teresa

O juiz federal Ney Bello Titular da 1.ª Vara Criminal da Justiça, cobrou do Ministério Público Federal por não ter oferecido a denúncia contra os membros investigados da família Sarney nos cinco inquéritos.

A investigação de familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB) é decorrente a Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor) da Policia Federal, que na época, o empresário Fernando Sarney iria ser preso, mas por manter influências no judiciário, acabou escapando.

Fernando Sarney após ser investigado, foi indiciado por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Crime / Judiciário

Família Sarney não será mais investigada pela Polícia Federal

Folha de S. Paulo

Por Andreza Matais e Filipe Coutinho,

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas pela operação da Polícia Federal que investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Fernando Sarney e José Sarney

Fernando Sarney e José Sarney

A decisão da 6ª Turma do STJ foi unânime e devolve as investigações à estaca zero. Escutas telefônicas, extratos bancários e documentos fiscais obtidos pela PF não poderão ser usados para processar ninguém, de acordo com a decisão.

Os ministros do STJ entenderam que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais.

O STJ também anulou neste ano provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

Batizada inicialmente de Boi Barrica, nome de um grupo de folclore maranhense ligado à família Sarney, e depois rebatizada como Faktor, a operação da PF foi deflagrada em 2007 devido à movimentação atípica de R$ 2 milhões na conta de Fernando Sarney e da mulher dele, Teresa. O empresário é filho do presidente do Senado.

Durante a investigação, a PF encontrou indícios de tráfico de influência em órgãos do governo federal, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Fernando Sarney sempre negou todas as acusações feitas pela PF.

Entre 2009 e 2010, a Folha publicou trechos de diálogos gravados pela PF na operação. As conversas mostravam que Fernando Sarney tinha influência sobre a agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Assinante do jornal leia mais em STJ anula investigação da PF contra a família Sarney


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.