Poder

Polícia Legislativa fez varredura em casa de genro de Lobão

O Globo

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Investigadores afirmam que a Polícia Legislativa foi usada para fazer varredura até mesmo em casa de quem não era senador. Eles sustentam ainda que em várias ocasiões em que foi realizada operação de busca e operação da PF, logo depois eram feitas varreduras. Isso ocorreu, por exemplo, no caso da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR). Também foi feita varredura na casa de ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e na casa de um genro do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

De acordo com as investigações da PF, Sarney teria pedido a varredura diretamente ao diretor da polícia do Senado. Os policiais presos foram indiciados pelo crime de corrupção passiva privilegiada, quando a pessoa cede ao pedido praticando ato com desvio do dever funcional.

O ex-presidente do Senado e da República José Sarney (PMDB-MA) e os senadores Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor (PTC-AL) e Gleisi Hoffman (PT-PR) seriam beneficiários de uma ação de obstrução da polícia legislativa do Senado, segundo a Polícia Federal, para atrapalhar as investigações da Lava-Jato.

Agentes cumpriram, na manhã desta sexta-feira, quatro mandados de prisão temporária contra policiais legislativos do Senado: o diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo, e os policiais legislativos Geraldo Cesar de Deus Oliveira, Everton Taborda e Antonio Tavares. Um deles estava de plantão e foi preso no próprio Senado, quando a PF chegou à sede da Polícia Legislativa do Senado, que fica na garagem do Congresso Nacional.


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Poder

Polícia Federal prende 4 policiais acusados de proteger José Sarney e Edison Lobão

G1, Brasília

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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (21), quatro policiais legislativos suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Lava Jato e em outras operações. A suspeita é que esses policiais faziam varreduras nas casas dos políticos para, por exemplo, identificar e eliminar escutas instaladas com autorização judicial.

A operação se baseou no depoimento de um policial legislativo. Ele relatou à Procuradoria-Geral da República que o chefe da polícia do Senado teria realizado medidas de contrainteligência nos gabinetes e residências dos senadores Fernando Collor de Mello (PTC-AL), Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que foi presidente do Senado.

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A prisão dos quatro policiais suspeitos é a temporária, com prazo definido para terminar. Um dos presos é Pedro Ricardo Araújo Carvalho, chefe da polícia legislativa. Foram expedidos ainda cinco mandados de busca e apreensão e quatro de afastamento de função pública. Os policias legislativos são servidores do Congresso que atuam na segurança no prédio.

“Foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência”, afirmou a Polícia Federal em nota sobre a operação.

De acordo com o Ministério Público Federal, que atuou em parceira com a PF nesta sexta, não há mandados contra políticos nem foram realizadas buscas em gabinetes de parlamentares no Congresso.

Os mandados da operação desta sexta foram autorizados pela Justiça Federal do DF, a pedido do Ministério Público Federal no DF.


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Poder

Propina de R$ 1 milhão para Lobão sairia como compra fictícia com Ilson Mateus

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O delator Luiz Carlos Martins, ligado à empreiteira Camargo Corrêa, afirmou em depoimento que cogitou comprar R$ 1 milhão em suco de fruta para maquiar suposta propina ao senador Edison Lobão (PMDB-­MA), nas obras da Usina de Belo Monte. O executivo prestou novas declarações à Polícia Federal, em Brasília, no fim de março, e reiterou tudo o que disse em sua delação premiada.

Neste depoimento, Luiz Carlos Martins detalhou a ‘operacionalização dos pagamentos’ a Lobão, que teriam ocorrido em 2011, e envolveu a empresa AP Energy Engenharia e Montagem LTDA. Lobão, na ocasião, era ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff.

“O ‘caminho’ utilizado para fazer o dinheiro chegar ao destinatário, o então ministro de Minas e Energia Edison Lobão, foi mencionado em reunião do Conselho­-Diretor do CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte); que, especificamente, recorda-­se que foram cogitados vários “caminhos”, sendo que um deles envolvia Luiz Fernando Silva, que teria sido Secretario Estadual no Maranhão e que teria vínculos com o então ministro Lobão”, relatou o delator.

Luiz Carlos Martins disse à PF que precisava ‘efetivar os repasses’ e solicitou ao funcionário da Camargo Corrêa, Gustavo da Costa Marques, que fosse ao Maranhão para se certificar do suposto vínculo entre Luiz Fernando Silva e o então ministro Lobão. Ao retornar, contou o executivo, Gustavo Marques afirmou que o ‘caminho era aquele mesmo, ou seja, via Luiz Fernando Silva’.

De acordo com o executivo, Gustavo Marques lhe deu o telefone de contato de Luiz Fernando Silva e informou que os valores deveriam ser encaminhados também a um empresário de nome Ilson Mateus.
“Como se tratava de um empresário atuante no rama de supermercados, houve dificuldade da parte do declarante quanto a forma de contratação de alguma empresa desse setor pela Camargo Corrêa, de modo que os valores pudessem ser remetidos ao Maranhão”, relatou Luiz Carlos Martins.

“Enquanto discutia essa dificuldade com Gustavo Marques, em momento de descontração, surgiu a ideia de aquisição de R$ 1 milhão em suco de fruta, o que ilustra a dificuldade que havia em operacionalizar o envio do dinheiro.”

Diante da dificuldade, Luiz Carlos Martins contou que passou a procurar uma empresa com atividade compatível com a Camargo Corrêa, que pudesse fazer a intermediação dos valores. Na busca, teria surgido o nome do empresário Fernando Brito em conversas no conselho do CCBM e, ‘mais a frente, tal nome contou com a confirmação de Gustavo Marques, que já o conhecia e opinou no sentido de que o empresário poderia auxiliar na questão’.

“Gustavo Marques agendou um encontro entre o declarante e o empresário Fernando Brito, o qual se realizou em um restaurante situado no bairro Itaim, em São Paulo, cujo nome não recorda; que, nesse encontro, o empresário Fernando Brito efetivamente se dispôs a auxiliar na intermediação dos valores, afirmando que, para tanto, poderia lançar mão da empresa AP Energy, da qual fora sócio”, afirmou o delator.

“Fernando Brito interessou­-se em resolver a questão, pois pretendia atuar em outras frentes com a Camargo Corrêa, como efetivo prestador de serviço.”

Luiz Carlos Martins afirmou que para justificar contabilmente a saída de valores da empreiteira, houve a celebração de um contrato entre a construtora e a AP Energy, ‘o qual, como era sabido por todos, tratava-­se de um contrato com objeto fictício’.

“O declarante solicitou ao funcionário Arnaldo Feitosa que elaborasse uma minuta de contrato, nos moldes adotados pela Camargo Corrêa, voltado à contratação de serviço de consultoria na área de engenharia, cujas cópias e correspondentes notas fiscais já foram apresentadas pela declarante; que Arnaldo Feitosa desconhecia absolutamente que o contrato firmado entre a Camargo Corrêa e a AP Energy tratava­-se de uma simulação”, relatou.

Segundo o executivo, ‘a remessa de valores ao Maranhão ficou ao encargo da AP Energy ou de outras empresas ligadas a ela ou ata mesmo de seus sócios, não sabendo o declarante detalhes operacionais a esse respeito’

“Tem convicção de que os valores chegaram ao destinatário porque cessaram as cobranças; que, posteriormente, surgiu a necessidade de encaminhamento de novos valores ao Maranhão, também destinados ao então Ministro Edison Lobão e a Camargo Corrêa utilizou­-se do mesmo “caminho” acima narrado, firmando novo contrato com a AP Energy, igualmente com objeto fictício”, disse.

Estadão de São Paulo

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Poder

Filho de Lobão é acusado de receber propina de R$ 600 mil

O ex-presidente da empresa Andrade Gutierrez Energia, Flavio David Barra, afirmou na última sexta-feira (15), durante depoimento prestado à Justiça Federal no Rio de Janeiro, que o filho do senador Edison Lobão recebeu propina.

Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão.

Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão.

A revelação bombástica produzida na delação premiada – homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal – foi firmada entre o empresário e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com o vídeo acima, Flavio David Barra detalha negociações e pagamentos efetuados para Lobão quando era ministro de Minas e Energia. Flavio afirmou que Lobão criou formas para passar imagem de que empresas estavam competindo no leilão, mas, na verdade, era tudo carta marcada.

O empresário também delatou que o senador Edison Lobão indicou como interlocutor um advogado de uma empresa do Maranhão para tratar sobre a usina de Angra. “Do PMDB não eram tesoureiros, eram interlocutores. O ministro Edison Lobão pra Angra ele indicou um primeiro interlocutor, no caso era um advogado, uma empresa acho que do Maranhão”, diz trecho do vídeo.

A Andrade Gutierrez Energia também chegou a pagar dinheiro em especie direcionado ao peemedebista. Lobão pediu em 2011, segundo o delator, e recebeu da empresa de Energia R$ 600 mil do esquema do PMDB, uma das parcelas da propina, que foi entregue para Márcio Lobão, filho do ex-ministro.

Ainda delatou que que Márcio Lobão era o representante do pai senador no caso da hidrelétrica de Belo Monte. “No caso de Belo Monte, ele pediu que a interlocução, porque ele era ministro e tal, mas o representaria, o filho dele, Márcio Lobão”, afirmou.

Márcio Lobão chegou a ocupar cargo público como presidente da Brasilcap, setor que atua na estruturação de planos de capitalização do Banco do Brasil. A esposa do filho de Lobão, Marta Martins Fadel, chegou a ser lotada no gabinete no Senado, entre 2001 e 2003, mas foi exonerada do cargo por nepotismo.


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Política

Esquema de propina da Odebrecht funcionava desde governo Sarney

UOL

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A 26ª fase da operação Lava Jato expôs, nesta terça-feira, a existência de um “departamento de propina” na empreiteira Odebrecht, que teria sido utilizado para movimentar altas somas de dinheiro em pagamentos ilícitos para agentes públicos e políticos principalmente em 2014. O esquema, no entanto, pode ser muito mais antigo. Documentos mostram que, durante o mandato presidencial de José Sarney (1985-1990), procedimentos bem semelhantes aos apontados pelos investigadores da Lava Jato envolviam 516 agentes públicos, empresários, empresas, instituições e políticos. Entre eles, há ex-ministros, senadores, deputados, governadores, integrantes de partidos como PSDB, PMDB e PFL (atual DEM).

O UOL teve acesso a quase 400 documentos internos da empreiteira, a maioria datada de 1988, detalhando remessas e propinas a diversos políticos. A documentação estava de posse de uma ex-funcionária da Odebrecht. Como no esquema divulgado pela Lava Jato na terça-feira (22), eram utilizados codinomes para os receptores dos pagamentos e as propinas eram calculadas a partir de percentuais dos valores de obras da empreiteira nas quais os agentes públicos estavam envolvidos.

A Odebrecht afirmou “que não se manifestará sobre o tema”. Todos os políticos ouvidos negaram qualquer envolvimento em esquema de propinas com a construtora.

Na documentação chamada “Livro de Códigos”, havia uma lista, batizada de “Relação de Parceiros”, que detalha os codinomes de políticos, agentes públicos e empresários relacionados às obras da Odebrecht nas quais teriam atuado.

Do PMDB, são citados Jader Barbalho (“Whisky”), atualmente senador, ligado à obra da BR-163, no Pará, e o ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (“Sonlo”). Os filhos do ex-presidente José Sarney, Fernando e José Filho, aparecem com os codinomes “Filhão” e “Filhote”; Roseana Sarney, como seu nome de casada, “Roseana Murad”, aparece como “Princesa”.

Propinas eram calculadas a partir de percentuais dos valores de obras da empreiteira nas quais os agentes públicos estavam envolvidos.

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Na lista, está também o ex-presidente e atualmente senador recém-desfiliado do PTB, Fernando Collor de Mello (“Mel”), relacionado a um emissário submarino construido na década de 1980, quando ele era governador de Alagoas. Há também o nome de Aroldo Cedraz, atual presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), de codinome “Toldo” e ligado à obra adutora do Sesal – ele ocupava na época os cargos de presidente da Cerb (Companhia de Engenharia Rural da Bahia) e de secretário de Recursos Hídricos e Irrigação da Bahia.

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O já falecido ex-deputado federal e governador do Mato Grosso, Dante Oliveira (1952-2006), que ficou famoso como o autor do projeto que pedia eleições diretas para presidente nos anos 1980, tinha o apelido “Ceguinho” e estaria relacionado a obras de canais em Cuiabá, cidade onde foi prefeito por três mandatos.


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Política

José Sarney e Edison Lobão são citados em deleção de Delcídio

Da Revista Época

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O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou nesta terça-feira (15) a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado. Na delação, Delcídio narra inúmeras acusações de corrupção, propina e irregularidades.

Um dos pontos da delação diz respeito a usina hidrelétrica de Belo Monte, maior obra do governo federal, com forte impacto ambiental na floresta amazônica e no rio Xingu. Belo Monte já recebeu a licença final e deve começar a gerar energia ainda este mês – ela terá potência para gerar 4 mil MW por ano, com picos de 11 mil MW.

Segundo Delcídio, as irregularidades começam no leilão da usina, em 2010. Três dias antes do leilão, as grandes empreiteiras que pretendiam tocar a obra, como a Andrade Gutierrez, decidiram abandonar o certame. Com medo do fracasso no leilão, o governo mobilizou empresas de médio porte que formaram um consórcio e apresentaram uma proposta. Foi a única proposta recebida e esse consórcio venceu o leilão. Poucos meses depois, as empreiteiras que tinham abondanado a proposta entraram para o consórcio como sócios e, na prática, passaram a controlar a obra. A leitura de Delcídio é que as empresas de médio porte não tinham condições de tocar a obra, e as grandes que desistiram da obra o fizeram para tentar influenciar o governo para aumentar seus lucros.

A segunda irregularidade aparece nos contratos de equipamentos para a usina. Segundo Delcídio, dois grupos disputavam os contratos para fornecer equipamentos para Belo Monte – um deles formado por empresas chinesas, outro por empresas nacionais. A delação diz que uma intervenção feita por Silas Rondeau, Erenice Guerra e Antonio Palocci resolveu a disputa a favor das empresas nacionais. Desses contratos, foram retiradas propinas para o PT e para o PMDB.

“Delcídio, pelo acima relatado, acredita que a contratação de equipamentos girou em torno de R$ 15 milhões e R$ 20 milhões de contribuições ilícitas para as campanhas do PMDB e do PT”, diz o texto da delação. Segundo Delcídio, o valor do PT foi destinado para campanha eleitoral da presidente Dilma, e o do PMDB para o “grupo do Sarney”, que tem vários nomes do PMDB, incluindo o senador José Sarney e o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A denúncia diz que quem pagou a propina foi a empreiteira Andrade Gutierrez.


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Poder

STF quebra sigilos bancário e fiscal do senador Edison Lobão

Da Folha

Senador Edison Lobão.

Senador Edison Lobão.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Edison Lobão (PMDB-MA), de André Serwy, apontado por delatores como operador do ex-ministro de Minas e Energia na Lava Jato, e de duas empresas.

A decisão é do ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos que investigam o esquema de corrupção da Petrobras. Zavascki atendeu a pedido da Polícia Federal, que teve aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Lobão é alvo do Supremo, ao lado de líderes do PMDB, por suspeita de ser beneficiado com o pagamento de propina para a construção da usina de Angra 3.

A análise dos dados bancários será de janeiro de 2012 a novembro de 2015. A queda do sigilo fiscal será de 2011 a 2015. A PF sugeriu uma quebra mais ampla, começando em 2010, mas a Procuradoria avaliou que o período deveria ser menor.

A defesa do senador Lobão informou que, por ser um homem público, suas contas estão “naturalmente abertas” e que ele próprio colocou seus sigilos à disposição da Polícia Federal quando prestou depoimento.

Sua defesa nega o recebimento de propina pelo senador. A Folha não localizou a defesa de André Serwy.

CLAREZA

Janot argumentou que “não se tem, no atual estágio da investigação, a clareza de quando as vantagens indevidas teriam sido pagas”, sendo que as visitas de Serwy à UTC teriam começado em 2012. Há registros de visitas de Serwy de 23 de julho de 2012 até outubro de 2014.

As empresas vinculadas à Serwy que foram alvos das quebras são: Leal Santos Alimentos e Agro Industrial Manacapuru. A suspeita do procurador-geral é de que as empresas possam ter sido utilizadas para ocultar patrimônio. “Sabe-se que a incorporação dos valoresao patrimônio dos investigados se deu por meio de processos de ocultação de suas origens”, disse Janot.

Segundo a delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, Lobão, no comando do ministério, pediu R$ 30 milhões em propina para financiar o PMDB nas eleições de 2014. O empresário contou aos investigadores que pagou R$ 1 milhão ao senador para que fizesse “ingerência” em favor do consórcio da UTC para construção da usina nuclear Angra.

O dinheiro foi pago em três parcelas, sendo que em duas, Serwy foi receber pessoalmente no escritório da UTC. Em uma delas, o empresário teria voltado para Brasília de carro, para evitar possíveis problemas no aeroporto, em razão das quantias em dinheiro vivo.

De acordo com delatores, parentes de Serwy trabalhariam para Lobão no Senado e seu pai teria sido sócio de Lobão em uma empresa.


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Política

Lobão foi sócio do pai de André Serwy, acusado de receber propina da UTC

Senador Edison Lobão.

Senador Edison Lobão.

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi sócio de pai de operador de propina citado por dono da UTC. Em depoimento sob acordo delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa afirmou que o peemedebista orientou que ele pagasse R$ 1 milhão desviado das obras de Angra 3 ao empresário André Serwy, filho de Aloysio Serwy, sócio de Lobão na Arco S/A.

O Estado obteve a trechos do inquérito sobre irregularidades na usina nuclear de Angra 3. No material, consta “uma informação policial” que detalha indícios do vínculo empresarial entre Lobão, Aloysio e André Serwy. Procurado pela reportagem na quinta-feira passada, o senador confirmou que foi sócio da Arco S/A antes de ingressar na política.

“Foi uma participação muito pequena, quase ínfima, há muito tempo atrás. Aloysio era meu amigo e eu fiz isso (fiquei sócio) para ajudá-lo naquela época. Depois eu saí da empresa”, disse Lobão. O senador não nega que mantenha amizade com a família Serwy. “Eu e Aloysio trabalhamos juntos logo quando me mudei para Brasília”, disse.

Sobre as declarações de Pessoa sobre pagamento de propina por intermédio de André, Lobão não quis se manifestar e pediu que a reportagem procurasse seu advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. “Negamos essa versão do Ricardo Pessoa. Ele é confuso”, disse o advogado. “Essas delações todas são muito frágeis”, afirmou.

Na semana passada, Lobão foi um dos alvos da Operação Catilinárias, desdobramento da Lava Jato que realizou uma série de ações de busca e apreensão em residências de políticos em Brasília. Na casa do senador, a Polícia Federal recolheu papéis e documentos que deverão subsidiar as investigações sobre a participação dele no esquema em Angra 3.

No inquérito, há a reprodução de uma ata da Assembleia Geral Extraordinária da empresa com data de 4 de julho de 1977. “Encontramos dentre os acionistas da Arco S/A Comércio e Indústria o nome Edson Lobão. É possível que se trate do senador Edison Lobão. Notem que naquela época o diretor-presidente era Aloysio Serwy”, diz o documento. A declaração de Lobão ao Estado desfez essa dúvida.

A ligação entre os Serwy e Lobão aparece no depoimento que Ricardo Pessoa prestou em maio deste ano ao Ministério Público Federal. Segundo o dono da UTC, Lobão pediu um porcentual entre 1% e 2% do valor do contrato das obras de Angra 3. O valor máximo estimado foi de R$ 30 milhões, que seriam utilizados pelo PMDB na campanha de 2014. Na oportunidade, Lobão era ministro de Minas e Energia.

“Olha, nós temos que assinar esse contrato, porque o PMDB está precisando de dinheiro para a campanha”, disse Lobão, segundo Pessoa. “Mas a gente nem assinou contrato”, reclamou o empreiteiro. Então, Edison Lobão teria pedido um adiantamento de R$ 1 milhão e recomendou que o empreiteiro procurasse André Serwy para fazer o pagamento.

Ainda no depoimento de Pessoa, ele descreve André “como uma pessoa próxima de Lobão” e que ele dava ao ministro o tratamento de “meu tio”. O dono da UTC ainda ressalta que André “é filho de Aloysio Serwy, amigo e sócio de Edison Lobão na empresa Arco S/A Comércio e Indústria”. Pessoa diz que o R$ 1 milhão foi pago em três parcelas. O montante fora retirado do “caixa 2 da UTC”, coordenado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato.

Com informações do Estadão


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Poder

Lobão Filho recebeu R$ 8 milhões dos Bertin

O Antagonista

Edinho Lobão, filho do senador Edison Lobão.

Edinho Lobão, filho do senador Edison Lobão.

Na busca e apreensão da Operação Passe Livre, a Polícia Federal encontrou cópias de oito notas promissórias no valor de um milhão de reais cada, tendo como beneficiário o ex-senador Lobão Filho.

O Globo deu a informação no sábado no pé de uma matéria, mas O Antagonista obteve os documentos originais. As notas foram emitidas pela Santri Participações, holding dos Bertin, com vencimento mensal entre agosto de 2014 e maio de 2015 (não houve emissão em novembro e dezembro).

Além das notas, a PF apreendeu uma notificação extrajudicial por falta de pagamento da suposta dívida, que teria como objeto um contrato de aquisição de ações das hidrelétricas Curuá Energia e Buriti Energia.

Para investigadores da força-tarefa, o contrato e as notas teriam sido forjados para justificar o repasse de R$ 8 milhões para o caixa 2 da campanha do peemedebista ao governo do Maranhão no ano passado. A PF agora quer saber a origem do recurso.


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Poder

Propina a Lobão foi levada de carro de SP a Brasília, diz delator

Do Estadão, por Fausto Macedo

Edison Lobão, senador acusado de receber propina.

Edison Lobão, senador acusado de receber propina.

O ex-diretor financeiro da UTC Walmir Pinheiro, considerado um braço direito do dono da empresa, Ricardo Pessoa, detalhou em delação premiada o acerto de um pagamento ao senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA) em razão da participação da empresa no consórcio vencedor para realizar as obras da usina de Angra 3. No depoimento, Pinheiro confirma que a propina acertada foi de R$ 1 milhão para Lobão e dá detalhes do pagamento. De acordo com ele, as entregas eram feitas a uma pessoa apresentada por Lobão e parte do pagamento foi levado de carro de São Paulo a Brasília para não despertar desconfiança das autoridades nos aeroportos.

“Que tais pagamentos ocorreram no decorrer do ano de 2014, pouco antes da contratação final; que questionado sobre a operacionalização deste pagamento, afirmou que foi pago em três parcelas; que em duas delas André Serwy foi pessoalmente no escritório da UTC, em São Paulo, pegando o dinheiro em espécie com o próprio declarante; Que André Serwy foi sozinho ao escritório da UTC em São Paulo e comentou que iria voltar para Brasília de carro, para evitar possíveis problemas no aeroporto, em razão das quantias em espécie”, declarou o diretor da UTC. O valor de R$ 1 milhão havia sido solicitado por Lobão para campanha eleitoral, mas o delator disse não saber se seria a campanha dele próprio ou de outra pessoa.

Pinheiro era responsável pelo departamento financeiro da UTC e homem de confiança de Ricardo Pessoa. Ele foi incumbido de operacionalizar pagamentos feitos entre a publicação do edital de licitação de Angra 3 e a assinatura do contrato da obra – feito em setembro de 2014.

André Serwy, segundo Walmir Pinheiro, foi apresentado por Lobão à empresa como responsável pelo recebimento de valores. O operador foi apresentado por Pessoa a Pinheiro como “a pessoa que recebia os valores em nome de Lobão”. Segundo o ex-diretor da UTC, Serwy chamada Lobão de “tio” e parecia muito íntimo do então ministro de Minas e Energia.

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Lobão na Lava Jato, afirmou que se o operador identificado como André Serwy recebeu os valores “certamente não foi para o ministro Lobão”. André Serwy não foi localizado até a publicação desta reportagem.


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