Política

Lobão volta a falar sobre candidatura de Roseana Sarney

O senador Edison Lobão (PMDB) voltou a afirmar, na última sexta-feira (6), em conversa com o titular do Blog do Neto Ferreira, que Roseana Sarney (PMDB) irá ser candidata ao governo do Maranhão em 2018.

Lobão disse que a decisão foi informada durante uma reunião em Brasília no dia 1º de outubro.

“Ela disse que está pronta para o chamado do partido e para ser candidata”, garantiu o senador.

Em agosto, o parlamentar concedeu uma entrevista ao Blog, onde garantiu que a ex-governadora sairia como candidata e que em breve o anúncio seria feito oficialmente (reveja)

Ainda no mês de agosto, Roseana se reuniu com a cúpula do partido, em São Luís, e deu indícios de que o projeto de candidatura iria sair do papel. Na ocasião, ela chegou a pedir o apoio de todos, principalmente dos vereadores, prefeitos e lideranças políticas dos municípios maranhenses. (relembre)


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Lobão e Humberto Coutinho se encontram na Assembleia

fptp

Ao se aproximar das eleições para os cargos de deputado estadual, federal, senador e governador, o peemedebista Edison Lobão se reuniu com o presidente do Legislativo do Maranhão, Humberto Coutinho.

Durante o encontro, que sequer foi divulgado pelo site da Assembleia, ambos trataram sobre o cenário político e eleitoral do Maranhão.

A ocasião serviu como visita de cortesia do senador ao presidente da Assembleia Legislativa. Eles são amigos há anos e não escondem de ninguém.

Antes do encontro com Coutinho, Lobão chegou a anunciar ao Blog do Neto Ferreira, que será candidato a reeleição e que Roseana Sarney disputará o governo contra Flávio Dino.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Lobão revela data que Roseana anunciará pré-candidatura ao governo

thumbnail_IMG-20170731-WA0069

Com 4 mandatos eletivos no Senado Federal, o ex-ministro Edison Lobão (PMDB) vem acumulando experiências políticas e tem se mostrado sereno e tranquilo em relação as turbulências, nas quais o seu partido vem passando no cenário nacional, e está convicto, também, de que o seu grupo político sairá vitorioso das eleições de 2018 no Maranhão.

Para falar um pouco mais sobre esses assuntos, o peemedebista concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog do Neto Ferreira, na segunda-feira (31). Ele discorreu sobre as divergências internas do PMBD nacional, a impopularidade do presidente Michel Temer, as especulações sobre o grupo Sarney e a gestão do governador Flávio Dino (PCdoB).

Durante a conversa, Lobão confirmou que Roseana Sarney sairá como candidata ao governo do Maranhão pelo PMDB, acabando assim com as especulações. O parlamentar disse, ainda, que tentará a reeleição ao Senado Federal.

“Demonstrou que tem. Na última pesquisa, que foi feita pelo próprio partido do PMDB, ela está em primeiro lugar mesmo sem ter dito que é candidata.”, afirmou Edison Lobão (PMDB) ao ser questionado se Roseana Sarney (PMDB) tem força para barrar a reeleição de Flávio Dino (PCdoB) para o governo do Maranhão em 2018.

Após a entrevista, em um bate-papo informal com titular do Blog, Lobão comentou que Roseana Sarney oficializará a pré-candidatura em 20 ou 30 dias.

Leia a entrevista na íntegra:

Blog do Neto FerreiraO PMDB nacional vive um momento delicado por conta de rachas tanto na Câmara Federal quanto no Senado. Um exemplo foi a troca de farpas entre os senadores Romero Jucá e o Roberto Requião por meio de vídeos. Como o senhor avalia essa situação? Isso desestrutura a governabilidade do presidente Michel Temer?

Senador Edison Lobão – “O PMDB sempre foi um partido que admitiu a divergência. Não se trata de luta, de uma discórdia acirrada. É uma divergência, que sempre houve no PMDB. Basta lhe dizer que havia dois partidos políticos no Brasil, após a extinção dos antigos em 1964, portanto há 53 anos, o PMDB era chamado de MDB, abrigava todas as correntes de pensamento, que não eram aquelas que se compunham com a revolução.

Da aí por diante, foram nascendo das entranhas do PMDB outras agremiações partidárias, diversas. Eu até diria todas que temos hoje. Portanto, esse assunto de divergência houve sempre, mas elas não comprometem a ação do PMDB no Parlamento, no que diz respeito ao governo atual. Nós temos 22 senadores, dos quais divergem da posição central apenas 4. Então, você verifica que em 22 é um número pequeno, os demais estão sólidos com o governo do presidente Temer.

O caso do [Roberto] Requião, trata-se de um senador talentoso, inteligente, grande líder. Ele já foi governador 3 vezes, é senador pela segunda vez, foi prefeito da capital. Tem estofo, liderança. Nós até cogitamos, em certo momento, lançá-lo candidato presidente da República, mas nesse momento, de fato, Requião está divergindo intensamente do atual governo. O que não quer dizer que tenha que deixar o partido.

Não apenas ele, mas o senador Eduardo Braga do Amazonas. E, ainda, o senador Renan [Calheiros], o poderoso líder, que já foi presidente do Senado pela terceira vez, que deixou a liderança do partido pela divergência que tem com o atual governo por causa das reformas trabalhista e da previdência, mas a vida continua e é interesse do Brasil ter um pouco de serenidade, de tranquilidade nesse momento. Nós não podemos estar substituindo presidente da República a cada esquina, a cada momento, pois quem sofre são as instituições democráticas, o país de modo geral e a sociedade. Portanto, não pense jamais que nós vamos negar apoio ao atual governo. Vamos, sim, mantê-lo, conservá-lo, até em benefícios dessas instituições. Nós temos uma eleição que chegará dentro de 1 ano e 3 meses, não há como cogitar a substituição do presidente da República.

Blog Senador, o senhor acha que essa mudança de presidente afeta diretamente a questão econômica do país?

Lobão – “Acho sim! Acho que isso cria a instabilidade. A instabilidade é o maior adubo para o oferecimento do pressupostos econômicos do país. Nós temos que ter um país, um governo, em regime com estabilidade para que o capital se sinta tranquilo para aqui permanecer e vir do exterior, portanto a estabilidade é o instrumento número 1 da presença do capital e para o desenvolvimento econômico.”

Blog – Senador, como é a sua avaliação do governo Michel Temer, pois a impopularidade dele é muito alta? Isso afeta o PMDB no geral?

Lobão – “Os Parlamentos no mundo inteiro são desamados. Um amor pelo Congresso do Brasil, da França, da Itália, dos Estados Unidos, porém parlamentares isolados em seus estados tem prestígio. O que eu quero com isso dizer, é que o PMDB, que é solidário ao presidente da República, não depende de Temer para renovar os seus quadros ou mantê-los nos estados. A eleição é independente do que acontece lá em Brasília. Os senadores de Alagoas nada tem a ver na sua revisão com o desempenho ou não do presidente da República.

Agora, tem até uma curiosidade em tudo isso. É que o governo vai razoavelmente bem. Há uma visível recuperação econômica já com a retomada do emprego, do prestígio do país no exterior. A popularidade do presidente da República, de fato, é baixíssima. Nunca um presidente da República teve tão baixa popularidade quanto o Michel Temer. Todavia, o governo dele não está no mesmo patamar dos outros, está acima. E essa impopularidade é justa? Eu acho que não é. Ele está fazendo as reformas que deve fazer e está colocando o país no trilho do crescimento, do desenvolvimento e na retomada da empregabilidade.”

Blog- O senhor acha que as reformas são pontos que podem ser favoráveis para essa impopularidade do presidente Michel Temer?

Lobão – “Eu acho que sim. Hoje, todos nós temos uma relação com a Legislação Trabalhista, com a Previdência. Os que são aposentados, os que virão a ser. E nós, como opinião pública, não gostamos da modificação do status quo. Muitas vezes não pensamos o que pode acontecer amanhã. A reforma trabalhista é necessária e não se está tirando o direito de ninguém. O que se está fazendo é modernizando a relação capital-trabalho. O ponto principal é que as negociações entre as partes, o empresário e os trabalhadores, podem ser feitas livremente. Como se faz nos Estados Unidos, na Inglaterra, França, na Alemanha. O que Brasil está fazendo é copiando a modernidade de outros países para aplicá-la aqui, com o objetivo de auxiliar os brasileiros na obtenção de seus empregos.”

Blog – O grupo Sarney está acuado em questão de declarações, que realmente terá um candidato ao governo. O senhor poderia afirmar que o grupo Sarney vai ter candidato ao governo? E quem será?

Lobão – “Nós todos amamos nosso estado. Nenhum de nós quer que o governo atual resulte mal. Desde o começo foi assim, nosso adversário, porém queríamos que ele [Flávio Dino] fizesse uma boa gestão. À medida que o governador tenha um bom desempenho, está ajudando o povo. Então, nós nos afastamos com a eleição, mas acompanhando em silêncio para não atrapalhar o desempenho dele.

Nós estamos nos aproximando da eleição do próximo ano, então temos que ter uma posição. Já decidimos que será o nosso candidato a governador, que é a Roseana Sarney. É a nossa candidata. Já está tudo certo. Ela vai tomar esta bandeira e vai liderar o nosso grupo mais uma vez.

Hoje, eu sou o senador mais antigo do senado, não o mais velho. Sou o portador de 4 mandatos no Senado. Era o senador Sarney com 5, sou eu agora com 4. Eu ganhei ao longo desses anos alguma experiência como deputado, governador, ministro em dois governos [Lula e Dilma]. Posso dizer que ela [Roseana Sarney] está animadíssima e tem todas as condições de fazer vitorioso o nosso grupo outra vez.

O que se deu há três anos foi que havia um sentimento popular, da mudança, e essa mudança afetou muitos estados brasileiros. Agora passou a fase da mudança, estamos dentro da realidade. O povo, no próximo ano, dirá se está satisfeito com a mudança que foi feita ou não. Se não está, vai eleger a nossa candidata, os nossos deputados estaduais e federais, e senadores.”

Blog – Roseana [Sarney] dependerá do cenário nacional do PMDB para se eleger? O presidente Michel Temer virá participar das eleições aqui no Maranhão?

Lobão – “A nossa eleição aqui, assim como em São Paulo, no Mato Grosso não depende do desempenho popular do presidente da República. Nós temos a nossa imagem, ela [Roseana Sarney] tem a dela, eu tenho a minha. Os deputados tem as suas, João Alberto tem a dele, o Roberto Rocha também, que é um político que está se projetando. Todos nós temos a nossa imagem. E, isso não depende da imagem do presidente [Michel Temer]. O que não quer dizer que ele não possa nos ajudar, pois sempre terá meios de ser solidário com o estado do Maranhão.

Hoje [segunda-feira (31)] mesmo, tivemos uma reunião aqui em São Luís com o ministro da Saúde, que veio ao Maranhão para nos ajudar. Então, você verifica que ele [Michel Temer] está com a disposição e determinação para nos apoiar. Essa é a forma mais concreta que o governo dele tem para demonstrar que está conosco.”

Blog – O senhor vai disputar a reeleição para o Senado Federal?

Lobão – “É o meu desejo de disputar a reeleição. Ou eu ou o senador [suplente] Lobão Filho, que foi parlamentar durante 7 anos com excelente desempenho, quando ministro de Minas e Energia. Nesse período, trouxemos aqui para o nosso estado, energia elétrica para residência de 1,5 milhão de maranhenses. O Maranhão tem 7 milhões de habitantes e 1,5 milhão não tinham luz em casa. Eu, como ministro, com autorização do presidente Lula, fiz essa obra gigantesca de inclusão social do povo mais pobre do nosso estado.

Por tudo que já fiz pelo nosso estado, faz com que eu volte a ser candidato, pois fui governador, deputado de dois mandatos, ministro. Então, posso fazer muito pelo estado. E, não sendo eu, seria o senador Lobão Filho, que teve um bom desempenho como candidato a governador. Mas estou convencido de que ele próprio prefere que eu seja o candidato.”

Blog – Como fica o senador João Alberto? Uma vez que o ministro Sarney Filho já lançou a pré-candidatura dele ao senado?

Lobão- “Nós temos duas vagas para o Senado. O eleitor votará em dois e não em apenas um. Pelo nosso grupo, seria eu e Sarney Filho o outro. O senador João Alberto tem conversado muito com o deputado Sarney Filho, eu creio que eles acertaram isto [Sarney Filho como candidato a senador]. Mas, se amanhã o senador João Alberto desejar ser o candidato a vaga é dele. É um grande maranhense, já foi governador, deputado, estadual, federal, prefeito. Ele é um político de grande dimensão nacional e ocupa cargos importantes na esfera nacional. Então, a vaga está reservada para João Alberto. Se ele, em uma composição com o deputado Sarney Filho, abrir mão para o deputado ser o candidato, nós estamos de acordo.”

Blog – E o anúncio oficial das pré-candidaturas será quando?

Lobão- “Esse não é o momento de ser pensar em campanha eleitoral. Nós estamos nas tratativas. O que eu posso dizer é que a Roseana Sarney aceita ser a candidata ao governo do Estado. E, com ela, nós vamos atravessar o Maranhão em todas as suas latitudes, mais um vez, e o meu convencimento é que sairá vitoriosa.”

Blog – Como o senhor avalia o governo Flávio Dino?

Lobão – “Eu penso que a melhor avaliação que se pode fazer do governo dele [Flávio Dino] é o que as pesquisas estão demonstrando e o que povo dirá no próximo ano. Essa é a avaliação definitiva. O povo tem a sua forma de avaliar, que é na urna eletrônica. Se tiver satisfeito com ele, dirá sim, caso contrário, responderá que á não.

De pouco adiantaria eu ou outro fazer comentários da administração de Flávio Dino, o que de fato importa, é fundamental e sólido, é o que o povo dirá nas pesquisas, que já estão sendo feitas e, mais ainda, no próximo ano.”

Blog – A candidatura de Roseana Sarney tem força para barrar a reeleição do governador Flávio Dino?

Lobão – “Demonstrou que tem. Na última pesquisa, que foi feita pelo próprio partido do PMDB, ela está em primeiro lugar sem dizer que é candidata, pois até hoje não disse. Eu que estou dizendo. Portanto, sem dizê-lo, ela já está em primeiro lugar. Desse modo tem força de sobra para pleitear o seu retorno ao Palácio dos Leões”.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Janot pede ao STF abertura de novo inquérito para investigar senador Lobão

edison-lobao-pmdb-ma-marcos-oliveira-agencia-senado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito sobre o suposto envolvimento do senador Edison Lobão (PMDB-MA) com a holding Diamond Mountain, nas Ilhas Cayman.
O procurador também pediu a quebra do sigilo bancário do parlamentar entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2012.

A suspeita é de crime contra o sistema financeiro e de utilização da holding Diamond Mountain para tentar obter benefícios junto aos fundos de investimentos controlados pelo governo federal, entre os quais o Postalis, dos Correios.

Alvo de quatro inquéritos no Supremo, Lobão nega as acusações. Segundo a defesa, ele nunca teve ligação com a Diamond Mountain.

Os pedidos serão analisados pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, a quem cabe autorizar a investigação.
A apuração sobre a Diamond Mountain começou em julho de 2014 na Justiça Federal de São Paulo mas, diante de uma testemunha ter citado possível envolvimento de Lobão, a juíza Fabiana Alves Rodrigues mandou tudo para o Supremo.

Nessa decisão, a juíza destacou que o Ministério Público Federal não via indícios para investigar Lobão, mas que, pelo entendimento do Supremo, cabe ao STF decidir o que fazer depois de ouvir a Procuradoria Geral da República.
Janot pediu, em setembro de 2015, coleta de mais informações antes de definir se pediria ou não abertura de inquérito.

Entre as diligências pedidas, Janot requereu compartilhamento de provas produzidas em investigação sobre Lobão na Operação Lava Jato, como a agenda de Lobão como ministro de Minas e Energia, para saber se ele se reuniu com pessoas ligadas à holding.

Agora, o procurador disse que a agenda de Lobão confirmou diversas reuniões com representantes da empresa. E que a suspeita é de que ele era sócio-oculto da Diamond. Segundo ele, os dados coletados exigem o aprofundamento das investigações, com abertura de um inquérito.

“Diante de tais constatações, faz-se mister o aprofundamento e a continuidade das apurações aqui iniciadas, de modo a confirmar ou não o possível envolvimento do congressista nos supostos ilícitos.”
Inquéritos

O senador Edison Lobão é alvo de quatro inquéritos abertos no STF, dos quais três na Operação Lava Jato e um no chamado “Eletrolão”, um desdobramento da Lava Jato, mas que foi separado da operação:

Inq 4075 – Apura se Edison Lobão pediu R$ 30 milhões para empresas para financiamento de campanhas do PMDB em 2014 em troca de ajuda em Angra 3 (Lava Jato)

Inq 4326 – Apura se existiu uma quadrilha envolvendo integrantes do PMDB do Senado para desviar dinheiro da Petrobras (Lava Jato)

Inq 4384 – Apura suspeita de que recebeu R$ 5,5 milhões para interferir em obras do Projeto Madeira; inquérito aberto a partir das delações da Odebrecht (Lava Jato)

Inq 4260 – Apura desvios e pagamento de propina na usina de Belo Monte (“Eletrolão”)


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Suplente do pai, Lobão Filho também sofre acusações

edison-lobao-filho-pmdb-79219

Se os 63 congressistas que tiveram inquéritos abertos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin fossem afastados dos cargos, a maior parte dos substitutos não teria menos pendências policiais e judiciais do que os titulares a apresentar aos eleitores.

Como é o caso do senador Edison Lobão (PMDB), que tem como suplente Edison Lobão Filho.

Edison Lobão Filho (PMDB-MA) pode herdar o posto de senador do pai, Edison Lobão (PMDB-MA), sob investigação por corrupção no âmbito da Lava-Jato. Lobão Filho é alvo de processos por ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e sonegação fiscal por, supostamente, ter escondido a propriedade de uma empresa de bebidas sob o nome de laranjas. Recentemente, o Ministério Público da Suíça apresentou ainda documentos apontando contas secretas no país em nome dele. Por e-mail, Lobão Filho afirmou que as contas estão declaradas e não são movimentadas há 30 anos. Segundo ele, as acusações são “assuntos com origem de 20 anos, exaustivamente explicados, mas que a imprensa insiste em explorar”.

— Hoje, o simples depoimento de quem está sob tortura no “pau de arara”, e quer sair de qualquer maneira (da cadeia), serve para julgar e condenar qualquer cidadão — defendeu-se.

Levantamento do GLOBO indica que 64% dos suplentes de deputados federais e 67% dos suplentes de senadores — todos investigados na Lava-Jato — respondem ou já responderam a acusações pelos mais variados crimes, de compra de votos e improbidade administrativa a estupro de vulnerável e homicídio.

No total, Fachin, relator da Lava-Jato no STF, autorizou a abertura de 76 inquéritos solicitados pela Procuradoria-Geral da República com base em delações de ex-executivos da Odebrecht. As investigações envolvem oito ministros, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais. O levantamento indica o status dos suplentes de senadores e deputados, figuras normalmente pouco conhecidas pelos cidadãos. Foram consideradas na conta as ações que tramitam em diferentes instâncias da Justiça, fruto de investigações das polícias Federal e Civil, dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal e dos Tribunais de Contas.

De acordo com a lista de suplentes fornecida pela Câmara, há pelo menos dois suplentes de deputados sentenciados à prisão que podem assumir cargos em caso de vacância. A suplência na Câmara é definida a partir do ranking de candidatos mais votados por coligação estadual.

D’o Globo


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Propina foi entregue na casa do filho de Lobão no Rio, diz delator da Odebrecht

lobão

“Ele entrava na sala, ele chegava para mim e dizia: ‘Henrique, você tem algum assunto que precise tratar? Porque eu tenho um assunto que preciso tratar com você, antes que o fiscal chegue’. Aí os assuntos não republicanos eram tratados nesse momento, porque depois entrava esse fiscal.”

A declaração é do ex-executivo da área de energia da Odebrecht, Henrique Serrano de Prado Valadares, em um de seus depoimentos à força-tarefa da Operação Lava Jato, sobre dinheiro repassado ao senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Em vídeo tornado público na última semana, Valadares detalhou como eram feitos os repasses a Lobão, que à época era ministro de Minas e Energia.

“As entregas eram feitas na residência do filho que aqui no Rio. Então a entrega de pagamento, de dinheiro era feita na casa desse…” afirmou o delator.

Ex-funcionário da Odebrecht possivelmente se refere a Márcio Lobão, que é o filho do senador que mora no estado do Rio de Janeiro. Ele é presidente da Brasilcap, braço dos planos de capitalização do Banco do Brasil.

Os pagamentos de propina eram referentes as obras da Usina de Jirau, localizada no rio Madeira em Rondônia. Lobão chegou a receber cerca de R$ 5,5 milhões da Odebrecht.

“Ele sinalizava que iria nos ajudar (no projeto de Jirau) e que precisava da nossa ajuda. To falando de propina. Marcelo (Odebrecht) acreditou. E sem que ele entregasse nada, simplesmente para que ele fizesse um esforço e usando os nossos argumentos, que eram verdadeiros e absolutamente legais, criasse um contraponto com a Casa Civil. Para isso surgiu o pagamento de R$ 5,5 milhões. Com certeza era caixa 2”, garantiu Valadares.

O ex-chefe do setor de energia da construtora afirmou que conheceu o senador por intermédio do então funcionário da Odebrecht Luis Almeida, que morou por muito tempo no Maranhão e tinha uma boa relação com os grupos Sarney e Lobão.

“Luis Almeida foi o cara que morou por muitos anos no Maranhão pela Odebrecht e depois por contra própria por uma empresa dele. Muito íntimo das famílias Sarney e Lobão. Na minha cabeça deu logo ele. E não deu outra. Ele ligou para Lobão, que me recebeu. O Lobão nunca tinha me visto na vida, me recebeu, era época de fim de ano. Eu cheguei ao gabinete dele, começamos a conversar e ele me confirmou que tinha de fato um compromisso dele vir a se tornar Ministro de Minas e Energia”, explicou Henrique Valadares.

Em seguida, o ex-funcionário da Odebrecht fala que mesmo sem conhecê-lo, antes de ser empossado, Lobão mostrou-lhe uma lista de diretores de órgãos ligados ao Ministério de Minas e Energia e seus padrinhos políticos e o questionou se conhecia os mesmos. “Daí em diante, ele empossado as conversas começaram a seguir um protocolo. Era marcar reuniões, via secretária, com o fiscal”.

Henrique Valadares disse ainda que o suplente de senador Edison Lobão Filho participava das reuniões e parecia conhecer muito sobre os assuntos tratados nos encontros.

Veja o vídeo na íntegra


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Lobão teria recebido R$ 5,5 milhões para interferir em obra da Usina de Jirau

edison-lobao-pmdb-ma-marcos-oliveira-agencia-senado

O senador Edison Lobão (PMDB-PA) é suspeito de receber R$ 5,5 milhões para interferir em obras do Projeto Madeira. A acusação aparece em inquérito autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.

Segundo depoimento de Henrique Serrano do Prado Valladares, Lobão, que consta na lista da Odebrecht com o apelido de “Esquálido”, recebeu o pagamento em espécie, entregue na casa de seu filho.

O dinheiro teria sido entregue para que ele interferisse junto ao governo federal para anulação da adjudicação da obra referente à Usina Hidrelétrica de Jirau.

Segundo o Ministério Público, o Grupo Odebrecht foi vencedor de processo licitatório referente à Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, sendo que a empresa Tractebel-Suez venceu processo licitatório envolvendo a obra da Usina Hidrelétrica de Jirau, ambas integrantes do Projeto Madeira.

Outro lado

Antonio Carlos de Almeida Castro, advogado de defesa do senador Edison Lobão, diz que agora a defesa poderá, em inquérito, fazer o enfrentamento das denúncias. O senador nega as denúncias; a defesa informou que comprovará que os acusadores não tem prova ou indício do que dizem.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Ao TSE, delator cita Lobão e PMDB em esquema de propina de Belo Monte

Da Folha de São Paulo

o-ex-ministro-Edison-Lobao

O Ex-­presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, conhecido como BJ, disse à Justiça Eleitoral que o PMDB recebeu recursos pelas obras da usina de Belo Monte, no Pará.

O ex­executivo afirmou que se recorda de ter sido o senador Edison Lobão (PMDB­MA) a pessoa para quem os valores vinculados à obra deveriam ser destinados. Ele cita também um “deputado ou ex­deputado” do Pará. BJ prestou depoimento no dia 2 de março, ao ministro Herman Benjamin (TSE), relator do processo de cassação da chapa Dilma Rousseff­Michel Temer, em 2014.

O executivo relatou que o partido de Temer foi o único a receber do esquema de Belo Monte por causa de um veto ao PT feito, segundo ele, por Marcelo Odebrecht, ex­presidente e herdeiro do grupo.

“Quando recebi o projeto, foi­me informado que havia alguns compromissos assumidos lá na partida. E esses compromissos estavam destinados a dois partidos, sendo que um dos partidos… havia uma orientação de Marcelo de que não deveríamos fazer as contribuições ­ era o PT. E o PMDB tinha as pessoas que tratavam lá com os executivos anteriores a mim.  O que conheço do assunto é isso. Não houve nada ao PT especificamente feito por Belo Monte por orientação do próprio Marcelo”, declarou. O relator então perguntou: “Mas em relação ao PMDB houve”?. “Houve e está no relato das pessoas”, respondeu BJ.

Questionado sobre os nomes envolvidos no recebimento do dinheiro, ele respondeu: “Se não me engano, foi combinado através do doutor Edison Lobão e teve um outro, um deputado ou um e-x­deputado que posteriormente ao doutor Edison Lobão foi quem recebeu em nome do PMDB ­ um deputado do Pará. Essas foram as duas pessoas cujos nomes eu ouvir, doutor”.

Lobão hoje é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que articula acelerar a votação de um projeto de abuso de autoridade.

“Eu afirmei ­ tenho quase certeza ­ que não foi pago nada pro PT por Belo Monte. O PMDB era uma conta específica da obra, uma despesa que foi combinada e debitada a obra”, disse Benedicto Júnior.

A Polícia Federal, em setembro do ano passado, já apontava indícios de que o PMDB e quatro senadores do partido receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais, segundo relatório que integra inquérito no Supremo Tribunal Federal.

O relatório da PF junta essa versão com informações de outro delator, o ex-senador Delcídio do Amaral, de que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico: Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO).

O ministro Herman Benjamin perguntou a Benedicto Júnior se algum pagamento de Belo Monte foi realizado naquele ano. “Eu acho que houve pagamentos em 2014 para o PMDB, mas não tenho certeza porque não li o relato. Eu tenho quase certeza de que foi feito. Por isso acho que há um ex­-deputado que foi a pessoa que procurou o meu executivo, levado por um executivo da Andrade Gutierrez”, disse.

Questionado se lembrava se a campanha era estadual ou presidencial, BJ disse que não lembrava. “Nós nunca fizemos um pagamento em cima do percentual [do valor das obras]”, disse o ex­-executivo.

Segundo depoimento do ex­-executivo da Odebrecht, os valores seriam pagos pelo departamento de Operações Estruturadas, área de pagamentos de propina do grupo. A construção de Belo Monte foi feita por um consórcio. Os participantes são: Andrade Gutierrez (18%), Odebrecht (16%), Camargo Corrêa (16%), Queiroz Galvão (11,5%), OAS (11,5%), Contern (10%), Galvão (10%), Serveng (3%), J. Malucelli (2%) e Cetenco (2%).


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Lista de Rodrigo Janot enviada ao STF inclui pedido para investigar Edison Lobão

edison_lobao_agencia-brasil_1280x720

O Procurador‐geral da República, Rodrigo Janot, enviou na noite desta terça‐feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de investigação contra políticos citados nas delações de 77 executivos e ex‐executivos da empreiteira Odebrecth e da petroquímica Braskem.

A lista de Janot com os nomes dos políticos não foi divulgada oficialmente, porque a solicitação do procurador tem caráter sigiloso. Mas fontes ligadas à TV Globo afirmam que ela inclui pedido para investigar 5 ministros, 6 senadores e dois ex‐ presidentes.

Entre os nomes, está o do senador Edison Lobão (PMDB).

Os pedidos de abertura de inquérito foram enviados ao Supremo Tribunal Federal porque entre os alvos há autoridades com foro privilegiado, isto é, que só podem ser investigadas (e depois julgadas, se for o caso) com autorização do STF. São os casos de deputados e senadores, por exemplo.

Governadores são investigados e julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para os casos de políticos e demais pessoas que perderam o foro privilegiado – integrantes do governo passado, por exemplo –, o procurador‐geral fez 211 pedidos de remessa de trechos das delações para instâncias inferiores da Justiça (o chamado “declínio de competência”).

Veja, abaixo, a lista dos políticos:

Aloysio Nunes (PSDB‐SP), ministro de Relações Exteriores
Eliseu Padilha (PMDB‐RS), ministro da Casa Civil
Moreira Franco (PMDB‐RJ), ministro da Secretaria‐Geral da Presidência
Gilberto Kassab (PSD‐SP), ministro de Ciência e Tecnologia
Bruno Araújo (PSDB‐PE), ministro das Cidades
Rodrigo Maia (DEM‐RJ), presidente da Câmara
Eunício Oliveira (PMDB‐CE), presidente do Senado
Edison Lobão (PMDB‐MA), senador
José Serra (PSDB‐SP), senador
Aécio Neves (PSDB‐MG), senador
Romero Jucá (PMDB‐RR), senador
Renan Calheiros (PMDB‐AL), senador

Para a primeira instância da Justiça, os pedidos de inquérito são para os ex‐
presidentes

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Dilma Rousseff (PT)
E para os ex‐ministros
Antonio Palocci (PT)
Guido Mantega (PT)


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Mundo / Política

Suíça bloqueia conta bancária ligada a Lobão e abre processo penal

Da Revista Isto É

edison_lobao_agencia-brasil_1280x720

O Ministério Público da Suíça bloqueou contas bancárias ligadas ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e abriu um processo penal sobre o assunto.

As contas estariam em nome de um dos filhos de Lobão e foram bloqueadas por causa das investigações da Lava Jato e da corrupção no setor elétrico. O Ministério Público da Suíça confirmou as informações à reportagem de ISTOÉ, mas disse que não poderia dar mais detalhes por questões de sigilo. A Polícia Federal do Brasil suspeita que a conta possa ter sido abastecida com propina.

“No âmbito de um processo penal suíço do Procurador-Geral da Suíça (…), a OAG (Ministério Público da Suíça) bloqueou contas bancárias”, afirmou, em resposta a questionamentos sobre Lobão. Segundo o órgão, dois recursos impetrados pelo titular da conta bancária tentaram desfazer o bloqueio mas foram rejeitados pela corte criminal de Bellinzona, comuna na Suíça onde estariam localizadas as contas.

O processo ainda está em andamento na Suíça e não foi transferido para o Brasil. Geralmente, no caso de cidadãos brasileiros, as autoridades suíças têm remetido as investigações ao Brasil.

Cooperação internacional.

Em setembro do ano passado, o delegado da Polícia Federal Thiago Delabary encaminhou um pedido de cooperação internacional ao Ministério da Justiça para que fossem bloqueadas contas ligadas a Lobão na Suíça, com base em informações obtidas pela área de inteligência financeira da PF. Ele também solicitou o envio da documentação ao Brasil.

rasgadinhas_lobao_suica

“Dentre as diligências voltadas ao esclarecimento dos fatos – o que compreende a identificação e localização do dinheiro em tese recebido – logrou-se obter o relatório de inteligência financeira nº 17.307 (cópia anexa), fruto de intercâmbio de informações de inteligência entre as unidades de inteligência financeira do Brasil e da Suíça, que acusa o registro de ‘atividades suspeitas’ por Edison Lobão e Márcio Lobão naquele país”, escreveu o delegado sobre o pedido encaminhado ao DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

Márcio Lobão foi alvo de operação realizada na semana passada pela PF, sob suspeita de ser intermediário da propina em Belo Monte. Anteriormente, ele já negou o envolvimento com irregularidades. Seu pai, Edison Lobão, atualmente comanda a comissão mais importante do Senado. Conduziu, por exemplo, a sabatina do novo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Procurado, o advogado de Edison Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que a conta bloqueada não pertence ao senador e que a Suíça realizou o bloqueio baseada em notícias veiculadas na imprensa sobre as investigações relacionadas ao senador. Kakay nega que Lobão tenha cometido irregularidades.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.