Poder

PF faz buscas em em gráficas da campanha Dilma-Temer em São Paulo

G1

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A Polícia Federal cumpre buscas nesta terça-feira (27) para investigar empresas contratadas na campanha eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer, dentro de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentada pelo PSDB, que busca cassar a chapa.

Os agentes visitam empresas subcontratadas por gráficas que, segundo as investigações já realizadas, não teriam prestado os serviços contratados. Os principais alvos na ação do TSE são a Rede Seg Gráfica, VTPB Serviços Gráficos e a Focal Confecção e Comunicação. O objetivo é verificar se as empresas tinham capacidade operacional para entregar os produtos.

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No total, a PF realiza buscas em cerca de 15 locais, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) dão apoio às diligências.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE. O despacho, assinado no último dia 16, inclui autorização para quebra de sigilo fiscal de diversas empresas e pessoas que “demonstraram maiores indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”. Os alvos da quebra, porém, permanecem em sigilo.

Nas buscas desta terça, Benjamin também permite, se necessário, a realização de depoimentos de pessoas envolvidas com as empresas, mas proibiu conduções coercitivas — quando as pessoas são levadas à força para falar. A PF informou que não iria comentar sobre a operação.

No último dia 15, um relatório elaborado pelo TSE informou que o Ministério Público e a PF viram indícios de fraude e desvio de recursos na campanha. A análise levou em conta dados obtidos na quebra de sigilo bancário de gráficas informadas pela chapa como prestadoras de serviços.

Os peritos viram suspeitas de que recursos pagos teriam sido “desviados e direcionados ao enriquecimento sem causa de pessoas físicas e jurídicas diversas para benefício próprio”.

Em agosto, os peritos já haviam informado que as empresas não apresentaram documentos suficientes para comprovar o trabalho pago pela campanha. O relatório também levou em conta documentos apresentados pela defesa de Dilma que comprovariam o uso dos recursos. Mas para os peritos, eles não foram suficientes para responder aos questionamentos sobre os gastos.


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Geral

‘Escolho o restaurante que for porque pago minha conta’, diz Dilma

Estadão.

DilmaA presidente Dilma Rousseff rebateu ontem as críticas à sua agenda secreta em Lisboa, entre sábado e a manhã de domingo, quando realizou uma parada técnica na capital portuguesa durante a qual se hospedou no hotel Ritz e jantou no badalado restaurante Eleven. “Eu escolho o restaurante que for porque eu pago a minha conta”, afirmou Dilma, em entrevista coletiva em Cuba. “Não há a menor condição de eu usar o cartão corporativo e misturar o que é consumo privado e público.”

Questionada se o fato de a agenda ter sido revelada não afeta sua imagem de austeridade, Dilma respondeu que já se acostumou com notícias negativas. “Cheguei a um ponto em que o couro ficou duro”, disse ela.

Dilma estava na Suíça participando do Fórum Econômico Mundial desde quinta-feira passada. No sábado, sua agenda dava conta da viagem a Cuba para a 2.ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. O Estado descobriu, porém, que a presidente e uma comitiva pararam em Lisboa sem avisar. A explicação foi que se tratava de uma parada técnica necessária para abastecer o avião.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, ela foi decidida de última hora. O governo português e o chef do restaurante onde Dilma jantou, porém, disseram que tinham sido avisados da visita presidencial já na quinta-feira.

A polêmica levou o PSDB, partido de oposição a Dilma, a entrar nesta terça-feira, 28, com uma representação na Procuradoria-Geral da República para que a passagem pela capital portuguesa seja investigada, assim como os gastos públicos envolvidos no episódio.

Além do Ritz, onde a suíte em que a presidente ficou tem diária de R$ 26 mil no preço de tabela, parte da comitiva se hospedou também no hotel Tivoli.

Dilma afirmou na entrevista que é uma “exigência” dela que todos os ministros que a acompanham na comitiva paguem sua conta. Disse que já houve até um “caso chato”, como em um de seus aniversários, quando ela foi a um restaurante em Moscou e uma pessoa da comitiva se assustou com o valor da conta, mas desembolsou o dinheiro.

“No meu aniversário eu também paguei. Tinha gente que estava acostumada que o pagamento seria do governo”, disse a presidente, irônica. “É que tem gente que acha esquisito uma presidente dividir a conta. Acho isso extremamente democrático e republicano”, completou.

Ela reafirmou a versão já dada por seu chanceler segundo a qual a parada técnica era obrigatória, já que o avião presidencial, conhecido como Aerolula – um Airbus A319 comprado na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva – não tem autonomia para fazer a viagem entre a Suíça e Cuba. Segundo Figueiredo, havia duas possibilidades para uma parada técnica, em Lisboa e em Boston, nos EUA. Por causa do mau tempo nos EUA, optou-se por Lisboa.

Dilma aproveitou para dizer que o avião presidencial brasileiro tem o mesmo problema de autonomia dos aviões presidenciais de México e Argentina. O governo diz que não há plano de comprar uma aeronave com maior autonomia de voo.

Auxiliares do Planalto dizem que a Aeronáutica sempre estuda os lugares onde o avião pode fazer escalas técnicas e considera normais os contatos com embaixadas ou para reservas de hotéis e restaurantes. “Não tem nada ilegal com a viagem”, disse a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.

Paradas técnicas. Dilma já teve outras paradas técnicas que não constavam de sua agenda. Em março de 2012, a presidente fez uma escala sigilosa em Granada, na Espanha, antes de chegar a Nova Délhi, na Índia, para participar da Cúpula do Brics. A agenda oficial de 25 de março informava que a presidente estava de partida para a Índia, mas a chegada a Nova Délhi só apareceu na agenda do dia 27 de março. Nesse intervalo, Dilma foi a Granada, caminhou ao lado de turistas na rua e visitou o Alhambra, acompanhada do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do então chanceler Antonio Patriota.

Em 15 de dezembro de 2012 a presidente parou em Marrakech, no Marrocos, no meio de uma viagem entre Moscou e Fortaleza. Estava acompanha da filha, Paula. Visitou Medina e caminhou pela praça central.


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Maranhão

Presidente Dilma se pronuncia sobre crise prisional do Maranhão

Dilma RousseffA presidenta Dilma Roussef se manifestou através de seu perfil ofical no Twitter nesta sexta-feira a respeito da crise nas penitenciárias e a onda de violência que vem tomando conta do Maranhão nos últimos dias. “Tenho acompanhado com atenção a questão da segurança no Maranhão. Em dezembro determinei o envio da Força Nacional para apoiar as ações de segurança do governo do Maranhão”, disse.

Ela listou medidas que estão sendo tomadas pelo governo para refrear conflitos dentro dos presídios, em especial no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 60 detentos morreram. Além disso, enfatizou as ações anunciadas pelo ministro da Justiça José Eduardo Cadozo nesta quinta-feira.

Dilma também abordou as medidas definidas entre Cardozo e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney,em reunião nesta quinta. Em uma publicação ela disse que as medidas definidas pelos dois “são similares àquelas encaminhadas nos casos de SP, RJ, SC, AL, PR, por exemplo”.
“Ontem, a governadora Roseana Sarney anunciou criação de comitê gestor integrado, coordenado pelo governo do Estado. O comitê, coordenado pelo Governo do Estado, envolve os poderes e Ministério Público maranhenses, além do Ministério da Justiça para ações nos presídios do MA”, disse a presidenta.

Dilma também tuitou sobre as vagas disponibilizadas em outros presídios federais para os detentos do estado. ‘O Ministério da Justiça ofereceu vagas em presídios federais para transferência de presos do Maranhão. O ministério apoia mutirão de defensores públicos para análise da situação dos presos. Também aumentará efetivo da Força Nacional no MA’, disse.

Roseana Sarney disse ter sido surpreendida pelos casos de violência no estado em sua primeira aparição pública após um ônibus ser incendiado em São Luís, deixando uma menina de seis anos morta. Segundo a governadora, a violência pode ser justificada pelo fato do estado do Maranhão estar enriquecendo. “Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico”, disse ela.

Cardozo e a governadora lembraram, assim como a presidenta, que o governo federal já prestou ajuda a outros estados em crises de violência provocada por detentos.

Novas medidas

Foram anunciadas novas medidas para conter a crise no estado do Maranhão. Será criado um comitê de gestão, comandado por Roseana e um mutirão da Defensoria Pública para averiguar quais são os presos que podem deixar a penitenciária. Um sistema de inteligência também foi anunciado entre as medidas, além da implantação de alternativas penais e monitoramento eletrônico. Na área de serviços, foi criado um núcleo de atendimento prisional e de saúde. (ODia)


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Política

Agora é oficial: PT, Lula e Dilma irão apoiar Luis Fernando para governador

Presidenta Dilma decidiu que irá apoiar Luis Fernando Silva

Presidenta Dilma decidiu que irá apoiar Luis Fernando Silva

Em reunião de mais de quatro horas com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e toda a cúpula do PMDB decidiram alguns pontos para a eleição de 2014.

O primeiro assunto discutido, foi a questão do RJ em que ficou decidido que o PT não irá romper com o governador Sergio Cabral (PMDB), pelo menos não agora. E outro assunto que ficou acertado foi o apoio do PT ao pré-candidato ao governo do Maranhão, Luis Fernando Silva que terá no seu palanque agora além da governadora Roseana Sarney, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula.

Lula e Dilma resolveram abandonar de vez Flávio Dino que deverá procurar seu partido o PCdoB e iniciar uma nova crise no governo Dilma, já que os comunistas são camaradas de longos anos dos petistas.


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Poder

Deu no Globo: Dilma, Lula e PMDB tentarão resolver amanhã crise no Maranhão

Dilma-Sarney-Lula

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, além do presidente do PT, Rui Falcão, vão se reunir com a cúpula do PMDB, amanhã, em Brasília, para tentar resolver problemas entre os dois partidos em sete estados: Rio de Janeiro, Maranhão, Minas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraíba. Essas divergências afetam o projeto de reeleição da presidente e, em alguns casos, asseguram palanques para dois adversários: o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (MG).

No Maranhão, a direção nacional do PT deve forçar a aliança com o PMDB da família Sarney, embora o PCdoB cobre apoio à candidatura do presidente da Embratur, Flávio Dino, que também tem conversado com Eduardo Campos.

Na quinta-feira, o senador José Sarney (PMDB-AP) teve audiência com Dilma. Ele afirmou que a conversa foi sobre obras no Amapá, sem relação com as eleições, até porque, segundo ele, o apoio do PT ao PMDB no Maranhão estaria assegurado:

— O grupo que nos apoia (no PT) ganhou (o comando do diretório regional), então não há problema mais — disse.

Mas o resultado da eleição do PT no Maranhão está em litígio. O atual presidente, Raimundo Monteiro, pró-Sarney, proclamou sua reeleição. Mas seus adversários não reconheceram o resultado e fizeram um segundo turno à revelia da direção nacional, que não autorizou nova votação. O tema será discutido pela Executiva Nacional do PT na próxima terça-feira.

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Política

Dilma diz que reforma ministerial será no final de janeiro

Dilma Rousseff

Em reunião com aliados nesta terça-feira (26), a presidente Dilma Rousseff disse que vai realizar no final de janeiro a anunciada reforma ministerial de seu governo. Dilma disse, segundo relatos de senadores do PR e PTB, que pretende anunciar a reforma no dia 30 de janeiro –para ter tempo de planejar as mudanças no primeiro escalão do governo nos primeiros dias de 2014.

Segundo senadores das duas siglas, a presidente não vai fazer uma reforma fatiada. Seu objetivo é anunciar, de uma só vez, todas as mudanças de seus principais auxiliares.

Os congressistas almoçaram com Dilma no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, e pediram que Dilma não deixe a troca no ministério para março, às vésperas do prazo fixado pela Justiça Eleitoral para que candidatos deixem os cargos que ocupam no governo.

Dilma fará mudanças na equipe daqui a dois meses para substituir os ministros que vão disputar a eleição em 2014, casos de Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A bancada do PTB aproveitou o encontro para pedir que a pasta fique com o comando do Ministério da Integração Nacional. Os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) pediram explicitamente que, na reforma, o partido seja contemplado com a pasta.

Dilma disse, segundo os senadores, que considera “justo” o pleito da sigla. Mas lembrou que PMDB, PP e PSD também pediram o comando da Integração Nacional –por isso vai precisar de tempo para redividir os cargos do primeiro escalão.

O PR, que já tem o comando do Ministério dos Transportes, deixou claro que espera continuar com o controle da pasta.

A presidente vê com simpatia a indicação do Benito Gama, hoje secretário de Desenvolvimento Econômico em Natal (RN). Nos bastidores, Dilma estuda ceder ao PTB o Ministério do Turismo porque considera a Integração Nacional uma pasta que deve ser ocupada por uma sigla com maior peso entre as suas aliadas.

DIÁLOGO

As duas bancadas também pediram maior diálogo do Planalto com seus partidos aliados, ampliando as conversas políticas com PR e PTB. “Sugerimos maior diálogo com a bancada. Ou somos da base e conversamos, ou somos da base separados”, disse o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

A presidente teria prometido, segundo os senadores, aumentar a periodicidade das conversas com seus aliados no Congresso e maior “afinamento” no diálogo político.

Dilma manifestou preocupação especial com os palanques regionais nas eleições de 2014, especialmente em Minas Gerais e Pernambuco –Estados de seus principais adversários, Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE).

A presidente sinalizou apoio à candidatura do senador Armando Monteiro (PTB-PE) para o governo de Pernambuco, que deve lançar seu nome em oposição ao candidato de Campos. “Vai ter um palanque diferente do PSB em Pernambuco. A presidente está se articulando por lá”, disse Mozarildo.


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Política

Pesquisa Ibope diz que Dilma venceria eleição no primeiro turno

Presidente Dilma

Presidente Dilma

A presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno das eleições em três dos quatro cenários avaliados por uma pesquisa do instituto Ibope divulgada nesta quinta-feira (24). Contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tidos como os oponentes mais prováveis, a petista teria 41% dos votos –mais do que a soma dos adversários, que ficariam com 14% e 10%, respectivamente.

O levantamento, realizado em parceria com o jornal “O Estado de S. Paulo”, também indica que a disputa iria para o segundo turno apenas se o candidato tucano fosse o ex-governador José Serra e se a ex-senadora Marina Silva (PSB) tomasse o lugar de Campos. Nesse caso, a presidente tem 39% ante 21% de Marina e 16% de Serra.

No quadro em que Dilma disputa contra Marina e Aécio, a ex-senadora teria 21% –mais que o dobro dos votos de Campos–, mas Dilma oscilaria apenas de 41% para 39%. Aécio passaria de 14% para 13%. Se Dilma, Serra e Campos fossem candidatos, eles teriam 40%, 18% e 10%, respectivamente.

No segundo turno, a presidente ganha de todos os demais candidatos e tem em Marina sua adversária mais próxima: venceria por 42% a 29% dos votos. Em um segundo turno com Campos, a presidente venceria por 45% a 18% e, contra Aécio, sairia vitoriosa por 47% a 19%. Contra Serra, Dilma ganha por 44% a 23%.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de outubro. A margem de erro da é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.


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Maranhão

Assembleia Legislativa aguardará posição de Dilma para criar municípios

Assembleia Legislativa do Maranhão.

Assembleia Legislativa do Maranhão.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PDMB), anunciou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (23), que o Poder Legislativo só vai discutir os projetos de criação de novos municípios no Estado do Maranhão depois que a presidente da República, Dilma Housseff (PT), analisar a proposição aprovada pelo Senado Federal e encaminhada à sanção ou veto do Executivo.

A reação do presidente foi motivada porque o líder da Oposição, deputado Rubens Júnior (PC do B), lembrou que nesta legislatura vários deputados levantaram a pauta. Júnior perguntou como a Assembleia Legislativa irá se comportar em relação à criação dos novos municípios, já que o Senado Federal acaba de aprovar a medida para todos os estados do Brasil.

Para Arnaldo, não é conveniente abrir a discussão neste momento, porque o projeto ainda não foi sancionado e publicado. “Se Presidência da República vetar algum artigo, parágrafo ou inciso, teremos que recomeçar tudo. Vamos aguardar a publicação para reajustar nossa Constituição. Se for necessário, elaboraremos uma nova Resolução, em consenso entre nós”, disse.

Na oportunidade, o presidente recomendou aos deputados não tentarem fazer deste assunto “cavalo de batalha” para a eleição do ano que vem. Melo lembrou que essa recomendação é de dois anos atrás, quando ele pediu aos colegas que tivessem muita calma, porque não haverá emancipação de município no Maranhão de forma eleitoreira. “A Assembleia tratará a emancipação de municípios com muita seriedade. Só passarão os que apresentarem melhores condições, independentemente da autoria dos projetos”, avisou.

De acordo com Arnaldo, o trabalho de emancipação dos novos municípios será feito para que os poderes e a sociedade entendam que a Assembleia Legislativa fez algo com muita responsabilidade, contemplando as comunidades que realmente têm condições de autonomia. “Não vamos deixar que a emoção do momento pré-eleitoral nos leve a nos comprometer com as comunidades, criando expectativas que possam ser danosas no futuro”, apelou.

PROJETO COM DILMA

O projeto de lei que permite a criação de novos municípios foi aprovado na quarta-feira (16) pelo Senado Federal. O projeto foi proposto em 2008 pelo Senado, mas depois sofreu alteração na Câmara e, por isso, voltou para nova votação pelos senadores. Agora, seguirá para sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o relator do projeto de lei, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), atualmente, o projeto já permitiria dar início a processos de emancipação – e transformação em municípios – de pelo menos 188 distritos.

Uma nova lei sobre a criação de municípios precisava ser aprovada, porque uma emenda constitucional aprovada em 1996 proibiu a criação de municípios por leis estaduais, e definiu que isso só poderia ser feito por meio de autorização em lei complementar federal.

A matéria aprovada pelo Senado Federal regulamenta a Constituição ao estabelecer regras de incorporação, fusão, criação e desmembramento de municípios e determina que distritos poderão se emancipar após a realização de um plebiscito.

Ficou estabelecido que o primeiro passo para a criação de um município é a apresentação, na Assembleia Legislativa, de um pedido assinado por 20% dos eleitores residentes na área geográfica diretamente afetada, tanto no caso da criação ou desmembramento quanto nas situações em que houver fusão ou incorporação de cidades.

Após o pedido, a assembleia legislativa deverá coordenar um “estudo de viabilidade” do novo município. Se houver viabilidade financeira e populacional, com base nos critérios estabelecidos na lei, será realizado o plebiscito que definirá a criação ou não do novo município.

De acordo com relator da proposta, não há estimativa de custo da criação dos municípios, com a criação de cargos e instalação de prédios públicos, como os das câmaras de vereadores, por exemplo. Os novos municípios receberão recursos que seriam aplicados em outras regiões do mesmo estado.

ETAPAS DE CRIAÇÃO

A primeira etapa é protocolar na Assembleia Legislativa pedido de criação do município assinado por pelo menos 20% dos eleitores do distrito, obedecendo às seguintes condições: Eleitorado igual ou superior a 50% da população do distrito; ter “núcleo urbano já constituído” e dotado de infraestrutura, edificações e equipamentos “compatíveis com a condição de município”; ter arrecadação superior à média de 10% dos atuais municípios do estado; área urbana não pode estar situada em reserva indígena, área de preservação ambiental ou área pertencente à União, a autarquia ou fundação do governo federal.

A segunda etapa é pedir a elaboração, em 180 dias, pela Assembleia Legislativa, de “estudo de viabilidade” do novo municípío e área remanescente do município do qual o distrito pretende se separar. O estudo deverá verificar a viabilidade econômica, ambiental e política do novo município. Concluída essa etapa, o relatório terá de ser apreciado pelos deputados estaduais, que poderão arquivar ou aprovar o projeto.

A terceira etapa diz que se o pedido for aprovado pela Assembleia Legislativa, será realizado um plebiscito que envolverá a população do distrito interessado em se emancipar e a do município ao qual o distrito pertence.

Na quarta etapa, se no plebiscito vencer a opção “sim”, a Assembleia Legislativa terá de votar uma lei estadual autorizando a criação do novo município. A quinta e última etapa diz que depois da aprovação da lei pela Assembleia Legislativa, será marcada data para eleição de prefeito, vice e vereadores do novo município.


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Geral

Dilma lidera nova pesquisa Datafolha

DilmaA presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita no primeiro turno se disputasse a eleição presidencial contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), segundo pesquisa do instituto Datafolha realizada nesta sexta-feira, 11. Dilma teria 42% das intenções de voto, enquanto Aécio ficaria com 21% e Campos, 15%. Votos em branco, nulo ou nenhum totalizam 16% e outros 7% não sabem em quem votar.

Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa somar mais de 50% dos votos válidos, o que exclui os votos branco e nulos.

A pesquisa é a primeira após a união da ex-senadora Marina Silva com Eduardo Campos. Foram feitas 2.517 entrevistas em 154 municípios, e a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Foram testados quatro cenários para a eleição presidencial de 2014, alternando os nomes de Campos e Marina, pelo PSB, e os de Aécio e do ex-governador José Serra, pelo PSDB. De acordo com a pesquisa, publicada hoje pelo jornal Folha de S. Paulo, nas outras três combinações, Dilma não teria índice suficiente para garantir a reeleição no primeiro turno.

A disputa que seria mais acirrada é a que inclui Marina e Serra. Nesse cenário, Dilma soma 37% dos votos, Marina, 28%, Serra, 20%, brancos, nulos e nenhum, 10%, e não sabem, 5%. Contra Serra e Campos, Dilma teria 40%, o tucano, 25%, o socialista, 15%, brancos, nulos e nenhum, 15%, e não sabem, 6%. No confronto envolvendo Marina e Aécio, a presidente teria 39%, a ex-senadora, 29%, o senador, 17%, brancos, nulos e nenhum, 10%, e não sabem, 5%.

Ainda de acordo com o Datafolha, Dilma venceria todas as simulações de segundo turno. A vitória mais apertada seria contra Marina: 47% a 41%. No enfrentamento com Aécio Neves, a petista ganharia por 54% a 31%. Contra Serra, a presidente seria reeleita por 51% a 33%.

O maior índice de rejeição é ao nome de José Serra: 36% não votariam no ex-governador paulista. Dilma tem rejeição de 27%, Campos, 25%, Aécio, 24% e Marina, 17%.


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Poder

Aprovação de Dilma aumentou 5% e atinge 77%, diz Ibope

 O estado do Ma

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos percentuais e atingiu 77%, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada ontem. Na pesquisa anterior, de dezembro, o índice dos eleitores que aprovaram a maneira de Dilma de governar era de 72%.

Dos eleitores ouvidos, 5% não souberam ou não quiseram responder. Esta é a maior aprovação pessoal da presidente Dilma nas cinco pesquisas realizadas pela CNI desde sua posse. Conforme a pesquisa, 19% dos eleitores desaprovam a maneira de Dilma de governar. Na pesquisa anterior, o percentual era de 21%; 2% não responderam.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Entre 16 e 19 de março, o Ibope ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 142 municípios de todas as regiões do país.

O levantamento foi realizado pouco depois do auge da crise do governo com a base aliada, quando o governo sofreu derrotas em votações importantes e a presidente Dilma trocou os líderes do governo na Câmara e no Senado para tentar solucionar o impasse.

Em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma apresenta maior popularidade em comparação com os dois primeiros anos dos dois mandatos de Lula, conforme a pesquisa.  Em março do segundo ano do segundo mandato, Lula tinha 73%. A melhor avaliação de Lula, no mesmo período, foi registrada em março de 2003, quando ele obteve 75%. Na última pesquisa Ibope do governo Lula, em dezembro de 2010, o ex-presidente obteve 87% de aprovação.

Entre as regiões, a melhora mais expressiva da avaliação de Dilma ocorreu na região Sudeste, onde o índice de aprovação subiu de 69% para 75%.

 Avaliação do governo – O Ibope revela que, dos eleitores, 56% consideraram como ótimo ou bom o governo como um todo, mesmo percentual do levantamento anterior, feito em dezembro. Segundo o levantamento, 8% consideraram o governo Dilma ruim ou péssimo, contra 9% na pesquisa anterior.

Considerando a avaliação do governo, o melhor percentual registrado por Lula foi 51% em março do primeiro ano do primeiro mandato. Mais da metade da população, 60%, considera que o governo da presidente Dilma está sendo igual ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O percentual de brasileiros que confiam na presidente passou de 68% para 72%. Considerada a margem de erro, esse índice se manteve estável em relação ao resultado mais elevado alcançado por Dilma, em março de 2011 (74%). Houve destaque para o aumento da crença dos eleitores das regiões Sul e Nordeste na presidente. No Sul, o índice saiu de 65% para 72% e no Nordeste de 73% para 79%.

A área com pior avaliação é a de impostos. A carga tributária brasileira foi desaprovada por 65% da população, seguida pelas áreas de saúde (63%) e segurança pública (61%).

Em relação a ações de combate à inflação, a desaprovação caiu de 52% em dezembro para 50% em março deste ano.

As políticas e ações de proteção ao meio ambiente tiveram crescimento da aprovação de 48% para 53%. O governo prepara para junho a Rio+20, conferência sobre desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, que será no Rio de Janeiro.

Os principais programas da área social do governo, que tratam do combate à fome e à pobreza, estão entre as áreas que tiveram melhora na avalição pelo eleitoral, subindo de 56% para 59% de aprovação.

Os índices de aprovação são maiores na região Nordeste (63%), nas cidades do interior (62%) e em municípios pequenos de até 20 mil habitantes (69%). Outro tema aprovado pela maioria da população (53%) foi a política de combate ao desemprego. Na educação, o percentual de aprovação subiu quatro pontos percentuais, chegando a 49%.

 Números

 77% aprovam Dilma Rousseff

72% confiam na presidente

56% considera o governo ótimo ou bom

60% dos entrevistados consideram o governo Dilma igual o do ex-presidente Lula


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