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Waldir Maranhão diz que não deixa presidência ‘de jeito nenhum’

Deputado Waldir Maranhão.

Deputado Waldir Maranhão.

O primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), conversou nesta quinta-feira (12) com o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que contou que, apesar da pressão, não deixará a presidência da Casa “de jeito nenhum”. Segundo matéria veiculado no G1.

Maranhão assumiu o comando da Câmara na semana passada, quando o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a decisão de Maranhão, tomada na segunda-feira (9), de tentar anular a sessão do impeachment na Câmara, líderes partidários passaram a pressioná-lo para que renunciasse ao cargo de vice-presidente, abrindo mão, assim, da presidência interina.

Por conta da repercussão negativa, Maranhão acabou revogando a medida no fim do dia e pediu até esta quinta para dar uma resposta se renunciaria ou não ao comando da Câmara.

“[Ele me] ligou e disse que não sai de nenhum, não quer deixar a presidência. Ele não quer renunciar nem se afastar ou assumir uma secretaria em seu estado”, afirmou Mansur ao G1.

O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) conversou com Maranhão nesta tarde e disse que o presidente interino da Casa fica. O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) também afirmou que Maranhão não vai renunciar: “Vai ser cassado”.

Próximos dias
Beto Mansur afirma que Maranhão foi eleito, logo é o presidente. “Temos que seguir com o andamento das matérias. O Maranhão errou e deve resolver seus problemas sozinhos. Vamos dar um prazo de 15 dias para a poeira baixar.”

Diante desse cenário, a proposta do primeiro-secretário é que, pelo menos nas próximas duas semanas, Maranhão saia da linha de frente dos trabalhos e as sessões da Câmara sejam conduzidas pelos demais integrantes da Mesa Diretora, com a anuência dos líderes partidários.

“Sinto que não deveríamos judicializar essa questão [da presidência]. Nos próximos 15 dias, o Colégio de Líderes pode tocar as sessões”, afirmou. Mansur argumentou que novas eleições neste momento na Câmara poderão, eventualmente, atrasar a discussão de matérias a serem enviadas pelo novo governo do presidente Michel Temer ao Legislativo.

“Eu falei com o [novo ministro da Fazenda] Henrique Meirelles, mas ele não quis adiantar o que vem aí, mas estão trabalhando intensamente em uma pauta grande”, ponderou Mansur.

Conselho de Ética
O DEM e o PSD chegaram a acionar o Conselho de Ética apresentando uma representação contra Maranhão sob o argumento de que ele cometeu abuso de poder ao tentar anular o resultado de uma votação decidida no plenário, medida que não tem previsão regimental.

Líder do DEM na Câmara, o deputado Pauderney Avelino (AM) está irredutível e afirma que o partido não irá retirar a representação contra Maranhão. “Eu sou completamente refratário, eu disse para os demais líderes que não vou aceitar que Maranhão presida nenhuma sessão. No máximo, vou aceitar nessas duas semanas o Colégio de Líderes comandar o processo. Não quero conversa com o Maranhão. Não devemos manter essa situação, é vergonhoso para a Casa”, afirmou Pauderney.

Pauderney se reuniu esta quinta com Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Miro Teixeira (Rede-RJ) e Alberto Fraga (DEM-DF) na liderança do DEM.

Após três sessões ordinárias no Conselho de Ética, a representação contra Maranhão será numerada no colegiado. Pauderney explicou que apenas uma sessão ocorreu até agora. Ele disse ainda que há esforços para que o documento seja oficializado nesta quinta, mas não especificou os motivos.

Rogério Rosso disse mais cedo que a representação segue correndo. Fraga, que estava na reunião, afirmou que Mansur deve assumir o comando da Casa por meio de acordo, já que Fernando Lúcio Giacobo (PR-PR) é o segundo vice, sucessor de Maranhão.


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Em 5 anos, Dilma foi de presidente popular a líder rejeitada

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Não parecia que Dilma Rousseff estava nas horas finais como presidente em exercício. Mandou limpar as gavetas, desfez-se dos papeis inúteis e guardou em uma caixa as fotos da filha, Paula, e dos netos Gabriel e Guilherme. Entre uma providência e outra, até fez brincadeiras. Não havia sentimentalismos no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Vez ou outra, Dilma se divertia com os tropeções de Michel Temer na montagem do ministério. “Não era fácil?”, tripudiava um dos mais próximos auxiliares da petista. Os assessores próximos há muito já haviam digerido o inevitável.

Os primeiros passos

No primeiro ano de seu mandato, a faxina lançara Dilma Rousseff a invejáveis níveis de popularidade. Era o primeiro sinal de que o modelo de coalizão falira. Ministros indicados pelos partidos eram flagrados pela imprensa em casos suspeitos de desvios. E a chefe os demitia imediatamente. O governo parecia ter encontrado uma narrativa de sucesso: a mulher intolerante à corrupção varria os impuros de cena.

À medida que as pesquisas de opinião a favoreciam, aumentava sua certeza de que tudo tinha de ser do seu jeito. Sempre que contrariada, rebatia: “Você tem 55 milhões de votos?!”. E quanto mais poder conquistava, menos olhava para o Congresso.

Abatido por um câncer na laringe, Lula precisou se afastar em outubro de 2011. E sua antecessora passou a governar sem o seu poder moderador particular.

Com o padrinho no exílio médico, Dilma mergulhou de corpo inteiro na microgestão. Anunciou, orgulhosa, um sistema de câmeras que permitiria controlar projetos públicos, como filas de hospitais federais e canteiro de obras, a partir de seu gabinete.

As insatisfações no Legislativo foram surgindo aos montes. Promessas não cumpridas, apadrinhados não empossados, emendas não liberadas. Tudo era feito a seu tempo. No lugar de recompor a base, a petista dobrava a aposta. Não cedia ao Congresso.

Os pedais e as pedaladas

Enquanto a poeira subia na política, o Planalto se voltava para o plano de concessões em infraestrutura. O pior do estilo Dilma aflorava ali. Crescia a intervenção do Estado sobre a economia. Sempre que alertada sobre os excessos, reagia com explosões ruidosas.

Guido Mantega, titular da equipe econômica, não reagia às broncas. Quase ninguém reagia, aliás. E a presidente foi encontrando terreno fértil para se tornar, ela mesma, a ministra da Fazenda. Dava poderes crescentes a Arno Augustin, então secretário do Tesouro de vertente econômica à esquerda do PT.

Em 2013, Augustin fez toda a sorte de manobras contábeis junto a instituições públicas. Os artifícios só começariam a se tornar evidentes quando os bancos estatais divulgaram, no ano seguinte, seus balanços. Estava dado o alicerce das chamadas pedaladas fiscais.

Do amor ao ódio

Até a reeleição, Dilma, mesmo com a popularidade em queda, recebia entusiasmadas cartas de eleitores. Até pedidos de casamento via correio ela recebia.Em 2015, as mensagens carinhosas foram dando lugar a missivas agressivas: “Pegue as suas coisas e vá embora”, dizia uma delas.

Àquela altura, a Lava Jato já navegava em ritmo de cruzeiro, e por muito tempo a presidente acreditou que o desgaste não chegaria nela. Sua relação com o PT foi ficando mais difícil, e o padrinho Lula não conseguia esconder sua raiva da sucessora.

Dilma só se deu conta de que a operação da PF não excluía o núcleo do governo no fim de 2015. As acusações contra a campanha de reeleição se avolumaram, mas a presidente desafiava: “Nunca acharão nada porque nunca fiz nada de errado”, dizia -e diz–, levando o punho cerrado contra o peito.

Poucas coisas tiram Dilma tanto do sério quanto as acusações de desonestidade. Na véspera da votação do impeachment, ela soltou a seguinte frase à amiga Kátia Abreu, ministra da Agricultura.

“Não se preocupe, minha filha. Se houvesse a menor hipótese [de irregularidade minha], eu não ficava aqui para passar vergonha”, afirmou a presidente antes de desligar o telefone.

Folha de São Paulo


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“Jamais vou desistir de lutar”, conclui Dilma após ser afastada

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Após ter sido intimada sobre a abertura de processo de impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff fez um pronunciamento de 14 minutos nesta quinta-feira (12) no Palácio do Planalto no qual classificou a decisão como “a maior das brutalidades que pode ser cometida contra um ser humano: puní-lo por um crime que não cometeu”.

Ela voltou a classificar o processo de impeachment de “golpe” e afirmou que não praticou nenhum crime. Disse que o que “está em jogo” é o “respeito às urnas” e acrescentou que tentam “tomar à força” o seu mandato, que, segundo ela, é alvo de “sabotagem”.

“Confesso que nunca imaginei que seria necessário lutar contra um golpe em meu país. Nossa democracia jovem, feita de lutas, feita de mortes, não merece isso”. “Aos brasileiros contrários ao golpe, faço um apelo: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar, é permanente e exige de nós dedicação constante”. “Jamais vamos desistir. Jamais vou desistir de lutar. Muito obrigada a todos”.

A abertura do processo de impeachment foi aprovada no Senado por 55 votos favoráveis e 22 contrários em uma sessão que durou mais 20 horas e terminou por volta das 6h40 desta quinta. Antes do pronunciamento, Dilma foi intimada da decisão que a afasta do cargo por até 180 dias. Se julgada pelo Senado culpada por crime de responsabilidade, será afastada em definitivo e o vice Michel Temer, que assume desde já, concluirá o mandato até 2018.

“O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas meu mandato. Está em jogo o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e a Constituição. O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos, os ganhos das pessoas mais pobres e da classe média, a proteção às crianças, os jovens chegando às universidades e escolas técnicas, a valorização do salário mínimo, médicos atendendo a população, a casa própria com o Minha Casa Minha Vida”, afirmou Dilma.

O pronunciamento de Dilma foi acompanhado pelos ministros da sua equipe e parlamentares de PT e do PCdoB. Ao chegar ao Salão Leste, Dilma foi recebida com aplausos e aos gritos de “Dilma, guerreira da Pátria brasileira”.

G1, Brasília


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“É golpe”, afirma Dilma no Facebook após anúncio da decisão do Senado

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A presidente afastada Dilma Rousseff usou o Facebook para fazer a primeira manifestação após o Senado aprovar a
abertura do processo de impeachment contra ela. A petista voltou a chamar de “golpe” a votação no Senado

“Sem conseguir apontar o crime cometido, o Senado Federal decidiu afastar a presidenta Dilma e prosseguir com o impeachment. O ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, destacou que se está cometendo uma injustiça histórica, em que procedimentos, como o direito de defesa, são usados para oferecer legitimidade a um processo que rasga a Constituição”, descreveu Dilma na rede social por volta das 7h, cerca de 20 minutos depois da votação.

Dilma ficará oficialmente afastada do cargo por até 180 dias após ser notificada da decisão do Senado, o que deve ocorrer ainda na manhã de hoje. O processo no Senado, no entanto, pode acabar antes dos seis meses. Se for considerada culpada, ela sai do cargo definitivamente e perde os direitos políticos por oito anos (não pode se candidatar a nenhum cargo). Temer será o presidente até o fim de 2018. Se for inocentada, volta à Presidência.

Mais tarde, também em sua conta no site, Dilma relembrou o discurso de Cardozo na casa. Reforçando o discurso de “golpe”, a presidente afastada afirmou que a AGU “lembrou que se está usando pretextos jurídicos para tirar do poder uma presidente legitimamente eleita do poder em uma injustiça histórica”.

“Quanto mais uma palavra se aproxima da realidade que se quer esconder, maior o incomodo que seu uso traz”, disse Cardozo, referindo-se à expressão “golpe”. A presidente deverá se pronunciar ainda nesta quinta-feira, em Brasília.

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Do UOL


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Dilma exonera Lula e demais ministros

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A presidente Dilma Rousseff exonerou hoje (12), 28 dos seus 31 ministros. As exonerações estão publicadas no Diário Oficial da União (DOU) com assinatura datada de ontem, o que demonstra que a presidente já estava certa de que seria afastada do cargo pelo Senado Federal, o que se confirmou nesta manhã, com 55 votos favoráveis ao processo de impeachment da petista e 22 votos contrários.

O vice-­presidente Michel Temer, que assumirá a Presidência do país no período de afastamento de Dilma, já disse que anunciará os titulares da nova Esplanada dos Ministérios ainda nesta quinta.

Former Brazilian President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva gestures during a meeting with the Workers' Party (PT) members in Sao Paulo, Brazil on March 30, 2015 AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

A lista de ministros exonerados por Dilma inclui o ex-­presidente Luiz Inácio Lula da Silva ­ que foi nomeado chefe da Casa Civil, mas não chegou a exercer as funções por causa de suspensão judicial ­ e outros titulares, como da Fazenda, Nelson Barbosa, da Advocacia-­Geral da União, José Eduardo Cardozo, e o chefe de seu gabinete pessoal, Jaques Wagner.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que tem status de ministro, não foi exonerado. Tombini deve ficar no cargo no período de transição entre os governos, até início de junho.

No Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, não houve exonerações hoje. Os respectivos ministros Celso Pansera e Armando Monteiro já haviam deixado os cargos para participar do processo de votação do impeachment ­ Pansera voltou à Câmara e Monteiro, ao Senado.

O Diário Oficial ainda traz a exoneração de pessoas que ocupavam cargos de alto escalão no governo Dilma, como Marco Aurélio Garcia, que atuava como assessor especial de Dilma, e Eva Chiavon, que estava no comando interino da Casa Civil. Giles Azevedo, que era assessor especial de Dilma, foi exonerado dessa função, mas continuará muito próximo a ela. Agora, Azevedo será secretário­executivo do Gabinete Pessoal da presidente.

Houve ainda exoneração de secretários nos ministérios e de Giovanni Correa Queiroz do cargo de presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).


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Poder

Senado afasta Dilma e Michel Temer assume a Presidência

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O Senado Federal autorizou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. A votação encerrada na manhã desta quinta-feita (12) teve 55 votos favoráveis e 22 contrários ao impedimento da presidente. Com a maioria simples dos senadores favoráveis à instauração da ação, Dilma vai ficar afastada, provisoriamente, de suas funções e Michel Temer assume o comando do Brasil.

O afastamento de Dilma pode ser de no máximo 180 dias. Durante esse período, o processo de impeachment vai ser conduzido pelo Senado Federal, onde acontecerá o julgamento de Dilma. A sessão deve ser dirigida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ser afastada definitivamente do cargo, Dilma deverá ter dois terços dos votos dos senadores favoráveis ao impedimento.  De outro modo, ela reassume a presidência da República.

Processo

A denúncia por crime de responsabilidade foi aceita pela Câmara dos Deputados no dia 2 de dezembro de 2015, pelo então presidente da Casa, Eduardo Cunha. Os autores da ação são os advogados Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal, e o procurador de justiça aposentado, Hélio Bicudo. Eles alegaram que Dilma Rousseff descumpriu a lei de improbidade administrativa e a lei orçamentária, com a prática das pedaladas fiscais.

Com  a aceitação do pedido na Câmara dos Deputados, foi formada a comissão especial, com o objetivo de avaliar e decidir sobre a autorização do prosseguimento do impeachment na Casa. A comissão votou favorável, e no dia 17 de abril, houve a votação em plenário. Na ocasião,  367 deputados foram favoráveis ao impedimento e 137 contrários.

No dia 18 de abril, o pedido de impeachment chegou ao Senado Federal, que também formou uma comissão especial e aprovou o prosseguimento da ação. A votação em plenário iniciou na quarta-feira (11) e só terminou na manhã desta quinta-feira (12).

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Ministro Teori Zavascki nega pedido do governo para anular impeachment

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O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (11) pedido do governo para anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, o Senado poderá manter a votação que poderá decidir pelo afastamento de Dilma do mandato, caso os senadores aprovem a instauração do processo.

Zavascki foi sorteado relator do caso na noite desta terça, horas após a Advocacia Geral da União (AGU) protocolar a ação. Segundo a assessoria da Corte, ele passaria a noite analisando o pedido do governo.

O mandado de segurança aponta que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de impeachment, em dezembro, em retaliação a Dilma, após a bancada do PT na Câmara decidir votar a favor da abertura do processo de cassação do deputado no Conselho de Ética.

“Tal imoral proceder consistia em equilibrar-se entre governo e oposição a fim de barganhar apoio para o não recebimento da representação oferecida perante o Conselho de Ética. Ao primeiro, oferecia o arquivamento das denúncias contra a Presidenta da República; à segunda, oferecia o contrário, o acolhimento de alguma delas”, afirma a peça.
A AGU diz que as “ameaças e chantagens” de Cunha não foram em vão junto ao governo. “No mesmo dia em que os deputados do PT integrantes do Conselho de Ética declararam voto pela abertura do processo administrativo contra o Presidente da Câmara, poucas horas depois, ele recebeu a denúncia por crime de responsabilidade contra a Presidenta da República. Era o fim do ‘leilão’”, diz outro trecho.

As supostas chantagens de Cunha, continua a peça, não se limitaram ao acolhimento da denúncia contra Dilma.
Durante o processo na Câmara, diz a AGU, o deputado também teria orientado os autores do pedido a aditarem o documento para atender requisitos legais. O pedido também aponta que Cunha convocou sessões às segundas e sextas-feiras para acelerar o trâmite e autorizou líderes a orientarem a votação das bancadas.

A ação também ataca a escolha do relator do pedido na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), classificada como “barganha imoral”, para que o relatório fosse contrário a Dilma. Em troca, diz a peça, Cunha apoiaria Arantes para lhe suceder no comando da Câmara.

“A intenção do presidente da Câmara dos Deputados, pelas circunstâncias, foi apenas uma: trazer óbices quase que intransponíveis à defesa da Presidenta da República, na medida em que o próprio conjunto de fatos denunciados se tomou ‘incerto’, fazendo com que parlamentares discutissem outros fatos que não aqueles que integram o objeto da denúncia”, aponta outro trecho.

O pedido do governo diz, ainda, se basear em decisão do próprio STF que suspendeu o mandato de Cunha e o afastou da presidência da Câmara, na semana passada. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse em entrevista, que todo o procedimento da Câmara foi viciado por “desvio de poder”.

O acolhimento da denúncia e outros atos posteriores no trâmite do impeachment, argumentou, se enquadram nos motivos apontados por Janot para afastar o peemedebista.

G1, Brasília


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Senado decide hoje o futuro de Dilma Rousseff

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O plenário do Senado inicia às 9h desta quarta-feira (11) a sessão que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Para que o processo seja instaurado, dando início à fase de produção de provas e, posteriormente, ao julgamento da presidente, é preciso que estejam presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta).

A aprovação do relatório da Comissão Especial do Impeachment, de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), exige maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. Por exemplo: se estiveram presentes 60 senadores, são necessários pelo menos 31 votos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só vota em caso de empate.

Regras da votação
Renan Calheiros afirmou que os microfones serão desligados assim que se esgotar o tempo de 15 minutos que cada senador inscrito terá para se pronunciar.

Ele disse que alertará ao senador que estiver ocupando a tribuna quando faltarem dois minutos e depois um minuto para o término do pronunciamento.

Renan informou que senadores pró-impeachment e defensores do governo devem se alternar na tribuna do Senado para fazer suas exposições, de acordo com a ordem de inscrição.

Ele dividiu a sessão em três blocos, com intervalos de uma hora entre cada um. De manhã, das 9h às 12h; à tarde, das 13h às 18h; e à noite, de 19h em diante.

Não serão permitidos apartes durante a sessão. Também não está previsto tempo para orientação de voto das bancadas pelos líderes partidários.

Acusação

Na última sexta (6), o relatório de Anastasia foi aprovado com 15 votos a favor e 5 contra na Comissão Especial do Impeachment.

O parecer diz que a denúncia acolhida pela Câmara contra Dilma apresenta os requisitos formais exigidos pela lei e pela Constituição: indícios de autoria e existência de um crime de responsabilidade.
O parecer levou em conta decretos da presidente que abriram créditos suplementares sem autorização do Congresso e as chamadas “pedaladas fiscais”.

“Identificamos plausibilidade na denúncia, que aponta para a irresponsabilidade do Chefe de Governo e de Estado na forma como executou a política fiscal”, diz o texto. “Não se trata, por fim, de ‘criminalização da política fiscal’, como registrou a denunciada em sua defesa escrita apresentada a esta Comissão, mas da forma como a política foi executada, mediante o uso irresponsável de instrumentos orçamentário-financeiros”, completa o relatório mais à frente.


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Comissão do Senado aprova abertura de processo de impeachment de Dilma

SENADO-FEDERAL

A comissão especial do impeachment do Senado aprovou nesta sexta-feira (6), por 15 votos a favor e 5 contrários, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável ao prosseguimento do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Com o aval do colegiado, o texto será submetido agora à votação no plenário principal do Senado.

A previsão, segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é que o parecer de Anastasia seja apreciado pelo plenário na próxima quarta-feira (11).

O relatório será lido em plenário na próxima segunda-feira (9) e publicado no Diário Oficial do Senado. A partir daí, começa a contar o prazo de 48 horas para a votação em plenário.

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Comando do PP já fala em 100% de votos a favor do impeachment

Estadão

As negociações dentro do PP para a votação do impeachment entraram pela madrugada deste domingo. O comando do
partido convocou deputados que estavam indecisos ou contra o impeachment e avisou que não aceitará as dissidentes na votação de hoje. Depois da ofensiva, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), espera que 100% da bancada na Câmara deve votar a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff.

Nas conversas noturnas, o comando do PP teria conseguido reverter os votos do deputado Waldir Maranhão (MA), 1º vice­presidente da Câmara, e Dudu da Fonte (PE), que, nos últimos dias, haviam fechado apoio ao governo Dilma Rousseff. O Estado apurou que ameaça de expulsão feita nas conversas teria levado à mudança de posição desses parlamentares. A reportagem, contudo, não conseguiu contato com os dois deputados na manhã deste domingo.

“Ontem, se juntaram 11 membros da Executiva Nacional e vieram falar comigo. Se eu tivesse algum alimento na barrigada, teria passado mal”, afirmou um deputado do PP da ala governista. “As sugestões que o comando do partido faz são pertinentes para um partido que quer manter sua unidade, mas a maneira como eles colocam é muito dura e faz a gente temer algumas retaliações”, emendou o parlamentar, que diz querer votar contra o impeachment, mas teme as punições.

As negociações no PP para fechar os 100% da bancada continuam nesta manhã. O foco são as bancadas do Ceará e da Bahia. Ambas resistem a votar pró­impeachment por questões regionais. A primeira, com dois deputados, é aliada ao governador Camilo Santana (PT). Com quatro parlamentares, a bancada baiana resiste, pois o vice­governador da Bahia, João Leão é do PP e aliado do governador baiano, Rui Costa (PT).

Até a noite de ontem, a então ala governista do PP contava que poderia entregar 11 dos 45 votos a favor do governo, na votação que começa às 14 horas de hoje: Adail Carneiro (CE), Macedo (CE), Beto Salame (PA), Waldir Maranhão (MA), Dudu da Fonte (PE), Roberto Britto (BA), Ronaldo Carletto (BA), Cacá Leão (BA), Mário Negromonte (BA), Paulo Maluf (SP) e Franklin Lima (MG).


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