Educação

Colégio Cintra retoma atividades com aulas nos três turnos

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As aulas no Centro Integrado Rio Anil (Cintra) transcorreram normalmente, nesta quarta-feira (23). Centenas de alunos compareceram à escola e os professores ministraram aulas em todas as salas de aula. O Cintra é uma das maiores unidades escolares da rede pública do estado e foi desocupada na noite desta terça-feira (22).

Conforme a gestora geral, Eva de Moraes, o dia foi marcado por tranquilidade e reestabelecimento integral das atividades escolares. “Esse dia de aula ocorreu em clima de tranquilidade, com as turmas cheias e os professores em sala de aula. Atividades como as do curso de panificação também estão voltando à normalidade”, destacou Eva de Moraes.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) determinou à gestão do Cintra que organize, de imediato, a reposição de dias letivos para o cumprimento do calendário escolar. “Estamos definindo, junto aos coordenadores pedagógicos, um plano de reposição de dias letivos para cumprimento integral do calendário escolar, evitando maiores prejuízos aos nossos alunos”, informou Jeferson Plácido, gestor pedagógico.

A Seduc também está trabalhando na limpeza e organização do prédio, realizando revisões na estrutura física, rede elétrica, entre outros serviços importantes na escola, além de medidas de ordem administrativas para garantir a segurança de toda a comunidade escolar.

“Nós contamos com a participação e a parceria dos pais, responsáveis, funcionários, alunos e professores, nesse processo, para garantir o cumprimento da nossa principal missão que é o ensino e a aprendizagem dos estudantes com qualidade”, finalizou Eva.

O Cintra possui atualmente aproximadamente 5,8 mil alunos matriculados, conforme Censo Escolar. A escola funciona nos três turnos com 63 turmas no matutino, 62 no vespertino e 26 no noturno.


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Poder

Cintra é desocupado e polícia conduz 16 pessoas para delegacia

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A Polícia Militar desocupou a escola estadual Centro Integrado do Rio Anil (Cintra), no bairro do Anil, em São Luís, na noite dessa terça-feira (22). O resultado da ação foi à condução de 16 pessoas para a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), sendo que sete são maiores de idade. Estes foram autuados em flagrante por dano ao patrimônio público, corrupção de menores e uso de entorpecentes. Os menores foram liberados com a chegada dos responsáveis.

O superintendente da Seic, delegado Tiago Bardal, disse que a polícia constatou que o prédio da escola ficou destruído após os 42 dias de ocupação.

“Destruíram totalmente a escola. Quebraram televisores, computadores, armários, a merenda escolar também. Picharam a escola com a sigla de uma facção criminosa. Crimes previstos no Código Penal, por isso, os maiores foram autuados em flagrante”, disse o superintendente.

Com relação aos menores de idade, foi feito um boletim de ocorrência e agora eles vão aguardar uma audiência para que o promotor diga quais as medidas serão tomadas. Os adolescentes foram liberados com a presença dos responsáveis.

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Questionado se o Complexo Penitenciário de Pedrinhas seria o local para onde os maiores de idade vão ser encaminhados, Tiago Bardal disse que espera uma comunicação da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
“Estamos aguardando uma decisão da Seap para saber qual local eles vão ser encaminhados. Em sua defesa, não disseram nada e alguns não quiseram nem informar os nomes de parentes para que a prisão deles fosse comunicada à família”, explicou.

A escola ficou ocupada pelos manifestantes por quase mais de mês. No dia 17 de novembro, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou, por meio de nota, tinha tido um acordo e a escola voltaria à rotina normal a partir dessa terça-feira, mas os pais e alunos foram surpreendidos com as portas fechadas. Na noite do mesmo dia, a polícia foi acionada.

“Dezenas de manifestantes saíram da escola após o acordo. Só não saíram esses 16, que fizeram tudo isso. Alguns deles são alunos do Cintra, mas outros não. O certo é que eles causaram um prejuízo para os alunos que estão 42 dias sem aula e por conta disso tudo vão ficar alguns dias mais”, completou o delegado.

A Secretaria de Educação se pronunciou por meio de nota sobre a desocupação. Veja abaixo:

Sobre a ocupação do Centro Integrado Rio Anil (Cintra), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esclarece que:

Na noite desta terça-feira (22) foi efetuada a desocupação do Cintra, em cujas dependências se manifestava um pequeno grupo de 16 pessoas, que não contam com apoio das organizações estudantis e comunidade escolar. Os demais que ocuparam a unidade no dia 14 de outubro decidiram pela desocupação e se retiraram após atendimento de reivindicações apresentadas;

A retirada dos ocupantes ocorreu após a constatação de depredação do prédio da escola, de ameaças e de denúncias de que os manifestantes portavam armas, com risco iminente de graves ocorrências. Na noite desta terça-feira a polícia confirmou a existência de armas com o pequeno grupo;

Todas as reivindicações específicas dos manifestantes foram atendidas. Também todas as mediações possíveis foram realizadas pela Seduc, inclusive com participação de instituições públicas independentes e externas, que deixaram as negociações após descumprimento de acordo feito pelos estudantes que previa a desocupação nesta terça;

Reconhecemos e respeitamos o legítimo direito às manifestações pacíficas e continuamos à disposição para o diálogo, mas ressaltamos que é necessário resguardar o direito de todos, bem como assegurar que não haja violência de nenhum tipo.

São Luís, 23 de novembro de 2016.


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Poder

Diretor do Cintra corre risco de ser destituído

Diretor do Cintra, Arnaldo Martinho Costa da Costa

Diretor do Cintra, Arnaldo Martinho Costa da Costa

Foi dado entrada com uma representação no Ministério Público, mais precisamente na Promotoria de Educação, pedindo a destituição do diretor geral da Fundação Nice Lobão (Cintra).

A argumentação que o diretor do Cintra ocupa o cargo há 20 anos, fato que fere a legislação da instituição de ensino. Além disso, ele já foi convocado pela Assembleia Legislativa e até agora não compareceu.

O promotor da Educação Paulo Avelar afirmou que responderá o pedido do deputado e encaminhará uma ação competente. A atitude do diretor do Cintra foi entendida como irregular pelo desrespeito a Casa Legislativa quando se nega a prestar os esclarecimentos sobre os assuntos relativos a sua competência.


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Cidade

Irregularidades prejudica alunos da fundação da família Lobão

Banheiro do Cintra em situação caótica.

Banheiro do Cintra em situação caótica.

Por conta das irregularidades no sistema de segurança, prevenção e combate a incêndios e problemas na rede elétrica, as aulas no Centro de Ensino Integrado Rio Anil (Cintra), em São Luís, continuam suspensas. O reinício das aulas, para os 5.482 estudantes, está condicionado ao cumprimento de seis pendências, por parte da direção da escola: apresentação do Plano de Ação e Emergência para a edificação, entrega da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do sistema de manutenção da rede elétrica, ART do Sistema de Prevenção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), laudo de continuidade elétrica, criação da brigada de incêndios e reposição dos vidros das janelas.

Aluno estuda com cadeira quebrada.

Aluno estuda com cadeira quebrada.

Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 27, na sede das Promotorias de Justiça da Capital, o diretor da escola, Arnaldo Martinho da Costa, recebeu os relatórios da vistoria técnica realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar, por meio do Grupamento de Atividades Técnicas (GAT) e da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, além da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária de São Luís, e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA).

“A direção do Cintra tem a obrigação de garantir a segurança aos estudantes. Enquanto as pendências não forem cumpridas, as aulas não serão reiniciadas”, informou o promotor de justiça de Defesa da Educação, Paulo Silvestre Avelar Silva.

Teto totalmente comprometido do Cintra.

Teto totalmente comprometido do Cintra.

As primeiras inspeções no Cintra foram realizadas, em novembro de 2012, por solicitação do Ministério Público. As últimas inspeções foram realizadas na última segunda-feira, 25. De acordo com o GAT, os hidrantes não atendem às adequações técnicas para funcionamento em caso de incêndio.

“Em caso de emergência, os alunos e professores correm um risco muito alto. Por isso, o Ministério Público não vai abrir mão dos itens de segurança”, alertou Paulo Avelar. Além dos seis itens de segurança, as instituições que inspecionaram o prédio da escola vão conceder prazo para que as demais pendências sejam regularizadas.

Um exemplo é a inexistência de saída de emergência e sinalização de segurança para rota de fuga e acesso aos equipamentos de combate a incêndio. Ficou acertado, como medida paliativa, que todas as portas ficarão abertas, após o reinício das aulas, até a conclusão das saídas de emergência.


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Poder

Fundação da família Lobão põe em ‘risco vida’ de alunos e professores

Banheiro do Cintra em péssimas condições.

Banheiro do Cintra em péssimas condições.

Uma grave denúncia chegou a equipe do Blog do Neto Ferreira, que foi constatado irregularidades sanitárias e de segurança no Centro de Ensino Integrado Rio Anil (Cintra), em São Luís.

De acordo com os relatórios obtidos pelo Blog do Neto Ferreira, durante as inspeções foi constatado que os hidrantes não atendem às adequações técnicas para funcionamento em caso de incêndio. Outro problema grave é a inexistência de saída de emergência e sinalização de segurança para rota de fuga e acesso aos equipamentos de combate a incêndio.

Esposa do ministro Edison Lobão, Nice Lobão é deputada federa e dona da Fundação Cintra.

Esposa do ministro Edison Lobão, Nice Lobão é deputada federa e dona da Fundação Cintra.

E mais: diversos alunos reclamaram do calor excessivo nas salas e da falta de ventilação. “Com um ambiente insalubre, a aprendizagem será sempre prejudicada”.

Para o promotor de justiça, “em caso de emergência, os alunos e professores do Cintra correm um risco muito alto”, disse Paulo Silvestre Avelar Silva ao Blog.

Em virtude das ilegalidades constatadas que põe em risco a vida de milhares de pessoas, o secretário de Educação, Pedro Fernandes, disse não poder interferir porque a escola é administrada pela Fundação Nice Lobão.

Ciente dos recursos destinados ao Cintra através do governo Roseana, a Promotoria contestou, e confirmou que a responsabilidade seria da Secretaria em relação à escola. “O Cintra recebe recursos públicos para sua manutenção e tem em seus quadros mais de 500 professores pagos pelos cofres estaduais e aproximadamente 7.800 alunos sob a responsabilidade da rede estadual de ensino”, afirmou Avelar.


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