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Caldas Country 2013 pode ser impedido após mortes e sexo na rua; veja as fotos

O Ministério Público de Goiás vai investigar as denúncias de uma série de vandalismos ocorridos em Caldas Novas durante o último fim de semana, quando ocorreu o 7º Caldas Country Show. Entre as medidas estudadas, estão o impedimento da realização da festa no ano que vem.

O promotor da 5ª Promotoria de Justiça da cidade, Pedro Eugênio Beltrame Benatti, afirmou que será ajuizada uma ação nos próximos dias para suspender a venda antecipada dos ingressos dos shows de 2013.”O Ministério Público vai colher dados e estatísticas para saber os crimes ocorridos, quem deixou de fazer o que e se a cidade pode receber o evento”, disse ele.

“Já requisitamos a apuração das fotos que estão na mídia e a providenciaremos a punição dos responsáveis pelos excessos. Sexo explícito é ato obsceno. Subir em um posto é dano ao patrimônio público. É a imagem do descaso. Foi o que mais chocou o MP. Passa a sensação de que Caldas Novas é uma cidade sem lei”, ressaltou Benatti.

O efeito Caldas Country.

O efeito Caldas Country.

O assassinato de duas pessoas, um acidente de carro com a morte de um jovem de 18 anos, sexo explícito no meio da rua, uma ambulância invadida, um carro incendiado por um grupo de rapazes e foliões pulando em cima de um posto da Polícia Militar foram parte das ações que abalaram a cidade de 70 mil habitantes.

Todos os crimes foram filmados ou fotografados por foliões indignados. Até o momento ninguém foi punido.

Segundo um dos organizadores de um dos maiores eventos musicais do Estado, Fernando Clemente, a maior culpa da baderna é da prefeitura da região. “Não temos responsabilidade com o que acontece lá fora, apenas com o que ocorre dentro do evento. Em 36 horas de show não tivemos nenhuma ocorrência policial”, justificou.

Clemente admitiu que a quantidade de militares que fazem a segurança de Caldas Novas não é capaz de controlar os 70 mil turistas que passaram pela cidade no fim de semana. “Contratamos 136 policiais do Estado com a verba da produção, além de 500 seguranças, corpo médico e brigadista para trabalharem dentro da estrutura”. (Do Correio Braziliense).


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