Crime

Segurança do Patrimônio Show é preso suspeito de envolvimento no assassinato de Décio Sá

Blog do Daniel Matos

Jornalista Décio Sá

Jornalista Décio Sá

Um homem que trabalhava como segurança no show do grupo de pagode Revelação, realizado na última segunda-feira, na casa de espetáculos Patrimônio Show, na Praia Grande, foi preso em pleno serviço sob a suspeita de envolvimento no assassinato do jornalista Décio Sá. A prisão foi efetuada por policiais civis do Maranhão e do Piauí.

Segundo uma fonte do blog, que testemunhou a prisão e relatou o episódio em detalhes, os policiais chegaram à casa de shows por volta das 22h, em várias viaturas e abordaram todos os seguranças da festa, ordenando-lhes que encostassem na parede. Durante a revista, identificaram o suspeito que procuravam e imediatamente o colocaran em um dos veículos usados na operação. O homem estava de terno e usava um boné, mas não teve a identidade revelada. Ele negou qualquer participação no crime.

Um policial que também fazia a segurança do show e portava um revólver foi revistado e reclamou da truculência da equipe envolvida na operação. Ele teve que entregar a arma ao dono da empresa de segurança contratada para trabalhar no evento, cujo proprietário é o ex-lutador de vale-tudo Casemiro do Nascimento Martins, o Zulu.

Décio Sá foi assassinado com cinco tiros de pistola .40, na noite de 23 de abril, no bar Estrela do Mar, na avenida Litorânea. Após prender dois suspeitos de participação no crime, a Secretaria de Segurança Pública decretou sigilo nas investigações.

Segundo depoimentos de três pessoas ouvidas até o momento – duas testemunhas oculares e uma evangélica que participava de um culto na duna escalada pelo matador do jornalista após cometer o crime -, pelo menos três pessoas ajudaram a dar fuga ao assassino.


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Poder

Após morte de Décio Sá, deputado propõe instalação da CPI da Pistolagem

Décio Sá foi morta com seis tiros na Avenida Litorânea

Décio Sá foi morta com seis tiros na Avenida Litorânea

Após o assassinato brutal do jornalista/blogueiro Décio Sá, vítima de seis tiros na segunda-feira, 23, na Avenida Litorânea, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, deputado Bira, falou, na manhã desta quarta-feira (2), sobre a falta de políticas públicas na área de segurança. Ele aproveitou para anunciar que encaminhará a Mesa Diretora da Casa um pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pistolagem, no Maranhão.

“A situação está crítica no nosso Estado. Podemos contribuir para que essa realidade mude com a instalação desta CPI”, defendeu o deputado.

O petista lembrou que em 1997, após o assassinato do delegado Stênio Mendonça, na Avenida Litorânea, a Assembleia instalou a CPI do Crime Organizado. Na oportunidade, o trabalho da Casa foi de fundamental importância nas investigações.

Somente em 2012, já foram registrados oito casos de crime por encomenda no Maranhão. Além do jornalista Décio Sá, foram executados os empresários José Mauro Queiroz e José Queiroz Filho, donos de uma distribuidora de óleo no Maracanã, em São Luís; Raimundo Cabeça, líder camponês em Buriticupu; Francisco Ferreira Sousa, ex-prefeito de São José dos Basílios, conhecido também como Chico Rio-grandense; João Ribeiro Lima, advogado, em Presidente Dutra; um personal trainer, embora tenha relacionado o fato a tráfico de drogas, mas também foi um crime de execução; e no sábado (28), Maria Amélia Guajajara, líder, cacique da Aldeia Coquinho, no município de Grajaú também foi assassinada com dois tiros na cabeça.


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Poder

Viva o crime brasileiro…

Por Lúcio Flávio Pinto

O Brasil nunca foi tão rico em toda a sua história quanto agora. A criminalidade nunca foi tão grave. É uma relação de causa e efeito. Pode ser. Não se tem ainda, no entanto, como demonstrar o nexo de causalidade. Mas pode-se chegar a uma conclusão surpreendente e inédita: o crime se estratificou no Brasil.

O crime dito de colarinho branco se sofisticou na mesma medida em que passou a movimentar valores em dinheiro e símbolos de poder que colocam o Brasil no topo do ranking nesse segmento.

Certamente numa posição mais avançada do que o 6º lugar em que o país está dentre os PIBs mundiais.

O recorde anterior era o 8º lugar, conquistado na década de 1970, com o “milagre econômico” do regime militar. Depois o Brasil regrediu quatro posições, até recomeçar a subir, superando seis países, depois do Plano Real.

Os criminosos de colarinho branco não têm mais por hábito matar. Eles liquidam moralmente, ou financeiramente, graças às armas que a mais alta tecnologia lhes fornece. Podem ter que usar o recurso extremo, mas, quase sempre, só no desespero.

Litigam a partir de suas mesas, diante de um computador, com assessorias visíveis e invisíveis (estas, as mais eficientes, principalmente as não assumidas ou não declaradas).

O exemplo mais recente e acabado desse modo de proceder é o do suposto bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ele não se enquadra no modelo de um Anísio Abrahão ou Castor de Andrade. Conta com senadores, deputados federais, governadores, empresários, jornalistas.

Está conectado a empresas muito maiores, dentro e fora do país. Mesmo alvejado por disparos verbais e ameaças materiais, se mantém calmo. Sua munição é tão vasta quanto imprevisível. Seu arquivo eletrônico é seu seguro de vida. Embora sem garantia certa ou cobertura definida.

Mas há um crime de rua, violento e sangrento, como “nunca antes”, para usar o bordão do ex-presidente Lula, que muito contribuiu para esse “aperfeiçoamento” maligno com seu populismo de resultados, mais eficiente e mais inescrupuloso do que o populismo amador e romântico dos políticos da República de 1946. O do líder sindical é, profissional. Sublimemente (ou subliminarmente) mafioso. O Brasil dos nossos dias é uma recriação monumental da Chicago do entre guerras mundiais do século XX.

Décio Sá

Décio Sá

Vem do Maranhão o mais recente exemplo dessa criminalidade. Na noite do dia 23 um homem desceu de uma moto na qual era o carona, com a cobertura de uma segunda moto. Caminhou calmamente até um dos restaurantes da frequentada e admirada orla litorânea de São Luiz do Maranhão, ponto turístico nacional.

Foi até uma das mesas, tirou uma pistola calibre 40, preferência policial por sua potência e eficiência. Mirou no ocupante de uma das mesas, que estraçalhava caranguejos, como costumam noticiar as colunas sociais.

Fez seis disparos com direção certa e objetivo definido: matar sem piedade, tripudiar sobre a morte. Duas balas atingiram a cabeça da vítima. Outras duas, o pescoço. E mais duas a região do coração.

Sangue espirrou, carregado de massa encefálica, pele e osso. Os tiros não foram apenas para matar: a morte devia servir de mensagem a quem interessar pudesse.

O assassino olhou em torno, disse palavras ameaçadoras para o garçom, que testemunhara estupefato o crime, guardou a arma e saiu com a mesma calma da chegada. Não escondeu o rosto nem teve pressa em fugir.

Subiu na moto e sumiu, sempre com a cobertura do segundo veículo (inspeções constantes a motocicletas devia ser uma estratégia sagrada no Brasil). Não tinha receio em ser identificado nem, talvez, preso. Se for preso, acredita, será por pouco tempo. Tem cobertura e da grossa.

A vítima, Décio Sá, tinha 42 anos. Era jornalista havia muito tempo. Desde 2006 escrevia um dos muitos blogs criados por maranhenses que não têm onde se manifestar, querem se informar e informar os outros. É a alternativa à grande imprensa, dominada pelos grupos políticos e empresariais que mandam no Maranhão, o Estado mais pobre (alguma relação com o fato de ser, geograficamente, Meio Norte com o Piauí, metade Amazônia e metade Nordeste).

Décio criou a imagem de jornalista investigativo, eficiente, audacioso e corajoso, graças ao blog. Mas trabalhava havia tempo suficiente no maior grupo de comunicação do Estado. Sob essas outras vestes, suscitava dúvidas quanto à sua independência e autonomia.

Ele era um repórter político especial do Sistema Mirante de Comunicação, afiliado à Rede Globo de Televisão e, em particular, do jornal O Estado do Maranhão, líder dos impressos maranhenses.

Esses veículos são dirigidos de perto pelo maior político do Maranhão, o ex-presidente da república e presidente do Senado, José Sarney. Nada de importante sai nos órgãos de comunicação do também ex-governador sem sua aprovação. O noticiário político, então, é criação sua. Nem sempre para reproduzir a verdade. Às vezes, também, para mandar recados.

As oligarquias no Maranhão não costumam aparecer na literatura que Sarney, igualmente imortal da Academia Brasileira de Letras, costuma cometer. Nem é preciso: a ficção do beletrista senador é acanhada demais para dar conta de realidade de tal magnitude. Tão impressionante que dispensa pitadas de invenção. Basta olhar com olhos de ver e mãos de reproduzir a cena com a fidelidade temerária de um herói. Talvez logo depois morto.

Décio Sá falava ao celular, em frente aos caranguejos cozidos, seu prato de resistência. Quando recebeu os tiros, o jornalista falava com Aristides Milhomem, mais conhecido por Tatá, vice-prefeito do município de Barra do Corda e irmão de Carlos Alberto Milhomem, deputado estadual.

Sem conseguir restabelecer a ligação, Tatá acionou Fábio Câmara, suplente de senador e amigo de Décio, que estivera em contato com outro amigo, um personal trainer, executado pouco antes, no mesmo dia, num ponto mais distante da faixa valorizada da capital maranhense. E que também iria para o bar Estrela do Mar para a caranguejada.

A última postagem de Décio no seu blog foi sobre o assassinato de Miguel Pereira de Araújo, o Miguelzinho. Ele foi morto em 1997 e o julgamento seria realizado em Barra do Corda, que forma com Presidente Dutra e Grajaú, o principal reduto de pistoleiros no Maranhão.

O problema é que das 25 pessoas sorteadas para integrar o corpo de jurados, que teria sete membros, 25 eram ligadas a Manoel Mariano de Souza. Além de ser prefeito municipal, ele é pai do empresário Pedro Teles, acusado de ser o mandante do crime. Seria represália contra o alegado invasor de suas terras. Pedro é irmão do deputado estadual Rego Teles, do PV.

O advogado Leandro Sampaio Peixoto, defensor de Miguelzinho, pediu o desaforamento do júri para São Luiz no mesmo dia da morte de Décio, a quem forneceu cópía da petição. Nela, previu que o julgamento, se realizado em Barra do Corda, terá desfecho viciado.

Ele sabe o que diz: é filho do ex-prefeito Avelar Sampaio, do PTB. Foi Avelar, quando prefeito, quem cedeu os pistoleiros Moraes Alexandre e Raimundo Pereira para proteger Manoel Mariano. Na época os dois eram amigos. Rompidos, se tornaram inimigos. Manoel interrompeu a sucessão no poder da família do seu (ex) amigo.

Para as oligarquias que comandam o interior do Brasil, isso é crime. A ser quitado com outro crime, sem os refinamentos do pessoal do andar de cima, que circula de colarinho branco por esses ambientes. O encadeamento é óbvio. O problema é segui-lo.

Um leitor, que usou um nome falso (Madureira), fez o único comentário, postado momentos antes da consumação do assassinato do blogueiro. Concluiu: “tá na cara que é jogo de cartas marcadas. precisa mais detalhes que esses?? creio que não !!” Apesar do acesso constante ao blog, ainda mais depois do crime, ninguém voltou a se manifestar. O silêncio é a regra de ouro desses acontecimentos, cada vez mais frequentes no Brasil oculto.

Quem fala muito morre com a boca cheia de formiga.


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Crime

Veja os depoimentos das testemunhas sobre a execução do blogueiro Décio Sá

Foi divulgado na tarde desta terça-feira, 01, de maio, depoimentos das principais testemunhas da execução do jornalista/blogueiro Décio Sá, ocorrido no dia, 23, do mês anterior, na Avenida Litorânea, em São Luís.

De acordo com o blog do Itevaldo Júnior, que publicou com exclusividade três depoimentos de pessoas que se encontravam no dia do crime no Bar e Restaurante Estrela do Mar. Segundo uma das testemunhas, poucos minutos após a execução de Décio Sá, uma viatura da Polícia Militar apareceu na cena do crime, só que demorou a perseguir o motoqueiro que levava o pistoleiro.

Já a outra testemunha disse ter visto dois homens aguardando no topo das dunas, o assassino descer da motocicleta, de marca Honda CG-150, antes da Câmera de Segurança, que posteriormente flagrou apenas o condutor da moto sozinho, no qual dificultou as buscas pelo assassino.

Os relatos das testemunhas comprovam a tese de que, o pleno feito para matar o blogueiro Décio Sá, foi muito bem arquitetado perante os olhos dos peritos.

Abaixo o primeiro depoimento:

Segundo depoimento:

Terceiro depoimento:


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Maranhão

Protesto contra morte de Décio Sá leva milhares de pessoas à orla de São Luís

Amigos e leitores de Décio Sá participam da caminha em protesto

Amigos e leitores de Décio Sá participam da caminha em protesto

De baixo de sol forte na manhã desta terça-feira, 01, na cidade de São Luís, não impediu que milhares de pessoas, segundo estimativa, participassem da passeata que protestou contra a morte do jornalista/blogueiro Décio Sá, vítima de postolagem no dia, 23, do mes anterior. A passeata começou em frente ao Parque da Litorânea, e seguiu até o Bar e Restaurante Estrela do Mar. A caminhada na orla, promovida pelos “Amigos e Leitores de Décio Sá“, reuniu não só jornalistas, mas representantes de outros segmentos da sociedade que se sentem vitimados pela violência, como parentes de pessoas desaparecidas, representantes de sindicatos, advogados e deputados estaduais e federais.

— Essa caminhada não é um protesto, é um lamento da cidade. O Décio Sá chegou a aglutinar o sentimento de milhares de pessoas que são vítimas de violência. Não estamos caminhando em vão, e sim para protestar pela celeridade na elucidação da execução de umm trabalhador e pai de família — disse o suplente de vereador Fábio Câmara.

A caminhada começou às 10h10m e terminou duas horas depois, quando os manifestantes cantaram o Hino Nacional e fizeram uma prece no local onde Décio Sá foi brutalmente assassinado.

Emocionada, a irmã de Décio Sá, Vilanir Sá discursou em cima de um dos trios, emocionada, no qual ela fez referência à omissão de Roseana Sarney que se diz ser amiga pessoal do jornalista:

— Mas que amigos são esses que nem aqui estão? Décio sempre defendeu a governadora Roseana Sarney.

Veja abaixo o vídeo da caminhada em ato de protesto na Avenida Litorânea:


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Crime

Grupo fará ato de protesto contra assassinato de Décio Sá nesta terça-feira

Arte da camisa que será utilizada na caminha dos Amigos e Leitore do Décio Sá

Arte da camisa que será utilizada na caminha dos Amigos e Leitore do Décio Sá

Pela primeira vez, jornalistas e a sociedade civil farão um ato no Maranhão, para protestar contra a morte do jornalista/blogueiro Décio Sá, ocorrida no dia 23 do mês anterior, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís.

A manifestação acontece às 10h desta terça-feira, 01, com uma passeata pela mesma Avenida, uma das mais movimentadas turisticamente da cidade.

A caminhada tem como foco principal, cobrar do poder pública a celeridade da elucidação do crime hediondo que vitimou o jornalista, além de outros casos que caracterizam como crime de encomenda (pistolagem).

Décio Sá foi executado após revelar graves denúncias contra políticos e empresários em matéria publicada no se famoso blog (reveja). Segundo a polícia, o crime contra o jornalista foi de pistolagem e bem arquitetado (reveja).


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Crime

Caminhada em homenagem à Décio Sá acontece nesta terça-feira

Acontece nesta terca-feira, 01, a caminhada realizada por familiares, amigos e leitores do “Blog do Décio Sá”, em homenagem ao jornalista que foi vítima de pistolagem na terça-feira, 23 num bar da Avenida Litorânea, em São Luís (reveja).

O ato tem por objetivo, pedir justiça e paz, pela indignação da execução ocorrida com o blogueiro.

Em nota encaminhada, os organizadores protestam pelo assassinato do jornalista com os seguintes dizeres. “O corpo da nossa sociedade foi igualmente ferido de morte”, diz a nota em tom de revolta.

A caminhada será iniciada a partir das 10h, e terá como ponto inicial, o Parque da Avenida Litorânea, no Calhau, e terminará no Bar Estrela do Mar, local onde Décio Sá foi morto.

Os amigos e familiares do jornalista contam com a presença de todos nessa caminha.

Outdoor no bairro do Cohafuma.

Outdoor no bairro do Cohafuma.


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Poder

Presidente da Associação de Imprensa quer Polícia Federal na investigação da morte de Décio Sá

Maurício Azevedo

Maurício Azevedo

Sabemos que todos os dias são assassinados injustamente pessoas de bem, a exemplo disto, o jornalista/blogueiro Décio Sá, vitima de pistolagem na última segunda-feira, 23, em plena Avenida Litorânea, em São Luís

Hoje, me deparo com a ótima notícia dada pelo jornalista Marco D’Éca, de que o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, jornalista Maurício Azedo, encaminhou o presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, pedindo acompanhamento da Polícia Federal, no caso da morte do Décio Sá.

De fato, a PF já se faz presente nas investigações, porém, não chega á 30%. A iniciativa em levar o pedido para Dilma Rousseff, é que o crime não fique impune no qual a sociedade em modo geral, tenha respostas concretas imediatas de quem cometeu e de quem ordenou a execução dessa barbaridade.

Cabe agora, ao secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, da respostas imediatas a sociedade que cobra veemente do poder publico a elucidação não só deste, como de vários casos que até então, ficam impunes perante os olhos da população maranhense.


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Poder

Afinal, quem é Antônio Pedrosa?

Pedrosa: o covarde e deprovável

Pedrosa: deplorável e covarde.

O motivo eu sei, só que não entendo até onde a corda esticará quando o assunto se chama “Pedrosa”. A quem podemos classificar de crocodilo ou jacaré?

Na semana passada, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB maranhense, advogado Luís Antônio Pedrosa, mostrou o seu lado covarde e medroso. Ele que nunca se pronunciou ou mesmo revidou as denúncias proferidas pelo jornalista/blogueiro Décio Sá, morto na última segunda-feira, 23, na Litorânea (reveja), contra a gestão do presidente da Seccional OAB/MA, Mário Macieira.

No entanto, Pedrosa é classificado como covarde, deplorável e medroso. Afinal de contas, ele que fez referência ao jornalismo de Décio Sá, a um “gorila”, em artigo postado no seu blog, que por sinal escreve pessimamente (veja).

De acordo com o texto que diz “Não derramei lágrimas de crocodilo no velório, no qual não aceitaria confortavelmente comparecer. Sempre discordei dessa linha de jornalismo, que, no Estado, é composta por um pequeno número de gorilas diplomados”, menção essa feita por Pedrosa, que atraiu criticas de seus próprios colegas e de alguns conselheiros que fazem parte da OAB/MA.

O ridículo não é a falta de respeito com a família do falecido jornalista, mas, com sua própria imagem, que lhe remete não a um crocodilo, réptil com força na presa, mas a um simples e pequeno filhote de jacaré.


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Poder

Décio Sá

Por Joaquim Nagib Haickel

Confesso que não sei por onde começar esse texto. Não sei o que dizer, ou melhor, não sei o que dizer primeiro. Em verdade nem sei se quero dizer alguma coisa neste momento. Não me sinto distanciado o suficiente dos fatos e poderia acabar por dizer coisas que possam não traduzir verdadeiramente os sentimentos que tomaram conta de mim desde que recebi o telefonema do jornalista Zeca Soares dando conta do assassinato de nosso amigo, Décio Sá.

Estava fora de São Luis. Trabalhava no documentário que venho fazendo já algum tempo sobre o padre Antonio Vieira. Acordei como faço sempre às seis da manhã e vi a ligação. Achei que algo muito sério havia acontecido. Retornei pra Zeca que me deu a notícia absurda de forma acachapante. Não acreditei no que estava ouvindo. Parecia que estava sonhando. Mas não era sonho. Depois que acabei de falar com Zeca, apareceram algumas mensagens de texto em meu celular dizendo a mesma coisa: “Décio Sá foi assassinado”.

No apartamento em que eu estava hospedado não conseguia acessar a internet e saí imediatamente em busca de sinal para saber mais detalhes. A história estava em todos os sites e blogs. Li tudo o que foi publicado sobre o assunto. Li o que Décio havia publicado em seu blog nos últimos dias. Li o que havia sido publicado em todos os blogs de nossa cidade nos dias que antecederam aquele covarde assassinato e garanto-lhes que quem fizer o que eu fiz tenderá a acreditar que, aparentemente, no próprio blog de Décio se encontram as pistas para a solução de seu ultrajante assassinato, mas é a policia quem deve apurar este caso, prender o assassino e seus cúmplices e a justiça quem deve julgar não só o assassino mas principalmente o mandante, devendo essas instituições fazer isso de forma urgente e indubitável, sob pena de se perder para o banditismo, o controle de nossa sociedade.

Mas como já disse antes, não gostaria de falar disso agora, não quero falar do crime. Gostaria de falar de Décio Sá, do jornalista, do amigo, sobre o que conhecia dele, de minha amizade com ele, de seu trabalho, de sua importância no panorama jornalístico do Maranhão.

Conhecia Décio desde que ele começou a trabalhar cobrindo os trabalhos da Assembleia Legislativa, onde eu era deputado. Naquela época ele e Marco D’éça formavam uma espécie de dupla dinâmica do novo jornalismo político de nosso Estado. Com Walter Rodrigues (já falecido), Lourival Bogéa, Roberto Kenard, Luis Cardoso, e alguns poucos outros, eles compunham um grupo de interlocutores privilegiados do setor ao qual se dedicavam.

Com o advento da internet e a possibilidade dos blogs, alguns jornalistas de jornais diários, em papel, passaram a ter seus espaços no jornalismo virtual, canal de comunicação mais direta e mais efetiva entre eles e seus leitores, sem ter como intermediário, um jornal, um patrão. Isso transformou alguns jornalistas em estrelas tão brilhantes quanto os personagens de quem eles davam notícias. Décio em pouco tempo passou a ser o blogueiro mais lido de nosso Estado.

O estilo literário não era o aspecto mais forte de seu jornalismo. Muitas vezes disse isso a ele, ao que me respondia que a rapidez da notícia prejudicava seu texto. Clique aqui e continue lendo.


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