Poder

Depoimento de Lula é divulgado pela Lavo Jato

G1, Brasília

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que será candidato à Presidência da República em 2018 e que espera que alguém lhe peça desculpas após as investigações. A transcrição da fala de Lula foi disponibilizada no sistema da Justiça Federal nesta segunda-feira (14).

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O ex-presidente foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção e desvio de dinheiro na Petrobras. O depoimentos dado na sexta-feira (4) durou mais de três horas.

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Leia na íntegra o depoimento do ex-presidente aqui.


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Poder

Citada como “fantasma” pela PF nega as acusações

Apontada como suposta funcionária fantasma no relatório final da Operação Sermão aos Peixes deflagrada pela Polícia Federal, Amanda Julliana Lobo Campos nega que foi indicada pelo deputado estadual Léo Cunha para assumir cargo na Bem Viver Associação Tocantina, em hospital de Imperatriz.

Segundo a funcionária, ela passou 30 dias afastada de suas funções, mas justificou as suas faltas por meio de atestado médico e, em seguida, foi demitida do cargo. “Eu não fui indicada pelo deputado. Fiz um seletivo e fui chamada para exercer a função na ONG” declarou Amanda Lobo.

Amanda diz, ainda, que já trabalhava no hospital quando era servidora do Instituto de Desenvolvimento e Apoio a Cidadania (Idac). “Nunca fui funcionária fantasma. Cumpria minha jornada de trabalho normalmente.” afirmou.

O nome de Amanda aparece na conclusão do processo da operação Sermão aos Peixes, durante a quebra de sigilo de e-mail’s realizado pela Polícia Federal, mediante autorização da Justiça, de funcionários da Bem Viver.


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Poder

Em depoimento, Lula perde paciência com pergunta sobre pedalinhos

Folha de São Paulo

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Segundo o deputado Paulo Teixeira (PT­SP), que assistiu a parte do depoimento, Lula disse que sua condução coercitiva era desnecessária. Ele perdeu a paciência quando perguntaram-­lhe sobre pedalinhos mantidos pela família no sítio de Atibaia.. Dois pedalinhos que permanecem em um lago no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), foram comprados por um militar destacado como assessor de Lula.

“Essa pergunta não está à altura da Polícia Federal”, reagiu Lula, segundo relato de Paulo Teixeira.

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Como parte das ações da 24ª fase da Lava Jato, Lula foi alvo nesta sexta-feira (4) de mandados de condução coercitiva (quando o investigado é levado para depor e depois liberado) e busca e apreensão em seu apartamento em São Bernardo do Campo e foi encaminhado ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde prestou depoimento.

Essa fase da operação, batizada de Aletheia, apura se empreiteiras e o pecuarista José Carlos Bumlai favoreceram Lula por meio do sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá. O ex-presidente nega as acusações.

Ainda segundo Teixeira, Lula mostrou contrariedade quando questionado sobre o tríplex no Guarujá. Repetindo não ser proprietário do imóvel, recomendou que a pergunta fosse direcionada a quem disse que o apartamento era seu. “Não sou dono desse tríplex. Perguntem a quem disse que sou”, respondeu segundo relato de Teixeira.

O deputado conta que Lula lembrou ter prestado outros depoimentos e que, por isso, fora submetido a constrangimento desnecessário. O ex-presidente tomou a iniciativa de desqualificar os termos da proposta de delação premiada do senador Delcidio do Amaral, afirmando que, no afã de se livrar, falam “absurdos”. “Fazem delações por desespero”, teria dito.

Os agentes também perguntaram sobre a relação de Lula com dirigentes petistas, tendo ele defendido José Dirceu e João Vaccari Neto, e com empresários. Os policiais perguntaram até se Lula recebe presentes de comitivas estrangeiras, incluindo garrafas de vinho. Lula respondeu que sim, mas que não saberia diferenciar um título nacional de um estrangeiro.

Ao deixar a sala de depoimento, cercado de parlamentares, Lula mostrou que ainda vestia a camiseta de ginástica que usava quando a polícia chegou a seu apartamento. Ele pediu para se pentear antes de deixar a ala de autoridades do aeroporto de congonhas.


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Judiciário / Política

Lula é levado para depor na PF

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Ex-presidente do Brasil sendo levado por agentes federais. Créditos da foto: Zanone Fraissat.

O ex-presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, foi levado até a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos, conforme mostra a foto acima.

A ação faz parte da 24ª fase da Operação Lava Jato, denominada “Aletheia”, que é uma referência a uma expressão grea que significa “busca da verdade.

Durante a operação, foram cumpridos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva – quando a pessoa é intimada para prestar depoimento – na casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, e em outros pontos em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. O O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, também é alvo da ação PF.


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Poder

Bomba! PF revela indicação de deputado em esquema de fantasmas na Saúde

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Interceptações de e-mails feitas pela Polícia Federal do Maranhão, com autorização da Justiça, durante as investigações da “Operação Sermão aos Peixes” – que levou para cadeia 13 por desvio de recursos públicos federais – revelam tentáculos do deputado estadual Leoarren Tulio de Sousa Cunha, o Léo Cunha (PSC), em um possível esquema.

Investigadores da PF detectaram que o parlamentar indicou pessoas para ocupar cargos na Organização Social (OS) Bem Viver-Associação Tocantina, segundo relatório final da Operação do qual foi obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira.

Mensagem eletrônica enviada por Miriamar Gomes a Karina Braga, responsável pelas contratações de mão de obra qualificada da Bem Viver, mostram indicações de duas funcionários fantasmas, que fazem parte da cota pessoal do deputado Léo Cunha.

“De acordo com e-mails analisados abaixo, possivelmente existiam funcionários que, mesmo com contratos ativos e recebendo os salários, não trabalham (funcionários fantasmas) e estes normalmente advinham de indicações políticas”, diz trecho do documento.

A mensagem enviada no dia 02 de novembro de 2015, precisamente às 06:37 da manhã, aparece os nomes de Amanda Julliana Lobo Campos e Laurindo Lima Oliveira Júnior como indicações fantasmas do deputado.

No período de investigação, a Polícia Federal interceptou vários e-mails de dirigentes de Ong’s e empresas. Inclusive, foi identificado, também, indicações de pessoas ligadas ao assessor do vice-presidente da República, Michel Temer, Chiquinho Escórcio (Reveja).

Em contato com o titular do Blog, o deputado Léo Cunha afirmou que Amanda Julliana Lobo Campos e Laurindo Lima Oliveira Júnior são indicações políticas dele, mas que eles são funcionários ativos. Porém, o parlamentar disse que a direção do hospital de Imperatriz, no qual estavam lotadas as duas pessoas indicadas, realizava ligações para ele com frequência com intenção de informar que elas seriam demitidas, pois não estavam cumprindo os horários corretamente.

“As duas pessoas faltaram sim, mas todas faltas foram justificadas com atestado médico” garante, Léo Cunha.

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Crime

PF prende estelionatário no MA

PF

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (17), mandado de prisão preventiva contra um estelionatário atuante nesta capital. O homem enganava as vítimas afirmando que, em troca de dinheiro, conseguiria facilmente aposentar pessoas por conhecer servidores de dentro do INSS.

As investigações identificaram que o estelionatário não só não dava entrada no benefício e ficava com o dinheiro das vítimas, como sequer existiam os tais servidores do INSS. Cerca de dez pessoas foram enganadas.

O preso já respondia a uma ação penal pelos mesmos fatos perante a Justiça Federal, a Inquérito Policial na Delegacia de Defraudações da Polícia Civil, e havia sido preso pela Polícia Federal em 2011. Atualmente, respondia em liberdade ao processo.

Na investigação em curso o homem foi indiciado pelos crimes de estelionato e tráfico de influência, que é quando o criminoso exige vantagem a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função (art. 171 e art. 332 do Código Penal). As penas podem chegar a dez anos de reclusão.


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Política

Bomba! Deputado estadual é investigado pela Polícia Federal

Deputado estadual, Eduardo Braide.

Deputado estadual, Eduardo Braide.

A Polícia Federal juntamente com o Ministério Público Federal (MPF) investigam o deputado estadual, Eduardo Braide, desde 2014, segundo documentos obtidos com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira.

Em 17 de março de 2014 foi encaminhado ao então superintendente regional da Polícia Federal, Cristiano Barbosa Sampaio, a requisição do MPF para instaurar inquérito contra o deputado estadual.

O nome do parlamentar, que é líder do maior bloco da Assembleia Legislativa, apareceu no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF, órgão federal, que fiscaliza verbas federais que são destinadas às administrações estaduais e municipais.

A Procuradoria Regional da República da 1ª Região, órgão com autonomia para investigar parlamentares, com base no relatório do COAF, afirma que Eduardo Braide supostamente praticou crimes com dinheiro público.

“Cuida-se de Relatório de Inteligência Financeira nº 11595, encaminhado pelo COAF a esta subscritora, dando conta de movimentações financeiras atípicas perpetradas por Deputado Estadual do Maranhão. Ante o exposto, por tratar-se de autoridade que detém prerrogativa de foro por função perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região,imperioso reconhecer a atribuição desta Regional para atuar no caso em análise” declarou a procuradora regional da República, Raquel Nascimento.

Essa investigação iniciou quando o COAF encaminhou relatórios sigilosos para o Ministério Público Federal, que abriu inquérito em parceria com a Polícia Federal para apurar desvios de verbas federais destinadas a Prefeitura de Anajatuba.

Braide foi apontado no bojo do relatório pelas suas movimentações atípicas e teve dois ex-assessores de seu gabinete, Fabiano de Carvalho Bezerra e José Antônio Machado de Brito Filho, o Zé Filho, ambos presos na operação Attalea, que desarticulou uma organização criminosa (Ocrim) com atuações em prefeituras.

Em contato com o Blog, a assessoria do parlamentar encaminhou cópias de certidões de órgãos estadual e federal negando que ele seja alvo de investigação, no entanto documentos exibidos abaixo revelam a existência da investigação por supostos crimes de movimentações financeiras atípicas.


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Poder

ICN pretendia ampliar esquema criminoso para outros Estados

Um dos envolvidos no esquema fraudulento que desviou cifras milionárias dos cofres da Saúde do Maranhão e que foi alvo da operação Sermão aos Peixes, deflagrada pela Polícia Federal , neste mês de novembro, já estava planejando ampliar o esquema criminoso para outros Estados.

De acordo com os autos do processo investigatório da PF, José Inácio Guará, um dos donos do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), e que faleceu nesse mês no estado de São Paulo, afirmou em diversas conversas interceptadas, que já estava dialogando com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartug.

A Polícia Federal constatou também que o Inácio Guará conversou ainda com o governador do Piauí, Wellington Dias, e pessoas ligadas ao governo do Tocantins, assim como prefeitos de vários municípios do Rio de Janeiro, Amapá, Ceará e Maranhão.

Em um dos diálogos gravados, o antigo dono do ICN declara que já ganhou licitações de R$ 2 milhões na cidade de Maracanau, no estado do Ceará.

No relatório, a PF afirma que José Inácio negociou com uma fundação do Exército. “Verifica-se… o indivíduo que responde pelo nome de Murilo Albuquerque , conselheiro da suposta fundação, marca encontro entre Inácio e os coronéis do Exército Kelf e Paulo Roberto Costa e Silva para firmar parceria entre a Cruz Vermelha e a ICN do Maranhão”.

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Crime / Poder

Polícia Federal deflagra operação Quilópode no MA

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério Público Federal, órgãos que integram a Força-Tarefa Previdenciária, deflagrou na manhã desta terça-feira (24), a Operação Quilópode*, nas cidades maranhenses de Caxias, Codó, São Luis, Vargem Grande, Presidente Dutra, Barreirinhas e Paço do Lumiar, e em Teresina (PI).

A ação tem como objetivo reprimir crimes previdenciários.

Agentes federais cumpriram 37 mandados, sendo 10 de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e 05 de condução coercitiva, além do sequestro e arresto de bens e valores. Dentre os mandados judiciais consta, ainda, a determinação para que o INSS suspenda o pagamento de 288 benefícios assistenciais com graves indícios de fraude, submetendo-os a procedimento de auditoria.

As investigações iniciaram no ano de 2012, e levaram à identificação de um esquema criminoso no qual eram falsificados documentos públicos para fins de concessão de benefícios de Amparo Social ao Idoso, cujos titulares eram pessoas fictícias criadas pela associação criminosa para possibilitar a fraude.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa atuava desde 2010 e contava, ainda, com a participação de um servidor do INSS responsável pela concessão e atualização dos benefícios, além de funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios, que atuavam na abertura de contas correntes, na realização de prova de vida, na renovação de senhas bancárias e na efetivação de empréstimos consignados.

O prejuízo inicialmente identificado é de quase 11 milhões de reais, considerando-se os valores pagos a benefícios cujas contas bancárias encontram-se sediadas em cidades que integram a circunscrição da Delegacia de Polícia Federal em Caxias/MA.


*Palavra de origem grega que significa “aquela que tem mil patas”, em alusão ao esquema criminoso que apresentou grande ramificação e envolvimento de órgãos públicos federais e instituições financeiras.


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Judiciário

Ricardo Murad cedeu carro de prefeitura a promotor de justiça, diz PF

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça Federal, revelaram supostos tráfico de influencia do ex-secretário Ricardo Murad (PMDB) nos poderes do Estado do Maranhão.

Promotor Zanony Passos.

Promotor Zanony Passos.

Em uma das interceptações, os investigadores ressaltam a relação próxima de Murad com promotor Zanoni Passos Silva Filho, titular da 31ª Promotoria de Probidade Administrativa.

De acordo com o relatório da PF, o promotor pediu carro emprestado ao ex-secretário para levar o filho em jogo de futebol. Ricardo disponibiliza um carro oficial da prefeitura de Coroatá.

“Em outro diálogo Zanony pede um carro para Ricardo Murad, porque pretende levar seu filho para jogar futebol em Coroatá. Ricardo cede um carro para prefeitura daquele município”, diz um trecho do documento

Zanony determinou o arquivamento da investigação sobre esquema de fraude no convênio do Detran com a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), firmado pelo governo Roseana Sarney, envolvendo a empresa L Cintra Consultoria e Participações Ltda.

Os áudios analisados pela Polícia Federal na Operação Sermão aos Peixe, que prendeu empresários e políticos por corrupção, mostram um jogo de articulação para interferir em decisões favoráveis ao governo Roseana Sarney e desfavoráveis ao governo Flávio Dino.


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