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Alvo da nova fase da Lava Jato, Márcio Lobão é apreciador de vinhos e coleciona obras de arte

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Márcio Lobão, um dos alvos de hoje da Lava-Jato, apareceu pela primeira vez nos malfeitos ligados ao pai senador em junho de 2016, quando tornou-se pública a delação de Sérgio Machado.

Era Marcio quem recebia, em mãos, um mensalão de R$ 300 mil, conforme Machado.

Márcio Lobão é conhecido por ser amante de bons vinhos tintos franceses (dá preferência aos de Bordeaux). Participa de várias confrarias de amantes de boas safras. É dono de uma adega de qualidade.

Notabilizou-se também, desde que foi morar no Rio de Janeiro, há pouco mais de uma década, por colecionar obras de arte. Tem um excelente acervo. Parte deles adorna paredes até dos banheiros e lavabos do seu apartamento de frente para o mar do Leme.

Há exatamente dez anos assumiu a presidência da BrasilCap, empesa do Banco do Brasil e do Icatu. Uma indicação, naturalmente, do seu pai senador.

O Globo


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Márcio Lobão teria recebido R$ 600 mil em propina em seu apartamento no Rio de Janeiro

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A participação da família do senador Edison Lobão na distribuição de propina da Usina de Belo Monte foi detalhada por Flávio Barra, ex-executivo da Andrade Gutierrez que assinou acordo de delação premiada.

Em depoimento em junho de 2016, Barra contou que a maior parte do dinheiro de propina destinada ao PMDB foi paga por meio de doações eleitorais. Segundo ele, Edison Lobão indicou o filho, Márcio Lobão, como o contato para receber dinheiro destinado ao partido.

Como nenhum dos representantes do consórcio conhecia Márcio Lobão, o executivo fez reuniões individuais, de meia em meia hora, no prédio da Andrade Gutierrez no Rio de Janeiro, para apresentá-lo aos executivos das empreiteiras. Barra disse que chegou a entregar a Márcio Lobão, a pedido do pai dele, R$ 600 mil em dinheiro. O encontro foi combinado por Whatsapp e o o próprio Barra disse ter levado o valor até o apartamento de Márcio, na Avenida Atlântica, no Rio.

Outro delator das irregularidades em Belo Monte, Luis Carlos Martins, da Camargo Corrêa, que também integrou o consórcio, disse que R$ 2 milhões foram repassados a Lobão por meio de falsos contratos de consultoria e de “doações eleitorais” ao PMDB.

Segundo Martins, o valor que cabia ao PMDB foi pago por meio de contratos falsos de consultoria com a empresa AP Energy — um de R$ 1,2 milhão e outro de R$ 1,268 milhão. Outro executivo da empresa, Dalton Avancini, teria ficado responsável por providenciar os pagamentos ao PT. Juntos, PT e PMDB teriam dividido 1% do valor da obra da usina.

A AP Energy fica em Santana do Parnaíba (SP) num endereço já conhecido pela Lava-Jato por abrigar outras empresas de fachada descobertas pelo esquema de fraudes na Petrobras.

Segundo relatório da Polícia Federal, nas eleições de 2010, 2012 e 2014, as empresas que fizeram parte do consórcio construtor de Belo Monte doaram R$ 159 milhões a candidatos do PMDB por meio de seus diretórios e comitês financeiros. Em sua colaboração, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou que a propina de Belo Monte teria como destino caciques do PMDB no Senado: Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Valdir Raupp.

Berço político de Romero Jucá, Roraima foi o diretório estadual do partido que mais recebeu recursos nas três eleições analisadas: R$ 3,7 milhões. Alagoas foi o terceiro maior destino, com R$ 2,4 milhões: o estado é lar do presidente do Senado, Renan Calheiros, e governado pelo filho do senador, Renan Filho. O diretório estadual do Pará, representado no Senado por Jader Barbalho, recebeu R$ 1 milhão e o de Rondônia, ligado ao senador Valdir Raupp, recebeu R$ 500 mil. Os valores doados ao PT não foram relacionados pela PF.

Derrotadas no leilão de concessão da Usina de Belo Monte, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa dividiram 50% do consórcio construtor, enquanto a outra metade foi dividida entre as sete empresas que venceram o leilão. A Andrade Gutierrez liderou o consórcio.

Do Globo


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Filho de Edison Lobão é alvo da Polícia Federal por desvio de dinheiro em Belo Monte

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A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (15) uma operação, batizada de Leviatã, para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de pessoas investigadas por propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A Leviatã se baseia em provas coletadas na Operação Lava Jato.

Entre os alvos da operação, segundo a Polícia Federal, estão o ex-senador pelo Pará, Luiz Otávio, e o filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão. Os mandados da Leviatã, foram expedidos pelo ministro Edson Fachin do STF.

As buscas estão relacionadas a um inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar pagamento, por parte das empresas do consórcio de Belo Monte, de 1% dos valores das obras da usina ao PT e ao PMDB.

O ex-ministro do STF e antigo relator da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em janeiro, havia separado investigações sobre corrupção setor elétrico, o chamado eletrolão, da operação original. O inquérito sobre Belo Monte já estava sob relatoria de Fachin antes mesmo de ele suceder Zavascki como relator da Lava Jato.

Histórico

Em abril de 2016, o ex-presidente da Andrade Gurtierrez Energia, Flávio David Barra, disse em depoimento na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro que negociou pagamento de propina na obra de Belo Monte com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso pela Lava Jato. Flávio disse também que recebeu indicação de fazer pagamentos também a Márcio Lobão, filho do senador que, na época, era ministro de Minas e Energia.

“Tive conversas com Vaccari sobre Belo Monte, envolvendo o pagamento de comissão. Já o ministro Lobão indicou advogado do Maranhão, a quem fizemos alguns pagamentos em espécie no caso de Angra 3. Para [os pagamentos de] Belo Monte nos foi indicado o filho do ministro, Márcio”, disse o executivo no depoimento de 2016.

O leilão da hidrelétrica foi vencido pela Norte Energia, formado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) – subsidiária da Eletrobras -, Construtora Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, entre outras empresas. Entretanto, a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht acabaram contratadas para a construção da usina.
Maior projeto brasileiro no setor elétrico, Belo Monte tem a conclusão das obras prevista para janeiro de 2019. O investimento estimado é de R$ 28,9 bilhões.

G1, Brasília


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