Crime

Pai degola filha na Vila Kiola

Na madrugada deste sábado, um homem identificado como Gilmar, degolou a própria filha de oito meses, enquanto ela dormia. Segundo informações, ele sofria de esquizofrenia e tinha a intenção de matar a filha mais velha da esposa Rita, de quem não era pai.

Foi ele mesmo quem avisou a mãe da vítima e quase acabou linchado pela população nas primeiras horas da manhã. Gilmar morava no bairro a pouco tempo e frequentava a igreja Batista, na rua Princesa Graça, onde a criança será velada.

Gilmar foi levado pela polícia para prestar esclarecimentos sobre o caso.


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Brasil

Morte brutal e lei benevolente

Por Milton Corrêa da Costa

No exato instante em que se estudam no país, pela pressão de alguns criminólogos, ditos progressistas e defensores da tese do Direito Penal Mínimo, mecanismos que possibilitem retirar mais criminosos da cadeia, o bárbaro assassinato da odontóloga Cinthia Moutinho, ocorrido no interior de seu consultório, na última quinta-feira, 25/04, em São Bernardo do Campo, observada as brechas da benevolente lei penal brasileira, que parece não intimidar frios, cruéis e covardes assassinos, precIsa servir de reflexão para estudiosos do Direito.

Não há mais dúvida que o entendimento popular, realista e não acadêmico, que casos de crimes cometidos com extrema crueldade, como o que ocorreu com a dentista Cinthia Moutinho, morta com o corpo queimado -os assassinos (UM ERA MENOR) derramaram álcool sobre o corpo da vítima e atearam fogo friamente- não deveriam dar direito à redução de pena e à progressão de regime carcerário, obrigando o criminoso ao cumprimento integral da pena. Uma lei penal, antes do objetivo de corrigir e ressocializar o criminoso, deve ter por escopo intimidar e desestimular a prática do crime. O afastamento do convívio social deve ser o proporcional ao ato criminoso praticado, onde o direito das vítimas e de seus familiares enlutados deve estar a frente dos “direitos humanos” dos criminosos. Uma lei penal frouxa estimula o crime, não há dúvida.

É fato que as penas previstas na lei penal brasileira não guardam mais relacão de proporcionalidade com a gravidade e a banalidade dos crimes violentos praticados contra a vida nos últimos tempos. É preciso dar maior proteção à sociedade através de uma lei penal dura e realistal. Assim sendo, a consulta popular sobre a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente, a redução da maioridade penal no texto constitucional, o endurecimento das penas sobres crimes hediondos e a possibilidade de adoção da pena de prisão perpétua, neste caso com o fim da anacrônica e irrealista causa pétrea constitucional, são temas sobre os quais não se pode mais fugir do debate e decisão..

A lei penal mais justa e realista é medida prioritária que se impõe no país onde se mata. cruel e friamente, cidadãos por terem em sua conta bancária, ainda que momentaneamente, um baixo numerário – os assassinos da dentista Cinthia a mataram porque naquele instante a indefesa vítima tinha apenas R$ 30,00 em sua conta. Barbaridade e indignação com todas as letras, onde só uma lei penal mais rigorosa poderá trazer maior proteção ao tecido social. A violência extrema de hoje mostra, a todo instante, que qualquer um de nós pode ser a próxima vítima fatal na próxima esquina, num sinal de trânsito, no local de trabalho ou no interior de nossa residência. O estado policialesco, por mais que imagine onipresente, é apenas imaginário. A polícia, por mais efeiciente que seja, nunca será onipresente para prevenir todos os crimes.


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