Política

Edison Lobão assume Comissão em meio a escândalo de corrupção

Senador Edison Lobão.

Senador Edison Lobão.

Em meio a escândalo de corrupção da Petrobras, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) ainda foi eleito, nesta quarta-feira (18), novo presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado pelos próximos dois anos.

A eleição foi feita por aclamação e a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) assumiu a vice-presidência da CAS pelo biênio 2014-2015, como já estava acordado.

Edison Lobão foi acusado de receber R$ 10 milhões lembrou e é um dos senadores mais antigos do Senado presidindo quase todas as comissões permanentes.

A comissão que é responsável por cuidar de assuntos que atingem diretamente a vida do cidadão brasileiro, será presidirá por um senador envolvido em um dos maiores escândalos do Brasil. E isso é uma vergonha para o Congresso.


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Política

Investigado por corrupção, Edison Lobão defende Refinaria do Maranhão

Mesmo envolvido com o escândalo da Petrobras, o senador Edison Lobão subiu na tribuna do Senado Federal nesta segunda-feira (16), em Brasília, para defender a continuidade das obras das Refinarias Premium I, no Maranhão e a II, no Ceará.

Senador Edison Lobão.

Senador Edison Lobão.

O ex-ministro manifestou sua frustração com a empresa Petrobras ao paralisar os projetos nos dois estados, e explicou a importância de reduzir a dependência externa, uma vez que as demandas das duas refinarias atenderiam todo o país, não havendo mais necessidade de importação do exterior.

“Já não estamos falando em refinar no Brasil para exportar, mas de refinar no Brasil para não importar, reduzir nossa dependência externa que cresceu de maneira vertiginosa nos últimos anos e que não será eliminada pela operação do Comperj e da Refinaria Abreu e Lima”, explanou. Segundo o senador, esses dois empreendimentos também enfrentam dificuldades.

Para ele, apenas essas duas refinarias, que estão em fase de conclusão, não são suficientes para atender toda a demanda. “Se a demanda de derivados do petróleo crescer a dois por cento ao ano, precisaremos de uma nova refinaria do porte da Abreu e Lima a cada quatro anos”, prosseguiu, enfatizando a construção das novas refinarias no Brasil como questão estratégica e de soberania.

O senador alerta que a soberania do país pode ser colocada em xeque se a segurança energética depender da disponibilidade de excedentes exportáveis em outros países. “Se a Petrobras tem dificuldade em ampliar nosso parque de refino, cabe ao governador buscar um caminho alternativo para minimizar ou eliminar nossa dependência externa”, sugeriu.

Ele acredita que o Maranhão apresenta condições ímpares para a instalação de uma refinaria, ou com o objetivo de exportação, ou para atender ao mercado interno, e que a continuação do Projeto Bacabeira é uma solução inteligente e beneficiará todas as regiões do país. “O povo do Maranhão pode estar certo que não descansarei um dia enquanto não for encontrada uma solução para aquela refinaria, que será também, uma solução em benefício do Brasil”, finalizou.


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Poder

Deputado Waldir Maranhão também será investigado por corrupção

Alvo de inquérito policial nos próximos dias, o deputado federal Waldir Maranhão (PP), é acusado de integrar um esquema violento de corrupção no Governo Federal.

Waldir teve o nome incluído na listado da Procuradoria da República, que conseguiu com que o Supremo Tribunal Federal autorizasse à Polícia Federal investigar politicos.

No total, figura na lista de envolvidos no esquema três politicos maranhenses: a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão. Eles foram acusados pelo detalator da quadrilha, Paulo Roberto Codta, de receberem dinheiro ilícito.

O deputado federal do PP, Waldir Maranhão, encaminhou nota esclarecendo e negando sua participação no esquema de corrupção. Confira abaixo:

Com enorme surpresa recebi a informação da inclusão do meu nome na lista dos políticos que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal no processo da Operação Lava-Jato, a pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros.

Por força das circunstâncias em que a decisão do Ministro Teori Zavascki foi anunciada, depois das 20 horas desta sexta-feira (6), não tive acesso ao teor do requerimento apresentado pelo Procurador-Geral, assim como desconheço os motivos que embasaram a solicitação de investigação.

A Constituição Federal recepciona com clareza o instituto da “presunção da inocência” (artigo 5º, inciso LVII), mas ressalvo ser do meu interesse o célere esclarecimento dos fatos, pois só assim a verdade virá à luz, desfazendo equívocos e contradições.

No escopo da decisão do ministro-relator há em relação ao meu nome, por enquanto, apenas um pedido de diligências, o que não obrigatoriamente culminará em abertura de inquérito, como já acontece com outros investigados na Operação Lava-Jato.

Com a consciência tranquila e certo de que ao final a verdade há de prevalecer, manifesto minha disposição imediata de colaborar com as autoridades para o avanço exitoso da investigação.

Brasília, 6 de março de 2015.

Deputado Federal Waldir Maranhão Cardoso
1º Vice-Presidente da Câmara dos Deputados

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Política

STF deve receber hoje pedidos para investigar políticos

Do G1, em Brasília

Quase um ano após a revelação da existência de desvios de bilhões de reais da Petrobras, a Procuradoria Geral da República deve apresentar nesta terça (3) à Justiça pedidos para investigar políticos e autoridades que teriam se beneficiado do esquema de corrupção. Os pedidos, no entanto, devem chegar ao Supremo Tribunal Federal em segredo de Justiça, o que impede que os nomes dos supostos envolvidos sejam imediatamente conhecidos.

Durante todo o fim de semana e nesta segunda, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pela acusação, revisou as peças a serem apresentadas.

A partir de uma divisão de delações premiadas já realizada pela PGR, supõe-se que cheguem cerca de 40 pedidos de abertura de inquérito ao STF, a mais alta instância do Judiciário e a única que pode julgar deputados, senadores e ministros do governo federal.

Janot deve pedir o fim do segredo de Justiça para todos os casos, mas essa decisão depende do relator do processo no tribunal, ministro Teori Zavascki, o que deve ser feito em seguida. Mas dificilmente essa análise será concluída ainda nesta terça.


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