Poder

IBGE diz que MA possui maior proporção de pessoas em condições de pobreza extrema

Nesta sexta-feira (15), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a “Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”, que busca retratar a realidade social do país a partir da análise de indicadores que contemplem a heterogeneidade da sociedade brasileira.

As análises contemplam as condições referentes a mercado de trabalho; padrão de vida e distribuição de renda; além de mobilidade educacional e ocupacional.

Dentre os principais indicadores destacou-se os níveis de extrema pobreza baseados na referência internacional do Banco Mundial, que considera como situação de pobreza extrema a linha de 5,5 dólares por dia. Em 2016, esse valor correspondia, no Brasil, ao rendimento mensal de R$ 387,15 por pessoa, de acordo com o IBGE.

Com base nesta classificação, havia 52,2 milhões de brasileiros em pobreza extrema em 2016. Dentre todos os estados do país, o Maranhão apresenta 52,4% de pessoas nessas mesmas condições, sendo o único Estado a atingir mais da metade da população nas condições de extrema pobreza de acordo com o índice do Banco Mundial.

Condições de moradia

Em 2016, o Maranhão foi o único Estado a obter valor superior a 20% na proporção de pessoas que vivem em domicílios com paredes externas construídas com materiais não duráveis. Na concepção do IBGE, materiais não duráveis seriam residências que não possuem paredes de alvenaria (com ou sem revestimento), de taipa revestida e de madeira apropriada para construção.

Trabalho
A taxa e desocupação (de desempregados) também cresceu no Maranhão. Em 2012, o Estado estava incluído no grupo com taxa de 6 a 10% de desocupação, sendo que em 2016 o Maranhão faz parte do grupo com taxa de desocupação de 10 a 14%.

Em jovens, com exceção dos estados do Piauí (18,2%), Sergipe (19,3%), Maranhão (20,9%) e Minas Gerais (19,3%) os demais estados das Regiões Nordeste e Sudeste apresentaram taxas de desocupação de jovens acima do valor nacional. Por outro lado, somente 30,1% dos jovens maranhenses estavam ocupados em trabalhos formais.

No contexto geral, mais de 60% dos trabalhadores maranhenses em 2016 trabalhavam em emprego informal. Segundo o estudo, os efeitos da maior informalidade do trabalho são percebidos no tamanho do rendimento médio do trabalho principal, que está abaixo na média nacional (levemente acima de R$ 2 000). Em 2016, o Maranhão apresentou R$ 1 123,00 de rendimento médio, o menor do país.

Juventude nem-nem no Maranhão
No Brasil, o número de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham subiu de 34,2 milhões em 2012 para 41,25 milhões em 2016 – o equivalente a 25,8% do total de jovens brasileiros nessa faixa etária. Em quatro anos, esse grupo, que ficou conhecido como “nem nem”, aumentou 20,5%.

Nesse contexto, 29.4% dos jovens maranhenses não estudavam e nem estavam ocupados em 2014, o quinto pior resultado do país. Em 2016 esse número cresceu para 33.3%, sendo agora o terceiro pior Estado nesse quesito, abaixo apenas de Pernambuco e Sergipe.

Saneamento Básico
Numa análise das regiões metropolitanas, São Luís é 7º pior capital a fornecer acesso a três tipos de saneamento básico: Coleta direta ou indireta do lixo; abastecimento de água por rede; e esgotamento por rede coletora ou pluvial. No estudo, menos da metade da população (48,3) tiveram acesso a esses serviços em 2016.

Sobre a Síntese de indicadores sociais:
A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) é uma importante fonte de informações para a análise das condições de vida da população brasileira, segundo o IBGE.

Segundo o estudo, dentre as razões que elevaram os índices de pobreza do país está a conjuntura econômica dos últimos anos. Entre 2012 e 2016, o mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças significativas, reflexo da conjuntura econômica bastante variada ao longo deste quinquênio.

O aumento da desocupação foi um dos principais efeitos desta dinâmica e seu desdobramento apontou para a ampliação das desigualdades sociais e para maior vulnerabilidade de grupos populacionais específicos, segundo o instituto.

O G1 entrou em contato e aguarda resposta da Prefeitura de São Luís e do Governo do Estado do Maranhão em relação aos dados divulgados pela Síntese de indicadores sociais (SIS).


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Maranhão

Concurso público do IBGE disponibiliza 221 vagas para Maranhão.

Ao todo serão ofertadas 7.825 vagas temporárias, segundo publicação do edital do processo seletivo no Diário da União

Ao todo serão ofertadas 7.825 vagas temporárias, segundo publicação do edital do processo seletivo no Diário da União

Divulgado na manhã de ontem, no Diário Oficial da União, o edital de abertura do processo seletivo com 7.825 vagas temporárias para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O certame terá como banca organizadora a Fundação Cesgranrio. As vagas são para agente, analista e supervisor, para nível médio e superior.

Para o ensino médio estão sendo ofertadas 7,6 mil vagas para o cargo de agente de pesquisas e mapeamento e 180 oportunidades para agente de pesquisas por telefone. O salário varia de R$ 1.020 a R$ 765, respectivamente. 27 chances são para os graduados em qualquer curso para disputar as vagas para analista censitário de geoprocessamento e ainda 18 vagas para supervisor de pesquisas. A remuneração é R$ 4 mil com jornada de trabalho de 30 a 40 horas semanal, dependendo da função.

A lotação dos aprovados será em todo o país. No Maranhão serão ofertadas 221 vagas. Em São Luís, serão 54 oportunidades, seguida de 14 para a cidade de Imperatriz e 11 no município de São José de Ribamar. A duração do contrato é de um ano, prorrogáveis, no máximo, por mais dois anos.

Para concorrer ao posto de analista é preciso ter graduação em qualquer curso. Já para disputar a colocação de supervisor é preciso ter formação em engenharia de sistemas ou de computação, informática, ciência da computação, análise de sistemas, sistemas de informação, tecnólogo em processamento de dados ou em análise de tecnologia da informação.

Interessados podem se inscrever de 5 de dezembro a 6 de janeiro, pelo site www.cesgranrio.com.br. As taxas vão de R$ 19 a R$ 80, de acordo com o posto. Do total de vagas, cinco por cento são reservadas a pessoas com deficiência.

Haverá prova objetiva em 23 de fevereiro de 2014, única etapa da seleção. Serão cobrados conhecimentos em língua portuguesa, geografia, raciocínio lógico, conhecimentos gerais, noções de administração/situações gerenciais (supervisor). (O imparcial)


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