Crime

Jornalistas e blogueiros depõem no 2° dia das oitivas do Caso Décio Sá

Do G1MA, por Clarissa Carramilo

Juiz, promotor e auxiliares na audiencia do Caso Décio Sá (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

Juiz, promotor e auxiliares na audiencia do Caso Décio Sá (Foto: Clarissa Carramilo/G1)

Três testemunhas de acusação foram ouvidas na manhã desta terça-feira (7), no segundo dia de audiências da fase de instrução do assassinato do jornalista Décio Sá. Ao todo, 55 pessoas devem prestar depoimento na fase de instrução do processo, que ocorre entre os dias 6 e 24 de maio, no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís.

Jornalistas e blogueiros, colegas de profissão de Décio Sá, depuseram hoje. Em entrevista ao G1, uma das testemunhas, que não quis se identificar, contou que as perguntas foram relacionadas ao dia-a-dia do jornalista e sobre um grupo de blogueiros conhecidos na cidade.

Outra testemunha, que também não quis se identificar, revelou que a defesa dos posssíveis mandantes usa a estratégia de insinuar que os blogueiros usam notícias para extorquir dinheiro de políticos e empresários, e que o mando da morte de Décio Sá teria partido de um empresário de Barra do Corda, já condenado como mandante da morte do um líder popular.

A testemunha teria falado sobre uma segunda linha de investigação da morte de Décio abandonada pela polícia, que incluiria o delegado da Polícia Federal do Maranhão (PF-MA) Pedro Meirelles na trama do crime. Ele é acusado de participar do esquema de agiotagem descoberto com as investigações sobre a morte do jornalista. A PF-MA investiga o caso por meio de sindicância interna.

Oito dos 12 acusados pela morte do jornalista estiveram presentes. Entre eles, os possíveis mandantes Glaucio Alencar e o pai José Miranda; Fábio “Bochecha”, acusado de intermediar o crime; o ex-subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Fábio “Capita”, acusado de fornecer a arma do crime; Marcos Bruno, acusado de oferecer fuga ao assassino; Elker Veloso, o Diego, acusado de integrar a quadrilha; dois policiais civis afastados da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Alcides da Silva e Joel Medeiros, que teriam ligação com o esquema de agiotagem.

Shirliano de Oliveira, o Balão, que ainda está foragido, assim como Júnior “Bolinha”, ambos apontados como intermediadores do crime; e o advogado Ronaldo Ribeiro, que se encontra em liberdade, deixaram de comparecer à audiência desta terça. O advogado de Júnior “Bolinha”, Armando Serejo, explicou a ausência do acusado. “Por enquanto, ele só quer vir no momento oportuno. Ele se sente muito exposto, sente vergonha, aquela coisa toda. Mas ele vem”, contou.

Primeiro dia
Na segunda-feira (6), somente seis das 10 testemunhas arroladas foram ouvidas. Um delas foi dispensada pelo Ministério Público (MP) e outras três não foram localizadas, de acordo com informações do MP.

O advogado de Ronaldo Ribeiro, Aldenor Rebouças Júnior, pediu o adiamento das audiências e apresentou habeas corpus concedido pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), assinado pelo desembargador Raimundo Nonato de Souza. O juiz que responde pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Márcio Castro Brandão, não aceitou os argumentos da defesa e decidiu desmembrá-lo do processo para evitar que os depoimentos de todas as testemunhas fossem adiados.


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Crime

Esquema da agiotagem: lista de gestores e ex-gestores divulgada pelo G1 causa reações

Do Blog do Luis Cardoso

Prefeito de Coelho Neto.

Prefeito de Coelho Neto.

O Portal G1 Maranhão divulgou agora à noite relação de 41 ex-gestores e gestores que estariam envolvidos no esquema de agiotagem comandado pelo empresário Gláucio Alencar e seu pai, Miranda Alencar, apontados como dois dos três principais mandantes do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, executado na avenida Litorânea no dia 23 de abril do ano passado.

O portal de notícias informa que fez um levantamento entre os anos de 2010 e 2012 junto ao TRE e concluiu que os investigados são os ex-prefeitos daquele período, alguns com mandatos renovados na última eleição de 2012, sem ter o devido cuidado de confrontar com as informações da polícia que investiga o caso.

O prefeito de Coêlho Neto, Soliney Silva, que teve seu nome relacionado, foi o primeiro a reagir e desafiar a polícia a provar qualquer transação da prefeitura que comanda com as empresas do agiota Gláucio Alencar.

” Já acionei a procuradoria jurídica do município para ingressar com ação contra qualquer insinuação que tente envolver meu nome com o esquema de agiotagem e assim reparar uma grave injustiça que está sendo cometida agora”, informou Soliney.

para ele, a polícia que investigou o caso e passou as informações ao jornalismo da TV Mirante dando apenas os municípios deveria liberar os nomes dos gestores para que a população possa realmente saber quem esteve ou está envolvido com a agiotagem no Maranhão.

Outro dado que chama a atenção nas informações do portal da Mirante diz respeito ao município de Arari. A TV noticiou que o prefeito que tinha transações com Gláucio Alencar era mindunbim, que na época assessorado por um hoje suplente de vereador da capital, amigo do agiota. Aliás, antes de ser cassado, o ex-prefeito teve um camionete Hilux tomada em via pública por Gláucio. Na lista do G1 Mindubim teve o nome trocado por Leão Santos Neto, ou que vai acionar a Justiça.

Par não cometer equívocos ou pré-julgamentos, o blog divulga agora a relação do G1 sem os nomes de gestores e ex-gestores que reagiram à publicação do portal.


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Crime

Buchecha é encontrado com garota de programa; PlayStation 2 é apreendido em presídio

Fábio Aurélio, o Buchecha.

Fábio Aurélio, o Buchecha.

A situação passou dos limites na manhã deste sábado (02), após fiscalização feita no Presídio Militar, onde foram encontrados nada menos que uma garota de programa junto ao preso Fábio Aurélio, o “Buchecha”, segundo informou o Blog do Jorge Aragão.

Durante vistoria nas celas do Presídio Militar, homens do GTA ficaram surpresos ao se depararem com Fábio Aurélio, o “Buchecha”, em visita íntima com uma garota de programa. Além disso, celulares, chips e agendas foram encontrados na cela do agiota Gláucio Alencar – acusado de tramar a morte do jornalista Décio Sá -, e um PlayStation 2 foi apreendido na cela ao lado de Alencar. A fiscalização foi comandada pelo delegado Rafael do Grupamento Tático Aéreo (GTA).

Caso o secretário de Segurança Aluísio Mendes não tome medidas mais duras com os detentos acusados pela morte de Sá, provavelmente poderemos nos deparar com eles na noitada de São Luís. Mesmo presos.


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Judiciário

TJ cassa limita que suspendeu oitivas de testemunhas do caso Décio Sá

Atendendo pedido do Ministério Público Estadual, o desembargador Lourival Serejo decidiu nesta sexta-feira (1º), em mandado de segurança, suspender os efeitos do habeas corpus que interrompeu os depoimentos de testemunhas arroladas no processo que apura a morte do jornalista Décio Sá.

Os depoimentos foram suspensos após decisão liminar proferida no dia 28 de janeiro pelo desembargador Raimundo Nonato Sousa, que acatou HC interposto pela defesa do advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, um dos denunciados pelo MP. A defesa alegou que não teria tido acesso a conteúdos importantes dos autos, a exemplo das escutas telefônicas.

DECISÃO – Em sua decisão, Serejo destaca que conforme documentação anexada aos autos, Ribeiro teve sim acesso à medida cautelar de quebra de sigilo telefônico.

Consta na documentação que o advogado Aldenor Cunha Rebouças Júnior compareceu a Secretaria Judicial no dia 23 de janeiro e, após ser informado que os presentes autos estavam com vista ao Ministério Público, negou-se a receber as cópias das mídias anexadas ao processo, levando, porém, consigo cópia digitalizada dos autos fornecida pela secretária, além de uma cópia impressa do despacho.

“Em que pese o entendimento da autoridade coatora, a referida certidão refuta qualquer alegação de cerceamento de defesa por impedimento de livre acesso às provas, quando ao defensor do réu foi fornecida cópia do processo pela Secretaria Judicial antes da audiência de instrução. Quanto às mídias, fica claro que foi o próprio defensor quem recusou o recebimento das cópias”, ressalta o desembargador.

“Acresce a tudo isso, a repercussão que o assassinato do jornalista Décio Sá causou, não só na sociedade local, mas em todo o Brasil, o que faz recair sobre a Justiça uma expectativa de atuação mais célere e rigorosa que não pode se deter em qualquer tipo de procrastinação”, assinala.


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Crime

Júnior Bolinha não será ouvido em audiência

Raimundo Charles Sales Júnior, o ‘Júnior Bolinha’ é o único dos treze acusados de envolvimento no assassinato do jornalista de O Estado e o blogueiro Décio Sá não participará, na manhã desta segunda-feira (28), de audiência no Fórum Desembargador Sarney Costa, conforme decisão judicial. A informação foi passada pelo advogado do acusado.

Serão ouvidas 15 testemunhas por dia, até a quinta-feira (31), relativas ao caso da morte do jornalista, assassinado no dia 23 de abril de 2012, em um bar na avenida Litorânea, por Jhonatan de Sousa Silva, de 24 anos, que se encontra no Fórum, e será ouvido.

Todas as testemunhas são de acusação, arroladas pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). No total, 13 pessoas são acusadas de envolvimento no crime, incluindo: pistoleiro Jhonatan de Sousa Silva, que cobrou cem mil reais para matar o jornalista; o empresário e agiota, Glaucio Alencar e o pai dele, José de Alencar Miranda, que teriam financiado o crime; Raimundo Charles Sales Junior, o Junior Bolinha, acusado de agenciar o matador; e o policial militar Fábio Aurélio Saraiva Silva.

Todos os citados aguardam julgamento presos.

As informações são do Imirante


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Poder

Denúncias em blog motivaram execução de jornalista Décio Sá

G1.MA

As denúncias do jornalista Décio Sá sobre crimes de agiotagem, desvio de recursos públicos e extorsões foram as causas que levaram à sua execução na noite de 23 de abril, em um bar da Avenida Litorânea, em São Luís. Esta foi a conclusão apresentada pela polícia durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (13), na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). De acordo com o titular da SSP, Aluísio Mendes, “devido a suas publicações no blog, o jornalista incomodava há muito tempo essa quadrilha e por isso foi tramada a sua morte”.

A coletiva foi realizada em um auditório tomado pela imprensa e por familiares do jornalista, que em alguns momentos elogiaram o trabalho praticado durante os mais de 50 dias de investigações e em outros, manifestaram toda a sua revolta contra os suspeitos de envolvimento no crime. “Assassinos. Vocês vão pagar pelo que fizeram com meu irmão!”, gritou Vilcenir Sá, irmã do jornalista.

‘Consórcio’

Momentos antes da entrevista foram apresentados os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho (34), seu pai, José de Alencar Miranda Carvalho (72), José Raimundo Sales Charles Jr. (38), Fábio Aurélio do Lago e Silva (32), Airton Martins Monroe (24) e Jonathan de Souza Silva, 24. Segundo a polícia, eles teriam formado um ‘consórcio’ que tramou a morte do jornalista. Gláucio e Miranda teriam encomendado o crime por R$ 100 mil, enquanto que Charles, Fábio Aurélio e Airton, contratado Jonathan para cometer o assassinato.

Além deles, o subcomandante da Polícia Militar Fábio Aurélio Saraiva também foi preso porque teria fornecido a arma com a qual Jonathan praticou o crime. Uma outra pessoa está sendo procurada pela polícia. Ela também teria ajudado a tramar a morte e na fuga de Jonathan.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, os presos são suspeitos de integrar uma quadrilha interestadual, que praticava diversos crimes como agiotagem e extorsão, por exemplo. “É importante salientar que essa investigação está apenas começando. O ponto inicial está esclarecido com a confissão do Jonathan. Em função dela foi descoberta uma verdadeira organização criminosa que é um verdadeiro câncer para a sociedade maranhense, atuando no desvio principalmente de recursos públicos, agiotagens e extorsões”, afirmou Mendes, que informou que em poder do ‘consórcio’ foram encontrados talonários e notas de empenhos de prefeituras. Essa descoberta, segundo Aluísio, levará a novas investigações, inclusive com a participação da Polícia Federal.

O secretário informou que a quadrilha também está envolvida no assassinato do empresário Fábio Brasil, ocorrida em março deste ano, em Teresina. Na ocasião, ele disse que outras seis pessoas estariam ‘marcadas’ para morrer. Dentre as possíveis vítimas, estaria um ambientalista.

A dinâmica do crime
Ao contrário do que a polícia divulgou anteriormente, o jornalista Décio Sá foi monitorado por três ou quatro dias antes de ser assassinado. Neste período, o executor chegou a tentar o cometer o crime na própria residência do jornalista e quase mata seu irmão, Técio, por engano, devido as semelhanças físicas entre os dois.

Na noite de 23 de abril, Jonathan e a outra pessoa que não teve sua identificação revelada pela polícia, acompanharam Décio na saída do jornal O Estado do Maranhão e o encontraram na Avenida Litorânea, quando foram efetuados os cinco disparos contra o jornalista. Logo em seguida Jonathan fugiu pelas dunas próximas à avenida e se separaram para dificultar suas prisões.

“O jornalista incomodava essa quadrilha há muito tempo e já havia esse sentimento muito grande, porque o Décio fazia essas denúncias em seu blog. A partir do momento em que eles mataram o Fábio Brasil em Teresina, acharam que poderiam executar o Décio e ficar impunes. Segundo as informações colhidas por nossas equipes de investigações, foi o Miranda, pai do Gláucio que pagou pela execução. E quem repassou o dinheiro foi o Júnior Bolinha”, explicou o secretário.

Familiares

A prisão e elucidação do crime, deixou os familiares um pouco mais sossegados, como afirmou a viúva do jornalista, Silvana. “Me sinto um pouco mais tranquila, em paz. Mas infelizmente não vai trazer ele de volta”, contou.

Após a coletiva Silvana, que está grávida, afirmou que colaborou com as investigações e estava a par de todas a investigação: “O secretário Aluísio e o delegado Marcos Afonso sempre mostraram solidariedade. Eles garantiram que as investigações estavam evoluindo e que estavam perto de efetuar as prisões. Por isso nós ajudamos no que foi preciso.”


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