Maranhão

Julgamento do caso Décio Sá iniciou nesta segunda e deve durar três dias

Réus_e_defesa

Teve início na manhã desta segunda-feira, 3, o julgamento pelo Tribunal do Júri Popular, no Fórum de Justiça de São Luís, de dois acusados pelo assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrido na noite de 23 de abril de 2012, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís. Jhonathan de Sousa Silva, segundo a denúncia do Ministério Público, matou o jornalista com seis tiros de pistola ponto 40 e Marcos Bruno Silva de Oliveira, conhecido como Amaral, pilotava a moto que deu fuga ao executor.

No julgamento, o Ministério Público está sendo representado pelos promotores de justiça Rodolfo Soares dos Reis, Haroldo Paiva de Brito e Benedito Coroba, designados pela procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, por indicação da Corregedoria Geral do MPMA.

O júri é presidido pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, que, no início dos trabalhos, procedeu à definição dos integrantes do corpo de jurados, após serem ouvidas acusação e defesa. Três mulheres e quatro homens foram escolhidos. A expectativa é de que o julgamento seja concluído até a noite de quarta-feira.

Do total de onze testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação, três prestaram depoimento pela manhã, respondendo aos questionamentos dos promotores e dos advogados de defesa.

ENTREVISTA

Antes do início da sessão, os membros do Ministério Público concederam  entrevista coletiva à imprensa, explicando a expectativa da instituição em relação ao caso.

Haroldo Paiva de Brito afirmou que existem nos autos elementos de prova suficientes para condenar os acusados, sobretudo porque Jhonathan é reu confesso e há poucas contradições em seus depoimentos.

Para Benedito Coroba, por se tratar de um crime de homicídio e que atentou contra a liberdade de imprensa, uma vez que decorreu de denúncias sobre agiotagem postadas pelo jornalista em seu blog, a condenação tem que ser exemplar. “Os criminosos quiseram não apenas matá-lo, mas também acobertar a impunidade”, observou.

DENUNCIADOS

O Ministério Público, por meio do promotor Luís Carlos Correia Duarte, da 1ª Promotoria do Júri, denunciou 12 pessoas pelo crime e, em agosto de 2013, pronunciou 11 para ir a júri popular: Jhonathan de Sousa Silva, Marcos Bruno Silva de Oliveira, Shirliano Graciano de Oliveira (foragido), José Raimundo Sales Chaves Júnior (“Júnior Bolinha”), Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva (“Bochecha”), Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, (pai de Gláucio), além dos policiais Fábio Aurélio Saraiva Silva (“Fábio Capita”), Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.

De acordo com os promotores de justiça, o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado inicialmente mas que não foi pronunciado ao júri pelo juiz Osmar Gomes, poderá ser novamente denunciado. O promotor Rodolfo Soares dos Reis informou que, com o término das investigações pela Polícia Civil, se o MP identificar provas suficientes da participação do advogado no crime, outra denúncia deverá ser apresentada à justiça contra ele.


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Maranhão

Caso Décio: Três testemunhas são ouvidas na manhã do primeiro dia do julgamento

Jhonatan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira estão sendo julgados, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no calhau

Jhonatan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira estão sendo julgados, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no calhau

O julgamento de Jhonathan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira teve início nesta segunda-feira (3), por volta das 10h50´, no Tribunal do Júri de São Luís e está sendo presidido pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, e está atuando na acusação o promotor público Rodolfo Soares dos Reis, auxiliado pelos promotores Haroldo Paiva de Brito e Bendito de Jesus Nascimento.

No início dos trabalhos, foi feito o sorteio dos integrantes do jurado, responsáveis por dar a sentença. O júri ficou composto por três mulheres e quatro homens, todos de meia idade e servidores públicos. Eles vão ficar em um hotel, incomunicáveis até o fim do julgamento. São os jurados que determinam se os acusados serão condenados ou não.

Logo depois as 11 testemunhas foram apresentadas. Estavam presentes as cinco testemunhas de acusação e as seis da defesa. Entre as 11 testemunhas, três estão entre os acusados pronunciados pelo MP-MA. Em seguida o juiz Osmar Gomes fez a leitura dos autos, que consta desde a descrição do crime até a os fatos que levaram os acusados a serem pronunciados pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

Declaração das testemunhas

Três testemunhas de acusação foram ouvidas na manhã do primeiro dia do julgamento. Duas mulheres e um homem responderam as perguntas dos promotores e doas advogados de defesa.

Uma das testemunhas afirmou que o réu Jhonathan Silva mantinha contato com o acusado Shirliano Graciano de Oliveira (foragido). De acordo com a testemunha, os dois sempre se encontravam. Quanto ao réu Marcos Bruno, ela afirmou que ele nunca foi envolvido com práticas criminosas, e que não tinha relação alguma com o Jhonathan, afirmou, ainda, que Marcos Bruno sempre foi um rapaz trabalhador e não entendia o porquê de ele estar sendo acusado.

Outra testemunha afirmou, perante o júri, que viu dois homens em uma moto pararem na praia da São Marcos na Avenida Litorânea. O condutor da moto estava de capacete, era magro, moreno claro, estatura mediana. Segundo a testemunha, o garupa da moto desceu carregando algo que seria uma arma e deixou pra trás uma sandália de cor branca. No depoimento a testemunha disse que ao ver a cena, imaginou que os dois homens teriam cometido algum assalto. Mas ao saberem do assassinato do jornalista, ligaram os fatos e chegaram à conclusão de que os homens teriam envolvimento no crime.

Outra testemunha, também, afirmou que viu dois homens chegarem de moto na praia, perto da barreira eletrônica na Avenida Litorânea. O que estava na garupa, desceu da moto com alguma coisa embaixo da camisa e pra subir a duna deixou a sandália de cor branca cair. A testemunha disse que o piloto da moto era de cor clara.

Das três testemunhas ouvidas, duas não quiseram prestar depoimento na presença dos acusados.

O julgamento teve recesso às 13h para almoço. Os trabalhos vão voltar às 14h. Dos familiares de Décio, apenas a esposa está presente no julgamento. (As informações são do O Imparcial)


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Crime

Promotor garante ter provas suficientes contra acusados

Juiz Osmar Gomes concede entrevista coletiva. (Foto: Diego Torres/Imirante)

Juiz Osmar Gomes concede entrevista coletiva. (Foto: Diego Torres/Imirante)

Imirante.

O juiz Osmar Gomes, que irá conduzir o julgamento de dois dos acusados de envolvimento no assassinato do jornalista Décio Sá, concedeu uma entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira (3), antes de iniciar o julgamento do assassino confesso Jhonathan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira, acusados de envolvimento no crime.

Segundo o juiz, o julgamento irá durar três dias, devido à complexidade do caso. Ao todo, serão ouvidas 11 testemunhas, cinco de acusação e seis de defesa. Dessas testemunhas, há três acusados de participar do crime.

Os dois acusados que serão julgados nestes três dias (3, 4 e 5 de fevereiro) estão indo logo a júri popular porque não entraram com recurso contra a decisão da Justiça. Segundo o juiz Osmar Gomes, os demais envolvidos na morte de Décio Sá entraram com recurso e o resultado definirá se irão a júri ou não. Ainda não há uma data certa para a decisão sair.

Quanto ao caso do advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, que está entre os acusados, mas foi impronunciado pelo Ministério Público por não haver provas suficientes, poderá ainda ser pronunciado novamente, caso apareça alguma prova contra ele no decorrer do julgamento de Jhonathan e Marcos Bruno.

Segundo o promotor de Justiça, Haroldo Paiva, um dos três promotores que participam do julgamento, outras pessoas, também, podem ser acusadas de participação no crime ao longo das investigações que continuam. “No momento, as provas existentes são contra os onze que foram pronunciados. Mas as investigações continuam e podem aflorar outros acusados”, afirma o promotor.

Os promotores disseram que se “familiarizaram” com os altos muito bem. De acordo com Haroldo Paiva, os três fizeram reuniões intensas, e todos têm alta experiência e competência para atuar nesse caso tão complexo. Paiva disse, ainda, que a promotoria tem “provas suficientes” contra os acusados.

Os promotores que participam do caso são: Rodolfo Soares dos Reis, Haroldo Paiva de Brito e Benedito de Jesus Nascimento Neto.

O julgamento de Jhonathan e Marcos Bruno teve início nesta segunda-feira (3) e está previsto para terminar na quarta-feira (5).

Promotores Benedito de Jesus Nascimento Neto, Haroldo Paiva de Brito e Rodolfo Soares dos Reis em coletiva. (Foto: Liliane Cutrim/Imirante)

Promotores Benedito de Jesus Nascimento Neto, Haroldo Paiva de Brito e Rodolfo Soares dos Reis em coletiva. (Foto: Liliane Cutrim/Imirante)


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Crime

Acusados da morte de Décio Sá vão a julgamento esta semana

Caso Décio Sá

Caso Décio Sá

Jhonathan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira serão levados a júri popular nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro de 2014, no auditório do Tribunal do Júri de São Luís (térreo), no fórum da capital (Calhau). Eles estão entre os 11 acusados do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, morto a tiros em 23 de abril de 2012, por volta das 22h30, em um bar na Avenida Litorânea. Os réus são acusados pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.

Um forte esquema de segurança, com policiais civis e militares e agentes penitenciários federais, foi montado para o julgamento, presidido pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Osmar Gomes dos Santos. Atuará na acusação o promotor de Justiça Rodolfo Soares dos Reis, auxiliado pelos promotores Haroldo Paiva de Brito e Benedito de Jesus Nascimento Neto. A defesa ficará com o advogado Pedro Jarbas da Silva.

Foram arroladas cinco testemunhas de acusação e oito de defesa. Jhonathan de Sousa Silva (executor) está preso no presídio federal de Campo Grande (MS), de onde virá para o julgamento na capital maranhense. Marcos Bruno Silva de Oliveira (piloto da moto que conduziu o executor) está preso em São Luís.

Dos doze denunciados pelo Ministério Público, onze foram pronunciados pelo juiz Osmar Gomes para ir a júri popular: Jhonathan de Sousa Silva, Marcos Bruno Silva de Oliveira, Shirliano Graciano de Oliveira (foragido), José Raimundo Sales Chaves Júnior (“Júnior Bolinha”), Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva (“Bochecha”), Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, (pai de Gláucio), além dos policiais Fábio Aurélio Saraiva Silva (“Fábio Capita”), Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.

Oito dos onze pronunciados recorreram da pronúncia, mas o juiz Osmar Gomes manteve a decisão. Na decisão do recurso, Gomes seguiu as contrarrazões do Ministério Público estadual e remeteu o traslado dos recursos e do inquérito ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O recurso está na 2ª Câmara Criminal, tendo como relatora a desembargadora Angela Maria Moraes Salazar.

Já o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público de participação no assassinato do jornalista não será levado a júri popular. Em outubro de 2013, o juiz Osmar Gomes impronunciou o acusado, por não verificar indícios suficientes que comprovem a autoria ou participação do advogado no crime.


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Crime

Envolvidos na morte do jornalista Décio Sá vão a júri popular em fevereiro

Contagem regressiva para o julgamento. No início do próximo mês, 11 pessoas acusadas de ter participado da trama que resultou na execução do jornalista e blogueiro Décio Sá, em abril de 2012, começam a ser apresentadas ao Tribunal do Júri de São Luís.

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Seguindo determinação do juiz Osmar Gomes dos Santos, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, os jurados devem ouvir os réus Jhonatan de Sousa Silva, 25 anos, e Marcos Bruno Silva de Oliveira, 29, entre os dias 3 e 5 de fevereiro, no Salão do Júri do Fórum Desembargador Sarney Costa, bairro Calhau. Acusados de serem os executores diretos, respectivamente como autor dos disparos e como piloto de fuga do local do crime, eles respondem por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o empresário Gláucio Alencar Pontes Carvalho, 36, e o pai dele, o aposentado José de Alencar Miranda de Carvalho, 74, lideravam uma organização criminosa envolvida no desvio de verbas em várias prefeituras maranhenses. Temendo ser denunciados pelo blogueiro, pai e filho teriam articulado outras pessoas, dentre as quais integrantes das polícias Civil e Militar, para dar cabo à trama criminosa, intermediada pelo empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, o “Júnior Bolinha”, 38. Ele chegou a fugir da prisão antes do Natal, mas foi recapturado.

No total, a denúncia do Ministério Público apontava 12 participantes no assassinato de Décio Sá, sendo 11 pronunciadas a júri popular, apesar de recursos dos advogados de defesa dos acusados. Além dos mandantes, intermediário e executores diretos, são ainda réus do processo: Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva (“Bochecha”), Shirliano Graciano de Oliveira (“Balão”), que está foragido, os policiais civis Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, afastados da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), o capitão PM Fábio Aurélio Saraiva Silva (“Fábio Capita”), ex-comandante do Batalhão de Choque, que consta no inquérito como suposto fornecedor da arma do crime.


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Crime

Justiça nega habeas corpus a envolvido na morte de Décio Sá

Júnior Bolinha

Júnior Bolinha

A  2ª Câmara do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou, nesta quinta-feira (23), habeas corpus a José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, que responde ação penal por envolvimento na morte do jornalista Décio Sá, assassinado em abril de 2012.

A alegação da defesa é de que Júnior Bolinha estaria sofrendo constrangimento ilegal em sua liberdade de locomoção e que a prisão decretada na decisão de pronúncia não possui os motivos autorizadores da custódia, além de inexistir motivação a justificar a renovação da prisão do acusado.

O relator do processo, desembargador Marcelino Everton, decidiu pela manutenção da prisão do acusado por entender que é uma medida acauteladora do normal desenvolvimento do processo e da eficiência da lei penal, afastando o perigo de alteração das provas e da própria fuga do acusado.

O magistrado refutou todos os argumentos da defesa pela concessão de liberdade do acusado e disse que a decisão de manter Júnior Bolinha preso cumpre todos os pressupostos exigidos pela lei, em conformidade com o Código de Processo Penal (CPP), em seu artigo 413, parágrafo 3º.

Participaram do julgamento do habeas corpus os desembargadores José Bernardo Rodrigues e José Luiz Almeida.


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Maranhão

Deu a louca:Junior Bolinha foge da prisão e é recapturado pela policia

Júnior Bolinha

Júnior Bolinha

Na noite de hoje (21), um dos acusados do assassinato do jornalista Décio Sá, conseguiu fugir da prisão com a ajuda de um funcionário.

Após a fuga, Bolinha adentrou em um carro que já o esperava do lado de fora e seguiu sentido bairro do Araçagy para fazer um sequestro relâmpago, mas para sua tristeza a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), já estava sabendo da fuga e conseguiu capturar o acusado.

Junior Bolinha foi levado de volta para a prisão, onde deverá aguardar seu julgamento e seus comparsas também foram autuados.

 


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Crime

Acusados da morte do jornalista Décio Sá começam a ser julgados em fevereiro

Caso Décio Sá

Caso Décio Sá

Dois dos 11 acusados do assassinato do jornalista Décio Sá serão julgados em fevereiro de 2014. O juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Osmar Gomes dos Santos, marcou para o período de 03 a 05 a data do julgamento de Jhonathan de Sousa Silva (executor) e Marcos Bruno Silva de Oliveira. Eles serão levados a júri popular pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.

Décio Sá foi morto a tiros em 23 de abril de 2012, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luis. O Ministério Público denunciou 12 pessoas pelo crime e, em agosto de 2013, onze foram pronunciadas para ir a júri popular.

Na semana passada o magistrado manteve a decisão de pronúncia em relação a José Raimundo Sales Chaves júnior, o “Júnior Bolinha”; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros; Elker Farias Veloso; o capitão da PM, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o “Fábio Capita”; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o “Bochecha”; os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho (pai de Gláucio), que recorreram da pronúncia.

Na decisão do recurso, o juiz seguiu as contrarrazões do Ministério Público Estadual e remeteu o traslado dos recursos e do inquérito ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Também foi pronunciado em agosto o acusado Shirliano Graciano de Oliveira, que se manteve foragido durante todo o período da audiência de instrução do processo, realizada em maio de 2013, pelo juiz Márcio Brandão, que na época respondia pela 1ª Vara do tribunal do Júri.

Já o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público de participação no assassinato do jornalista não será levado a júri popular. Em outubro de 2013, o juiz Osmar Gomes impronunciou o acusado, por não verificar indícios suficientes que comprovem a autoria ou participação do advogado no crime.

 


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Crime

Saiba quem são os acusados da morte do jornalista Décio Sá que irão a júri popular

Jornalista Décio Sá foi morto aos 42 anos

Jornalista Décio Sá foi morto aos 42 anos

Os onze acusados do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá serão levados a júri popular. A decisão foi dada nesta segunda-feira (26), pelo juiz titular da 1ª Vara do tribunal do Júri de São Luís, Osmar Gomes dos Santos. O jornalista foi morto a tiros, no 23 de abril de 2012, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís.

Serão levados a júri popular os acusados de crime de homicídio e formação de quadrilha: Shirliano Graciano de Oliveira; Jhonathan de Sousa Silva (executor); Marcos Bruno Silva de Oliveira; José Raimundo Sales Chaves júnior, o “Júnior Bolinha”; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros; Elker Farias Veloso; o capitão da PM, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o “Fábio Capita”; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o “Bochecha”; os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho (pai de Gláucio).

Agora o acusados têm 5 dias para recorrer a decisão de pronúncia.

12º acusado – foram denunciados pelo Ministério Público 12 acusados da morte do jornalista. O advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, 31 anos, um dos 12 denunciados, teve seu processo desmembrado dos demais acusados. Audiência de instrução do processo do advogado será realizado no próximo dia 9 de setembro, às 8h, no salão de sessões da 1ª Vara do Tribunal do Júri, localizado no 1º andar do Fórum Des. Sarney Costa, no Calhau. A audiência, marcada para o último dia 8 de agosto, fora suspensa por uma liminar concedida pelo desembargador José Luiz Oliveira de Almeida.

Tramitação – a denúncia contra os 12 acusados da morte do jornalista e blogueiro Décio Sá foi recebida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís em 28 de agosto de 2012, sendo iniciada a instrução no dia 28.01.2013, com a presença das testemunhas e de oito dos 12 acusados, sendo suspensa em virtude da medida liminar concedida em habeas corpus, posteriormente confirmada, garantindo à defesa do acusado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro aditar a resposta à acusação.

As audiências foram redesignadas para o mês de maio de 2013. No primeiro dia (06) o juiz Márcio Castro Brandão, que respondia na época pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, e que presidiu a audiência, decidiu pelo desmembramento do processo em relação ao acusado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro. De 06 a 17 de maio foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação dos outros 11 acusados. De 03 a 07 de junho, interrogados os acusados, exceto Shirliano Graciano de Oliveira (réu foragido) e Ronaldo Henrique Santos Ribeiro (responde a processo separado dos demais acusados).


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Crime

Depoimento de último denunciado do Caso Décio é suspenso

Advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro

Advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro

Uma liminar concedida pelo desembargador José Luiz Almeida suspendeu o depoimento do advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, último denunciado na morte do jornalista Décio Sá, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha. O advogado seria ouvido na manhã desta segunda-feira (12) pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Osmar Gomes dos Santos, no Salão do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no bairro do Calhau. O juiz remarcou a tomada do depoimento para o dia nove de setembro.

Segundo acusação oferecida pelo Ministério Público Estadual, Ronaldo Henrique Santos Ribeiro integrava a rede de agiotas liderada por Gláucio Alencar Pontes Carvalho, de 34 anos, e seu pai, José de Alencar Miranda Carvalho, de 72 anos; apontados como mandantes e financiadores do crime.

Em fevereiro, em sessão presidida pelo juiz auxiliar Márcio Castro Brandão, o advogado denunciado teve o processo desmembrado dos demais acusados, após constantes pedidos de suspensão dos depoimentos, por parte de sua defesa.

O advogado de Ronaldo Ribeiro, Aldenor Rebouças alega não ter tido “tempo hábil” para ouvir as mídias das interceptações telefônicas feitas pela Justiça.

Segundo investigou a Polícia Civil do Maranhão, Ronaldo Ribeiro atuava como uma espécie de “consultor jurídico” da rede de agiotagem e teria cedido o próprio escritório para várias reuniões da quadrilha. No dia 9 de maio de 2013, segundo as investigações, o local de trabalho do advogado, localizado na Península da Ponta d’Areia, teria servido para o acerto financeiro da morte do empresário Fábio dos Santos Brasil Filho, o Fábio Brasil, de 33 anos, executado no dia 31 de março, em Teresina-PI, por acumular dívidas com os agiotas. Foi por denunciar a ligação do bando com este crime que Décio Sá foi morto. Com informações do G1MA.


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