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Aliada de Lupi repassou mais de R$ 1 milhão sem licitação a ONG

Chico Otávio e Cássio Bruno, O Globo

Um convênio do Ministério do Trabalho com a Prefeitura de Maricá, no ano passado, simboliza o grau de aparelhamento político da pasta comandada por Carlos Lupi.

Logo depois do repasse de pouco mais de R$ 1,5 milhão, destinado à qualificação profissional, a então secretária municipal de Trabalho, Márcia Cristina Garcia Pereira, transferiu o dinheiro, com dispensa de licitação, para a ONG Centro de Atendimento Popular da Leopoldina (CAPL).

Coube à ONG atender cerca de mil jovens do município, em aulas das mais variadas profissões, oferecidas em escolas municipais e templos religiosos.

Ocorre que Márcia Cristina é filiada ao PDT e irmã de Felipe Augusto Garcia Pereira, ex-motorista e ex-assessor de Carlos Lupi. Também filiado ao partido, Felipe ganhou cargo comissionado, em 2007, com salário de R$ 13,6 mil mensais, na Superintendência Regional do Trabalho (SRT) do Rio de Janeiro.

Ele foi exonerado pelo Ministério do Trabalho em setembro deste ano.

De acordo com o Diário Oficial da prefeitura, em 12 de maio de 2010, Márcia autorizou a contratação do CAPL. Mas, para justificar a dispensa de licitação, ela se baseou no inciso IV do artigo 24 da Lei das Licitações, ou seja, utilizado apenas em casos de emergência ou de calamidade pública.

Leia mais em Pedetista repassou R$ 1,5 milhão sem licitação para ONG


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Poder

As razões de Dilma Rousseff para segurar Carlos Lupi

Por Kennedy Alencar

A divisão política do PDT, a intenção de enfraquecer feudos partidários e não parecer refém da imprensa foram as três principais razões da sobrevida de Carlos Lupi na pasta do Trabalho. Sobrevida temporária, ressalte-se de passagem.

Ministro Lupi abraçado com Dilma Roussef na pose

Ministro Lupi abraçado com Dilma Roussef na pose

Pesou menos, mas pesou um pouco, a simpatia pessoal de Dilma por Lupi, que foi companheiro de partido da presidente quando ela pertencia ao PDT de Leonel Brizola.

No PDT, predomina a sensação de que Lupi não tem as credenciais de Brizola para se comportar como caudilho. Se com Brizola tal imagem já era ruim para o partido, é um desastre com Lupi. Nesse contexto, prosperou a contestação interna ao manda-chuva da sigla.

O deputado federal Brizola Neto (RJ) e o senadores Pedro Taques (MT) e Cristóvam Buarque (DF) são bons quadros do PDT que pregam, com razão, uma renovação partidária. Mas Lupi não quer ceder espaço.

Ele deixou a presidência pedetista quando a Comissão de Ética da Presidência, no governo Lula, recomendou que evitasse acumular esse cargo com o de ministro. Foi uma saída de fachada. Na prática, continuou a dar as cartas no PDT. Lupi deixou na presidência um aliado, André Figueiredo, amigo do ministro que, hoje, anda meio louco para dar uma de Brutus.

No tiroteio de acusações de má conduta, Lupi obteve, por ora, a façanha de segurar o movimento que contesta sua permanência no ministério e no leme partidário. A presidente não ignorou essa falta de unidade, o que ajudou o ministro do Trabalho. Sem consenso no partido, Dilma poderia abrir uma outra crise com seus aliados.

As quedas em série de ministros de pastas comandadas pelo mesmo partido havia tempo levaram Dilma a refletir sobre uma reforma ministerial que promova, além da troca de nomes, uma mudança de posições entre as siglas que sustentam seu governo.

No episódio Orlando Silva, houve uma incipiente articulação para tirar o Ministério do Esporte do PC do B e dá-lo ao PT. A contrapartida seria uma troca na Cultura para abrigar os comunistas. Mas vazou antes da hora, as reações negativas foram rápidas, e Dilma abandonou a ideia.

Para realizar uma reforma que acabe com feudos, a presidente precisaria do maior número de cadeiras disponíveis. É complicado envolver na reforma as oito mudanças que já aconteceram no primeiro escalão. Os ministros que entraram em campo ao longo do ano continuarão onde estão.

Cinco pastas receberam novos titulares devido a suspeitas de corrupção: Casa Civil, Transporte, Agricultura, Turismo e Esporte. Na Defesa, Celso Amorim assumiu o lugar de Nelson Jobim devido a desacerto político. Ideli Salvati deixou a Pesca pela Secretaria de Relações Institucionais para Dilma tentar melhorar sua articulação política. O titular anterior da secretaria, Luiz Sérgio, recebeu o ministério de Ideli como prêmio de consolação.

O Trabalho foi esvaziado nos últimos governos e tem 86% do seu orçamento anual (R$ 52 bilhões) carimbado. Leia-se: destinações fixas. Mesmo assim, é um ministério cobiçado politicamente. As DRTs (Delegacias Regionais do Trabalho) estão sob a sua alçada. E o ministro pode dar um empurrão para verbas de repasse para convênios com ONGs e centrais sindicais. Enfim, é uma pasta interessante para as negociações de qualquer reforma ministerial. O PT adoraria voltar a ocupá-la.

Administrar a imagem de que a decisão de degola depende mais dela, a presidente, do que da imprensa ajudou Lupi a obter gás. A versão de faxina implacável estimulada na queda de Alfredo Nascimento dos Transportes gerou incômodos perigosos quando a vassoura se aproximou do PMDB.

Orlando Silva acabou de cair. A saída de Lupi no calor de reportagens estimularia, na visão do Palácio do Planalto, a ideia de uma presidente refém das pressões da mídia. Dilma não gosta de receber de jornalistas conselhos de como governar.

PLANO B – Se um fato novo agravar a situação de Lupi, uma opção é deixar um interino no Trabalho até a reforma ministerial.

ISOLAMENTO CRESCENTE – As declarações de Marta depois de ter sido obrigada a desistir da pré-candidatura a prefeita de São Paulo têm sido mal recebidas por Dilma e a cúpula do PT.

FREI LULA – De bigode e de cabeça e barba raspadas, Lula ficou a cara de Frei Chico. No PT, brincam que ele usava a barba só para esconder a semelhança com o irmão mais próximo e que o influenciou a entrar na política.


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Lupi devolverá diárias de viagens ao Maranhão

Lupi e Weverton no Maranhão

Lupi e Weverton no Maranhão

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) vai devolver os valores das diárias utilizados em viagem pelo Maranhão em 2009.

Segundo a assessoria de comunicação da pasta, “o ministro tomou a decisão de, previamente, providenciar a devolução total dos valores recebidos”. “Caso o pagamento seja considerado regular, os valores devidos serão ressarcidos.”

No total, Lupi recebeu R$ 1.736,90 para gastos com alimentação, hotel e locomoção para os dias que ficou no Maranhão. Ele informou que irá devolver todo o dinheiro até que a CGU (Controladoria-Geral da União) decida se o recebimento foi ou não legal.

Fabio Borges de Almeida, assessor especial do ministro, também recebeu diária, de R$ 1.209,20, para acompanhá-lo na mesma viagem. Os dados são do Siafi.

Lupi esteve nos dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2009 no Estado, onde participou de eventos oficiais e partidários.

No domingo, dia 13, ele não teve compromissos oficiais, mas mesmo assim recebeu diária do ministério, como admitiu a própria assessoria do ministério. Neste dia Lupi esteve em um encontro partidário em Timon (MA). (Com informações da Folha).


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Weverton Rocha diz que 'Lupi usou avião no Maranhão em 4 trechos'

Weverton Rocha deputado federal

Weverton Rocha deputado federal

O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou ontem quinta-feira (17) que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, andou no avião de modelo King Air, em quatro trechos de viagem feita ao Maranhão em 2009.

Rocha acompanhou o ministro na agenda pelo estado, que combinou eventos do Ministério do Trabalho com compromissos de partido.

Segundo o deputado, Lupi embarcou pela primeira vez no turbo-hélice King Air em São Luís, a convite de Ezequiel Nascimento, ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego

De acordo a revista “Veja”, o avião foi providenciado por um dirigente de ONGs que mantêm convênios com o ministério. O dirigente das ONGs, o empresário Adair Meira, disse que intermediou a cessão da aeronave, mas não pagou o aluguel.

Da capital maranhense, Lupi foi na aeronave para Imperatriz, segundo Weverton Rocha. De lá, relatou, pegou um carro para Açailândia, de onde embarcou no King Air novamente para Grajaú.

Em seguida, de acordo com o deputado, o ministro viajou, no mesmo avião, de volta para Imperatriz e, de lá, para Timon.

Quem pagou – Em entrevista, o empresário Adair Meira, citado em reportagem como o responsável pelo aluguel da aeronave, confirmou ter providenciado o avião, mas negou ter arcado com os custos. Ele é dirigente de ONGs que mantêm convênios com o Ministério do Trabalho. (Do G1)


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Após audiência, Lupi diz que tem 'todas as condições' de ficar no cargo

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou na tarde desta quinta-feira (17) que tem “todas as condições” políticas de se manter no cargo. Lupi teria usado, durante viagens ao Maranhão em 2009, um avião pago pelo dirigente de uma ONG que posteriormente firmou convênios com o ministérios.

“Eu tenho todas as condições políticas [de manter o cargo]. Tranquilidade, serenidade e, repito, não há nenhuma acusação contra a minha pessoa […] Agora, meu cargo é de confiança da presidente da República. Depende dela. Eu já tive a conversa [com Dilma]. Já conversamos e eu vou continar trabalhando normalmente”, afirmou o ministro.

Na manhã desta quinta, Lupi falou por quase três horas na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Aos senadores, o ministro negou que tenha mentido ao afirmar que não conhecia o empresário Adair Meira, dirigente de ONGs posteriormente beneficiadas por convênios com a pasta. Lupi afirmou que não voltou atrás em relação ao depoimento prestado na Câmara, onde o ministro negou ter relações pessoais com Meira.

(Com informações do G1)


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No Senado, Lupi admite viagem em avião, mas nega ter mentido

Radar Político

Carlos Lupi

Carlos Lupi

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, participa na manhã desta quinta-feira, 17, da audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, na qual presta novas explicações sobre as denúncias de corrupção e tráfico de influência contra ele. Com uma postura contida, em contraste com o estilo irônico nas manifestações anteriores, Lupi admitiu ter viajado em um avião contratado pelo presidente da entidade Pró-Cerrado, Adair Meira. Enfatizou, porém, que não mentiu na Câmara, quando disse não ter contato Adair Meira,cuja ONG tem contratos milionários com o Ministério do Trabalho.

“Nunca neguei que o conheço, não disse isso”, afirmou Lupi, que afirma ter sido mal interpretado. “O que me foi perguntado foi sobre a relação pessoal [com Adair]“, disse. O ministro admitiu ter viajado no avião King Air, durante uma agenda no Maranhão, em 2009, mas diz que a questão é saber quem pagou pelo aluguel da aeronave. “Meu erro pode não ter sido checar com a devida apuração que devia. O senhor, que a revista acusa de ter pago a aeronave, disse que não pagou, publicamente. Quero saber do que estou sendo acusado”, disse. Vídeo revelado nessa terça-feira, 15, pelo site da revista Veja, mostra o ministro com Adair, durante viagem oficial ao Maranhão, em dezembro de 2009. “Eu viajei com o ministro num trecho, isso eu confirmo”, afirmou Meira em entrevista ao Estado.

O colega de partido do ministro, o senador Pedro Taques (PDT-MT), defendeu o afastamento de Lupi do cargo. “Com toda lealdade, entendo que o PDT deve se afastar do ministério porque nesse momento não detém mais a confiança para permanecer”, afirmou.


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Weverton Rocha responde a sete processos na Justiça Estadual e Federal do Maranhão

Rocha responde a sete processos na Justiça

Rocha responde a sete processos na Justiça

Weverton Rocha (PDT-MA) atual deputado federal e ex-assessor do Ministério do Trabalho, Carlos Lupi é acusado de participar do esquema na cobrança de propinas de ONGs ligadas ao Ministério.

O deputado que é bastante conhecido nos tribunais de Justiça e de Contas do Maranhão, é um dos recordistas com sete processos na Justiça do Maranhão.

Rocha ainda obtém outra ação na Justiça Federal do Maranhão acusado de varias irregularidades na forma de executar o programa federal ProJovem Urbano, que trabalha com os jovens da rede pública escolar.

Na época, ele era secretário de Esporte e Juventude do Maranhão, governado pelo falecido Jackson Lago (PDT).

As acusações partiram do próprio Ministério Público que acusou o deputado federal Weverton Rocha na ilegalidade dos R$ 3,3 milhões pagos a uma construtora que nunca concluiu a deixou a obra inacabada do ginásio esportivo Costa Rodrigues, em São Luís.

Já em outra denúncia, observa-se que à forma da contratação de empresas sem licitação é incorreto, ferindo a moralidade constitucional. Há não ser que tenha sido realizada uma dispensa licitatória de urgência. Sendo assim, não caracteriza ato de improbidade administrativa. Abaixo alguns dos processos movidos contra Weverton Rocha:


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Confirmado: Lupi vai ao Senado hoje e dará novas explicações

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai ao Senado nesta quinta-feira (17) dar explicações sobre a viagem ao Maranhão em avião providenciado pelo diretor de uma rede de ONGs que tem contratos com o governo, e que ele disse que não conhecia.

Ministro Carlos Lupi

Ministro Carlos Lupi

Os parlamentares querem explicações do ministro sobre as denúncias de que ele teria usado um avião particular – modelo King Air – providenciado por Adair Meira, diretor de ONGs que têm contratos com o Ministério do Trabalho.

Na semana passada, Carlos Lupi disse que não tem nenhuma relação com Adair Meira, e que não viajou em avião dele. O ministério disse em nota que o avião usado pelo ministro é um modelo Sêneca.

Mas o diretor da ONG Fundação Pró-Cerrado diz que conhece sim o ministro, que providenciou a aeronave e participou da viagem. E ainda surgiram fotos e vídeos em que Lupi aparece descendo do avião e perto de Meira.

Lupi deu explicações à presidente Dilma Rousseff e disse que vai apresentar provas de que não viajou em um avião pago pelo diretor da ONG. Dilma decidiu então aguardar as novas explicações de Carlos Lupi, no Congresso, para decidir o futuro dele no ministério do trabalho.

O presidente em exercício do PDT, André Figueiredo, disse que Lupi vai admitir que viajou no King Air. E que ele não mentiu.

Da Folha


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Vídeo desmoraliza Carlos Lupi e Weverton Rocha

A situação piorou para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi após ser desmoralizado nacionalmente em fotos, vídeo e por: pelo empresário Adair Meira, dirigente de ONGs.

Lupi que aparece claramente em um vídeo desembarcando de um avião King Air com a comitiva do (PDT) no aeroporto da cidade de Grajaú, em que ministro negava ter embarcado nesta aeronave.

Em um vídeo exclusivo do site da ‘Veja, o ministro desembarca no Maranhão em companhia do empresário Adair Meira, do ex-secretário de Políticas Públicas e Emprego Ezequiel Nascimento e do falecido ex-governador Jackson Lago (PDT); veja abaixo o vídeo:


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