Poder

Camargo Corrêa devolverá mais de R$ 104 milhões aos cofres públicos

Foto ilustração

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O Grupo Camargo Corrêa admitiu nesta quarta-feira (19), sua participação do esquema de fraude de licitações da Petrobras. E com isso, foi indenizada a devolver mais de R$ 104 milhões aos cofres públicos, em um acordo fechado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Esse foi o primeiro acordo de cessação de conduta na investigação de cartel em licitações da Petrobras, que são investigados pelo Cade e que também faz parte da Operação Lava Jato.

O acordo negociado pela Superintendência-Geral do Cade envolve, além da construtora, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini, e o ex-vice-presidente da empresa Eduardo Hermelino Leite.

Em nota, a construtora afirmou que o acordo “é consequência da decisão da Administração da empresa de colaborar com as investigações para identificar e sanar irregularidades, além de seguir aprimorando seus programas internos de controle e compliance”.

Em troca da confissão de culpa foi suspenso o processo admirativo contra a empresa.


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Poder

Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez são processadas em R$ 26 milhões

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra as construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. As duas ações juntas somam R$ 26 milhões. As construtoras foram processadas por descumprimento de normas de segurança, após a morte de empregados em acidente de trabalho.

A Camargo Corrêa também é acusada de dumping social, prática de concorrência desleal, através do barateamento de custo por meio do desrespeito a direitos trabalhistas.

O MPT no Amazonas requer na Justiça que a Andrade Gutierrez pague R$ 20 milhões por dano moral coletivo. A construtora foi processada após a morte de um trabalhador no canteiro de obras da Arena da Amazônia em março deste ano. O estádio é uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Na ação contra a Camargo Corrêa, o MPT de Rondônia pede a condenação da empresa em R$ 5 milhões por dano moral coletivo e de R$ 1 milhão pela prática de concorrência desleal, através do barateamento de custo por meio do desrespeito a direitos trabalhistas.
A construtora foi processada após a morte de dois trabalhadores em maio dos anos de 2011 e 2012. Os acidentes ocorreram na obra de construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Porto Velho (RO). Audiência para o julgamento do caso foi marcada para julho deste ano, com a presença dos representantes legais da Camargo Corrêa.

O MPT já conseguiu na Justiça antecipação de tutela que obriga a Camargo Corrêa a adequar imediatamente à segurança no canteiro de obras da usina. A decisão exige, entre outras medidas, o fornecimento e a fiscalização do uso de equipamentos de proteção individual pelos operários; a regularização de andaimes; a sinalização do canteiro; a adoção de mecanismos de proteção para o trabalho em altura e o preenchimento dos vãos entre as travessias instaladas pela edificação.

A juíza do Trabalho substituta Margarete Dantas Pereira Duque, da 12ª Vara do Trabalho de Manaus, que acatou ação de execução proposta pelo MPT, determinou ainda a empresa a cumprir normas para prevenir quedas de alturas, acidentes por mutilações e esmagamentos e mortes por explosões, sob pena de multa de R$ 20 mil por infração cometida.


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Brasil

Morre Dirce Camargo, a mulher mais rica do Brasil

Dirce Camargo morre aos 100 anos

Dirce Camargo morre aos 100 anos

Dirce Camargo, considerada a mulher mais rica do Brasil e viúva do fundador da Camargo Corrêa, Sebastião Camargo, morreu no sábado (20) em sua casa, aos 100 anos.

Segundo o ranking da revista Forbes, Dirce detinha a quarta maior fortuna do Brasil, com US$ US$11,5 bilhões, atrás apenas de Jorge Paulo Lemann (US$17,8 bilhões), da 3G Capital (controladora da InBev), Joseph Safra (US$ 15,9 bilhões), fundador do banco que leva seu sobrenome, e Antônio Ermírio de Moraes (US$ 12,7 bilhões), do Grupo Votorantim. Dirce estava à frente de Eike Batisa (US$ 10,6 bilhões), do império liderado pela petrolífera OGX.

A empresária era a 87ª pessoa mais rica do mundo, segundo a Forbes e, em 2000, foi uma das únicas 12 mulheres a constarem da lista de de bilionários da publicação.

Já no ranking da agência Bloomberg, Dirce aparecia na última sexta-feira (19) como a segunda pessoa mais rica do Brasil, atrás apenas de Lemann, com uma fortuna de US$ 13,8 bilhões. O montante lhe garantia a 62ª posição mundial.

Conglomerado

Dirce herdou a Camargo Corrêa em 1994, com a morte do fundador, Sebastião Camargo. Após um curto período à frente do conselho de administração, deixou o comando nas mãos de uma equipe de gestores da qual fazem parte, hoje, seus dois genros.

O conglomerado detém a terceira maior construtora do Brasil, 17% da CCR (rodovias), 24,4% da CPFL (eletricidade), quase 95% da Cimpor (cimentos) e o controle da Alpargatas – fabricante das sandálias Havaianas.

De acordo com a Bloomberg, o faturamento do grupo foi de US$ 8,6 bilhões em 2011, dos quais 30% foram garantidos pela construtora Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), cujo capital foi fechado em 2012.

Com a morte de Dirce, as ações da Morro Vermelho, a holding do grupo, passam definitivamente para o controle das filhas do casal Camargo – Regina, Renata e Rosana. Os títulos já estavam distribuídos igualitariamente entre as três, de acordo com a Bloomberg, mas Dirce mantinha algumas ações com direito de usufruto até sua morte.

Renata e Regina são representadas na empresa por seus maridos, Luiz Roberto Ortiz Nascimento e Carlos Pires Oliveira Dias, que fazem parte do conselho de administração. O marido de Rosana, Fernando Arruda Botelho, morreu em um acidente aéreo em 2012.

Fundada em 1939, a Camargo Corrêa participou de inúmeras obras de grande porte no Brasil, como a Ponte Rio Niterói, a Rodovia Transamazônica e a construção de Brasília. Em 2011, contava com 58,4 mil funcionários e, atualmente, participa da construção das usinas de Belo Monte e Jirau. Com informações do IG.


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