Poder

Bomba! PF apreende áudio que cita Roseana Sarney e João Alberto em tráfico de influência no Tribunal

A Polícia Federal do Maranhão analisou 24 arquivos oriundos de apreensão de celulares e capturou trecho de pouco mais de um minuto de áudio que ouve-se nitidamente a voz do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Carlos Braide, pai do deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

Braide foi gravado (ouça acima) pelo homem apontado como laranja da empresa A4 Serviços e Entretenimento Ltda, Anilson Araújo Rodrigues, relatando a prática do crime de tráfico de influência para conseguir barrar medidas (decisões) do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Ex-governadora Roseana Sarney e senador João Alberto, ambos do PMDB.

Ex-governadora Roseana Sarney e senador João Alberto, ambos do PMDB.

Obtida com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, a gravação embasou o inquérito da PF e também revela os nomes da ex-governadora Roseana Sarney e senador João Alberto, ambos do PMDB. Eles são citados no diálogo como segundo e terceiro coadjuvantes para interferir no trâmite do processo que poderia resultar em prisões.

“Deixa eu te dá uma opinião aqui. A gente já viu tu tem visto muitos casos pior do que esses e muito e não acontecer nada com ninguém. Não acontece nada. Esse pessoal que tá fazendo essa investigação o poder deles é só investigar e pedir, pedir para justiça o juiz as penalidades. Então com esse pessoal aí fica-se difícil ter uma ação, a gente poder politicamente por que eu tô aqui para ajudar politicamente o pessoal é meu amigo. Eu com a governadora com João Alberto que vamos interferir na Justiça e lá é que mata tudo. Isso pra ti é zero, pra ti é zero. Pode ta alguma coisa não vai em negócio de pressão deles e tudo e tal mantém”, diz Carlos Braide, em trecho da gravação.

Anilson Rodrigues decidiu gravar a conversa de mais de 30 minutos depois de receber intimação para prestar depoimento sobre desvio de verbas públicas, fraudes em licitações que possibilitaram contratos milionários na gestão de Hélder Aragão em Anajatuba, entre outras prefeituras. Aragão chegou a ser afastado do cargo no dia (09), em decisão do desembargador Tyrone José Silva, pela acusação de desviar cerca de R$ 13 milhões.

Em nota, a assessoria da ex-governadora Roseana Sarney diz que ela nunca autorizou qualquer pessoa a falar em seu nome como forma de praticar tráfico de influência e repudia de forma veemente a tentativa de envolver o seu nome nesse tipo de conduta.

O senador João Alberto afirmou que, não tem conhecimento do que se trata e negou envolvimento, mas diz ser grande amigo do ex-presidente da Assembleia Carlos Braide.


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Crime

Polícia deve abrir inquérito para investigar agiotagem em Anajatuba

Afastado por corrupção, Hélder Aragão será investigado por elo com agiotagem.

Afastado por corrupção, Hélder Aragão será investigado por elo com agiotagem.

O superintendente Estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado André Gossain, informou que há indícios de agiotagem na Prefeitura de Anajatuba. O relato do delegado foi baseado em provas obtidas durante busca e apensão realizada na casa de empresários, secretários e do prefeito afastado Hélder Aragão (PMDB).

Superintendente Estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado André Gossain.

Superintendente Estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado André Gossain.

De acordo com os documentos apreendidos, foram encontrados cheques na casa de um assessor da prefeitura. “A eventual indício de agiotagem. Tanto que cheques foram apreendido, então provavelmente estamos aguardando a perícia bem como o Ministério Público que talvez a questão da agiotagem seja tratado separado da questão de corrupção“, diz o superintendente da Seic.

A Polícia Civil trabalha na hipótese de abrir novo inquérito para investigar especificamente a agiotagem, da qual teria tentáculos de figuras bem relacionados no estado. O ex-presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Carlos Braide, pai do deputado estadual Eduardo Braide, foi apontado em depoimento prestado na Polícia Federal como um dos agiota.

A operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, com apoio dos policias da Seic começou na sexta-feria (09). Durante as buscas seis computadores e várias pastas com processos de licitação e documentos contábeis. Toda documentação passa por perícia.

Os policias cumpriram mandados de busca e apensão no apartamento de Hélder Aragão, que fica em um condomínio de Luxo na Península. Ao todo, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apensão em São Luís e Anajatuba.

Entenda o caso

O Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu acatar o pedido do Ministério Público, que pede o afastamento e bloqueio de bens do prefeito da cidade de Anajatuba, Hélder Lopes Aragão (PMDB) pelo motivo de improbidade administrativa.

A decisão, que determina o afastamento do chefe do Executivo, foi assinada na manhã desta sexta-feira (09), pelo desembargador Tyrone José Silva, da 3ª Câmara Criminal, que assumiu a relatório do caso após toda 1ª Câmara Criminal, composta pelos magistrados Raimundo Nonato Magalhães Melo, Antonio Fernando Bayma Araujo e João Santana, optar pela suspensão.

Os promotores investigaram contratos do Município de Anajatuba com as empresas A4 Entretenimento, M.R. Comércio e Serviços, Vieira e Bezerra LTDA, Construtora Construir, dentre outras que puderam ser identificadas no curso da investigação.

Ao realizar diligências, o Ministério Público constatou que as empresas existiam somente no papel. Algumas estavam fechadas ou indicavam endereços residenciais de pessoas que não conheciam o proprietário da empresa. Outras empresas vencedoras das licitações funcionavam sem qualquer estrutura.

Para aprofundar as investigações, o Ministério Público pediu e o Tribunal de Justiça deferiu medidas cautelares que possibilitaram o oferecimento da ação penal, com provas concretas dos fatos.

Segundo a denúncia, o “núcleo empresarial” do esquema operava por meio de empresas de fachada, com sócios-laranjas que participavam de licitações previamente acertadas com a administração municipal. O dinheiro era dividido entre os chefes da organização e os agentes públicos.


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Política

Ex-presidente da Assembleia terá casa vasculhada em busca e apreensão

Carlos Braide, apontado como membro de organização criminosa.

Carlos Braide, apontado como membro de organização criminosa.

A pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o desembargador da 3ª Câmara Criminal, Tyrone José Silva, autorizou a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado – Antônio Carlos Braide.

De acordo com o despacho, Tyrone manda apreender documentos ou instrumentos e equopamentos de guarda ou equipamentos de dados e informação tais como computadores, pen drive e outros equipamentos ou arquivos de documentos de natureza congêneres necessários à investigação e instrução criminal.

O ex-presidente da Assembleia foi acusado pelo Gaeco de ser um dos chefes de uma organização criminosa que atuava desviando verbas públicas através de contratos milionários de empresas fantasmas.

Braide aparece no relatório encaminha para Justiça como beneficiário do esquema criminoso de fraude em licitação das empresas agraciadas das empresas Vieira e Bezerra, atual F C B Produções e Eventos, A4 Serviços e Entretenimento, Construtora Construir e M A Silva Ribeiro, desviou R$ 13. 964. 048, 02 milhões de reais dos cofres no município de Anajatuba.


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Poder

Bomba! Depoimento na PF cita deputado e revela corrupção do pai e assessor com prefeituras

A Polícia Federal do Maranhão colheu depoimento que mostra um forte esquema envolvendo construtoras, empresários e as Prefeituras de Anajatuba (Hélder Lopes Aragão), Trizidela do Vale (Fred Maia), Tuntum (Cleomar Tema), Itapecuru Mirim (Magno Amorim), Codó (Zito Rolim), Alcântara (Domingos Araken), Parnarama (Dr. Davi), Mirinzal (Amaury Santos Almeida), entre outras.

Carlos e Eduardo Braide, ambos pai e filho, são citados em depoimento na Polícia Federal.

Carlos e Eduardo Braide, ambos pai e filho, são citados em depoimento na Polícia Federal.

Obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, o depoimento cita o deputado estadual Eduardo Braide (PMN), e aponta seu assessor José Antônio Machado de Brito Filho, o Zé Filho, como o responsável pela montagem das licitações fraudulentas.

Ainda de acordo com o documento exibido abaixo, o assessor de Braide operava no esquema criminoso em um escritório que fica no bairro do Cohatrac, em São Luís. Em contato com o Blog, a assessoria do parlamentar informou que Zé Filho não trabalha mais no gabinete.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa e pai de Eduardo Braide, Antônio Carlos Braide, também aparece no depoimento prestado na PF como uma espécie de agiota, que atuava em sintonia com a organização criminosa (ORCRIM).

As empresas A4 Serviços, RR Serviços Ltda., Construtora Construir, A.S. dos Santos Ferreira, FC, FF Produções, Distribuidora Castro e MR Serviços são acusadas de superfaturar a prestação de serviço e vender notas frias para diversas prefeituras.

O depoimento bombástico que cita Eduardo e Antônio Carlos Braide, ambos filho e pai, foi colhido na Superintendência de Polícia Federal pelo delegado Francisco Albuquerque Parente Júnior.

O serviço de inteligencia da Federal abriu procedimento para investigar as prefeituras, políticos e empresários desde a formalização do depoimento e reportagem do programa Fantástico “cadê o dinheiro que estava aqui?”, do qual mostrou desvio de R$ 9 milhões no Maranhão.

Depoimento prestado da Polícia Federal.

Depoimento prestado da Polícia Federal.

Depoimento mostra que ex-presidente da Assembleia tinha envolvimento no esquema.

Depoimento mostra que ex-presidente da Assembleia tinha envolvimento no esquema.


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Política

Bomba! Pai de deputado e ex-presidente da Assembleia pode ser preso por corrupção

Carlos Braide.

Carlos Braide.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Antônio Carlos Braide, assessor e pai do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), deve ser preso juntamente com outros políticos e empresários, conforme notícia semana passada pelo Blog do Neto Ferreira.

Eles são acusados de integram uma organização criminosa que atua desviando recursos públicos do município de Anajatuba. Braide e outros operam com empresa na cidade administrada por Helder Lopes Aragão (PMDB).

O Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO) encontrou tentáculos no esquema do secretários municipais Ednilson dos Santos Dutra (Administração), Álida Maria Mendes Santos Sousa (Educação), Leonardo Mendes Aragão (Assistência Social) e Luís Fernando Costa Aragão (Saúde).

Também aparecem no esquema a Comissão Permanente de Licitação – João Costa Filho, Georgiana Ribeiro e Francisco Marcone. A promotoria pediu a prisão de todos os citados. Fabiano Carvalho foi apontado como “cabeças da organização criminosa”. Francisco Barros foi quem pediu a prisão.

Ex-presidente da Assembleia e sócio de uma das empresas, Braide investiu na empresa FCB Produções e Eventos cifras relevantes. Braide creditou mais de um milhão de reais nas contas da F C B Produções e Eventos e recebeu mais de R$ 400 mil da conta da F C B Produções e Eventos.

Há fortes indícios de que o mesmo grupo atue em outras dezenas de prefeituras, e que além desses envolvidos, haja a participação de outros políticos maranhenses com representativa na capital federal, Júnior Marreca, e cujas provas serão encaminhadas aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis.

O desembargador Raimundo Nonato Magalhães Melo, que deferiu interceptação telefônica, mandado de busca apreensão, quebra de sigilo fiscal bancário, surpreendeu a todos. Ele simplesmente deixou o processo apitando pela suspensão do caso.

Agora, o processo foi distribuído de forma aparentemente combinada para o amigo de corte, o desembargador Bayma.

Daqui a pouco o Blog do Neto Ferreira vai detalhar sobre como funcionava o esquema criminoso.


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