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Educadores não recuam em greve e Braide apela para punição com corte de salários

Com a greve mantida, os professores da rede pública municipal de São luís realizaram ato nesta segunda-feira, 25,  em protesto à gestão do prefeito Eduardo Braide. Os manifestantes seguiram em passeata da Igreja do São Francisco, com parada na Secretaria Municipal de Educação (Semed), até a Câmara Municipal de Vereadores.

Em vídeo encaminhado ao Blog do Neto Ferreira, a presidenta do sindicato, professora Sheila Bordalo, está em frente à Semed e pede que haja “mais diálogo e mais respeito com a categoria”.

 

Punição

O prefeito Eduardo Braide, que enfrenta mais uma greve em sua primeira gestão, decidiu apelar para repreensão e entrou com ação na Justiça para pedir o corte dos salários dos professores que continuam insistindo no movimento paredista, assim como a contratação de profissionais da educação para suprir a demanda ocasionada pela paralisação.

A desembargadora Francisca Galiza, do Tribunal de Justiça do Maranhão, indeferiu o pedido da prefeitura, alegando que é de competência do ente municipal, se assim entender, tomar providências no âmbito administrativo, conforme diz a decisão:  “No que refere à abertura de procedimento administrativo disciplinar em face dos professores grevistas, ao Poder Judiciário compete apreciar somente a regularidade do procedimento à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. O poder disciplinar e punitivo dos servidores da administração pública municipal é atribuição do Município de São Luís, a quem compete decidir sobre a instauração de procedimento administrativo disciplinar.

Em contrapartida, a gestão de Braide entendeu como “aval” a decisão judicial.

Da Greve

A categoria de professores da rede pública municipal paralisou as atividades no dia 18 de abril. Após receber a nova proposta da prefeitura de São Luís, de 10,06% de reajuste salarial, a categoria não aceitou e manteve a greve por tempo indeterminado. Segundo os docentes, o percentual é considerado muito abaixo do que a categoria reivindica, e também “porque não cobre nem a metade das perdas que acumulamos nos últimos cinco anos. Estamos com salários congelados durante todo esse tempo, perdemos muito o valor de compra e não conseguimos mais manter nossa qualidade de vida”, afirmou Bordalo.

Segundo os docentes, o movimento de resistência seguirá em busca da atualização do Piso Nacional do Magistério, de 33,24% para docentes do nível médio, e da repercussão em toda tabela salarial – com 36,56% de reajuste para todos com nível superior.


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Um comentário em “Educadores não recuam em greve e Braide apela para punição com corte de salários”

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  1. Carlos costa

    Minha duvida isso tudo e so pq agora tem que voltar a trabalhar de vdd? Pq ate enquanto tava so online, tudo bem.

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