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Rodoviários deflagram greve em São Luís

Os rodoviários cruzaram os braços, e esta quarta-feira (16) começou sem ônibus na capital. Como já aconteceu várias vezes, os transtornos logo são percebidos pelos usuários do transporte público.

Quem precisa se dirigir ao trabalho, por exemplo, recorre a outros meios de locomoção pela cidade, como vans, mototáxi ou serviço de transporte por aplicativo.

A decisão sobre o início da greve veio após assembleia geral realizada na manhã dessa terça-feira (15).

Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estadodo Maranhão (Sttrema), os trabalhadores se reuniu para tratar do impasse com os patrões,
que “seguem intransigentes, sem querer garantir os direitos da categoria”.

Os trabalhadores querem reajuste salarial de 15%, R$ 800 no tíquete-alimentação, inclusão de mais um dependente no plano de saúde e a regularização dos salários atrasados, além de que sejam assegurados os empregos dos cobradores de ônibus. A categoria também reclama dos constantes casos de violência dentro dos coletivos.

Na semana passada, durante audiência no MPT-MA, os empresários fizeram uma proposta para os trabalhadores: conceder reajuste salarial de 5%, mas mediante, a demissão de todos os cobradores do sistema.

“O percentual oferecido, não chega nem próximo das perdas inflacionárias sofridas no decorrer do último ano, isso sem falar, que está fora de cogitação, qualquer possibilidade de demissão de trabalhadores do sistema”, segundo o Sttrema. Nos últimos dias, nenhuma outra contraproposta foi apresentada pelos patrões, ainda conforme o sindicato.
O que diz a SMTT

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) afirmou que “o Município de São Luís vem cumprindo o acordo firmado em novembro do ano passado com os sindicatos dos empresários e rodoviários, no repasse do auxílio emergencial ao sistema de transporte público, no valor de R$ 4 milhões mensais”.

Além disso, a pasta acrescentou que “o auxílio emergencial foi prorrogado por mais dois meses (fevereiro e março), totalizando R$ 20 milhões ao setor em cinco meses. Desse modo, espera-se o entendimento entre trabalhadores e empresários para o fim da paralisação”, informou por meio de nota.


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