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Coopmar é alvo de novo inquérito por movimentação financeira atípica em Arari

O Ministério Público do Maranhão está investigando um suposto derrame de dinheiro público na Prefeitura de Arari a favor da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços (Coopmar), que atualmente atende pelo nome Cooperativa Líder de Trabalho em Apoio às Administrações Públicas Municipais (Lidercoop).

Um relatório produzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) revela que a Coopmar movimentou quantias suspeitas oriundas de pagamento efetuados pelo Executivo Municipal de Arari.

O ofício contendo as informações foi enviado à Promotoria de Justiça da cidade, que tem como titular Lícia Ramos Cavalcante Muniz. Com base no documento, ela instaurou um inquérito para apurar o caso.

Como parte dos trabalhos, a promotora solicitou que seja expedido um ofício ao prefeito e ao secretário de Administração do Município, pedindo dados acerca da existência de contratos ativos de terceirização de mão de obra com a Cooperativa. Os dois tem 10 dias para o envio.

Lícia Muniz também pediu ao Gaeco cópia do relatório da CGU referente à análise fiscal e bancária da empresa.

Se as irregularidades no pagamento forem comprovadas, podem caracterizar ato de improbidade administrativa, além de passível de responsabilização civil.

Em 2018, a Coopmar esteve no centro da operação Cooperare que foi realizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Paço do Lumiar e do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em parceria com a Polícia Civil e Controladoria Geral da União (CGU) acusada de lavagem de dinheiro, organização criminosa e peculato..

O MP estava apurando pagamentos de R$ 12.929.170,11 milhões feitos pela Prefeitura luminense. Durante a operação foram presos Gleydson de Jesus Gomes Araújo, Marcelo Antônio Muniz Medeiros, Raildson Diniz Silva, Marben Costa Bezerra, Hilda Helena Rodrigues da Silva, Carlos Alex Araújo Prazeres, Artur Costa Gomes, Peterson Brito Santos, Lucas do Nascimento e Aislan Denny Barros Alves da Silva.

Segundo o Parquet, relatórios técnicos constataram que a Coopmar não possuía os requisitos necessários para ser classificada como cooperativa de trabalho e funcionava, na prática, como uma empresa privada que tinha contratos com 17 prefeituras maranhenses, além da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

Um pequeno grupo da cooperativa se beneficiava com os recursos milionários por meio de suas empresas, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal.

O total de recursos movimentados pela entidade foi de R$ 222.919.681,14 milhões, conforme apurado na primeira fase da operação, em 2016. Na época, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e de bloqueio de bens.


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