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Gestão de Edivaldo contratou empresa em nome de “laranja” por R$ 1,6 milhão, aponta PF

Sede da distribuidora S.A. Pinheiro Silva, em Paço do Lumiar.

A gestão de Edivaldo Holanda Júnior contratou uma empresa em nome de “laranja” por cifras milionárias, aponta investigações da Polícia Federal.

A informação consta em um trecho da decisão da Justiça Federal que determinou a deflagração da Operação Desmedida realizada pela PF na manhã desta terça-feira (28) em São Luís e Paço do Lumiar.

Segundo a autoridade policial, a Secretaria de Saúde da gestão de Edivaldo Holanda Júnior firmou dois contratos com valor total de 1,6 milhão com a empresa S.A Pinheiro, que no papel está em nome de Suene Amanda Pinheiro Silva, em abril do ano passado para fornecimento de insumos destinados ao combate à pandemia da Covid-19.

As apurações apontam que a distribuidora se confunde com a empresa L. da Silva Comércio e Serviços de Produtos Eireli, conhecida como Comercial Silva de propriedade de Linaldo Silva. O empresário é o suposto dono de fato de ambas, embora não integre o quadro societário da S.A Pinheiro.

A PF revela ainda que Suene foi secretária administrativa da Comercial Silva entre 2014 e 2017. Além disso, segundo a Controladoria Geral da União, ambas as empresas apresentaram o mesmo número de telefone comercial registrado na base de dados da Receita Federal, enquanto que consulta ao sistema CENSEC retornou uma procuração, de 07/07/2020, na qual Linaldo consta como outorgado, a S.A Pinheiro como outorgante e Suene como interveniente.

“Evidenciando que a SEMUS-SLS teria contratado uma empresa ‘de fachada’, registrada em nome de ‘laranja’, por meio de um processo licitatório fraudulento”, diz PF.

A distribuidora foi um dos alvos da operação Desmedida. O trabalho é desdobramento das Operações Cobiça Fatal, Oficina Desmascarada e Alinhavado, que investigam o direcionamento na contratação e o superfaturamento nas aquisições de insumos para o combate à pandemia da Covid-19 pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) de São Luís.

As investigações da CGU identificaram inexistência física de uma das empresas e contratação de uma cozinha industrial para fornecimento de itens como água sanitária, detergente, desinfetante, sabão, sacos para lixo e máscaras respiradoras


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3 comentários em “Gestão de Edivaldo contratou empresa em nome de “laranja” por R$ 1,6 milhão, aponta PF”

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  1. Jaci

    De que adiantam 4 operações da PF, se em nenhuma, foi expedido mandado de prisão do prefeito, do secretário e dos servidores da SEMUS ???

  2. Hugo

    Eta Ronalldo Lima dessa vez vc cai

  3. Nunes

    Vai procurar oque fazer bando de fedorento..fica acusando sem provas povo invejoso

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