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PF aponta envolvimento de ex-secretário em esquema da FC Oliveira e Pró-Saúde

A Polícia Federal aponta o envolvimento do ex-secretário de Saúde de São Luís, Lula Fylho, no esquema orquestrado pelas empresas FC Oliveira e Pró-Saúde Distribuidora para desviar recursos federais destinados ao combate da pandemia da Covid-19 na Prefeitura da capital maranhense.

A constatação integra a decisão proferida pelo juiz substituto da 1ª Vara Federal, Luiz Régis Bomfim Filho, que resultou na Operação Alinhavado, deflagrada no dia 8 de julho, e teve como alvos a empresas FC Oliveira, de Francisco Oliveira, pai do diretor do Detran, Francisco Nagib, e a Pró-Saúde, de propriedade de Ronildo Nunes e Francisco Carlos Soares, que localizada em Brasília.

Segundo o documento judicial, as fraudes foram praticadas pelos empresários em conluio com Lula Fylho.

Para a PF, o ex-gestor foi coautor dos crimes licitatórios juntamente com os servidores municipais Charles Adriano Pinheiro, Andréia dos Santos Marão, Marcos Castelo Branco Pantoja, Marcília Miranda Teixeira e Nalva Campos.

“Frustraram ou fraudaram, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto de licitação promovida pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, utilizando-se, dentre outros artifícios, de falsa proposta da empresa BRASIL HOSP”, diz trecho da decisão.

Além das fraudes, a FC e a Pró Saúde superfaturaram os preços dos produtos fornecidos à Prefeitura com a conivência do então secretário de Saúde e se apropriaram de verbas públicas federais, mediante fraudes e superfaturamentos em contratações de bens e insumos.

Lula Fylho também teria se associado aos empresários Francisco Oliveira e Ronildo Nunes com a finalidade de cometer crimes no bojo da licitação promovida pela Semus


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