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FC Oliveira e Pró-Saúde ganharam contratos de R$ 7,7 milhões em São Luís

Alvos da operação Alinhavo, deflagrada pela Polícia Federal, a FC Oliveira & Cia e a Pró-Saúde Distribuidora de Medicamentos abocanharam contratos que totalizam R$ 7.789.538,00 milhões na Secretaria Municipal de Saúde, durante a gestão de Lula Fylho.

A FC Oliveira é de propriedade da família do diretor do Detran e ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib.

As investigações da PF apontam que as duas empresas estão envolvidas em um esquema criminoso acusado de “montagem” em quatro processos licitatórios celebrados pela SEMUS da capital maranhense, com objetivo de desviar verbas federais destinadas ao enfrentamento da pandemia da Covid-19 na cidade.

As distribuidoras superfaturaram os valores dos produtos e simularam as vendas, gerando prejuízo milionário aos cofres públicos.

A reportagem apurou que dois dos quatro acordos contratuais foram firmados no mesmo dia, em 13 de abril do ano passado, sem licitação. Ambos foram alvos de fraude, conforme revelou a Polícia Federal.

Segundo os dados disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a FC. Oliveira assinou um acordo contratual de R$ 600 mil para fornecer alcool líquido e a Pró-Saúde Distribuidora de Medicamentos, de R$ 1.245.000,00 milhão, para entregar insumos hospitalares, como alcool em gel.

Um dia depois, a gestão de Lula Fylho celebrou outro contrato com a distribuidora Pró-Saúde, de Brasília, no valor de R$ 1.490.000,00 milhão.

No final de março do mesmo ano, a empresa brasiliense já havia sido contratada pela quantia de R$ 4.454.538,00 milhões.

Em entrevista coletiva, a PF revelou que uma das empresas ofertou um valor menor do insumo hospitalar em um certame realizado por outra Prefeitura maranhense no mesmo período no qual foi contratada pelo Executivo de São Luís. “Esse foi um dos argumentos de superfaturamento da nossa hipótese criminal, pois a mesma empresa concorreu em outro municipio e teria ofertado o mesmo produto em um preço muito menor, aqui no Maranhão e na mesma época. O que não justifica uma oferta de preço R$ 10 a mais de diferença para o mesmo produto, no mesmo estado e na mesma época. Foi uma forma de identificar esse superfaturamento”.

Em nota, a FC Oliveira se manifestou sobre o caso. Leia:

“A respeito a operação realizada pela Polícia Federal, que esteve na sede da F.C. Oliveira, na manhã desta quinta-feira (8), a empresa informa que colabora com todas as informações necessárias ao esclarecimento sobre a venda de caixas de álcool em gel à Prefeitura de São Luís em 2020.

A venda foi uma atividade regular da F.C. Oliveira, com os preços praticados no mercado naquele momento, em que havia alta significativa da demanda e baixa oferta de insumos.
Na operação foram levados da empresa um computador, um celular e um notebook.

A F.C. Oliveira é uma empresa genuinamente maranhense, que existe há 39 anos, que sempre presou pela lisura em seus negócios e sempre contribui com a geração de empregos e desenvolvimento econômico do estado e de Codó.

A diretoria está à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários e reitera seu compromisso com as boas práticas da livre atividade econômica.”


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