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Enfermeira é vítima de suposto assédio de médico no Hospital Carlos Macieira

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A enfermeira, identificada como Martina Aguiar Araújo, foi vítima de um assédio por parte de um médico, conhecido como Lívio, no Hospital Dr. Carlos Macieira, em São Luís, recentemente.

Segundo a denúncia, o médico do HCM exigiu que a enfermeira fosse retirada da Unidade de Terapia Intensiva onde ela atuava sem justificativa plausível. Caso a profissional não saísse do setor, ele não assumiria o plantão. Diante da exigência do médico, a profissional foi liberada pelos coordenadores de enfermagem.

Após o ocorrido, diretores do Hospital fizeram uma reunião para apurar o caso. Na ocasião, o médico afirmou que a enfermeira sempre argumentava as suas decisões e que não admitia ser chamado por você ou tu, mas sim como senhor ou doutor Lívio.

O profissional não foi punido ou afastado de sua funções, no entanto tal atitude se configura como grave ofensa ao princípio do livre exercício profissional. O código de ética da enfermagem afirma no artigo 1º que o profissional tem que exercer a enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos.

O caso foi levado ao Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão, que declarou total apoio à enfermeira Martina Aguiar Araújo e prometeu tomar todas as medidas cabíveis para solucionar o problema.

Veja a nota na íntegra:

O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão vem a público se posicionar quanto ao caso de assédio moral a uma profissional de Enfermagem do Hospital Carlos Macieira, localizado em São Luís, praticado por um médico da mesma instituição de saúde.

De acordo com informações preliminares, um médico do HCM exigiu que uma enfermeira fosse retirada de uma Unidade de Terapia Intensiva sem justificativa plausível. Caso a profissional não fosse retirada do setor, o mesmo não assumiria o plantão. Diante da exigência do médico, a profissional foi liberada pelo coordenador de enfermagem do setor.

O Conselho Regional de Enfermagem desaprova completamente a conduta do médico, que não só denigre a imagem da profissional de enfermagem, como atenta contra todos os profissionais da classe.

O Coren-MA entende ainda como condenável a postura do coordenador de enfermagem da instituição que compactuou com a atitude do referido médico, que representa uma grave ofensa ao princípio fundamental da dignidade da pessoa humana e ao princípio do livre exercício profissional.

O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão lembra que tem sempre adotado as providências legais para coibir desrespeito aos direitos do profissional de enfermagem e se disponibiliza a prestar todo o apoio jurídico à enfermeira vítima de assédio e a enfermagem do Hospital Carlos Macieira em geral.

Face ao exposto, o Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão, no uso de suas atribuições, repudia veemente o comportamento amoral e antiético do médico que desrespeitou gravemente não apenas a profissional de Enfermagem referida ao caso, mas toda a categoria do estado.

Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão

São Luís, 6 de junho de 2016


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