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Deputado mobiliza Assembleia para defender lavradores de Vila Nova dos Martírios

Paara o parlamentar, a presença da Assembleia em Vila Nova dos Martírios é importante.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Assembleia Legislativa aprovou, nesta quinta-feira (26), requerimento do deputado Antônio Pereira (DEM), marcando para o dia 10 de maio, uma audiência pública na Prefeitura de Vila Nova dos Martírios, para discutir a questão de cerca 1.000 pessoas de 200 famílias, despejadas de suas terras nos povoados “Deus Proteja’’ e “Cuverlândia”, localizados às margens do rio Tocantins.

Deputado Antônio Pereira

Deputado Antônio Pereira

Para Antônio Pereira, a presença da Assembleia em Vila Nova dos Martírios é importante, porque é preciso encontrar uma solução para o conflito de terras, travado entre a mineradora Vale, a Suzano, fazendeiros e os lavradores despejados. “É preciso um solução digna e humana para acabar com o conflito”, afirmou.

O democrata disse que a decisão da Comissão de Direitos Humanos foi tomada depois que ele foi procurado pelos lavradores de Vila Nova dos Martírios, representados pelo ex-prefeito João Moreira Pinto. Na reunião, João Pinto denunciou que a Empresa Suzano mandou derrubar e tocar fogo nas casas dos lavradores, residentes na área desde o ano de 1997. “As famílias estão passando sérias necessidades para sobreviver”, lamenta.

Pereira entende que a expulsão dos lavradores, com força policial, por uma ação de reintegração de posse, trouxe um problema social para Vila Nova dos Martírios, que por ter sido emancipado recentemente, não tem condições de empregar centenas de pessoas despejadas de suas terras, onde cultivavam a agricultura de subsistência “A área é localizada de 100m a 500m da margem do Rio Tocantins. Portanto, entendemos que pertence à União”, disse.

CONVIDADOS

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Bira do Pindaré (PT), informou que serão convidados para a audiência pública o prefeito, vereadores, membros da mineradora Vale, da Empresa Suzano, da Igreja Católica, das igrejas evangélicas, de associações de trabalhadores rurais e lavradores envolvidos com a questão.


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