Poder

Comissão de trás

Por JM Cunha Santos

“Beija flor, minha escola, minha vida, meu amor”. Muitos no Maranhão pensam assim, mas enquanto Sarney, Roseana, Fernando Sarney, Sarney Filho e outros sarneys desfilam na Comissão de Frente de todos os sucessos, principalmente financeiros, o Maranhão, na Grêmio Recreativo Escola de Samba Atrasados do Brasil, desfila na Comissão de Trás.

O Estado não registra secas prolongadas nem outras catástrofes ambientais e detém um vasto potencial turístico, mas apresenta os piores indicadores socioeconômicos do país. Na ala “Índice de Desenvolvimento Quase Humano” estão 36 municípios maranhenses entre os 100 mais pobres do país. Na ala “Taxa de Mortalidade Infantil” somos o segundo pior do Brasil com 33,2 mortes de crianças nascidas vivas por mil. Na ala “Quase que eu Chego Lá”, o PNAD descobriu o maior percentual de domicílios urbanos com renda de até meio salário mínimo.

Na ala “Expectativa de Vida de Filhos da Outra”, o maranhense morre ante do brasileiro, aos 67 anos de idade. E somos também o segundo pior Produto Interno Bruto do país. Na ala “Só Estou Roendo Osso” ganhamos o troféu de pobreza absoluta. Sem contestações. E na ala “Defuntos da Oligarquia”, vencemos no quesito Pobreza Extrema. Sem concorrência.

Na ala “Analfabetos seculares”, contando os números dos analfabetos entre 15 e 19 anos e os números do analfabetismo funcional, vencemos com mais da metade da população do Estado (6,5 milhões de habitantes) analfabeta.

Na ala “Cabeças Cortadas” perdemos: somos o 5 do Brasil e o 26 do mundo. Sem contar os mortos por causas externas entre 15 e 19 anos.

Na ala “Felizes e Nepóticos Aposentados” , com as duas aposentadoria do senador José Sarney rendendo R$ 35 mil por mês ganhamos de todo mundo. E ganhamos também no quesito “Salto Patrimonial”, já que o patrimônio de Roseana Sarney cresceu 280% entre 2006 e 2011. Que se apresente o Maranhão com a melhor Comissão de Trás do carnaval brasileiro.


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Um comentário em “Comissão de trás”

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  1. Filho de quilombola

    E o que os nossos jornalistas políticos estão fazendo para mudar esta triste realidade? Estão trabalhando para mudar a cultura dos nossos eleitores, que adoram encher a cara do Natal até o carnaval? Estão organizando associações e elaborando projetos, para poderem se qualificar como entidades politicamente habilitadas para "brigarem" pela correta gestão dos nossos recursos públicos? Ora senhores, a prefeita de Paço do Lumiar, passou o carnaval inteiro comemorando a sua permanência no poder, com o apoio de grande parte dos blogueiros e jornalistas desta cidade, apesar das inúmeras acusações de má versação do dinheiro público. O ginásio Costa Rodrigues, está no chão até hoje, enquanto o rico ex-secretário de esportes, está em Brasília. Alguém toca noassunto? O que está na moda é o que tem que se falar? Então vamos falar sobre o que os poderes políticos "investem" na comunicação, nos estados e distrito federal, a fim de mostrarem para a opinião pública o que lhes interessa? Se é assim no Brasil inteiro, a quem interessa a critica seguida pela omissão financiada? Demagogia diplomada não é mais que prostituição verbal em busca da auto-sustentabilidade. Cruel, mas é fato!

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