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Oficias e Cadetes adere á greve dos PMs e Bombeiros

Oficias e cadetes entram na guerra

Oficias e cadetes entram na guerra

A situação da segurança pública do Maranhão, cada vez mais se complica. Os oficias e cadetes aderiram na tarde deste sábado, 26, a greve dos militares realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

Após reunião entre os representantes dos oficias e cadetes, foi decidida a adesão ao movimento que já chega ao terceiro dia.

Ao chegar no Poder Legislativo, mais de 200 oficias e cadetes foram recebidos por grevistas e familiares com monção de aplausos desde a guarita da Assembleia.

Neste momento, os coronéis Ivaldo, Francisco Melo, os deputados Bira do Pindaré, Zé Carlos da Caixa e demais, estão reunidos na Sala das Comissões para tratar com o coronel do exercito que trabalha como um dos intermediadores.

Com a adesão dos oficias e cadetes da 1º, 2º e 3° turma, a greve dos PMs e Bombeiros se mantém cada vez mais fortalecida.


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2 comentários em “Oficias e Cadetes adere á greve dos PMs e Bombeiros”

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  1. Oficial PM

    CARTA DE UM POLICIAL MILITAR
    Bom dia a toda sociedade maranhense,
    Gostaria de expressar minha preocupação nesse momento de esquina histórica instalado na minha Polícia Militar e em todo o espectro da secretaria de segurança pública.
    Sou Oficial da PMMA e sempre fui acostumado a ver desmandos, incompetências e subserviências serem aclamadas "como atos diferenciais" que acarretavam promoções de pessoas cujo preparo profissional, ético e moral não encontravam materialidade. E assim, como nada mudava e as coisas eram assim porque sempre foram, eu me acomodava, incomodava e acatava… Era o sistema, sabem como é?
    Agora, minha combalida alma de resignado e disciplinado oficial assiste a um Juiz Corregedor alegar com todas as vogais e consoantes que um desses que assisti, por sua vez, seguindo a tradição, atropelar competências, pois era amigo do Secretário de Cultura e letrista de boi(credenciais suficientes), ascender ao Comando da Instituição, lugar que requer preparo diferenciado em questões de emprego, liderança, convencimento, empatia e interesses com a tropa toda, seria despreparado para o cargo e que, sua falta de traquejo e habilidades acarretaram uma crise sem precedentes, inclusive para toda uma estrutura governamental. Finalmente, eu escutei o eco de minhas convicções, sistematicamente, estupradas em meus anos de honestas jornadas de trabalho e comiseração.
    o Juiz detalhou, em partes da peça jurídica em que negou a prisão dos líderes da Paralisação de Policiais e Bombeiros Militares, uma percepção pessoal do comando do coronel Franklin Pacheco a frente da Polícia Militar.
    Disse, entre outras coisas, textualmente que: “Temos à frente da instituição militar estadual um comandante de operosidade caracterizada por fragilidade que salta aos olhos de todos, mercê do despreparo de que padece referida autoridade para o cargo que exerce”.
    Esse mesmo Comandante que promoveu um assessor seu(bom oficial por sinal) extemporaneamente, a frente de dezenas de outros igualmente preparados e que ficaram desmotivados e desprestigiados pois, estudaram, investiram e acreditavam em suas qualificações, contudo não foram promovidos por não comungarem da bajulação da corte empossada por um Governo que jamais buscou elementos técnicos para tomar decisões sobre a Polícia Militar.
    Resultado disso??? Abram as janelas ou saiam às ruas e verão o medo e a incerteza no semblante de cada cidadão e vizinho seus… Todos sofrem por decisões políticas para cargos técnicos.
    Outro resultado disso também é a fragmentação das tropas de policiais militares e bombeiros militares que, aos poucos, começam a acreditar numa mudança sem precedentes e, um a um, engrossam o grito nos corredores da Assembléia Legislativa.
    E o Coronel Comandante Geral, ao enfrentar o movimento logo de início,no dia 22 de novembro, não se apercebeu que muitos não aderiram e ficaram nos quartéis a espera de suas palavras e convocação… Palavras essas que não vieram, assim como a água e a alimentação, pois ele estava despreparado para lidar com uma crise a qual deixou tomar consistência de greve.
    E esses mesmos que permaneciam no front e aguardavam seu Comandante, para reconhecer-lhes o esforço, aos poucos estão aderindo ao grito da maioria e estão deixando seus postos de resistência nas unidades… abandonados por quem não sabe nada sobre comandar e a quem ainda há pouco dedicavam lealdade por reflexo de formação.
    É senhores, reconhecimento é moeda rara para ser aguardada de quem não tem preparo. A tropa está cansando de não ter comandante e o comandante está, somente agora, saindo, muito a contra gosto, de seu gabinete refrigerado e conhecendo sua tropa aos farrapos, pena que somente após dois anos de cansaço…
    Lamento, por fim, que agora, que o barco esteja afundando e o Exército esteja tomando rédeas, outros Coronéis estejam querendo aderir à paralisação. Infelizmente, não por convicção, mas por medo que, com um novo rei, a corte se desvaneça e suas beneces e carreiras se acabem…
    Senhores, nós Oficiais e praças, não somos tolos! Estamos em greve por melhores salários e não por discernimento… A gente vê e entende perfeitamente o que está acontecendo.
    Todas as retaliações perpetradas, as falcatruas administrativas e as injustiças aos que ousavam se pronunciar estão cobrando seus preços!
    A tropa de elite do comandante(BME) já aderiu e agora os oficiais, lentamente, começam a desistir de lutar pelo que foram educados a serem fiéis e começam a pensar em um novo futuro, longe desses dinossauros despreparados..
    Um Oficial Policial o Militar

  2. Walter

    Hoje os Tenentes e Cadetes aderiram ao movimento que a cada dia fica mais forte. Amanhã com certeza mais oficiais e praças estarão se unindo aos que lá estam e os Coronéis, Comandantes da Policia e Bombeiro virão também. Disse desde o início, quanto mais tempo mais forte fica o movimento. A Governadora tem que resolver logo, pois a situação nas ruas só piora a cada dia.

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