Cultura / Educação

Secretário do Rio assume Cultura de Temer após 5 mulheres recusarem

O convite a Calero representa um recuo na iniciativa de colocar uma mulher na chefia do órgão. Nos últimos dias o governo interino sondou diversas, mas foi recusado por todas.

Do UOL
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O atual secretário municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero, será o novo secretário nacional de Cultura.

Ele foi convidado na noite da última terça (17) e, em seguida, informou o prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre sua intenção de aceitar o cargo. Mais cedo, Calero teve encontro com o ministro da Educação, Mendonça Filho, para anunciar sua decisão.

Nesta quarta (18), Calero está em Brasília para acertar os detalhes sobre a sua participação no governo. No início da tarde, ele foi ao Palácio Jaburu, em Brasília, para se encontrar com o presidente interino Michel Temer. Calero assume em meio a uma revolta da classe artística contra a extinção do Ministério da Cultura e sua integração ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).

O convite a Calero representa um recuo na iniciativa de colocar uma mulher na chefia do órgão. Nos últimos dias o governo interino sondou diversas, mas foi recusado por todas.

Cinco mulheres disseram ter sido sondadas para o cargo e o recusaram: a antropóloga Cláudia Leitão, a consultora de projetos culturais e coordenadora de curso de pós­graduação da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Eliane Costa, a atriz Bruna Lombardi, a cantora Daniela Mercury e jornalista e apresentadora Marília Gabriela, que, mesmo sem receber convite oficial, declinou da possibilidade.

Em entrevista coletiva, O ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, justificou o fim do Ministério da Cultura alegando que a existência de um ministério exclusivo para a área não seria garantia de recursos para a área. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18) durante uma entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto para apresentar o novo secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero. “O fato é que um ministério que cuida da Cultura não garante naturalmente recursos que possam ser alocados na área da cultura. Não é o nome ‘ministério’ que pode produzir a diferença”, afirmou.

A extinção do Minc e sua subordinação ao Ministério da Educação têm sido alvo de críticas de diversas entidades, artistas e até mesmo de políticos aliados ao presidente interino Michel Temer, como o ex-presidente José Sarney (PMDB), criador da pasta.

Mendonça Filho afirmou que a fusão das duas pastas dará mais “poder de fogo” durante negociações por mais recursos na definição do orçamento de 2017. “Toda a discussão orçamentária que será dada no Ministério do Planejamento e da Fazenda terá que ser considerada num bloco maior envolvendo. Para mim, isso fará com que se estabeleça vantagem no processo de negociação […] Vamos juntar para ampliar, não para diminuir”, afirmou.


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