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Socorrão I é denunciado à Polícia por expor pacientes à contaminação

Yglésio Moises.

Yglésio Moises.

Um enfermeiro do Hospital Djalma Marques, o Socorrão I, registrou boletim de ocorrência na polícia na noite deste sábado (1º) para denunciar condições insuficientes de atendimento da unidade de saúde, que recebe pacientes oriundos de todas as partes do estado. Segundo o documento, lavrado no Plantão Central da Beira-Mar, o setor do hospital conhecido de Central de Material e Esterilização (CME) não funciona há de 11 dias.

A Central de Material e Esterilização é uma unidade de apoio técnico, a qual se propõe a prestar um serviço, que possa assegurar o controle, preparo e esterilização de artigo médico hospitalares, assim como a distribuição de material estéril para todo o hospital, garantindo a qualidade e contribuindo para a prevenção e controle da infecção hospitalar.

Sem o funcionamento desta unidade, os índices de infecção pós-operatória podem aumentar bastante, e é possível que alguns pacientes podem ter vitimados sem saberem já que o hospital não vem realizando o chamado “teste biológico”.

Ao denunciar o caso à polícia, o enfermeiro fez um alerta afirmando que todas as operações e cirurgias realizadas no Socorrão I estão ocorrendo sem garantias adequadas. “Os médicos e a equipe não conseguem saber se os instrumentais e roupas estão eficientemente esterilizados para serem usados nas cirurgias”, alertou.

No Boletim de Ocorrência, o comunicante afirma ainda que a enfermeira Luana, Chefe da Central de Material e Esterilização; a Coordenadora, Rafaela; a Diretora de Enfermagem, Nilmara; e o Diretor do Socorrão I, Yglésio Moyses, estão cientes dos riscos de contaminação naquela unidade.

PACIENTES PODEM TER SIDO CONTAMINADOS – Outro fato gravíssimo denunciado à policia na noite deste sábado (1º), é com relação à possível contaminação de mais de 25 pacientes que se submeteram a procedimentos cirúrgicos no período de 12 a 17/05/2013. No entanto, os números de infectados podem ser ainda maior, já que a central não funciona a mais de 11 dias. Especula-se que mais de 100 pacientes pode ter sido contaminado neste período. A denúncia engrossa a lista de reclamações sobre a unidade hospitalar desde o começo do ano.

DIRETOR RESPONDE A PROCESSOS – Essas denúncias só reforçam a enxurrada de processos envolvendo o diretor da unidade. Yglésio responde a processo administrativo; investigação no MP (nº 631), por ter usado indevidamente a imagem de uma criança que ele atendia no setor de cirurgia em sua página na internet. Ele também coleciona investigação no Conselho Regional de Medicina (CRM), aberto no início deste ano com o número (0006/2012).

Recentemente, Yglésio voltou a se envolver em mais uma polemica, onde foi acusado de usar o Twitter para promover bullying com filho menor do jornalista Luís Cardoso. Por conta disso, o diretor Socorrão I foi obrigado a deixar suas contas e perfis nas redes sociais. Atitudes como essas provam a incapacidade administrativa de que não tem condições de dirigir um hospital do porte do Socorrão I. Confira abaixo o BO:

B.O


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