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Flávio Dino e Márcio Jerry “enterram” Waldir Maranhão

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O secretário de Comunicação e Assuntos Políticos do Estado, Márcio Jerry, mais uma vez faz jus ao apelido de “Coveiro”, como é conhecido em Imperatriz, ao conseguir juntamente com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ter a capacidade de afundar o presidente interino da Câmara, o deputado federal Waldir Maranhão.

Os comunistas cobiçaram de todas as formas e conseguiram fazer Maranhão votar contrário ao processo de admissibilidade do impeachment no dia 17 de abril.

Não satisfeitos, levaram o deputado do PP para uma armadilha, diga-se passagem de muito mal gosto, na última segunda-feira (09), na tentativa de anular o processo de abertura do impedimento de Dilma, aconselhado por Flávio Dino, e horas depois revogou a anulação.

Dino e Jerry simplesmente “enterraram politicamente” Waldir Maranhão e sua sobrevivência na Câmara Federal. E isso, sem sombra de dúvidas, não tem valor que pague.

As orientações dadas pelo governador e seu auxiliar a Waldir Maranhão no impeachment gerou um desconforto na família do parlamentar que vive momentos de hostilização nas ruas e redes sociais.

Em consequência de tais atitudes intempestivas tomadas, Maranhão corre sério risco de ser expulso do seu partido, o Partido Progressistas. Ele foi até ameaçado pela bancada do PP para que renunciasse ao cargo de vice-presidente.

Waldir Maranhão deverá também ser investigado pela Comissão de Ética da Casa por abuso de poder. Tudo isso é resultado dos conselhos de Flávio Dino, que queria de todas as formas barrar o impeachment.


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Maranhão deixa partidos sem resposta sobre permanência na presidência da Câmara

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­Acabou ao meio-­dia o prazo dado por líderes partidários para que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PPMA), renunciasse ao cargo. Líderes do PPS, DEM e PSDB dizem que não aceitam a solução proposta pelos partidos do “centrão”, na qual Maranhão permaneceria no cargo sob “tutela” de outros membros da Mesa Diretora. Ontem, Maranhão avisou que não abriria mão do cargo e, até o momento, não deu sinais de que mudou de ideia.

Em conversas com líderes da nova base aliada do governo, o presidente da República em exercício Michel Temer pediu uma solução rápida para o impasse em relação a Maranhão e manifestou o desejo de que a normalidade na Câmara seja prontamente restabelecida. “Ele disse que, de fato, temos de resolver rapidamente”, revelou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

O PTB, PSD, PR passaram a discutir a possibilidade de aceitar a permanência de Maranhão na presidência, desde que
os membros da Mesa Diretora conduzissem os trabalhos, deixando-­o “reinando”, mas sem poder de “governar”.

Assim, o pepista seguiria na função, mas sob orientação principalmente do primeiro­secretário Beto Mansur (PRB­SP).
As sessões plenárias seriam presididas por Mansur e a pauta de votações coordenada pelos líderes. A avaliação é que a proposta dos partidos do “centrão” tem por trás o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), que tentaria assim manter o controle sobre os rumos da Câmara.

PSDB, PPS e DEM buscam agora alternativas para tirar Maranhão do cargo. Uma delas é a representação por quebra de decoro parlamentar encaminhada à Mesa Diretora e que pode chegar hoje ao Conselho de Ética, mas o trâmite seria longo. Outra opção seria a apresentação de uma questão de ordem em plenário ou consulta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para declarar a vacância do cargo.

Há também a possibilidade de se colocar em votação o projeto de resolução apresentado ontem pelo deputado Roberto Freire (PPS­SP) para declarar a vacância do cargo de presidente da Câmara.

“Não queremos judicializar ainda, mas se for necessário vamos ao Supremo Tribunal Federal”, avisou o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). O deputado do Amazonas avisou que, enquanto Maranhão estiver no cargo, não haverá trégua.

O entendimento dos líderes é que a Casa não pode conviver com a interinidade na presidência, principalmente no início do governo de Michel Temer, quando são esperados projetos para retomada do crescimento econômico. Os deputados dizem que Maranhão “é um vexame”, que se desmoralizou com a tentativa de anular a votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e se desqualificou para comandar a Câmara.

Eles defendem a restauração da “normalidade” dos trabalhos legislativos e insistem que Maranhão não é uma boa solução. “Neste momento grave da vida nacional, temos de encontrar rápido uma solução”, defendeu o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA). Os líderes sequer vislumbram a possibilidade de Maranhão presidir as sessões plenárias na primeira semana de governo Temer. “A Casa não pode ser presidida por quem não tem condições de presidir”, disse Bueno.

Do O Estadão de São Paulo


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Cover de Waldir Maranhão faz sucesso na internet

Após o deputado federal e presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão ter sido conhecido internacionalmente por tentar anular e depois revogar a anulação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, vários memes já foram criados e publicados nas redes sociais por internautas do Brasil todo.

No estado do Maranhão não foi diferente. Um cover do parlamentar, identificado apenas como Boré, natural da cidade de Balsas, já está fazendo sucesso na internet com seu bigode e aspecto físico muito parecido com o do deputado federal. Em seus vídeos, Boré dança em ritmo de forró.

Um meme feito com a foto de Boré também tem tido repercussão. O criador da foto pegou a imagem do cover de Waldir Maranhão, colocou o rosto do parlamentar e escreveu em sua barriga bastante avantajada: Não vai ter golpe.

Veja abaixo as fotos e os vídeos registrados:

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Meme de Waldir Maranhão.

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Foto original do cover de Waldir Maranhão.


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Waldir Maranhão recebeu salário como ‘professor fantasma’ até 2015

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Waldir Maranhão saiu do meio acadêmico para se tornar deputado federal, mas o meio acadêmico não saiu dele. Ao menos de sua conta bancária. Nos dois últimos anos, apurou o Estado, o presidente interino da Câmara atuou paralelamente como “professor fantasma” da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), recebendo silenciosamente salários mensais, tudo forma absolutamente irregular. Eram cerca de R$ 16 mil por mês. Os pagamentos, realizados entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2015, somaram a quantia de R$ 368.140,09.

É crime. Por lei, qualquer servidor público que assume cargo de deputado tem que pedir o afastamento imediato de sua função inicial para, então, exercer seu mandato e ser remunerado exclusivamente por ele.

O deputado Waldir Maranhão (PP­MA) sabia disso. Tanto que, em 2006, quando foi eleito pela primeira vez, largou a universidade estadual, onde exerceu cargos como os de professor e reitor por 21 anos, e teve seus salários automaticamente cortados. A situação permaneceu assim durante sua primeira legislatura, mas não chegaria ao fim da segunda, iniciada em 2010, quando foi reeleito. Antes que o novo mandato acabasse, Waldir Maranhão voltaria a figurar na lista de professores ativos da Uema, ainda que virtual.

Em fevereiro de 2014, o presidente interino da Câmara voltou a receber seus rendimentos por serviços acadêmicos que não prestava, com o dinheiro caindo diretamente em sua conta corrente. Se a volta desses pagamentos partiu ou não de um pedido seu, o fato é que Maranhão não comunicou nada à universidade ou mesmo à Secretária Adjunta de Gestão de Pessoas (Sagep), que executa os repasses do governo maranhense para seus órgãos públicos.

Quando foi eleito para o terceiro mandato, iniciado em janeiro de 2015, o deputado teve uma “nova chance” de esclarecer que estava recebendo salários de forma irregular. Não o fez. E os salários continuaram a pingar religiosamente em seu bolso, até dezembro de 2015, quando a festa teria fim, por conta de uma auditoria interna da universidade.

Todas as informações foram confirmadas pela reitoria da Uema ao Estado. Os salários do professor fantasma Waldir Maranhão Cardoso só deixaram de ser pagos no fim do ano passado porque a universidade decidiu passar um pente-­fino em sua folha de pagamento em dezembro. “Foi quando vimos que o nome do professor Waldir Maranhão estava lá, realmente de forma irregular”, disse à reportagem o reitor da Uema, Gustavo Costa, que assumiu o comando da instituição em janeiro de 2015.

Assim que foram descobertos, os pagamentos cessaram. A Uema, segundo Costa, notificou Waldir Maranhão para que ele devolva aos cofres do governo, com juros e correção monetária, todo dinheiro que recebeu de forma irregular nesse período. “Meu entendimento é de que ele realmente teria que ter comunicado que recebia os salários. Houve dano financeiro”, afirmou Costa.

A reitoria da Uema afirmou que a inclusão de Waldir Maranhão na folha de pagamento da instituição partiu da Secretária Adjunta de Gestão de Pessoas do Maranhão. A Sagep, no entanto, negou ser responsável por isso e declarou que a inclusão é feita pela própria área de recursos humanos da universidade, que tem acesso ao sistema de pagamento. “É uma autarquia que tem autonomia administrativa e financeira. Nós processamos a folha conforme aquilo que a Uema coloca no sistema. Nós não temos que dizer quem vai ou não receber. É responsabilidade da Uema”, rebateu Adriane Ferreira, secretária da Sagep.

Nem a universidade, nem a secretaria, porém, falaram sobre a evidente necessidade de se instalar um processo administrativo para apurar o caso. Não há, também, qualquer tipo de punição sendo avaliada. Como muitas universidades estaduais, a Uema enfrenta graves dificuldades financeiras. Seu orçamento tem que dar conta de atender 23 mil alunos, 908 professores, 437 servidores e, se sobrar alguma coisa, bancar seus projetos.

A falta de recursos da instituição, que está em atividade há 35 anos, já levou ao adiamento de reformas e obras que estavam previstas para este ano. A abertura de oito novos cursos de graduação, que se somariam a outros 86, também teve de ser abandonada, por conta do esvaziamento dos cofres. Um centro tecnológico seria erguido neste ano. Ficou para o ano que vem. “Tivemos que adiar. Temos que tentar manter as contas equilibradas”, comentou o reitor.

Waldir Maranhão foi questionado sobre as irregularidades que cometeu, mas não se manifestou. Reportagem do Estado revelou que Maranhão está com quatro imóveis penhorados por dar calote em serviços de propaganda que contratou em 2010. Ele desrespeitou um acordo judicial, paralisando pagamentos de uma dívida de R$ 1,3 milhão.

Do Estadão de São Paulo


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Gilmar Mendes afirma que decisão de Waldir Maranhão foi ‘regada a pinga’

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Ministro do STF, Gilmar Mendes.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (10) que viu uma notícia de que a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a sessão do impeachment foi “regada a muita pinga”, o que, para Mendes, “explica um pouco o ato”.

Mendes deu a declaração ao chegar, no início da tarde, para julgamentos das turmas do STF. Ele foi questionado por jornalistas sobre a decisão de Maranhão, anunciada nesta segunda.

“É interessante, né (risos)? Hoje eu vi uma notícia no [jornalista] Claudio Humberto dizendo que isso foi regado a muita pinga, vinho. Isso até explica um pouco, né? É, está muito engraçado isso. Estranho, né? Muito estranho”, afirmou o ministro.

A decisão de Maranhão causou turbulência política nesta segunda. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ignorou o ato do deputado e manteve a votação que vai decidir sobre abertura do processo de impeachment contra Dilma para esta quarta-feira (11). Calheiros chegou a dizer que Maranhão estava brincando com a democracia. Já na madrugada, o presidente interino da Câmara voltou atrás e revogou a anulação.

Por causa da tentativa de anular o processo de impeachment, líderes partidários decidiram discutir uma maneira de tirar Maranhão da presidência interina, ocupada por ele desde a semana passada, quando o então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado do cargo pelo STF.

G1, Brasília


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Waldir Maranhão pode perder a própria casa em São Luís

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O homem que virou o mundo político de cabeça para baixo nesta segunda-feira (9), ao pedir o cancelamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e voltar atrás, corre risco de perder sua própria casa, localizada em um bairro nobre de São Luís, por ter dado o calote em uma conta de R$ 1,3 milhão de sua campanha eleitoral de 2010, quando concorreu e venceu a disputa para deputado federal.

Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara, está com quatro imóveis penhorados pelo Tribunal da Justiça do Maranhão, ou seja, prestes a irem a leilão para que a dívida seja paga. A decisão de penhora foi tomada em 11 de março pela 11ª Vara Cível do Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís. Sua casa, em região nobre da capital, poderá entrar no pacote para pagar a conta, caso os imóveis penhorados não sejam suficientes.

A vítima do calote é a Quality Gráfica e Editora, empresa pequena que cuidou das propagandas, santinhos e faixas que o deputado espalhou pela capital maranhense. Já eleito, não pagou a conta. Uma série de cobranças e tentativas de negociação foi feita, até que a empresa decidiu ir à Justiça. Passaram-se três anos, quando, perante o juiz, Maranhão e seus advogados fizeram um acordo com a gráfica.

Em 2013, ele assumiu o compromisso de quitar a conta de R$ 1,3 milhão. No acordo, pediu que os pagamentos pudessem ser feitos em 24 parcelas de R$ 60 mil por mês. As primeiras parcelas foram quitadas, mas, poucos meses depois, Maranhão decidiu que não pagaria mais a conta.

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As informações foram confirmadas pelo advogado da Quality Fabio Henrique de Jesus Franca. “A dívida tem por origem serviços gráficos de campanha de 2010. Os serviços foram contratados, mas não foram pagos, o que obrigou a empresa a cobrar o débito judicialmente”, afirmou. “Após a realização da primeira audiência foi celebrado um acordo entre as partes. Contudo, passado alguns meses, o acordo foi descumprido. Isso nos obrigou a dar seguimento no processo de execução que, atualmente, se encontra na fase de penhora de bens.”

A decisão foi tomada dois meses atrás pelo Tribunal de Justiça, para que seja pago um saldo restante de R$ 821,2 mil.

Nas declarações de bens feitas por Maranhão à Justiça Eleitoral em 2014, não constam todos esses imóveis. O deputado declarou, na ocasião, ter apenas a casa onde vive e cotas imobiliárias de dois imóveis. Em sua prestação de contas, estima que sua residência vale R$ 350 mil. O total de bens declarado, somadas as cotas imobiliárias, chega a R$ 813 mil, valor inferior à dívida que tem de pagar para a gráfica.

Do Uol


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Reunião que iria discutir a expulsão de Waldir Maranhão do PP é adiada

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O deputado federal e presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, tem até amanhã (11) para decidir se renuncia ou não ao cargo de vice-presidente da Casa. A reunião da Executiva do PP, que poderia decidir já nesta terça­-feira sobre a expulsão de Maranhão (PP-MA) do partido, foi adiada porque o parlamentar pediu prazo para pensar sobre a renúncia.

A proposta de renunciar ao posto de vice-presidente foi levada pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ) a Waldir. Se aceita, serão convocadas novas eleições para decidir que fica com o cargo. “Pedi a ele que renuncie à vice-presidência. Ele disse que iria pensar e que daria resposta até a manhã de quarta”, disse o parlamentar.

As condições de Maranhão de presidir a Câmara se deterioraram depois que ele tomou a postura de anular a decisão da Casa de dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Diante da forte repercussão negativa da medida, o deputado revogou a própria decisão, na madrugada desta terça (10).

Na época da votação no plenário da Câmara, o PP fechou questão pela aprovação da continuidade do processo de afastamento. Quando há o fechamento de questão, deputados podem ser punidos se descumprirem a decisão partidária. Apesar disso, Maranhão votou contra a continuidade do impeachment.


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Líderes da Câmara discutem meios para afastar Maranhão da presidência

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Líderes dos partidos com representação na Câmara discutiram, em reunião realizada nesta terça-feira (9), alternativas para afastar o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) do comando interino da Casa. As lideranças da oposição estão revoltadas com o parlamentar maranhense por conta do ato que ele editou nesta segunda-feira (9), sem consultar os deputados, tentando anular a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara.

Os líderes do PMDB, do PP e do PPS relataram que uma das possibilidades sob análise é tentar convencer Waldir Maranhão a renunciar ao posto de primeiro vice-presidente em troca de acordo para evitar a cassação de seu mandato pelo Conselho de Ética. Nesta segunda (9), DEM e PSD protocolaram uma representação no colegiado para que seja aberta investigação sobre suspeita de abuso de poder no ato que tentou anular a sessão do impeachment.

Nesta hipótese, o segundo vice-presidente da Casa, deputado Fernando Giacobo (PR-PR), assumiria interinamente a presidência da Câmara.

Outra opção discutida é plenário afastar Maranhão da primeira vice-presidência. Neste caso Giacobo também assumiria o comando da Câmara.

“Na Casa legislativa, o plenário é soberano. Acho que há fundamento para o plenário, se tiver maioria, decidir. Pode decidir afastá-lo da posição de interino. Tirá-lo das funções de vice-presidente”, disse o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ).

Para o peemedebista, Giacobo “goza, nesse momento, de melhor relação com a Casa”. As condições de Maranhão de presidir a Câmara se deterioraram depois que ele tentou anular a decisão da Casa de dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Diante da forte repercussão negativa da medida, Maranhão revogou a própria decisão, na madrugada desta terça. Antes de participar da reunião de líderes, o líder do PP, Aguinaldo Ribeiro, disse que o partido poderá negociar com Maranhão para que ele renuncie. Segundo ele, a bancada da legenda decidiu pedir à Executiva do partido que instaure processo de exclusão do deputado da legenda. Se Maranhão aceitar renunciar, a penalidade aplicada pelo PP pode ser mais branda.

G1, Brasília


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Waldir Maranhão deve assumir presidência estadual do PT

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As atitudes intempestivas do deputado federal e presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, em anular e depois revogar a anulação do processo do impeachment, irão ter consequências bastantes drásticas para o parlamentar.

Entre elas estão, a expulsão do Partido Progressista (PP) e a exoneração do seu filho do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), que já foi consumada. Maranhão corre sério risco de ser afastado da Presidência da Câmara, e para completar, acelerou a análise de inquéritos contra si no STF.

No entanto, o deputado já se assegurou politicamente antes mesmo de ter dado o seu voto contrário ao impedimento da presidente Dilma Rousseff, no dia 17 de abril.

Maranhão se encontrou no hotel em Brasília com o ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, antes do dia da votação de abertura do processo de afastamento, no Congresso. Nesse encontro, ficou acertado que o deputado votaria contra, mas ficaria com a presidência do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), no Maranhão. Lula, ainda ofereceu uma legenda menor, mas Waldir não cedeu.

Segundo fontes do Blog do Neto Ferreira, o parlamentar já sabia que sofreria tais retaliações referidas acima por parte do seu partido – o Partido Progressista, uma vez que a legenda é favorável ao impeachment-, ao votar contra o afastamento de Dilma e que seria expulso do PP, após anular e depois revogar a anulação do processo de impedimento na Câmara.


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Partidos entram com pedido de cassação de Waldir Maranhão

12/01/2012. Crédito: Neidson Moreira/OIMP/D.A Press. Brasil. São Luís - MA. Tadeu Palácio e Waldir Maranhão, presidente do Diretório Estadual do Partido Progressista - PP, durante lançamento da pré-candidatura de Tadeu Palácio à prefeitura de São Luís.

O cerco está se fechando para o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão. A decisão dele de anular a votação do impeachment incomodou e indignou os parlamentares. As reações contrárias à decisão de Maranhão já estão acontecendo.

O Partido Popular Socialista (PPS) e o Democratas (DEM), por exemplo, vão pedir a cassação do mandato de Waldir Maranhão ao Conselho de Ética da Câmara. Os partidos alegam quebra de decoro parlamentar e abuso de poder por parte do presidente interino.

A Consultoria Jurídica do Democratas ingressará ainda hoje com representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para cassar o mandato de Maranhão, tendo como base a ilegalidade do ato praticado hoje e que resultou na suspensão do processo de impeachment de Dilma Roussef.


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