Política

Mal toma posse e Maranhão já usa avião da FAB para viajar para São Luís

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Com a ida de Rodrigo Maia para o Palácio do Planalto, onde substituirá Michel Temer, que está em viagem à China, Waldir Maranhão assumiu interinamente a presidência da Câmara dos Deputados na noite da quarta-feira (31).

Mas Maranhão parece não ter apego à cadeira que já ocupou ao substituir Eduardo Cunha.

Na manhã desta quinta-feira (1º), Maranhão não despachou no gabinete da presidência. No começo da tarde, embarcou para São Luís. A viagem, claro, foi num jatinho da Força Aérea Brasileira, segundo sua assessoria. Afinal, o presidente da Câmara – ainda que interino – tem essa prerrogativa.

Da Revista Época


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Poder

Sob influência de Waldir Maranhão, estado recebeu R$ 6,1 milhões em repasses

Do Estadão de São Paulo

Waldir Maranhão.

Waldir Maranhão.

No primeiro ano em que a legislação eleitoral instituiu um teto de gastos para as campanhas, o presidente em exercício Michel Temer abasteceu o caixa das prefeituras com cerca de R$ 2 bilhões em convênios liberados em pouco menos de dois meses. Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados da Controladoria-­Geral da União, mostra que os valores foram transferidos a 2.448 municípios e se destinaram a 5.213 obras. O Maranhão recebeu R$ 6,1 milhões de repasses da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Alguns ministros aproveitaram a liberação para fazer agrados às bases políticas. Pastas como Transportes, Esporte, Desenvolvimento Social Agrário e Ciência e Tecnologia concentraram repasses nos Estados dos respectivos titulares.

O valor das liberações é equivalente a dois terços do que a presidente afastada Dilma Rousseff transferiu para administrações municipais entre janeiro e o início de maio: R$ 2,9 bilhões. Nos 133 dias em que foi a titular do cargo neste ano, a petista repassou R$ 21,8 mil, em média, diariamente, a 2 413 municípios. Temer, em 51 dias, transferiu, em média, R$ 38,1 mil por dia.

Os dados se referem a até 2 de julho, quando a legislação eleitoral impõe restrições aos repasses. O reforço no caixa ajuda a acelerar e concluir obras que podem ser vitrines para prefeitos que disputarão a reeleição ou seus candidatos em um ano em que as campanhas tendem a receber menos recursos. O Supremo Tribunal Federal vedou o financiamento de empresas às campanhas, e a reforma eleitoral aprovada no Congresso no ano passado instituiu, pela primeira vez, um teto de gastos.

Maranhão

O levantamento dos repasses a municípios mostra que, em alguns ministérios, o colégio eleitoral do titular da pasta não é determinante para as liberações, mas, sim, a influência política de lideranças regionais.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) teve seus repasses no governo Temer distribuídos predominantemente a dois Estados. Foram R$ 7,1 milhões (34,6%) para prefeituras do Piauí e R$ 6,1 milhões (29,7%) para o Maranhão. Sua área de atuação, contudo, também abrange Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. A concentração é explicada pelas influências do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do ex­-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP­-MA).


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Poder

Waldir Maranhão: “Não sei se serei lembrado”

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Os quase 500 deputados presentes no plenário da Câmara na madrugada de quinta-feira (14) ficaram surpresos quando, na empolgação pela eleição como novo presidente da Casa, o deputado Rodrigo Maia, do DEM, abraçou e levantou a mão de Waldir Maranhão, o interino que deixava o cargo. Meio sem jeito, Maranhão deu a outra mão ao primeiro secretário, Beto Mansur, do PMDB, e fizeram todos o tradicional levantar de braços comum às vitórias políticas.

Pela primeira vez, em dois meses de interinidade, Maranhão era aplaudido pelos colegas. Durante todo o período que exerceu a presidência, após o afastamento do titular, Eduardo Cunha, do PMDB, Maranhão só conseguiu comandar uma sessão – mediante acordo; em todas as outras, foi vaiado até deixar a mesa.

Tamanha ojeriza começou quando, num gesto tresloucado, Maranhão decidiu anular o impeachment da presidente Dilma Rousseff a dois dias da votação na Câmara. Não deu certo, é óbvio, e Maranhão teve de recuar. Mas o deputado que era pouco conhecido e tido como um bom piadista jamais foi perdoado. Sua curta gestão, tocada apenas do gabinete da presidência, sem exposição no plenário, foi marcada por vários recuos das próprias decisões. Livre do peso do cargo, no final da semana passada, Maranhão disse a ÉPOCA que tentou fazer “o melhor”. “Não sei se serei lembrado pela história”, disse. “Mas, ainda que eu não venha a ser lembrado, eu tenho a lembrança de que tentei fazer o melhor.”

ÉPOCA – Como ficará marcado seu período na presidência da Câmara?
Waldir Maranhão – Os dois meses em que passei aqui foram o equivalente a 20 anos. Sei que serei julgado por tudo o que fiz de certo e de errado, mas tenho certeza de que Deus me colocou aqui para mostrar humanidade para as pessoas, para ajudar o país a passar por esse momento. Um presidente da Câmara não tem de estar acima dos outros. Tem de ser igual aos outros, ouvir a todos. E isso eu fiz.

ÉPOCA – O senhor acha que teve sucesso em sua missão?
Maranhão – Vivi estes dois meses em meio com incertezas permanentes. Poucos deputados e presidentes se submeteram a tantas humilhações quanto eu. Mas tive de me resignar e recuar para tentar harmonizar a Casa.

ÉPOCA – Como o senhor acha que a história o retratará?
Maranhão – Não sei nem se serei lembrado pela história. Mas, ainda que não venha a ser lembrado, eu tenho a lembrança de que tentei fazer o melhor.

ÉPOCA – Por que o senhor recuou tantas vezes?
Maranhão – Não vejo problema em voltar atrás depois de ouvir as pessoas. Eu acho certo ouvir as pessoas.

ÉPOCA – Qual foi sua contribuição para o desfecho que se desenha para Eduardo Cunha?
Maranhão – Foi ajudar o Rodrigo Maia a se eleger. Decidi ajudar logo após a renúncia do Eduardo, depois de ver o centrão me hostilizando, me afrontando. Fui anarquizado por meu próprio partido, que me isolou e me excluiu. Hoje repousa sobre meus ombros um processo de expulsão por eu ter votado contra o impeachment.

ÉPOCA – E por que o senhor fez o que fez?
Maranhão – Tenho minhas convicções. Eu votei contra o impeachment porque é nisso que acredito. Fiz tudo de acordo com a Constituição. Votei, sim, contra o impeachment, mas a favor dos mais humildes.


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Poder

O confuso Waldir Maranhão volta ao anonimato

Da Revista Época

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O relógio marcava 18h25 quando o deputado Waldir Maranhão, do PP do Maranhão, se levantou. A televisão do gabinete estava desligada e seu único pertence era uma Bíblia que acabara de ganhar de uma funcionária da Câmara. Deu uma última mordida no biscoito de água e sal que repousava sobre sua mesa e bebeu um gole do suco de caju.

Essa refeição o sustentaria pelas próximas seis horas em que conduziria uma sessão completa na Câmara dos Deputados, pela primeira vez desde que assumiu o cargo de presidente interino, em 5 de maio, após o afastamento de Eduardo Cunha, do PMDB. “Errei querendo acertar. Poucos deputados e presidentes se submeteram a tantas humilhações quanto eu. Mas tive de me resignar, recuar para tentar harmonizar a Casa”, disse a ÉPOCA, após a eleição de Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro.

Para um deputado inexpressivo como Maranhão, herdar um período na presidência da Casa deveria ser o nirvana político. Mas tornou-se um inferno após um ato estroina, a “anulação” do impeachment da presidente Dilma Rousseff, 22 dias depois da votação na Câmara. Humilhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, que ignorou sua decisão, Maranhão voltou atrás menos de 24 horas depois. Mas a política não perdoa.

A partir daí, cada vez que Maranhão tentava presidir uma sessão, as vaias ecoavam no plenário. “Vossa Excelência não tem as condições mínimas para conduzir esta sessão”, repetiam os líderes. Maranhão ia-se embora correndo. Os deputados mais cordiais referiam-se a ele como “imbecil”.

Na quarta-feira que marcou o último dia dessa agonia, Maranhão manteve a rotina espartana que segue desde que chegou a Brasília, em 2007. Acordou às 6 horas da manhã, tomou um shake de whey protein e partiu para uma hora de caminhada pela quadra de seu apartamento. Na volta, depois do banho, tomou o café da manhã preparado por dona Maísa, funcionária que há seis anos o acompanha: ovos, café, iogurte e tapioca. Maranhão evita alimentos com glúten, come pouco e complementa a alimentação com cápsulas de nutrição.

Passou a manhã assistindo a telejornais. Não leu os jornais – aliás, nunca o faz: prefere a seleção de reportagens que seus assessores mandam por e-mail. Pouco antes do meio-dia, vestiu o terno azul-metálico e almoçou peixe com salada. Ao chegar ao gabinete da presidência da Casa, às 12h30, posou para uma foto com as copeiras. A sessão que elegeria seu substituto estava marcada para as 16 horas.

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Política

Waldir Maranhão pediu dinheiro para tentar se eleger líder do PP, afirma Youssef

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O doleiro Alberto Youssef afirmou em depoimento prestado à Polícia Federal que o presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), o procurou em 2011 e pediu dinheiro para se eleger líder do PP na Câmara. Segundo Youssef, o dinheiro seria para a compra de votos de outros parlamentares do partido. Também em depoimento à PF, Maranhão negou ter pedido ou recebido dinheiro.

A afirmação está em um depoimento prestado em junho do ano passado à PF, e que perdeu o sigilo nesta segunda-feira (11).

Após a suspeita de que Maranhão recebeu propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato, ele também teve de prestar depoimento à PF, no qual negou ter pedido ou recebido dinheiro de Youssef.

Aos delegados, Youssef explicou que a campanha para líder do PP custava entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões e que o voto dos deputados do PP custava entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, dependendo da importância do parlamentar.
Youssef diz no depoimento, sem dar maiores detalhes, que negou o pedido feito por Maranhão, mas que deu R$ 10 mil ao deputado na mesma reunião, também a pedido do parlamentar.

Além disso, o doleiro disse que viu Maranhão várias vezes no apartamento funcional do ex-deputado João Pizzolatti em “reuniões de entrega e distribuição de propina” para o PP.

O advogado de Pizzolatti negou a entrega de recursos no apartamento funcional do ex-deputado.

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Reunião
De acordo com Waldir Maranhão, também em depoimento à PF, a reunião com Youssef, a quem ele chama de “Primo”, não durou mais do que cinco minutos.

Segundo o presidente interino da Câmara, o nome de Youssef foi indicado como alguém que poderia ajudá-lo a conseguir apoio político de outros parlamentares do PP.

Ele nega que tenha pedido dinheiro mas diz que, após conversar rapidamente com o doleiro, decidiu retirar a candidatura à liderança do PP por recomendação de Youssef. No depoimento, porém, Maranhão não explica porque decidiu não concorrer ao cargo.

G1, Brasília


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Poder

Maranhão marca eleição do sucessor de Cunha para próxima quinta-feira

G1, Brasília

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O presidente em exercício da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), marcou para a próxima quinta-feira (14), às 16h, a eleição do substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no comando da Casa, informou a Secretaria-Geral da Mesa Diretora. A eleição será secreta e ocorrerá por meio do sistema eletrônico.

Os deputados que irão concorrer à sucessão de Cunha terão até as 12h da próxima quarta (13) para formalizar suas candidaturas. O eleito ocupará um mandato tampão até 31 de janeiro de 2017 – quando se encerraria originalmente o mandato do deputado do PMDB – e não poderá tentar a reeleição em fevereiro.

Eduardo Cunha renunciou à presidência da Câmara, no início da tarde desta quinta, por meio de um pronunciamento no salão nobre da Casa. Ele estava afastado do comando da Casa e do mandato de deputado federal desde 5 de maio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).


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Poder

Após renúncia de Cunha, Maranhão terá que convocar nova eleição para a Câmara

Do UOL

Maranhão

Após a renúncia do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estava afastado do mandato e da Presidência da Câmara por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), tem até cinco sessões em plenário para realizar uma nova eleição, segundo informações do secretário-geral da Mesa Diretora, Sílvio Avelino da Silva. O prazo começa a vigorar a partir desta quinta-feira (7).

Ele explicou que o procedimento do pleito será definido pelo presidente interino, e os candidatos poderão ser indicados até horas antes da sessão de votação. A gestão do próximo comandante do Legislativo vai até o dia 1º de fevereiro de 2017.

De acordo com o Regimento Interno, Maranhão continuará ocupando o cargo de 1º vice-presidente da Mesa mesmo após a votação. Porém, ele pode vir a se candidatar na eleição que definirá o substituto de Cunha.

Sílvio afirmou ainda que não há restrição quanto à participação de partidos e candidatos. A posse do novo presidente ocorrerá de forma imediata, logo após a votação, e publicada no Diário Oficial da Câmara dos Deputados.

Renúncia

A renúncia de Cunha foi anunciada pelo próprio no começo da tarde desta quinta. O parlamentar, que manteve o mandato e abdicou apenas do cargo de presidente, leu uma carta em que se defendeu das acusações de corrupção e se disse perseguido. Na companhia dos deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e João Carlos Bacelar (PR-BA), o peemedebista leu o documento com voz embargada e lágrimas nos olhos.

“Resolvi ceder aos apelos generalizados dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa [Câmara] está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra que não condiz com o que país espera de um novo tempo após o afastamento da presidente da República. Somente minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente”, declarou.

O deputado –que havia negado a renúncia em diversas ocasiões– demonstrou emoção ao falar das acusações contra sua mulher e filha, também investigadas pelo uso de contas na Suíça suspeitas de terem recebido propina do esquema de corrupção na Petrobras.


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Poder

Cunha acusa Waldir Maranhão de “interinidade bizarra”

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Ao se pronunciar, Eduardo Cunha fez a leitura da carta entregue à Câmara, dirigida ao presidente interino da Casa, o vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA).

“É público e notório que a Casa está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra, que não condiz com o que o país espera de um novo tempo após o afastamento da presidente da República. Somente a minha renúncia poderá pôr fim a essa instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente”, declarou.

Cunha afirmou que decidiu atender aos apelos “generalizados” dos apoiadores e renunciar porque a Câmara, segundo disse, está sem direção.

“Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvidas, inclusive, de que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment da presidente afastada. Tanto é que meu pedido de afastamento foi protocolado pelo PGR [procurador-geral da República] em 16 de dezembro, logo após a minha decisão de abertura do processo”, justificou, em referência ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, que se iniciou na Câmara sob a gestão dele.

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Política

Janot aponta Waldir Maranhão como lobista em fraudes na previdência

Folha de São Paulo

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Em petição ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-­geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que investigação deflagrada pela Polícia Federal detectou indícios de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP­-MA), e outros parlamentares “faziam o papel de ‘lobistas’ do esquema” suspeito de ter fraudado fundos de previdência de servidores de diversas prefeituras.

Datada de maio, a petição de Janot foi anexada ao inquérito aberto no STF, sob a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, para investigar Maranhão e mais três deputados federais. Os três últimos, porém, perderam o foro privilegiado e, por isso, não são investigados no mesmo inquérito.

No último dia 27, conforme a Folha revelou nesta segunda-­feira (4), o ministro do STF determinou, a pedido da Procuradoria, a quebra do sigilo bancário de Maranhão.

A decisão de Marco Aurélio também confirma que um dos investigados fechou acordo de delação premiada e prestou depoimento com menções negativas ao deputado. A delação está sob segredo de Justiça. Em petição, a Procuradoria afirmou que o papel dos parlamentares seria “o agenciamento de prefeitos para que estes se encontrassem” com um dos principais doleiros de Brasília, Fayed Antoine Traboulsi.

A respeito do presidente interino da Câmara, o órgão relatou que uma auditoria realizada nos fundos de previdência de servidores de diversos municípios apontou irregularidades em negócios fechados com os institutos
de Campo Grande (MS) e Aparecida de Goiânia (GO), “cujos prefeitos foram levados ao encontro de Fayed por intermédio de Waldir Maranhão”.

A Procuradoria chegou a essa conclusão após análise de telefones interceptados pela PF com ordem judicial durante a Operação Miqueias, de 2013. O material apontou dois tipos de aliciadores trabalhando no esquema, um formado por lobistas e outro por mulheres conhecidas como “pastinhas”.

Ambos os grupos tinham a tarefa de convencer os prefeitos e os fundos de previdência dos servidores a investirem em papéis podres, ou seja, de valor superestimado, que logo mais gerariam prejuízo aos fundos. Em troca, os agentes públicos recebiam “vantagens indevidas”.

A PF afirma que mais de R$ 50 milhões foram desviados dessa forma. As reuniões entre o grupo do doleiro Fayed e os prefeitos ou seus representantes ocorriam, segundo a investigação, na sede da Invista Investimentos Inteligentes em Brasília, administrada por Traboulsi, pelo ex-policial civil do DF Marcelo Toledo Watson e o pelo empresário Carlos
Eduardo Carneiro Lemos.

Em relatório entregue à Justiça Federal do Distrito Federal em 2013, a Polícia Federal apontou que os elementos obtidos na apuração “indicam que essas visitas tenham por propósito o oferecimento de aplicações financeiras para os respectivos regimes próprios municipais” e que, em troca, era oferecida “alguma vantagem aos prefeitos”.


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Judiciário

STF ordena a quebra do sigilo bancário de Waldir Maranhão

Folha de São Paulo

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello ordenou a quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP­MA), após a Procuradoria­-Geral da República apontar, em petição, “fortes indícios” de envolvimento do parlamentar em fraudes com institutos de previdência de servidores públicos.

A decisão, tomada no dia 27, indica que a investigação está vinculada a declarações de um colaborador em delação
premiada que tramita em segredo no STF. O acordo de delação foi encaminhado em novembro de 2013 pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e homologado por Marco Aurélio em março de 2014.

Segundo a PGR, há suspeitas de que Maranhão, “mediante recebimento de vantagem indevida, teria atuado em diversas prefeituras em favor de esquema fraudulento de investimento nos regimes de Previdência” de prefeituras.

A investigação no STF é um desdobramento da Operação Miqueias, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2013 com ordens de 27 prisões e 75 buscas e apreensões concedidas pelo desembargador do TRF Cândido Ribeiro. A PF detectou uma rede de empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro que estariam sob controle de um dos principais doleiros de Brasília, Fayed Antoine Traboulsi.

O grupo, segundo a PF, usava contas bancárias “de empresas fantasmas ou de fachada, cujos quadros societários são compostos por ‘laranjas'” e fazia “saques em espécie por interpostas [intermediárias] pessoas”.

A PF apontou que o dinheiro que alimentava essas contas estava relacionado à venda, por corretoras de valores, de títulos a diversos fundos de previdência estaduais e municipais. Segundo a PF, o esquema usava vendedoras de títulos, conhecidas como “pastinhas”, para cooptar prefeitos e gestores dos fundos de previdência a fim de adquirir papéis podres –sem valor de mercado, que a curto e médio prazos gerariam prejuízos aos fundos.

Em troca da aquisição, a quadrilha remunerava os agentes públicos com dinheiro e presentes. A PF estimou um desvio de R$ 50 milhões. O nome de Maranhão surgiu na investigação a partir da interceptação de telefonemas de Fayed. Em um dos diálogos, o parlamentar aparece como alguém que apresentaria o doleiro a agentes públicos que poderiam fazer
negócios de interesse do grupo. Em gravação, o doleiro diz que ele e Maranhão poderiam “fazer um negócio bom”.

Em maio passado, a revista “Veja” afirmou que um delator teria dito que Maranhão recebeu R$ 60 mil por ter intermediado uma compra de títulos do fundo previdenciário de Santa Luzia (MA).


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