Poder

Vigilantes do IBAMA entram em greve nesta sexta-feira, em Santa Inês

A situação está insustentável para os vigilantes que prestam serviços ao IBAMA em Santa Inês. Com salários e tickets atrasados há pelo menos dois meses, a categoria resolveu cruzar os braços nesta quinta-feira (3), por tempo indeterminado.

Há uma semana, o sindicato dos vigilantes (SINDVIG-MA) encaminhou um ofício ao órgão federal, comunicando a paralisação das atividades dos trabalhadores e justificando as pendências salariais como motivo da greve. O IBAMA recebeu o ofício, mas não deu um posicionamento sequer à categoria.

Conforme o documento abaixo, os atrasos salariais são recorrentes na unidade, o que compromete a sobrevivência das famílias dos trabalhadores, que dependem, exclusivamente, dessa renda. Os vigilantes estão revoltados com a situação e só devem retornar às atividades quando as pendências forem regularizadas.

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Brasil

Vigilantes farão paralização em ato de protesto

Bancos, hospitais, escolas públicas e privadas estarão sem vigilância privada no dia 1° de fevereiro (sexta-feira) no Maranhão, e em todo o país. Será a paralisação nacional de 24 horas pelo pagamento do adicional de periculosidade (ou de risco de vida) de 30%. No Maranhão, o protesto será coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Vigilância (Sindvig-MA), filiado à Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), e os manifestantes se concentrarão na praça Deodoro, em frente à Biblioteca Pública, a partir das 8h.

Após anos de luta dos vigilantes de todo país, o adicional de periculosidade de 30% foi aprovado e sancionado em dezembro do ano passado. É a Lei 12.740 ou Lei Fernando Maia, autor do projeto. Mas as empresas se recusam a pagar. Dizem que a Lei precisa da regulamentação do Ministério do Trabalho e que terão prejuízos. Em alguns estados, no entanto, as empresas já estão pagando.

No Maranhão, há alguns anos, o Sindvig-MA conquistou durante campanhas salariais o pagamento gradativo do adicional de periculosidade. Hoje o índice está em 11%. Com a lei federal esse valor subirá mais do que o dobro.

Segundo o presidente do Sindvig-MA, Luís Gonzaga Sá, pela sondagem efetuada pela entidade, “a classe patronal pretende seguir o mesmo discurso de espera da regulamentação”. “Não vamos aceitar. Cresceu o risco da atividade profissional de vigilância e o valor cobrado pelas empresas das contratantes. Nada justifica que não seja cumprida a lei”, argumenta o sindicalista. “No dia 1°, será um dia sem banco aberto, sem transporte de dinheiro para caixas eletrônicos, sem vigilância em escolas e hospitais”, conclui Gonzaga. Ele diz que se as empresas não recuarem, os vigilantes podem decretar greve geral por tempo indeterminado em todo território nacional.


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