Política

Fernando Fialho será imprensado na Assembleia Legislativa

Depois das graves denúncias da bancada oposicionista a respeito do convênio fantasma firmado entre o governo estadual e o grupo Vera Macieira, os parlamentares de oposição tiveram recentemente acesso ao documento original do convênio que, a priori, melhoraria os acessos ao município da Raposa, Maranhão.

Desde que os deputados de oposição iniciaram as apurações e denúncias, o secretário de estado do Desenvolvimento Social, Fernando Fialho, emitiu duas notas oficiais que até agora confirmaram todas as acusações feitas pela bancada oposicionista.

“O secretário insiste em dizer que houve erro de digitação na publicação do lugar das obras e que o convênio é para vários municípios. Agora que estamos com o convênio em mãos, comprovamos que não houve nenhum erro. No convênio original, rubricado e assinado por Fialho, consta que as obras são destinadas ao município da Raposa”, denunciou o líder da oposição Rubens Jr.

Com isso, Fialho será imprensado nas paredes na Assembleia Legislativa.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Política

Tremei, clã Sarney! Esquema no convênio de R$ 4,9 milhões é comprovado

Foi constatado, in loco, no município da Raposa, na tarde desta quarta-feira (05), a inexistência de obras de melhorias no acesso ao povoado “Trechos”, localidade desconhecida pelos moradores, pelos Correios e que não foi encontrada pelos deputados de oposição durante a vistoria.

O convênio, no valor de R$ 4,9 milhões, foi firmado entre o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), e o “Grupo de Ação Social Vera Macieira”, que não existe em todos os endereços informados e vistoriados pela Comissão.

Após constatarem a inexistência da associação conveniada e da localidade beneficiada e a não realização das obras, os deputados decidiram que convocarão o secretário estadual de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho, para explicar o caso na Assembleia Legislativa do Maranhão. Outra providência urgente será pedir a suspensão do restante do convênio junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ingressar com representação no Ministério Público.

Em documento consta que a Associação Vera Macieira seria registrada na Rua do Cacau do bairro Pirâmide. Porém, não foram encontrados nem sinais da associação. E mais: os moradores garantiram desconhecer a existência dessa entidade, nunca ouviram falar no povoado “Trechos” e, muito menos, em obras de melhoramento de acesso naquelas proximidades.

Segundo o motorista Robson da Nóbrega, um dos supostos terrenos que
pertenceria à associação foi vendido por ele há dez anos para uma pessoa chamada Lurdes, que havia informado intenção de construir no local uma entidade social, mas que nunca iniciou obra nenhuma. O espaço foi apenas murado e só acumula mato e lixo.

Othelino Neto (PPS/MD), Rubens Júnior (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB) foram também ao prédio Sousa Center, na Beira-mar, e encontraram a sala 106, que seria outra sede da inexistente associação, fechada, desabitada e sem móveis. Comerciantes que trabalham no local também nunca nem ouviram falar da “Associação Vera Macieira”.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.