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Empresa pode ter participação indireta na morte de jovem que caiu de prédio na Cohama

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A morte da jovem Rafaella Santos, na noite da última terça-feira (07), que caiu de um prédio abandonado, localizado no retorno da Cohama, tem gerado vários debates acerca das causas reais da tragédia. E, as atenções estão viradas apenas para quem estava no local no momento do acidente e para o fato em si.

No entanto, o ângulo de visão tem que ser aberto e focar, também, na empresa proprietária do prédio, que é a telefonia OI.

Até o momento, ninguém cogitou a hipótese de que a empresa pode ter participação indireta na morte da jovem, pois ela é responsável pelo prédio que está abandonado há mais de 10 anos e tem o direito de guardar o patrimônio.

Sem segurança, o local vem servindo de abrigo para moradores de rua, para realização de “festas” promovida por jovens, que buscam aventuras radicais, para prática de rapel, além de ser ponto de encontro de motoqueiros e refúgio para usuários de drogas.

Com o descaso, outros acidentes já aconteceram no “esqueleto abandonado”, porém nenhuma autoridade tomou qualquer atitude para evitar que mais uma tragédia ocorresse. Infelizmente!

Além do falecimento da jovem, é necessário que os órgãos competentes apurem, também, as responsabilidades da empresa proprietária do prédio abandonado.

As causas da morte de Rafaella devem ser investigada afundo pela Polícia Civil como homicídio.


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Mãe do atacante Ananias se revolta: “Foi por causa do dinheiro?”

Globoesporte.com

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Pela primeira vez após a morte do filho, o atacante Ananias, uma das 71 vítimas do acidente envolvendo o voo da Chapecoense, Rosa Lia falou com a imprensa. No dia da tragédia, a mãe do jogador foi hospitalizada duas vezes e, recuperada, não esconde a indignação com a possibilidade de o acidente ter ocorrido por causa da falta de combustível.

– Eu acho um absurdo como pôde perder tantas vidas com um erro desse. Eu digo: ‘O que foi? Foi dinheiro que falou para esse cara botar combustível nesse avião?’ Foi por isso? Foi por isso que se foram tantas vidas? Uma vida humana não tem preço. Uma dor que estou sentindo no coração, não tem dinheiro que apague. Assim como todas as outras mães. Como a gente pode viver? Foi por causa de dinheiro? – questiona indignada.

A falta de combustível na aeronave é uma das possíveis causa da queda do voo da Chapecoense. Por causa das acusações a LaMía foi suspensa nesta quinta-feira pela agência aeronáutica da Bolívia.

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Rosa Lia mora em uma casa próxima da Estrada de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. A casa foi comprada por Ananias e a mãe era totalmente sustentada pelo filho.

Ananias era um filho excelente. Um excelente marido, um excelente pai, excelente ser humano. Muito solidário, caridoso e ajudava a família desde sempre. Meu filho quem me sustentava. Meu filho quem pagava minhas contas – disse Rosa Lia.

Assim como restante da família, Rosa Lia se prepara para viajar para Chapecó, onde acompanharão o velório coletivo das 71 vítimas. A cerimônia será realizada na Arena Condá e Ananias será enterrado em Salvador, onde o atacante vivia desde os 12 anos e se casou com a baiana Bárbara Monteiro, com quem tem um filho, chamado Enzo, de cinco anos.


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Dois estádios celebram juntos o “jogo que não houve”

Do UOL

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A Arena Condá, casa da Chapecoense, e o Atanasio Girardot, estádio do Atlético Nacional, em Medellín, receberam homenagens simultâneas, na noite desta quarta-feira (30), aos 71 mortos no acidente com o avião que levava o time de Santa Catarina para a primeira final internacional de sua história, a da Copa Sul-Americana de 2016.

O confronto, válido como ida da decisão, deveria ter começado às 21h45 de quarta – devido à queda da aeronave, não aconteceu. Os eventos de tributo se iniciaram cerca de uma hora antes do horário programado para o duelo, e tiveram como ponto máximo justamente o minuto em que a bola deveria rolar.

Um minuto de silêncio conjunto

Às 21h45 (de Brasília) em ponto, a Arená Condá e o Atanasio Girardot mergulharam em silêncio. Na Colômbia, os torcedores carregavam velas acesas nas mãos, quase todos vestidos de branco. No Brasil, bandeiras e faixas cobriam a arquibancada. Durante um minuto, em respeito aos mortos, não se ouviu nem um piu nos dois estádios. Na sequência, em Chapecó, teve início uma salva de palmas, enquanto no telão da Condá passavam fotos e os nomes dos vitimados no acidente.

Veja a matéria completa aqui.


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‘Falha elétrica total e sem combustível’, disse piloto antes do acidente

G1

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Uma gravação da comunicação do piloto do voo Lamia CP-2933 com a torre de controle pouco antes do acidente foi divulgada pela imprensa colombiana. (OUÇA no site da Blu Radio, da Colômbia)

Segundo a gravação, o piloto notificou a torre de controle do aeroporto de Rionegro de que teve uma falha elétrica total da aeronave.

“Senhorita, 2933 está em falha total, falha elétrica total e sem combustível”, disse o piloto Miguel Quiroga.
No áudio divulgado inicialmente pela Radio W é possível ouvir Quiroga pedindo vetores (direção da pista) para a torre de controle para poder pousar.

A torre de controle avisa que o perdeu no radar e que notifique seu rumo. Quiroga chega a responder sua localização.

“Estamos a 10 mil pés. Vetores, senhorita, vetores na pista “, disse Quiroga, no que seria sua última comunicação, segundo o jornal “El Tiempo”.

A gravação não foi divulgada por meios oficiais, mas obtida pela imprensa local colombiana.

Veja abaixo a transcrição do áudio fornecida pela Radio Blu da Colômbia:

Piloto: Senhorita, Lamia 933 está com falha total, falha elétrica total, sem combustível.
Torre de controle: Pista livre e esperando chuva (…) Lamia 933, bombeiros alertados.
Piloto: Vetores senhorita, vetores na pista.
Torre de controle: O sinal de radar foi perdido, não o tenho, notifique rumo agora.
Piloto: Estamos rumo 360, com rumo 360.
Torre de controle: Vire à esquerda 010 proceder ao localizador da borda Ríonegro, uma milha na frente da p Bora (…) no momento se encontra, correto, te confirmo pela esquerda com rumo 350.
Piloto: À esquerda 350 senhorita.
Torre de controle: Sim, correto, você está a 0,1 milha da borda Ríonegro.
Torre de controle: Não o tenho com altitude Lamia 933.
Piloto: 9 mil pés senhorita.
Piloto: Vetores, vetores.
Torre de controle: Você está a 8,2 milhas da pista.
Torre de controle: Que altitude tem agora?
Torre de controle: Lamia 933, posição?


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‘Ajude-nos! Ajude-nos!’, teria pedido piloto do avião antes da queda

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“Ajude-nos! Ajude-nos!” Um tripulante de uma companhia aérea contou que ouviu a comunicação entre o avião que levava a delegação da Chapecoense e a torre de controle do aeroporto de Medellín e que o piloto do Avro RJ85 da LaMia pediu ajuda desesperadamente, segundo a Rádio Caracol, da Colômbia.

O piloto teria solicitado prioridade de pouso por conta de problemas de combustível. “Solicitamos prioridade para proceder, solicitamos prioridade para proceder ao localizador, temos problemas de combustível”, teria dito o piloto Miguel Quiroga.

As informações são de que dois aviões solicitaram emergência quase ao mesmo tempo à torre de comando do aeroporto de Medellín, e a prioridade para aterrissar foi dada a um Airbus A320, com capacidade maior de passageiros. Uma hipótese é de que o Avro RJ85 teve de dar duas voltas na cidade para esperar o pouso do outro avião e, por isso, o combustível acabou.

O A320 também estava com pouco combustível e em situação de emergência. Tratava-se de um avião da Aerolinea VivaColombia, que vinha com turistas da ilha de San Andres, no Caribe. Radares mostraram dois aviões voando próximos no local da queda da aeronave onde estava a equipe da Chapecoense. Após dar prioridade de pouso ao Airbus, o piloto da LaMia decretou situação de emergência. “Agora temos uma falha elétrica, temos uma total falha elétrica”.

Ximena Suárez, aeromoça da companhia aérea e uma das sobreviventes da tragédia, afirmou que sua única lembrança foi o apagar das luzes dentro da aeronave. “As luzes se apagaram e não lembro mais de nada”, disse para a secretária de governo do departamento de Antioquia, Victoria Eugenia Ramírez, ao ser resgatada.

Além de Ximena e do comissário Erwin Tumiri, também sobreviveram ao acidente os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann, e Hélio Neto, e o jornalista Rafael Henzel, que foram internados em diferentes hospitais próximos de Medellín.

O avião bateu em um morro e deixou 71 mortos, sendo 19 jogadores do time da Chapecoense. A delegação da equipe de Chapecó estava a bordo para a disputa do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

Do Estadão de São Paulo


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“As luzes se apagaram e não lembro mais de nada”, diz aeromoça sobrevivente

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O governador de Antioquia, Luis Pérez, conversou no hospital com a auxiliar de voo Ximena Suárez, uma das seis sobreviventes do voo que caiu com a delegação da Chapecoense na última segunda-feira. De acordo com relato dela ao político, as luzes do aparelho apresentaram falhas pouco antes da queda.

– O pouco que ela falou foi que as luzes começaram a desligar de forma gradual e que em 40 a 50 segundos ela sentiu a pancada. Ela se recorda até aí. É a única evidência que temos. Não podemos aumentá-la ou menosprezá-la para não atrapalhar a investigação – disse Pérez, em entrevista à rede Caracol.

Um piloto de um avião que viajava próximo ao voo da Chapecoense relatou ter ouvido a conversa entre a tripulação da aeronave acidentada e a torre de controle do aeroporto de Medellín. Segundo a imprensa colombiana – “Rádio Caracol” e o site “El Espectador”, o funcionário da Aviaca narrou o diálogo.

A controladora do aeroporto teria negado a permissão por conta de outro voo da VivaColômbia. Foi então que o piloto do voo da Chapecoense decretou emergência.

Posteriormente a torre de controle perdeu o contato com o avião. Ao todo, 71 pessoas morreram no voo que levava a Chapecoense para o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira, contra o Atlético Nacional, em Medellín.

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Além de Ximena Suárez, os outros sobreviventes são os jogadores Jackson Follman, Alan Ruschel e Neto, o técnico da aeronave Edwin Tumiri e o jornalista Rafael Henzel.


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Colômbia anuncia fim do resgate de avião: 71 mortos e seis sobreviventes

Globoesporte.com

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O diretor geral da Unidade Nacional para Gestão de Risco de Desastre anunciou oficialmente o fim da operação de busca e resgate das vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense.

Carlos Iván Márquez Pérez passou balanço final com 71 mortos e seis sobreviventes. Ele esclareceu que os números oficiais foram corrigidos após informação que quatro passageiros não embarcaram.

– Quero informar que às 15h (horário local e 19h de Brasília) encerramos a operação de busca e resgate das pessoas que estavam no voo acidentado. O balanço é o seguinte: seis pessoas feridas e 71 pessoas falecidas. O total era de 77 pessoas. O balanço final foi ajustado já que quatro pessoas não viajaram de última hora. Pode-se dizer que foi uma das operações mais rápidas que já fizemos, com logística aérea a terrestre – disse Carlos Iván Marquéz Pérez.

As quatro pessoas que não embarcaram são as seguintes:

– Luciano Buligon, prefeito de Chapecó (SC);
– Plínio David de Nes Filho, presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense;
– Gelson Merisio (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc);
– Ivan Carlos Agnoletto, jornalista da rádio Super Condá, de Chapecó.

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Equipes resgatam 65 corpos após queda de avião da Chapecoense

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Autoridades colombianas resgataram até as 16h30 desta terça­-feira (29), 65 corpos de pessoas que morreram durante a queda de um avião na cidade deLa Unión, a 60 km de Medellín, na Colômbia.

Entre as vítimas, estava a delegação da Chapecoense e jornalistas brasileiros.O time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

A informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa,membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga.

Contudo,as autoridades colombianas ainda não localizaram todos os corpos, por isso,pode haver alteração no número de vítimas.

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Sobreviveram os jogadores Alan Ruschel, Jackson Ragnar Follmann e HélioHermito Zampier Neto e o jornalista Rafael Henzel Valmorbida, além dos integrantes da tripulação Ximena Suárez e Erwin Tumiri.

As autoridades aeronáuticas colombianas inicialmente divulgaram uma lista com seis nomes que não incluía Zampier Neto ­o jogador não havia sido encontrado pela equipe de resgate. Na listagem oficial, constava o goleiro Marcos Danilo Padilha que, segundo a Cruz Vermelha colombiana, havia sido resgatado, mas não havia sobrevido aos ferimentos. Contudo, a entidade voltou atrás e recolocou o atleta entre os feridos que seguem sob cuidados médicos.


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Goleiro Jackson Follmann tem perna amputada após acidente da Chapecoense

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Um dos seis passageiros resgatado com vida após a queda do avião da Chapecoense em Medellín, o goleiro Jackson Follmann teve uma das pernas amputadas em decorrência do acidente. A informação é da repórter Lívia Laranjeira, do SporTV. Além do jogador de 24 anos, outros dois atletas do elenco da equipe catarinense estão internados em hospitais da região: o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel. Em função do acidente, a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional foi suspensa. O primeiro jogo seria disputado nesta quarta.

– Em um acidente de avião, você sabe que a chance de sobrevivência é praticamente zero. Então, ele estar entre os sobreviventes é um milagre de Deus. A gente só está numa agonia para saber o estado de saúde dele, não sabe nada por enquanto. Se sabe que ele está no hospital – disse o pai do atleta, Paulo Follmann, em entrevista ao G1.
– A gente acordou com uma ligação da noiva dele, que tinha acontecido esse acidente.

Na hora meu marido entrou em choque, ficou apavorado. Eu também. A gente fica sem chão, mas coração de mãe nunca se engana. Meu coração dizia que Deus estava protegendo ele, que ele estava bem – acrescentou a mãe, Marisa.

Reserva de Danilo, Follmann foi contratado em maio pela Chapecoense como reforço para o Campeonato Brasileiro. No Rio Grande do Sul, Follmann jogou no Juventude e no Grêmio. Além dos jogadores, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez também foram resgatados com vida. Pela lista oficial das autoridades colombianas, o voo tinha 81 passageiros, mas quatro não embarcaram.

A delegação da Chape saiu de Guarulhos para Bolívia em voo comercial com 72 passageiros e nove tripulantes. Após escala técnica, deixou Santa Cruz de La Sierra em direção a Medellín. Quando sobrevoava a região de Antióquia perdeu contato com o aeroporto, que confirmou o acidente. A causa do acidente teria sido uma pane elétrica. Ainda de acordo com a imprensa local, o piloto teria liberado combustível para evitar explosão após o pouso forçado.


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Atlético Nacional pede que Conmebol declare Chapecoense campeã

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A diretoria do Atlético Nacional solicitou à Conmebol que a Chapecoense seja considerada campeã da Copa Sul-Americana. As duas equipes fariam nesta quarta-feira o primeiro duelo das finais.

“Por estarmos muito preocupados com a parte humana, pensamos no aspecto competitivo e queremos publicar este comunicado onde o Atlético Nacional pede à Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue ao Chapecoense como homenagem à sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do acidente fatal que deixou o esporte em luto. De nossa parte, e para sempre, Chapecoense: Campeão da Sul-Americana de 2016”, apresenta a nota do time colombiano.

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O voo que transportava o elenco da Chape rumo à Colômbia caiu a poucos quilômetros do aeroporto José Maria Córdova. Até o momento, 76 pessoas morreram, segundo a polícia colombiana, dentre eles 19 jogadores do time catarinense.

O elenco da Chapecoense viajou a Colômbia para o jogo mais importante da história do clube. A equipe de Chapecó havia eliminado nas semifinais o San Lorenzo, após empate heroico em Santa Catarina e que teve o goleiro Danilo como grande destaque. Danilo foi uma das vítimas fatais.

A decisão do Atlético Nacional acontece em um período sublime do time colombiano. O Nacional é o atual campeão da Libertadores, o primeiro título do clube na competição.

A cúpula da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) já discute confirmar a Chapecoense na Libertadores de 2017, independentemente do que for decidido sobre a final da Copa Sul-Americana. O avião que levava a delegação para o primeiro jogo da decisão caiu próximo a Medellin, na Colômbia, e a maior parte dos ocupantes morreu.

Os principais dirigentes da entidade se dirigiam nesta terça (29) a Montevidéu, na capital uruguaia, onde se reuniriam para uma reunião do Comitê Executivo.

Jogadores do Atlético Nacional também são favoráveis

Os jogadores Gilberto García e Borja, do Atlético Nacional, pediram nesta terça-feira que a Conmebol declare a Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana depois do trágico acidente ocorrido nas cercanias de Medellín. Os times se enfrentariam em território colombiano nesta quarta-feira na decisão do torneio continental.

“Queremos que se declare campeão a esta equipe (Chapecoense) e aí vamos ver o que acontece. A iniciativa é nossa e do mundo de futebol. Espero que Conmebol tome essa decisão e queremos apoiar aos familiares, dar apoio. É o que podemos fazer”, disse o zagueiro Gilberto García em entrevista a veículos locais.

García ainda falou sobre uma conversa do técnico Reinaldo Rueda com o elenco da equipe campeã da Libertadores. “O profe nos disse para valorizar muito nossa vida, que fizéssemos uma reflexão, tomar como um aviso de Deus para seguir melhorando cada vez mais. Vamos esperar a determinação que toma Conmebol”, afirmou.

“Nesse momento estamos lamentando muito. Reunimos com os jogadores, fizemos uma reflexão, pedimos pelas famílias de todos os desaparecidos. Era um dia muito difícil para nós todos também. Nos impactou. Eu vivo perto, há cinco minutos do aeroporto. É uma região muito montanhosa. Esses dias teve muita neblina, muita chuva, mau tempo”, disse Rueda à Rádio Bradesco.

Craque do time, o atacante Borja reforçou o discurso de que a taça deve ser dada para o time catarinense.
“Queremos dar o título para a Chapecoense, mas sabemos que neste momento isso pouco importa”, declarou.

A Chapecoense chegou pela primeira vez a uma final de competição de âmbito continental. Na semifinal, a equipe catarinense eliminou o San Lorenzo-ARG após um empate por 1 a 1 fora de casa e um 0 a 0 na Arena Condá.

Os colombianos, por sua vez, passaram pelo Cerro Porteño-PAR após os mesmos resultados da outra semifinal. O time da Colômbia sagrou-se campeão da Libertadores em julho passado, após bater o Independiente del Valle-EQU.


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