Crime

Vídeo mostra que Polícia apreendeu 40 e não 21 quilos de cocaína

O secretário de Estado de Segurança Pública, Marcos Affonso Junior, precisa se explicar após divulgação do vídeo (veja acima) obtido pelo Blog do Neto Ferreira, que mostra um número muito maior de apreensão de drogas, durante a recente Operação Brasil Integrado, realizada em São Luís.

Na coletiva de imprensa do dia 06, foi apresentado na sede da SSP, em São Luís, 4 integrantes de uma quadrilha ligada ao tráfico internacional de drogas, que com eles, segundo Marcos Affonso, foram apreendidos 21 (vinte e um quilos de cocaína pura), avaliada em mais de um milhão de reais. O que de fato o vídeo desmente e aponta o dobro.

“Este excelente trabalho da Polícia Civil, resultou na apreensão de 21 quilos de cocaína pura que seriam distribuídas no Amazonas, Maranhão e, possivelmente, em outros estados”, destacou o secretário.

Ocorre, porém, o vídeo da Operação mostra a contagem da droga e um policial Civil esbraveja em tom de comemoração. “quarenta quilos de pô puro porra, caralho, puta que pariu”.

A ação, coordenada pelo delegado Luis Jorge, contou com a participação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) e Secretaria Adjunta de Inteligência e Assuntos Estratégicos (SAIE). Teve apoio do delegado Antonio Carlos Martins Junior, titular da DCCO.

Em contato com o Blog do Neto Ferreira, o secretário Marcos Affonso disse que o vídeo não mostra quarenta quilos, mostra aproximadamente quarenta pacotes que foram apresentados a imprensa, porém, segundo o ICRIM quando foram pesados foi comprovado aproximadamente 21 KG.

Ainda de acordo com o titular da Segurança Pública, o policial não tinha balança no local para dizer quantos quilos tinha, mas tudo foi levado ao ICRIM e pesado pelos peritos. “O policial foi precipitado em falar o peso sem pesar o material”, disse o Marcos Affonso.


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Crime

Preso traficante em Timon

Policiais civis lotados no 2º Distrito Policial de Timon prenderam Karlany Saraiva da Silva, 26 anos, suspeita de traficar drogas, naquela cidade. A prisão se deu em um cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal de Timon.

Segundo a polícia, Karlany é moradora da Vila Beque II, e foi detida em sua residência, local onde funcionava um ponto de venda de entorpecentes. Na ação policial, foram apreendidas 5 pedras de crack, 6 cabeças de crack devidamente embaladas para a venda e consumo, 2 trouxas de maconha, além de uma quantia equivalente a R$ 2 mil em espécie.

Karlany Saraiva da Silva foi autuada por tráfico de drogas, e encaminhada para a Penitenciária Feminina de Timon.


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Brasil

Até que ponto a imprensa produz a glamourização dos ‘mitos do tráfico’?

Por Milton Corrêa da Costa

No mundo de preocupante guerra urbana que vivenciamos, qualquer de um de nós -não há nenhuma dúvida- pode ser a próxima vítima fatal de um tiro de fuzil na próxima esquina, é preciso também, de quando em vez, analisarmos, ainda que não profissionais de imprensa, o trabalho do binômio mídia e violência.

A vida humana, para perigosos e frios marginais da lei, nada vale. Matar, traficar, assaltar, estuprar, viraram crimes rotineiros. Já nos acostumamos inclusive a consumir, no dia a dia, como clientes assíduos, a violência estampada a todo instante nas redes sociais, no jornalismo televisivo ou nos jornais impressos. A violência tornou-se, também, uma fonte rentável de mídia, na luta pela audiência, sem falar numa importante fonte geradora de lucros da indústria da segurança privada face o temor ao crime, aí incluída a parafernália eletrônica, cada vez mais sofisticada, da tecnologia de segurança.

Registre-se que as Editorias de Polícia foram as que mais cresceram nos últimos anos em jornais impressos e televisivos. Profissionais, do mais alto gabarito, se aprofundaram no jornalismo investigativo sendo inclusive hoje importantes fontes de referência para a polícia , através de furos jornalísticos, contribuindo para a elucidação de vários crimes. Há também apresentadores de televisão- alguns são por demias sensacionalistas- especializados em programas que retratam especificamente a violência e a atividade policial. A mais nova profissão gerada pela violência é a figura- necessária pelo conhecimento técnico e sofisticação do crime- do comentarista de segurança, especialmente em redes de televisão. Algumas vezes, como pretenso estudioso do tema e articulista, também sou chamado para dar algum pitaco sobre o tema violência e segurança, num canal de televisão ou num jornal impresso e até mesmo em redes sociais. De violência acho que todos nós sabemos um pouco hoje.

No entanto, uma entrevista com o traficante Nem, antes de ser preso, efetuada na semana passada no Rio e anteriormente à ocupação da Favela da Rocinha, onde era o chefe do tráfico e de tudo que tinha direito, publicada na edição de 14/11/11, da ‘Revista Época’, de autoria da ilustre e competente jornalista Ruth de Aquino, causou-me espécie. Ressalte-se o destemor da nobre profissional de imprensa em dirigir-se ao encontro do entrevistado, no interior do habitat do bandido, ficando cara a cara (corajosamente) com o traficante mais procurado do Rio. Poucos teriam a bravura da citada jornalista -vide o triste episódio da morte do jornalista Tim Lopes imposta impiedosamente pelo ‘tribunal do tráfico’ num forno de ‘microondas’. Há que se reconhecer, primeiramente, então, a elogiável coragem de Ruth de Aquino.

Por um outro aspecto, porém, até que ponto tal tipo de reportagem, na obtenção do furo jornalístico, levado pelo amor à profissão, pode produzir o efeito colateral, indesejável, da glamourização de um perigoso criminoso tornando-o ainda mais um verdadeiro ‘mito do tráfico’? Quem não se lembra do caso do bandido/ herói, do final dos anos 60, o boa pinta dos olhos verdes, Lúcio Flávio, que gerou o filme ‘O Passageiro da Agonia’? E do filme “Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla, que retrata a vida de um bandido legendário e enigmático? Quem se lembra de que o bandido Uê, o inimigo quase invisível da polícia do Rio nos anos 90, mereceu um caderno especial na edição de um jornal quando de sua prisão?

Assim é que, para quem leu a entrevista de Nem à Ruth de Aquino ficou com a impressão de que o bandido/traficante não é tão mau assim como se pensa. Talvez alguns passem a entendê-lo, daqui pra frente, como um ‘herói do bem’, uma grande vítima da sociedade injusta e excludente. Alguns que tinham por ele aversão talvez nem tenham mais. Estaríamos diante de uma nova versão da Síndrome de Estocolmo? Tal tipo de matéria jornalística pode influenciar negativamente jovens adolescentes em processo de formação social? Poderão considerar que o frio e sanguinário Nem é um novo tipo de herói, um assistencialista de pobres que apenas lhes cobra ‘pedágios’ para viver melhor (casa com piscina) que os comandados? Até que ponto tal reportagem- com a palavra o Observatório da Imprensa de Alberto Dines- fere princípios da ética jornalística? Há mais conclusões positivas ou negativas a serem extraídas da entrevista em questão? Ou a liberdade de imprensa nesse ponto fala mais alto?

Em Mídia e Violência, (2007), Silva Ramos e Anabela Paiva retratam aspectos convergentes da questão com a seguinte afirmação: A imprensa não deixou de publicar entrevistas com criminosos. O autor do crime de grande repercussão – pela sua crueldade, audácia ou por atingir personalidades ou pessoas indefesas, como crianças e idosos – continua a serem procurados por jornalistas, interessados em “ouvir o outro lado”, obter informações que possam esclarecer o crime ou compreender as motivações do ato criminoso. Tentar compreender os valores e os objetivos de um criminoso é uma meta válida para a imprensa.

Pelo sim e pelo não, ainda que o Estado tenha a maior culpa pelo vácuo e abandono, durante longos anos, de morros e favelas do Rio, propiciando a criação da figura dos ‘donos dos morros’ não resta dúvida que é preciso refletir e discutir, ainda que se trate de matéria muita subjetiva, o papel da mídia e a linha tênue da glamourização do banditismo. A figura do traficante Nem fez jus a quatro páginas da ‘Revista Época’, duas delas referentes à entrevista concedida. Está aberta, portanto, a difícil e complexa discussão.

Milton Corrêa da Costa
Coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Crime

MP denuncia vereador de Olinda Nova por tráfico de drogas

O promotor de Justiça Luís Eduardo Souza e Silva, denunciou o vereador de Olinda Nova do Maranhão (a 256km de São Luís) Josivaldo Freitas, também conhecido como Nego Baé, por tráfico de drogas.

Josivaldo Freitas

Josivaldo Freitas

O MP pediu a condenação dos réus, de acordo com os artigos 33, 35 e 40 da Lei 11.343/2006, caracterizando, respectivamente, transporte de entorpecentes, associação de duas ou mais pessoas para tal propósito e tráfico entre Estados da Federação.

FLAGRANTE – Na noite do dia 17 de agosto, Josivaldo Freitas e Dorivan Froz Diniz foram flagrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), transportando, aproximadamente, 2kg de cocaína, no interior de um Corsa Classic, placa NNE – 1166. A abordagem ocorreu no Posto São Francisco da PRF, localizado no Km 90, da BR-135.

No momento da interceptação, os denunciados ficaram muito nervosos, despertando a desconfiança dos policiais.

Josivaldo Freitas confessou ser o proprietário da droga apreendida. Ele teria adquirido o produto em São Luís, no bairro do São Cristóvão, pelo valor de R$ 12 mil. A cocaína foi vendida por uma pessoa de Belém, conhecida como Léo, que vem à capital do Maranhão eventualmente.

Da assessoria do Ministério Público


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