Poder

Flávio Dino demite delegado Tiago Bardal da Polícia Civil

Nesta quinta-feira (27), o governo do Maranhão divulgou a demissão do delegado da Polícia Civil Tiago Bardal.

A demissão foi publicada na edição do dia 25 de junho do Diário Oficial, que foi para o site apenas hoje. A decisão foi assinada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) após a Procuradoria Geral do Estado (PGE) emitir um parecer sobre o resultado de processo administrativo instaurado pela Corregedoria Geral da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) em abril de 2018.

Bardal foi preso por duas vezes no ano passado por integrar organizações criminosas especilizadas em contrabando e assalto a banco.

Em meados do mês de março, durante oitivas na 2ª Vara Criminal, Bardal acusou o secretário de Segurança Pública de usar de forma pessoal o aparato da SSP para espionar desembargadores e políticos maranhenses. As denúncias foram reafirmadas pelo delegado afastado Ney Anderson.

Para esclarecer tais fatos, o ex-delegado vai depor na Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados no próximo dia 2 de julho a pedido de parlamentares maranhenses que pedem rigor nas investigações das acusações contra Portela.


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Poder

Ministro do STJ nega habeas corpus a Tiago Bardal

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou, na última quarta-feira 19, habeas corpus ao delegado de Polícia Civil Tiago Mattos Bardal, ex-chefe da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), coração do sistema de inteligência da Polícia Civil do Maranhão.

A defesa argumentou que ele estaria sofrendo coação ilegal em sua liberdade de locomoção, em razão da decisão do juiz Ronaldo Maciel, da 1ª Vara Criminal de São Luís, confirmada pela unanimidade da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que decretou sua prisão preventiva em novembro do ano passado, sob a acusação de integração em organização criminosa circunstanciada e concussão, prevaricação e fraude processual. Ele está preso carceragem da Decop (Delegacia da Cidade Operária), na capital.

A acusação contra o ex-chefe da Seic, formulada pelo Ministério Público do Maranhão, tem por base delação feita por pessoas condenadas em processos criminais que se originaram em investigações instauradas pelo próprio ex-chefe da Seic. Ele teria, segundo o MP-MA, extorquido quadrilhas de assaltantes, recebendo parte do apurado em ataques a bancos e fazendo a proteção dos integrantes dos bandos, mediante o recebimento de propina.

Poucos meses antes de ser preso, Tiago Bardal foi premiado pela gestão do governador Flávio Dino (PCdoB), por haver contribuído, segundo o Governo do Maranhão, para a diminuição do crime no estado, tendo recebido a honraria diretamente das mãos do próprio comunista e do secretário estadual de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela.

Recentemente, durante depoimento à 2ª Vara Criminal de São Luís, onde responde sobre suposto envolvimento numa quadrilha de contrabando, ele fez uma série de acusações contra Portela.

Segundo Tiago Bardal, o titular da SSP-MA teria determinado que fossem investigados ilegalmente pelo menos quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão: Froz Sobrinho, Tyrone Silva, Guerreiro Júnior e Nelma Sarney. Teria ainda, segundo Bardal, blindado o agiota Eduardo José Barros Costa, que seria alvo da Operação Jenga II, contra a máfia da agiota no estado. Portela nega as acusações.

Conhecido como Eduardo DP ou Imperador, o agiota possui diversos contratos com a gestão de Flávio Dino, como vem mostrando o ATUAL7 desde 2016, com as mesmas empresas alvo de operação da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, antes de virar aliado do comunista. O governo e o MP-MA, embora constantemente procurados a se posicionarem sobre o assunto, nunca retornaram o contato.

Por conta da gravidade, as acusações de Tiago Bardal contra Jefferson Portela serão ouvidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, a pedido do deputado federal Aluísio Mendes (Pode-MA), em data ainda a ser marcada. Jefferson Portela também será ouvido pelos parlamentares.

Do Atual 7


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Poder

Delegados serãos ouvidos na CGJ sobre espionagem contra desembargadores

Os delegados da Polícia Civil, Tiago Bardal e Ney Anderson Gaspar, irão depor, nesta segunda-feira (17), na Corregedoria-Geral de Justiça do Maranhão (CGJ-MA) sobre as denúncias de espionagem contra o secretário da Segurança Pública, Jefferson Portela.

Bardal e Gaspar são autores de inúmeras acusações que relatam o uso ilegal do aparato da Segurança para monitorar desembargadores e políticos maranhenses.

O corregedor-geral, desembargador Marcelo Carvalho, também decidiu convocar Portela para prestar depoimento sobre o caso.

O titular da SSP nega todas as denúncias que recaem sobre si e afirma que até o momento os delegados não apresentaram qualquer prova sobre o caso.


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Poder

Comerciante relata ameaça da Seccor para confirmar propina de R$ 150 mil a Tiago Bardal

Secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, e os delegados da Seccor, Ricardo Moura e Luiz Mendes.

Em depoimento na 2ª Vara Criminal de São Luís, o comerciante Francisco de Almeida Cruz revelou que delegados da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor) ameaçaram de prendê-lo e o pai, um idoso de 75 anos, caso não confirmasse que pagou R$ 150 mil de propina para o ex-delegado Thiago Bardal liberar uma carga de cigarro.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela chegou afirmar, durante uma entrevista coletiva realizada no ano passado, que o ex-delegado recebeu o pagamento a vantagens indevidas do comerciante.

No entanto, Cruz negou o caso e declarou, ainda, que os delegados foram na casa dos pais dele e se portaram de forma truculenta para tomar o depoimento que, inclusive, chegou a ser impresso numa lan house vizinha. “Polícia é polícia né, a gente que não tem o conhecimento fica preocupado, primeiro com a situação dos meus pais, fizeram um monte de perguntas, e um deles lá escrevendo, perguntaram onde é que tinha uma lan house, foram lá e imprimiram”.

Ao ser questionado pela promotora do caso sobre quais perguntas foram feitas pelos integrantes da Seccor, Francisco disse que seriam sobre as caixas de cigarro e a propina que supostamente teria dado a Bardal. O comerciante falou, ainda, que ficou intimidado com a ação dos delegados e acabou confirmando todas as acusações.

Cruz frisou que os policiais disseram que os levariam para a sede da Superintendência. “Só que quando eles foram perguntando, eu fui confirmando, eu não sabia o que poderia acontecer comigo depois. Eu confirmei porque eu eu queria que eles fossem embora. Agiram com truculência. Disseram que eu poderia ser conduzido pra Seccor”.

Oitiva

Em meados do mês de março, o ex-delegado Tiago Bardal prestou depoimento na 2ª Vara Criminal e fez declarações bombas onde colocou o titular da SSP, Jefferson Portela, no meio de uma crise institucional com o Poder Judiciário.

Na ocasião, Bardal afirmou que Portela mandou investigar desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão. Além disso, o acusou de engavetar um pedido de reabertura do caso Décio Sá, que foi morto em abril de 2012.

Procurada há duas semanas pela reportagem, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública não se manifestou. O Blog também tentou ouvir o titular da Seccor, Roberto Fortes, mas ele não se pronunciou sobre o caso.

Foram procurados também os delegados Ricardo Moura e Luiz Mendes, mas o Blog não obteve sucesso.

O espaço está aberto para que os citados no caso se pronunciem.


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Poder

Delegado Tiago Bardal é expulso da Polícia Civil

O ex-superintendente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Thiago Bardal, foi expulso do quadro da Polícia Civil do Maranhão. A decisão foi tomada após ele responder um processo administrativo que finalizou com a perda do cargo.

Tiago Bardal foi preso em fevereiro de 2018 por suspeita de envolvimento com uma quadrilha de contrabandistas que atuava em São Luís.

O ex-superintendente da Seic ganhou a liberdade após três meses para que pudesse responder em liberdade, mas voltou a ser preso no mês de novembro juntamente com outros suspeitos investigados pela Polícia Civil.

Homem-bomba

Bardal se transformou em um homem-bomba após declarar em depoimento à 2ª Vara Criminal que o secretário de Segurança Pública (SSP), Jefferson Portela, tentou investigar desembargadores do Tribunal de Justiça e mandou engavetar o processo que resultaria na reabertura do caso Décio Sá.

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Delegado diz que secretário de Segurança mandou investigar 4 desembargadores


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Crime

Policial é preso envolvido em assalto a banco

Do Imirante

Uma operação da Policia Civil por intermédio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) prendeu na manhã desta quarta-feira (1º), na cidade de Cantanhede, o soldado da Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) Edelvan da Silva Estrela, por participação no assalto com explosão a agencia do Banco do Brasil de Cantanhede, em 28 de novembro de 2014.

Segundo o delegado Tiago Bardal, durante as investigações foi constatado que o soldado e dois ex-policiais, que estão foragidos, facilitaram a ação de uma quadrilha especializada em explosões a caixas eletrônicos.

“Antes de realizarem a explosão, os assaltantes renderam os policiais do Destacamento Policial de Cantanhede. Esse soldado estava de plantão no dia e facilitou a ação dos criminosos, que levaram armas, munição e coletes à prova de balas”, esclareceu o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, o policial confessou que só participou da ação porque teve medo de sofrer retaliação. “Ano passado, conseguimos prender quatro elementos envolvidos no assalto. Eles falaram sobre a participação do Edelvan e dos outros dois ex-policiais no crime”.

O PM foi preso em sua residência, em Cantanhede, e levado para o quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão.


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