Poder

Vídeo: genro de desembargador relata que foi monitorado

O advogado Marcelo Mota, genro do desembargador Guerreiro Júnior, revelou, em entrevista exclusiva ao Blog do Neto Ferreira, que foi monitorado pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Mota e a sua esposa, filha do magistrado, foram citados em uma das denúnicas do delegado Ney Anderson como alvos de grampos ilegais da SSP (reveja aqui). O monitoramento ocorreu logo após a soltura do agiota Pacovan, cliente do escritório de Fernanda Guerreiro.

De acordo com o causídico, os monitoramentos ocorreram por algumas vezes, sendo uma percebido pelas câmeras de vigilância da sua residência e outro ocorrido em um show, onde foi seguido por pessoas em vários lugares. Os fatos foram levados ao conhecimento do delegado Ney Anderson, que à época era chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, órgão da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). “Eu percebi em duas ocasiões: uma em casa, percebi nas minhas câmeras carros passando, os mesmos carros passando repetidamente pela rua da minha casa e em outro momento em um show que eu estava eu percebi que estava sendo monitorado, todo lugar que eu ia com a minha esposa essas pessoas acompanhavam como se fosse de forma ocasional, mas eu percebi que era que estava sendo monitorado”.

Mota ressaltou que os alvos não seriam ele e a esposa, mas sim Guerreiro Júnior. O advogado também cogita que a motivação das monitorações seriam o descontentamento da SSP por algumas decisões judiciais proferidas pelo magistrado.

“Eu tenho certeza que deve ter algum descontentamento por alguma decisões judiciais do aparelho de Segurança que pode ter motivado isso, não tenho como afirmar que ele [desembargador Guerreiro Júnior] foi monitorado ou não, porque dr. Guerreiro é uma pessoa íntegra, não tem grandes patrimônios, vive do salário dele normal, tem uma vida simples, não teria subsídios que determinassem uma investigação, mas eu tenho certeza que houve um monitoramento pq eu percebi que estava sendo monitorado e com certeza o alvo não seria eu ou minha esposa, a intenção deles seria exclusivo o dr. Tiago Bardal quando veio ao meu escritório, após ter saído da Superitendência [Estadual de Investigações Criminais], ele me relatou que tinha ordens para me monitorar, tanto eu quanto minha esposa, quanto outros parentes de desembargadores”, declarou Marcelo Mota.

Marcelo cobrou também uma postura mais incisiva da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão no caso. Para ele a entidade tem obrigação moral de posicionar perante aos fatos e pedir uma investigação mais aprofundada sobre a espionagem contra a classe jurídica.

O advogado pediu que seja aberto o sistema Guardião para apurar se houve o monitoramento ou não.

Procurada pelo Blog, a OAB-MA declarou que continuará a exigir a apuração rigorosa por parte do Poder Público de todas as denúncias, nas quais acusação o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, de ordenar grampos ilegais a desembargadores, assessores e familiares de magistrados.

“Sobre as denúncias de suposta espionagem a magistrados e seus familiares, que veio à tona por meio de denúncias do ex-delegado Tiago Bardal e do delegado Ney Anderson, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Maranhão, ratifica seu compromisso com a defesa do Estado Democrático de Direito, no qual é imprescindível o respeito às normas jurídicas e o combate à todo e qualquer excesso ou abuso. Nesse viés, continuará a cobrar do poder público que todas as denúncias sejam apuradas com rigor, responsabilidade e prudência, respeitando-se o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal constitucionalmente assegurados.”

A Secretaria de Segurança Pública foi procurada, mas não se pronunciou até o fechamento da reportagem.


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Poder

PGJ confirma abertura de investigação para apurar denúncias contra Portela

O procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Coêlho, instaurou um procedimento para apurar as denúncias contra o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, que tratam sobre ordens para investigar e monitorar desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão. O caso foi revelado com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira.

A investigação foi aberta após o presidente do TJMA, José Joaquim Figueiredo, encaminhar ofícios ao Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça e Procuradoria Geral de Justiça, pedindo providências sobre o uso do aparato do Sistema de Segurança Pública para espionar magistrados e seus familiares. (saiba mais).

“O Ministério Público recebeu o documento enviado pelo presidente do Tribunal e, conforme a lei determina, instaurei uma notícia de fato para poder fazer as investigações a cabo do MP”, disse Gonzaga.

O escândalo de espionagem contra desembargadores do TJ veio à tona com o depoimento do ex-delegado Tiago Bardal à 2ª Vara Criminal de São Luís, e depois reafirmado em uma carta escrita pelo delegado Ney Anderson, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, órgão ligado à Seic.

Em entrevista ao Blog, Jefferson Portela rebateu todas as acusações, nas quais classificou como criminosas (relembre aqui).


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Poder

Delegado diz que secretário de Segurança pediu para investigar senador do MA

O senador da República pelo Maranhão, Roberto Rocha (PSDB-MA), foi alvo de um pedido de investigação do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, conforme trouxe à tona a nova carta escrita pelo delegado Ney Anderson Gaspar, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO).

O documento, obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, integra uma série de acusações feitas pelo ex-delegado Tiago Bardal e delegado Ney Anderson contra o chefe da SSP (saiba mais aqui e aqui).

No texto, o ex-titular do DCCO revela que Portela pediu para investigar Rocha pelo fato de que o parlamentar poderia atrapalhar as eleições estaduais de 2018. Na época, o senador era candidato ao governo do Maranhão.

Gaspar diz ainda que a estratégia escolhida pelo secretário para atingir o objetivo foi a mesma usada contra os desembargadores do Tribunal de Justiça: grampear os telefones dos familiares de Roberto Rocha e do suplente Pinto da Itamaraty. “Durante muito tempo o senhor Portela pediu para investigar o senador Roberto Rocha, pois o mesmo poderia atrapalhar as eleições de 2018, usando a mesma tática que tentou usar contra os desembargadores, começando por familiares do referido senador e do seu suplente Pinto da Itamaraty.”

Em outro trecho da carta, o delegado relata perseguições incessantes do secretário a delegados da Polícia Civil que se recusaram a cumprir ordens dadas por ele.

Ney Anderson citou, também, o caso do delegado Arthur Benazzi, que teve que impetrar um mandado de segurança na Justiça para voltar a atuar na capital maranhense, pois o mesmo tinha sido transferido para o interior por descumprir as ordens de Portela.

O documento traz ainda relatos de que o auxiliar de Flávio Dino abriu processos administrativos contra delegados, por que os mesmos estariam denunciando a estrutura caótica da Polícia Civil.

Além disso, o texto rebate a nota emitida por Jefferson Portela, na qual afirma que as cartas são criminosas e não condizem com a verdade dos fatos (reveja aqui). “Minhas denúncias são única e exclusivamente contra o senhor Portela, que além de usar o cargo para seus interesses políticos pessoais mais espúrios, agora também tenta usar o Sistema de Segurança Pública como escudo, na tentativa inocente de blindar seus atos criminosos”.

Gaspar adianta que irá divulgar mais denúncias e que estas serão a respeito de processos licitatórios, emendas e eleições de 2018.

Procuradas, as Assessorias de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.

Em contato com o Blog, o senador Roberto Rocha afirmou que não está supreso com a denúncia. “Não posso me dizer surpreso com essa revelação. Quem conhece a História da formação do pensamento das esquerdas, sabe que foi Lenin quem afirmou que ‘o partido é a mente, a honra e a consciência da nossa Época’. O mundo mudou, o comunismo ruiu, mas traços dessa mentalidade ainda permanecem presentes nos seus herdeiros. Então, os comunistas não lutam para tomar o poder, mas o próprio Estado e todas as suas instituições. Então eu deixei de ser um adversário, para me tornar um inimigo. Seria cômico, se não fosse trágico.”

A reportagem procurou o secretário de Comunicação, Rodrigo Lago, que evitou falar sobre o caso.

Veja íntegra da carta aqui.

Na semana passada, o ex-chefe do DCCO, Ney Anderson Gaspar trouxe à tona duas cartas contendo denúncias nas quais afirmam que o secretário Jefferson Portela ordenou investigar e monitorar desembargadores do Tribunal de Justiça, o deputado Josimar de Maranhãozinho, grampear familiares de magistrados, blindar o superintendente de Articulação da Baixada, Penaldon Jorge, no inquérito policial da Operação Jenga – que investigava crimes de agiotagem e tinha como alvos empresários e políticos. (relembre aqui, aqui e aqui)

Na terça-feira (21), o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão José Joaquim Figueiredo, encaminhou ofícios ao Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça e Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Maranhão, pedindo providências sobre a acusação do uso da Secretaria de Segurança Pública para monitorar desembargadores (relembre aqui).

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Maranhão, solicitou uma invetsigação rigorosa sobre o caso (veja também).


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Poder

Josimar chama Portela de prepotente e diz que foi perseguido pela SSP

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PR) chamou o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, de prepotente em nota divulgada após vir à tona a segunda “carta-bomba” escrita pelo delegado Ney Anderson, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, órgão ligado à Seic, onde diz que o parlamentar foi alvo de investigação da SSP (releia).

Em sua defesa, Maranhãozinho acusou Portela de não medir consequências quando o objetivo “é atingir seus desafetos políticos” e criticou a operação Jenga, na qual classificou como “suspeita”, devido ao tom político apresentado em questão.

O deputado revelou, ainda, que ele e integrantes do PR sempre sofreram perseguições políticas por parte da Secretaria de Segurança Pública e detalhou ações policiais suspeitas e abusivas durante as eleições municipais de 2016 a candidatos nos quais estava apoiando.

“Todas as ações orquestradas pela Secretaria de Segurança do Estado não resultaram em nenhuma prova que desabonasse a conduta dos candidatos e do deputado federal Josimar Maranhãozinho, que vem sendo perseguido já por um bom tempo. O parlamentar enfatiza que é da base aliada do governo, mas o que garante a sua tranquilidade é sua conduta idônea e coerente junto a justiça e ao povo maranhense”, disse Josimar.

Entenda o caso

O ex-chefe do DCCO, Ney Anderson Gaspar, divulgou duas cartas contendo “nitroglicerina pura”, que foram publicadas com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, onde ele revela pedidos de Jefferson Portela para investigar desembargadores do Tribunal de Justiça e o deputado Josimar de Maranhãozinho (leia também)

Além disso, Portela teria mandado espionar familiares de magistrados e blindar o superintendente de Articulação da Baixada, Penaldon Jorge, no inquérito policial da Operação Jenga – que investigava crimes de agiotagem e tinha como alvos empresários e políticos.

O titular da SSP também barrou o pedido de reabertura do caso Décio Sá e desejava prender o ex-deputado Alberto Franco.

Ao ver seu nome em meio às denúncias, o auxiliar de Flávio Dino resolveu se manifestar em entrevista concedida ao Blog. Na conversa, ele rebateu todas as acusações e classificou as cartas como mentirosas e criminosas (reveja aqui).

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, José Joaquim Figueiredo, pediu rigor nas investigações das denúncias que, a princípio vieram à tona durante o depoimento do ex-delegado Tiago Bardal à 2 ª Vara Criminal de São Luís e, em seguida, reforçadas por Gaspar (relembre aqui e aqui)

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão também requer uma apuração das acusações rigorosas (veja aqui).

Leia a nota abaixo:

“Segundo foi noticiado no Blog do Neto Ferreira, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, delegado Jefferson Portela, mandou que fosse aberta uma investigação contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PR). A operação denominada de “Jenga” é altamente suspeita, devido ao tom político como foi apresentada.

As perseguições ao grupo político e ao PR, de forma específica, não é de hoje. Nas eleições de 2016, vários fatos estranhos ocorreram envolvendo justamente pessoas ligadas ao parlamentar e ao PR sendo que absolutamente nada foi comprovado.

O caso mais grave ocorreu com o então candidato a prefeito pelo PR em Centro Novo do Maranhão, Ney Passinho. Em uma abordagem arbitrária, a polícia prendeu o candidato, que se encontrava apenas com R$ 25,00 (vinte e cinco reais) no bolso e ainda assim foi preso, suspeito de compra de votos. O fato aconteceu na véspera da eleição.

Em Maracaçumé, no mesmo ano, o também candidato Tio Gal teve um comício interrompido pela polícia. Em Cândido Mendes, o candidato Facinho também foi perseguido. Em Maranhãozinho, também teve represálias. Em Zé Doca, ações violentas contra o grupo da, hoje prefeita Josinha Cunha, também foram registradas, inclusive com invasão da rádio Alvorada e agressão ao locutor Constantino, por parte do grupo ligado à oposição, sem que a polícia se manifestasse ou tomasse alguma atitude; o que causou bastante estranheza e que hoje pode ser explicado.

Todas as ações orquestradas pela Secretaria de Segurança do Estado não resultaram em nenhuma prova que desabonasse a conduta dos candidatos e do deputado federal Josimar Maranhãozinho, que vem sendo perseguido já por um bom tempo. O parlamentar enfatiza que é da base aliada do governo, mas o que garante a sua tranquilidade é sua conduta idônea e coerente junto a justiça e ao povo maranhense.

Portela é tido como um homem prepotente e que não mede consequências quando o objetivo de atingir seus desafetos políticos. Na investigação contra Maranhãozinho nada foi constatado e o parlamentar se diz tranquilo quanto a sua vida pública.

É bom ficar atento, pois informações plantadas e caluniosas devem ser o próximo passo de quem, a qualquer custo deseja inibir o crescimento político do deputado federal mais bem votado das últimas eleições.

Deputado Federal Josimar de Maranhãozinho


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Poder

Jefferson Portela mandou investigar Josimar de Maranhãozinho, diz delegado

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, delegado Jefferson Portela, mandou que fosse aberta uma investigação contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PR) e retirar o nome do superintendente de Articulações da Baixada, Penaldon Jorge, do bojo da investigação que resultaria na 2ª fase da “Operação Jenga”, segundo revelou a nova carta escrita pelo delegado Ney Anderson Gaspar, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado.

O documento faz parte da série de denúncias feitas a príncipio pelo ex-delegado Tiago Bardal (reveja aqui) e reforçadas por Anderson em outra carta divulgada por este Blog, na qual relata ordens do chefe da pasta para investigar, monitorar desembargadores e grampear familiares de magistrados (relembre o caso).

Portela chegou a negar as acusações e classificou o teor da primeira carta como mentirosa (releia aqui). A denúncia motivou o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), José Joaquim Figueiredo dos Anjos, a exigir uma investigação rigorosa para apurar as denúncias sobre espionagem a desembargadores do TJ e difamação a juízes (reveja).

No texto, obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, Gaspar acusa, ainda, Portela de chamar Maranhãozinho de “Zé Gerardo do Maranhão”, considerado na época um dos maiores chefes do crime organizado do Estado. O delegado diz também que o secretário ordenou a retirada de policiais militares e delegado ligados ao parlamentar das áreas de influência política do mesmo, pois ele, na época, era oposição ao governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa.

“Pediu para investigássemos o deputado Josimar de Maranhãozinho, chamando-o de o novo ‘Zé Gerardo do Maranhão'”, ressaltou o delegado, também relatando que o secretário chamava Maranhãozinho de maior bandido em atividade do Maranhão atualmente.

Em outro trecho da carta, o ex-chefe do DCCO dá mais detalhes das intenções e atitudes nada republicanas do titular da SSP, que, segundo ele, tiveram motivações exclusivamente políticas.

Ney afirmou que Jefferson interferiu diretamente nas investigações da Operação Jenga, após saber que um integrante do governo figurava no bojo da apuração e mandou retirar o nome do auxiliar. O secretário chegou criticar a nomeação e chamou o governador Flávio Dino de “doido”.

Penaldon Jorge ao lado do ex-secretário de Articulação e atual deputado federal Márcio Jerry.

Penaldon Jorge ao lado do ex-secretário de Articulação e atual deputado federal Márcio Jerry.

O membro da gestão estadual citado é o ex-deputado Penaldon Jorge, que foi nomeado como Superintendente de Articulação Regional de Pinheiro pelo ex-secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry. Atualmente, Jerry ocupa uma cadeira na Câmara Federal.

“O caso do ex-deputado Penaldon Jorge, que poderia ser indiciado no bojo do inquérito da operação ‘Jenga’, fase 2, ou ter a sua prisão temporária decretada, foi nomeado superintendente de Articulação da Baixada, onde foi dito ao secretário que isso traria prejuízo a imagem do governo, e o mesmo respondeu: ‘não bota esse, parece que esse governador está ficando doido'”.

No documento (veja abaixo), Gaspar narra como o secretário tentou prender o ex-deputado Alberto Franco e como ocorreu a prisão de um policial militar em um final de semana. Para ele, a tentativa de prisão do ex-parlamentar teria fundo pessoal-político.

“Em pleno sábado convocou [Jefferson Portela] este subscritor, o ex-superintendente da Seic, Bardal, e o delegado Renê, para fazermos um suposto flagrante contra um policial militar e um pedido de prisão preventiva contra o ex-deputado Alberto Franco. Após análise jurídica do fato e percebendo o interesse pessoa do secretário que estava lá durante um final de semana, induzindo o depoimento de eventuais vítimas, flagrante assinado na ocasião apenas pelo então superintendente [Tiago Bardal]. Mais um típico caso do uso do cargo de secretário para fazer politicagem”

Delegado Lawrence Melo abraçado com o secretário de Segurança Jefferson Portela.

Delegado Lawrence Melo abraçado com o secretário de Segurança Jefferson Portela.

Mais um ponto colocado pelo delegado foi a exoneração do delegado Lawrence Melo da Delegacia Geral de Polícia Civil, inclusive fala que Melo foi chamado de traidor por Portela.

Em seguida, Ney Anderson aumenta o tom das acusações contra o chefe da pasta e afirma que o auxiliar do governador tem objetivo claro, que é conseguir uma vaga de deputado. “Seu objetivo é meramente eleitoreiro visando uma vaga para deputado e para tal é capaz de tudo”. Ele negou, ainda, qualquer relação com o ex-delegado Tiago Bardal.

Outro lado

Alberto Franco, ex-deputado estadual, afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso.

O delegado e presidente da MOB, Lawrence Melo, informou que cumpriu a missão quando exerceu o cargo de delegado geral da Polícia Civil, sendo leal ao chefe hierárquico e aos subordinados da corporação.

Procurados, a Secretaria de Segurança Pública, deputado federal Márcio Jerry, secretário de Articulação Rodrigo Lago, procurador Geral de Justiça Luíz Gonzaga, o presidente da Assembleia Legislativa e o deputado federal Josimar de Maranhaozinho não se pronunciaram até o fechamento desta reportagem.


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Poder

Comerciante relata ameaça da Seccor para confirmar propina de R$ 150 mil a Tiago Bardal

Secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, e os delegados da Seccor, Ricardo Moura e Luiz Mendes.

Em depoimento na 2ª Vara Criminal de São Luís, o comerciante Francisco de Almeida Cruz revelou que delegados da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor) ameaçaram de prendê-lo e o pai, um idoso de 75 anos, caso não confirmasse que pagou R$ 150 mil de propina para o ex-delegado Thiago Bardal liberar uma carga de cigarro.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela chegou afirmar, durante uma entrevista coletiva realizada no ano passado, que o ex-delegado recebeu o pagamento a vantagens indevidas do comerciante.

No entanto, Cruz negou o caso e declarou, ainda, que os delegados foram na casa dos pais dele e se portaram de forma truculenta para tomar o depoimento que, inclusive, chegou a ser impresso numa lan house vizinha. “Polícia é polícia né, a gente que não tem o conhecimento fica preocupado, primeiro com a situação dos meus pais, fizeram um monte de perguntas, e um deles lá escrevendo, perguntaram onde é que tinha uma lan house, foram lá e imprimiram”.

Ao ser questionado pela promotora do caso sobre quais perguntas foram feitas pelos integrantes da Seccor, Francisco disse que seriam sobre as caixas de cigarro e a propina que supostamente teria dado a Bardal. O comerciante falou, ainda, que ficou intimidado com a ação dos delegados e acabou confirmando todas as acusações.

Cruz frisou que os policiais disseram que os levariam para a sede da Superintendência. “Só que quando eles foram perguntando, eu fui confirmando, eu não sabia o que poderia acontecer comigo depois. Eu confirmei porque eu eu queria que eles fossem embora. Agiram com truculência. Disseram que eu poderia ser conduzido pra Seccor”.

Oitiva

Em meados do mês de março, o ex-delegado Tiago Bardal prestou depoimento na 2ª Vara Criminal e fez declarações bombas onde colocou o titular da SSP, Jefferson Portela, no meio de uma crise institucional com o Poder Judiciário.

Na ocasião, Bardal afirmou que Portela mandou investigar desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão. Além disso, o acusou de engavetar um pedido de reabertura do caso Décio Sá, que foi morto em abril de 2012.

Procurada há duas semanas pela reportagem, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública não se manifestou. O Blog também tentou ouvir o titular da Seccor, Roberto Fortes, mas ele não se pronunciou sobre o caso.

Foram procurados também os delegados Ricardo Moura e Luiz Mendes, mas o Blog não obteve sucesso.

O espaço está aberto para que os citados no caso se pronunciem.


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Judiciário

Presidente do TJ pede à PGJ para apurar tentativa da SSP em investigar magistrados

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, José Joaquim Figueiredo, teria encaminhado um ofício ao procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga, solicitando a abertura de um procedimento para apurar a tentativa de investigação contra desembargadores do TJ.

A Corte, que se mantinha em silêncio, resolveu se manifestar – segundo apurou o Blog -, diante da repercussão negativa do caso que movimentou os bastidores do judiciário.

No dia 12 do mês passado, o ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado Tiago Bardal, prestou depoimento à 2ª Vara Criminal e acusou o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, de mandar investigar, pelo menos, 4 desembargadores. Entre eles estavam Fróz Sobrinho, Tryrone José, Guerreiro Júnior e Nelma Sarney.

No relato, Bardal afirmou que o auxiliar do governo Flávio Dino chegou a enviar 2 representações à Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Polícia Civil e do Ministério Público, na tentativa de abrir inquéritos contra os magistrados.

O motivo das representações seria a soltura de assaltantes de banco.

Além das investigações, Portela queria mandar prender desembargador, de acordo com o depoimento do delegado.

Outro lado

Procurada pelo blog, a desembargadora Nelma Sarney confirmou que pediu apuração do caso, que classificou como grave. Ela espera que a apuração siga sua linha normal e aguarda que as instituições atuem no fiel cumprimento de suas prerrogativas na defesa das normas constitucionais.

“Pedi apuração porque é meu dever institucional e funcional diante dos fatos que vieram a público e que classifico inicialmente como graves. Não pretendo fazer disso um embate, mas apenas buscar os esclarecimentos dos fatos perante as instituições que devem zelar pela proteção das prerrogativas dos agentes públicos. Acredito na integridade dos membros da nossa corte e na seriedade com que os trabalhos vêm sendo conduzidos a cada gestão, no sentido de melhorar os serviços da Justiça para nossa população, propósito no qual todos nós somamos esforços diariamente”, disse a desembargadora, através de sua asssssoria de imprensa.

O Blog tentou entrar em contato com os desembargadores Fróz Sobrinho, Tyrone Silva e Guerreiro Júnior, mas não obteve êxito.

A reportagem solicitou, também, uma nota para a Procuradoria Geral de Justiça, mas até o momento não se pronunciou.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança tem evitado responder aos questionamentos que refere-se ao caso.


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Poder

Governo pretende gastar R$ 38,4 milhões na compra de carros e motos

R$ 38.410.125,00 milhões. Esse é o valor exato que o Governo Flávio Dino (PCdoB), por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), vai gastar em carros e motocicletas que serão usadas como viaturas caracterizadas e descaracterizadas.

Conforme foi publicado no Diário Oficial, o contrato milionário foi firmado com a empresa Globatec Adaptações de Veículos Ltda, localizada em Goiânia (GO).

Serão 185 automóveis de luxo destinados aos Sistema de Segurança Pública, sendo 75 do modelo Ranger 2.2 XL MT, que irão custar R$ 14.318.625,00 milhões; 100 do modelo JEEP Compass Longitude 2.0, que vão custar R$ 18.236.500 milhões; e 10 do modelo Chassi Agrale 10.00 Carroceria que irão custar R$ 3.955.000,00 milhões.

A compra de viaturas também inclui motocicletas do modelo Yamaha, que estão avaliadas em R$ 1.900.000,00 milhão, sendo que cada uma vai custar R$ 38.000,00 mil.

O contrato foi celebrado em julho de 2018 e tem validade de 12 meses.


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Poder

Secretaria de Segurança vai gastar R$ 3 milhões em manutenção predial

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) vai gastar cerca de R$ 3.074.795,75 (três milhões, setenta e quatro mil, setecentos e noventa e cinco reais e setenta e cinco centavos) em manutenção predial.

O órgão estadual, segundo o Diário Oficial do Maranhão, firmou o contrato milionário com a empresa Ação Construções e Comércio Ltda, que é de propriedade de Carlos Alberto Marques Pinheiro e Eliane Albuquerque Marques Pinheiro.

O acordo contratual foi assinado no dia 5 de julho e tem prazo de validade de 12 meses.


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Poder

O contrato de R$ 21,9 milhões da Segurança Pública

R$ 21.936.360,42 (vinte e um milhões, novecentos e trinta e seis mil, trezentos e sessenta reais e quarenta e dois centavos). Esse é o valor exato que a Secretaria de Segurança Pública, que tem como titular Jefferson Portela, contratou a Ticket Log, localizada na cidade de Campo Maior, no Rio Grande do Sul.

A empresa tem como sócios Marcos Schoenberger, Gustavo Zanardi Chicarino e Sandro Ricardo Gejão Marim.

No sábado (31), completa-se 1 ano de vigência do contrato, firmado em 2017 entre a SSP e a Ticket Log para prestar serviços de gerenciamento eletrônico com uso de tecnologia de cartões magnéticos individuais, com fornecimento de combustíveis e lubrificantes da frota de veículos da instituição, com manutenção preventiva e corretiva dos veículos.

Resta saber se a SSP renovará, ou melhor, aditivará o mesmo…

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