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Portela chamou secretário da SEAP de incompetente e queria derrubá-lo, revela delegado

Obtida com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, a “Carta ao Povo Maranhense” acusa o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, de chamar o secretário de Administração Penitenciária (SEAP), Murilo Andrade, de apático e incompetente.

A nova carta escrita pelo delegado Ney Anderson Gaspar, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) expõe o desejo de Portela em derrubar Andrade da SEAP para indicar alguém de sua confiança.

Gaspar detalhou, ainda, como o titular da SSP tentou utilizar o aparato da Segurança para tentar conseguir o objetivo. Segundo ele, durante as investigações que apurava a explosão do muro da Penitenciária de Pedrinhas ocorrida em 2017, Portela pediu insistentemente para que a equipe de delegados do DCCO encontrasse indícios de responsabilidade de Murilo para ter “forças” de derrubá-lo da chefia da SEAP.

“Em 2017, ocorreu a explosão de uma parte do muro da Penitenciária de Pedrinhas, onde o objetivo era resgatar alguns presos de uma organização criminosa de atuação internacional, enquanto a equipe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, sob o comando deste subscritor realizava as apurações, se empenhava para capturar os fugitivos e responsabilizar os eventuais culpados por prováveis negligência durante a fuga, o sr. Portela chama o secretário de Administração Penitenciária de apático e incompetente, forçando insistentemente que ao final do inquérito encontrássemos indícios de responsabilidade sobre o referido secretário, para que ele (Portela) tivesse força para derrubá-lo do cargo e colocar alguém da sua confiança caracterizando mais uma vez, de forma evidente, o uso do cargo público em benefício próprio”, declarou.

O documento, de 3 páginas, integra uma série de acusações que narram detalhes de como Jefferson Portela ordenava investigações contra, pelo menos 4 desembargadores, Tyrone Silva, Nelma Sarney, Guerreiro Júnior e Froz Sobrinho, além de assessores e filhos de magistrados, do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PR) e do senador Roberto Rocha (PSDB).

O caso, à princípio, veio à tona pelo ex-chefe da Seic, Tiago Bardal, que em depoimento à 2ª Vara Criminal de São Luís, acusou o secretário de usar a estrutura da SSP para atingir os seus desafetos. Em seguida, os relatos foram reafirmados pelo autor das cartas, que afirmou que trouxe à tona tais relatos porque se sente perseguido pelo secretário.

Procurado, o secretário Murilo Andrade não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Jefferson alegou em sua defesa que não emitiu tais ordens e, tanto o depoimento quanto o teor das cartas são criminosos (reveja aqui).

Citado em uma das cartas como alvo de investigação por ser opositor do governo, Roberto Rocha pediu à presidência do Senado Federal a entrada Polícia Federal no caso para apurar as acusações e denunciou à Procuradoria Geral da República Portela por abuso de autoridade e prevaricação (saiba mais aqui e aqui). Além de Rocha, o deputado federal Edilázio Júnior protocolou junto à Procuradoria Geral de Justiça do Maranhão uma representação onde pede o afastamento do secretário e uma auditoria no sistema Guardião (veja também).

A repercussão do caso motivou, também, o deputado Alusío Mendes (Podemos) a pedir que os delegados sejam ouvidos pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, inclusive, há intenção do deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) em pedir abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso e levá-lo à Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (relembre).


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Poder

Delegado diz que secretário de Segurança pediu para investigar senador do MA

O senador da República pelo Maranhão, Roberto Rocha (PSDB-MA), foi alvo de um pedido de investigação do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, conforme trouxe à tona a nova carta escrita pelo delegado Ney Anderson Gaspar, ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO).

O documento, obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, integra uma série de acusações feitas pelo ex-delegado Tiago Bardal e delegado Ney Anderson contra o chefe da SSP (saiba mais aqui e aqui).

No texto, o ex-titular do DCCO revela que Portela pediu para investigar Rocha pelo fato de que o parlamentar poderia atrapalhar as eleições estaduais de 2018. Na época, o senador era candidato ao governo do Maranhão.

Gaspar diz ainda que a estratégia escolhida pelo secretário para atingir o objetivo foi a mesma usada contra os desembargadores do Tribunal de Justiça: grampear os telefones dos familiares de Roberto Rocha e do suplente Pinto da Itamaraty. “Durante muito tempo o senhor Portela pediu para investigar o senador Roberto Rocha, pois o mesmo poderia atrapalhar as eleições de 2018, usando a mesma tática que tentou usar contra os desembargadores, começando por familiares do referido senador e do seu suplente Pinto da Itamaraty.”

Em outro trecho da carta, o delegado relata perseguições incessantes do secretário a delegados da Polícia Civil que se recusaram a cumprir ordens dadas por ele.

Ney Anderson citou, também, o caso do delegado Arthur Benazzi, que teve que impetrar um mandado de segurança na Justiça para voltar a atuar na capital maranhense, pois o mesmo tinha sido transferido para o interior por descumprir as ordens de Portela.

O documento traz ainda relatos de que o auxiliar de Flávio Dino abriu processos administrativos contra delegados, por que os mesmos estariam denunciando a estrutura caótica da Polícia Civil.

Além disso, o texto rebate a nota emitida por Jefferson Portela, na qual afirma que as cartas são criminosas e não condizem com a verdade dos fatos (reveja aqui). “Minhas denúncias são única e exclusivamente contra o senhor Portela, que além de usar o cargo para seus interesses políticos pessoais mais espúrios, agora também tenta usar o Sistema de Segurança Pública como escudo, na tentativa inocente de blindar seus atos criminosos”.

Gaspar adianta que irá divulgar mais denúncias e que estas serão a respeito de processos licitatórios, emendas e eleições de 2018.

Procuradas, as Assessorias de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.

Em contato com o Blog, o senador Roberto Rocha afirmou que não está supreso com a denúncia. “Não posso me dizer surpreso com essa revelação. Quem conhece a História da formação do pensamento das esquerdas, sabe que foi Lenin quem afirmou que ‘o partido é a mente, a honra e a consciência da nossa Época’. O mundo mudou, o comunismo ruiu, mas traços dessa mentalidade ainda permanecem presentes nos seus herdeiros. Então, os comunistas não lutam para tomar o poder, mas o próprio Estado e todas as suas instituições. Então eu deixei de ser um adversário, para me tornar um inimigo. Seria cômico, se não fosse trágico.”

A reportagem procurou o secretário de Comunicação, Rodrigo Lago, que evitou falar sobre o caso.

Veja íntegra da carta aqui.

Na semana passada, o ex-chefe do DCCO, Ney Anderson Gaspar trouxe à tona duas cartas contendo denúncias nas quais afirmam que o secretário Jefferson Portela ordenou investigar e monitorar desembargadores do Tribunal de Justiça, o deputado Josimar de Maranhãozinho, grampear familiares de magistrados, blindar o superintendente de Articulação da Baixada, Penaldon Jorge, no inquérito policial da Operação Jenga – que investigava crimes de agiotagem e tinha como alvos empresários e políticos. (relembre aqui, aqui e aqui)

Na terça-feira (21), o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão José Joaquim Figueiredo, encaminhou ofícios ao Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça e Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Maranhão, pedindo providências sobre a acusação do uso da Secretaria de Segurança Pública para monitorar desembargadores (relembre aqui).

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Maranhão, solicitou uma invetsigação rigorosa sobre o caso (veja também).


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Presidente do TJ exige investigação sobre espionagem de desembargadores

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), José Joaquim Figueiredo dos Anjos, exigiu uma investigação rigorosa para apurar as denúncias feitas pelo ex-delegado Tiago Bardal e ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, delegado Ney Anderson, sobre espionagem e tentativa de investigação de desembargadores e juízes do TJ.

“Tendo em vista matérias publicadas no Blog do ‘Neto Ferreira’ em que o ex-delegado de Thiago Bardal e o delegado Ney Anderson Gaspar acusam, reiteradamente, o Secretário Estadual de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, de ter determinado suposta espionagem ilegal contra desembargadores e juízes, o Tribunal de Justiça, no exercício de suas funções constitucionais, vem a público e perante as autoridades exigir uma rigorosa e imparcial investigação de tais denúncias”, afirma a nota oficial emitida pelo desembargador.

O magistrado resolveu se manifestar após a divulgação de uma série de acusações direcioandas ao chefe da SSP por Bardal e Gaspar, onde revelaram ordens para investigar, monitorar e colocar escutas ilegais em carros de desembargadores. Além disso, Portela está sendo acusado de espionar familiares dos magistrados.

As denúncias afirmam que o auxiliar do governador Flávio Dino teria chamado juízes de bandido.

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