Poder

Ricardo Murad também nomeava diretores de hospitais

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Depois de ser apontado como o responsável direto pela contratação de empresas, sem licitação, para a prestação de serviços ao Estado durante o período que comandou a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Ricardo Murad foi novamente citado por diversos investigados da Operação Sermão aos Peixes — que investiga desvios milionários na saúde pública do Maranhão durante o último governo Roseana Sarney.

Desta vez, Ricardo Murad foi apontado como o responsável por indicar os diretores e funcionários das unidades hospitalares. Ou seja: além de indicar quais empresas iriam prestar serviço aos hospitais, o ex-secretário Ricardo Murad também escolhia os diretores e funcionários dos hospitais. Dessa forma, ele conseguia comando total da operação.

Segundo a Polícia Federal, ao menos três investigados na Operação Sermão aos Peixes citaram o ex-secretário Ricardo Murad como o responsável pela contratação dos diretores e funcionários das unidades hospitalares. Entre eles estão Péricles Silva Filho e Benedito Silva Carvalho, os dois proprietários do Instituto de Cidadania e Natureza (ICN), que já foram presos durante a operação.

Em seu depoimento à PF, Péricles Silva Filho afirmou que “a secretaria [comandada por Ricardo Murad] indicava os diretores, até hoje, e que havia pessoas do ICN nos hospitais e UPAs apenas para auxiliar administrativamente”. Benetido Silva Caravalho, por sua vez, disse que apesar da SES ter terceirizado a gestão da administração das unidades hospitalares par o ICN, a administração era feita de fato por gestores nomeados pelo governo.

Outro investigado, Péricles Guará Silva, disse que a gestão dos hospitais era realizada pelo ICN, mas que a SES era responsável pela nomeação dos diretores hospitalares. Veja, abaixo, no documento obtido pelo Blog do Neto Ferreira.

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Poder

Ricardo Murad foi grampeado pela Polícia Federal tentando incriminar Flávio Dino

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Sabendo que estava sendo gravado pela Polícia Federal, o ex-secretário da Saúde, Ricardo Murad, tentou incriminar o governador do Maranhão, Flávio Dino, falando abertamente que o gestor estadual estaria contratando empresas para atuar na Saúde com a intenção de pagar as dívidas angariadas durante a campanha eleitoral de 2014.

O documento foi obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira e mostra o diálogo se deu no dia 12 de março de 2015 entre o empresário e sobrinho de Murad, Rômulo Trovão, e o próprio ex-gestor da Saúde, após uma reunião que aconteceu entre o diretor da empresa Litucera Limpeza e Engenharia, Edson Gabriel da Silva, e Trovão.

De acordo com o documento, o referido encontro foi para que Edson comunicasse ao sobrinho de Ricardo Murad que o então secretário da Saúde, Marcos Pacheco, ia suspender a prestação de serviços da Litucera.

“Rômulo diz que Edson se reuniu com Marcos Pacheco (Secretário de Saúde do Estado) e disse que vai parar a prestação de serviços. Ricardo diz que é melhor eles conversarem isso pessoalmente.”
, destacou a Polícia Federal.

No mesmo trecho da observação da PF, Murad afirma que as empresas que irão entrar na saúde são para pagar dívidas de campanha 2014 de Flávio Dino.

“Ricardo diz que as empresas que vão entrar na saúde são para pagar dívidas de campanha de Flávio Dino.”, frisou o documento da PF. Leia a conversa abaixo.

Ricardo Murad e o seu sobrinho Rômulo Trovão são acusados de integrar uma organização criminosa que atuava no âmbito da Secretaria de Saúde do Maranhão e que desviou milhões dos cofres públicos. Ambos foram alvos da operação Sermão aos Peixes, deflagrada em novembro do ano passado.

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Poder

Bomba! Empresário delata à PF participação de Ricardo Murad no esquema da Saúde

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O ex-secretário de Saúde do governo Roseana Sarney, Ricardo Jorge Murad, foi delatado à Superintendência da Polícia Federal do Maranhão como o responsável direto pela escolha das empresas que seriam contratadas, sem licitação, para prestaram serviços ao Estado no período em que ele comandava a pasta.

Em depoimento obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, o empresário Emílio Borges Resende delata Murad para o delegado responsável pelas investigações, Wedson Caje Lopes.

O empresário afirma em seu depoimento concedida à Polícia Federal no dia 9 de outubro – durante segunda fase da Operação Sermão aos Peixes (denominada de Operação Abscôndito e Voadores) -, que “em alguns casos, a mando de Ricardo Murad, um subalterno dele simplesmente ligava para a unidade hospitalar e ao instituto responsável informando qual empresa iria prestar o serviço e determinava a contratação”.

“O acerto sobre qual empresa iria prestar serviço em determinado hospital era decidido diretamente por Ricardo Murad“, diz um trecho do depoimento bombástico, que levou os investigadores a intensificar as apurações sobre Murad.

O dono do instituto especificou que o ex-secretário de Saúde era a pessoa que dava a “palavra final” em todos os assuntos mais relevantes, não apenas na empresa COBRA, como em todas as empresas que prestavam serviços à Bem Viver.

Emílio é um dos diretores da Associação Bem Viver e dono do Centro de Oncologia Brasileiro (COBRA). Ele já foi preso duas vezes por integrar o esquema criminoso que desviou milhões dos cofres públicos da saúde do Maranhão.

Em contato com a reportagem, a assessoria de Ricardo Murad disse que ele não se manifestaria.

Veja nas imagens abaixo o depoimento:

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Entenda o caso.

Na época da gestão de Ricardo Murad, a saúde pública estadual era terceirizada. Ao passar a atividade para entes privados, o gestor teria fugido dos controles da “Lei de Licitação”, empregando profissionais sem concurso público e contratando empresas sem licitação.

No período de investigação, os recursos destinados pela União ao Fundo Estadual de Saúde do Maranhão por meio do Ministério da Saúde foram de R$ 2 bilhões.

O nome da operação é alusivo ao sermão do Padre Antônio Vieira que, em 1654, falou sobre como a terra estava corrupta, censurando seus colonos com severidade. Foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF).


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Poder

O alvo é Ricardo Jorge Murad…

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O ex-gestor da Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, é o principal e próximo alvo da Polícia Federal.

Esse fato ficou bem claro durante a coletiva de imprensa concedida pela PF, na manhã desta quinta-feira, quando o delegado Wedson Cajé Lopes revelou que Murad é, sim, investigado pelo órgão e que está prestes a ser preso.

A prisão ainda não aconteceu, segundo a PF, pelo fato de que o Ministério Público Federal (MPF) entender que faltam provas que incriminem Ricardo Murad nos desvios de milhões da saúde.

Para Cajé Lopes, o ex-gestor tem participação nos fatos investigados, afinal interviu diretamente na destruição e ocultação de provas. “Segundo descreve a representação, o vazamento das informações sigilosas está fartamente comprovado nos autos. A postagem assinada pelo então investigado Ricardo Jorge Murad, na rede social Facebook,, no dia 11 de agosto de 2015 (três meses antes da deflagração) já seria suficiente para comprovar que informações teriam saído do domínio das instituições envolvidas na investigação criminal.”, detalhou.

Não é primeira vez que o nome de Ricardo Murad surge na investigação da Polícia Federal. Em 2015, o ex-gestor apareceu no bojo do inquérito policial da 1 ª fase da operação Sermão aos Peixes, teve a prisão pedida três vezes, mas só foi conduzido coercitivamente até a sede da PF. À época, o ex-gestor foi apontado como o principal líder da organização criminosa que atuava no Sistema Estadual de Saúde.

É notório que a Polícia Federal está trabalhando arduamente para prender Ricardo Murad. Portanto, é uma questão de tempo.

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Saúde

Polícia Federal afirma que Murad agiu para destruir e ocultar provas

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A Polícia Federal afirmou durante a entrevista coletiva realizada, na manhã desta quinta-feira (06), que o ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Muard atuou ativamente para que provas fossem destruídas na primeira fase da Operação Sermão aos Peixes, em novembro de 2015.

Durante a entrevista, que foi concedida para tratar sobre as nova fases da operação referida acima denominadas de Abscôndito e Voadores, o delegado federal Wedison Cajé esclareceu detalhes das operações. Ele menciona a intervenção de Ricardo Murad na primeira fase da investigação da Operação Sermão aos Peixes.

“Ele citou detalhes da operação, e para nossa infelicidade sua fonte estava correta. Os investigados agiram para causar embaraço e destruição de provas”, detalhou o delegado.

Abscôndito e Voadores foram deflagradas pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU), na manhã desta quinta-feira. As novas fases investigam desvios de verbas públicas da saúde.

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Política

Derrotado, Ricardo Murad diz que vai à Justiça para reverter resultado em Coroatá

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Inconformado com a derrota da sua esposa, Teresa Murad, em Coroatá, na eleição municipal, o ex-secretário de saúde, Ricardo Murad, declarou que não aceitará o resultado dados nas urna no domingo (02) e ainda acusou Flávio Dino de interferir no pleito.

O ex-gestor avisou, em sua conta no Facebook, que irá até as últimas consequências para reverter a derrota sofrida pela família Murad no município para o candidato do governador Flávio Dino, Luis Amovelar.

“Uma vitória como essa não será reconhecida por mim, por Teresa e por todos aqueles que têm respeito e responsabilidade com Coroatá. Afirmo a todos que irei até as últimas instâncias da justiça para reparar essa violência praticada contra nossa democracia”, disse Ricardo.

Em outro trecho da mensagem, Murad acusou Dino de interferir diretamente na disputa. “Quero reafirmar o compromisso que tenho com a minha terra e com todos aqueles que têm responsabilidade com o nosso futuro e dizer que não reconheço como legítimo esse resultado, fruto do maior abuso de poder econômico, político e policial promovido pelo governador Flávio Dino que interferiu na vontade livre do eleitor coroataense”, atacou.

O ex-gestor da saúde insinuou ainda que Flávio Dino faz parte de uma organização criminosa.

Veja a mensagem na íntegra:

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Poder

Fábio Câmara faz as pazes com Ricardo Murad

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O mundo dos políticos é cheio de altos e baixos, deleites e decepções, brigas e reconciliações. Tudo isso movido pelo interesse e necessidade do momento. Uma verdadeira roda gigante em pleno funcionamento: ora a cadeirinha está no ponto mais alto e cobiçado ora na parte baixa e sem graça, na expectativa de chegar ao cume mais uma vez e aproveitar o máximo possível.

A relação do vereador Fábio Câmara com a família Murad se encaixa muito bem nessa analogia. A parceria entre Câmara e Ricardo Murad ficou abalada e trincada nas eleições de 2014; quando Câmara não quis apoiar os candidatos a deputado estadual do então secretário de Estado de Saúde: Andrea Murad e Sousa Neto. Na época, Fábio Câmara preferiu dar um tiro no pé e disputar uma vaga para o Legislativo Estadual.

A atitude de Fábio Câmara desapontou e irritou profundamente Ricardo Murad. Mas, como o mundo dá voltas e o jogo de interesses é o que prevalece. Ricardo Murad e Fábio Câmara ‘esqueceram’ a traição e fizeram as pazes. Tudo isso por um único propósito: trabalhar em prol da candidatura de Câmara rumo à Prefeitura de São Luís.

Prova dessa reconciliação é a foto acima, onde a deputada Andrea Murad, filha de Ricardo Murad, aparece ao lado de Fábio Câmara, que não escondeu o contentamento e esbanjou um sorriso largo. Para não restar nenhuma dúvida dessa harmonia restabelecida, Andrea Murad desistiu da pré-candidatura à Prefeitura de São Luís para apoiar Fábio Câmara. Ambos são do PMDB.


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Poder

Flávio Dino usou polícia para tentar ‘investigar deputados’

O Governo do Maranhão tentou, por meio da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), órgão ligado a Polícia Civil, investigar deputados estaduais da oposição pelos crimes de lavagem de dinheiro possivelmente cometidos na campanha eleitoral.

Segundo documento obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, a Polícia Civil usou relatório encaminhado pela Secretaria da Transparência para pedir investigação sobre os deputados Andréa Murad e Sousa Neto. No relatório produzido pelo governo Flávio Dino é apontado fraudes em processos licitatórios realizados pela Secretaria de Estado da Saúde no ano de 2013. Na época, secretário era o genro da ex-governadora Roseana Sarney, Ricardo Jorge Murad.

“Trata-se de pedido de autorização para o Inquérito Policial nº 56/2015, já iniciado, possa investigar condutas dos deputados estaduais Andréa Trovão Murad Barros e Francisco de Sousa Dias Neto, sob alegação de suspeita de que as campanhas eleitorais dos dois, à época candidatos, tenham sido utilizadas para lavagem de dinheiro desviados da execução de obra do Hospital de Rosário/MA”, diz o relatório.

Conforme documento encaminhado para o Tribunal de Justiça, a empresa ganhadora da licitação de R$ 18.281.624,49 milhões – Ires Engenharia Comércio e Representações Ltda -, teria feito doações de campanha no valor de R$ 100 mil para Andréa Murad e Sousa Neto, ambos filha e genro do ex-secretário de Saúde.

Ao analisarem os fatos, membros do TJ-MA negaram, por unanimidade, o pedido da Polícia Civil, pois a Instituição não tem competência para apurar condutas atípicas de deputados estaduais, uma vez que os parlamentares possuem foro privilegiado e somente a Procuradoria-Geral de Justiça é capaz de pedir a abertura da investigação.

“Ultrapassada a questão da competência, passo a análise da formulação do pedido de autorização em si, que foi formulado por três delegados de Polícia Civil. Neste ponto específico, entendo que há vício de iniciativa que torna o pedido ilegal. É que, no caso de apuração de supostas condutas ilícitas atribuídas a Deputados Estaduais, com foro por prerrogativa de função, a iniciativa é exclusiva do Ministério Público, no caso do Procurador Geral de Justiça”, diz o despachou do processo.

Após ter negado, o Tribunal de Justiça encaminhou a solicitação para a procuradora-geral de Justiça do Maranhão, Regina Lúcia de Almeida Rocha, para que ela peça ou não a investigação sobre os deputados estaduais pela acusação de lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

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Poder

Roseana Sarney, Ricardo Murad e construtor viram réus por desvios de milhões da Saúde

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Na última segunda-feira (2), o juiz da 7ª Vara Criminal, Fernando Luiz Mendes Cruz, aceitou a denúncia ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão, contra a ex-governadora Roseana Sarney, o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad e proprietário da Dimensão Engenharia, Antônio Barbosa Alencar. O processo envolve também outras 14 pessoas, entre servidores da Saúde e empreteiros. Todos são acusados de enriquecer ilicitamente e desviarem verbas federais com objetivo de financiar campanhas eleitorais.

Na ação, o MPMA acusou Roseana, Murad e os outros integrantes do processo de formar um esquema criminoso para subtrair R$ 151 milhões do programa Saúde é Vida por meio de contratos que garantiam a construção de 64 unidades hospitalares de baixa complexidade, de 20 leitos, em vários municípios do estado, entre os anos de 2009 e 2010.

Recebo a denúncia oferecida em desfavor de Antonio Barbosa de Alencar, Antonio Gualberto Barbosa Belo, Antonio Jose de Oliveira Neto, Delci Aparecida Toledo M. Nepomuceno da Silva, Fernando Neves da Costa e Silva, Gardenia Baluz Couto, Jefferson Nepomuceno da Silva, Jose Marcio Soares Leite, Jose Orlando Soares Leite Filho, Mirella Palácio de Alencar, Osório Guterres de Abreu, Osvaldino Martins de Pinho, Ricardo Jorge Murad, Rosane Campos da Silva Melo, Roseana Sarney Murad e Sergio Sena de Carvalho já qualificado(s) nos autos, uma vez que restam presentes as condições legais, bem como indícios de autoria e materialidade para o exercício da ação penal. A denúncia preenche ainda o art. 41 do CPP, quais sejam: a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado.” sentenciou o magistrado Fernando Luiz Mendes Cruz.

Na decisão o juiz da 7ª Vara afirmou que Ricardo Murad compactuou com os contratos ilícitos, bem como Roseana Sarney, uma vez que empresas contratadas sem licitação, se destinaram para financiar sua campanha eleitoral e seu partido, no pleito de 2010, na quantia de R$1.950.000,00.

“Ricardo Jorge Murad, ordenador de despesas, como Secretário de Estado de Saúde, era de sua competência, nos termos do art. 68, I, da Constituição Estadual; solidariamente responsável, nos termos do art. 1º,§1°, na gestão fiscal e executor da política estadual do governo da então chefe do poder executivo,por pactuar os contratos, decorrentes das licitações dos 64 hospitais de 20 leitos, ordenando a maior parte das despesas(art. 58-LC 101/2000), havendo indícios, em tese, da prática dos delitos descritos no arts. 89, 90,96, I, 97, da Lei n°8666/1993, c/c arts. 288, 299 e 312 do CPB; Rosane Campos da Silva Melo, Presidente da Comissão de Licitação da Secretaria de Saúde, subscreveu editais da concorrência, autorizando e dando andamento a dispensa de licitação, praticando, em tese, o delito, em tese, descritos nos arts. 90, 96, 97,c/c art. 288, do CPB; Roseana Sarney Murad, ex-governadora do Estado, aduz a denúncia, em síntese, que as transações de recursos para as empresas contratadas sem licitação, se destinaram para financiar sua campanha eleitoral e seu partido, no pleito de 2010, na quantia de R$1.950.000,00, sendo a mesma responsável, nos termos do art. 21 da lei 9504/1997, pelos recursos recebidos na campanha eleitoral, constante no anexo 1, II, III, do volume 1, autos oriundos da Procuradoria Geral da República(NF 1.00.000.000771/2014-55)“, declarou, juíz da 7ª Vara Criminal, Fernando Luiz.

Em um dos trechos da sentença, o magistrado afirma que os sócios representantes legais da empresa Dimensão Engenharia e Construção Ltda, Antonio Barbosa Alencar e Mirella Palácio de Alencar, foram beneficiados com a dispensa de licitação e contratos aditivados superfaturados. “Antonio Barbosa Alencar e Mirella Palácio de Alencar, sócios representantes legais da empresa Dimensão Engenharia e Construção ltda, seriam beneficiários do Lote 04, com dispensa de licitação e aditivos superfaturados, coautores, em tese, das condutas descritas nos art. 89 e 90 da Lei n° 8666/1993 e art. 288, do CPB”, disse.

Os acusados responderão pelos crimes de fraude à licitação, dispensa ilegal de licitação, favorecimento em dispensa ilegal de licitação, admissão irregular de licitante, contratos superfaturados, peculato e associação criminosa, segundo o Ministério Público.

Todos terão dez dias para apresentarem suas defesas por escrito.

Veja a lista dos acusados de desviarem milhões da Saúde do Maranhão:

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Política

O balcão de negócios de Ricardo Murad

Ao contrário do que ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, publicou nas redes sociais, ele está sim envolvido com o esquema fraudulento que desviou mais de R$ 1 bilhão do Sistema de Saúde do Maranhão.

As provas são os relatórios da Polícia Federal, onde é dito detalhadamente como foi a participação de Murad nas fraudes.

Segundo a PF, o ex-secretário de Saúde foi o grande mentor de complexa organização criminosa. “Ricardo utilizou como estratagema para ocultar o seu plano, a transferência de gestão dos recursos federais destinados à Secretaria Estadual de Saúde (SES) para instituições do ‘terceiro setor’, sob argumento de mais eficiência na execução dos serviços públicos, mas que na verdade funcionou como estrutura de desvio de verbas com fins específicos, qual seja: financiamento de campanha e enriquecimento ilícito” enfatizou o documento.

A Polícia Federal destaca, ainda, que o modelo de gestão empregado por Ricardo Murad permitiu que pessoas fossem empregadas sem passar por qualquer seletivo.

Além disso, abriu portas para as contratações de empresas sem processo licitatório.

Para a PF, a durante a gestão de Ricardo Murad, a SES serviu de uma grande mesa de negociação entre políticos e aliados do então secretário de Saúde para obtenção de dinheiro financiamento de campanhas políticas e empregar pessoas apadrinhadas sem nenhum critério técnico.

Documento da PF afirmando que Ricardo Murad participou do esquema de desviou de verbas da Saúde.

Documento da PF afirmando que Ricardo Murad participou do esquema de desviou de verbas da Saúde.


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