Crime

Operação apreende madeira ilegal na Reserva do Gurupi no Maranhão

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Cerca de 50 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente da Reserva Biológica do Gurupi (Rebio) foram apreendidos por fiscais durante operação realizada nesta quarta-feira (9). Dois veículos foram apreendidos e as multas podem chegar a R$ 30 mil.

Segundo Evane Lisboa, diretor da Reserva Biológica (Rebio), com o período chuvoso o combate a ação dos madeireiros fica ainda mais difícil. “Por conta do barro que aparece muita lama e os carros começam a atolar. Com isso temos mais dificuldade para trabalhar porque nossos carros são baixos e acabam atolando, enquanto os madeireiros têm veículos que são mais altos e contam com a ajuda de tratores para dar mais facilidade de acesso”, afirmou.

As operações dentro da unidade de preservação ambiental contam com o apoio de homens do batalhão florestal da Polícia Mlitar de São Luís e da PM de Açailândia.

Além da extração ilegal de madeira as equipes fiscalização outros crimes cometidos dentro da reserva Biológica do Gurupi como a caça de animais silvestres.

Na última operação, em uma única casa, nove espingardas foram apreendidas. O chefe da coordenação e fiscalização federal Ruhan Saldanha explica que apesar de proibida, a prática é comum. “Foram encontrados diversos animais como pacas, jabutis, animais bem consumidos aqui na região. Às vezes as pessoas não sabem que matar ou perseguir ou comprar o animal silvestre, abatido ou vivo, é crime. A gente costuma pegar animais abatidos, dentro das fazendas que são fiscalizadas na cidade”, afirmou.

Em 2016, 23 armas foram apreendidas com caçadores, também foram localizados e apreendidos 17 caminhões, cinco motocicletas, seis tratores e 300 metros cúbicos de madeira. “O início do tráfico começa dentro das áreas protegidas e envolve vários estados” finalizou Ruhan Saldanha.

Do G1,MA


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Poder

MPF denuncia fazendeiros que prejudicam a Reserva do Gurupi

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O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ações civis públicas contra diversos fazendeiros que exploram a região ao redor da Reserva Biológica do Gurupi e pediu liminarmente a suspensão das atividades que estão provocando desmatamento em sua zona de amortecimento, indicando as áreas onde o problema foi identificado. Entre os acusados de promover os desmatamentos estão proprietários de fazendas localizadas em sua zona de amortecimento. O Estado do Maranhão e o Município de Bom Jardim também estão entre os réus

O fazendeiro Vicente Lucas Guedes, dono da Fazenda Bom Sossego, no município Buriticupu, e Jande Pereira de Carvalho Bezerra, dono de imóvel rural que fica nas proximidades do Povoado Brejinho Rio das Onças, zona rural do município Bom Jardim, estariam promovendo extenso desmatamento em suas propriedades. Marcelo Testa Baldochi, dono da Fazenda Pôr do Sol, também em Bom Jardim, e Francisco Bosco do Nascimento, dono da Fazenda Acácia, no município Centro Novo do Maranhão, estariam fazendo o mesmo em suas propriedades localizadas na zona de amortecimento da Reserva, causando danos ao ecossistema da região protegida. Além deles, José Valdi Macedo de Araújo, que reside no município de Açailândia, estaria extraindo madeira ilegalmente da Reserva do Gurupi.

Outra irregularidade teria sido cometida pelo Estado do Maranhão, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Ambientais (Sema). A Sema teria expedido licença ilegal de operação para projeto de conversão de floresta em pastagens na Fazenda Nova Délia, localizada na zona de amortecimento da Reserva do Gurupi, no município Centro Novo do Maranhão, da qual Ana Carla Santos de Oliveira seria a proprietária. O projeto não teve autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o que seria indispensável para o licenciamento.

Em outro caso, a fiscalização do ICMBio identificou que o Município de Bom Jardim realizou desmatamento para construir, sem autorização, uma escola na região conhecida como “Vila Aeroporto”, no interior da Reserva do Gurupi, para atender a um assentamento clandestino situado dentro da área protegida.

Até o momento, a Justiça concedeu liminar contra os fazendeiros Vicente Lucas Guedes e Marcelo Testa Baldochi, e contra José Valdi Macedo de Araújo, determinando a suspensão de atividades que promovam o desmatamento das áreas. Em caso de descumprimento, Vicente Guedes deverá pagar multa diária de R$ 10 mil e José Valdi e Marcelo Testa, multa no valor de R$ 50 mil. José e Marcelo foram, ainda, proibidos de entrarem na Reserva.

Com informações do MPF


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Crime

Polícia Federal desarticula quadrilha que fazia extração ilegal de madeira no MA

A Polícia Federal, em conjunto com o IBAMA, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a operação batizada Hymenaea, com o objetivo de combater a extração e comercialização ilegal de madeira provenientes da Terra Indígena Caru e da Reserva Biológica do Gurupi.

A ação acontece nas cidades de São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Açailândia, Zé Doca, Alto Alegre do Pindaré, Bom Jardim, Governador Nunes Freire, todas no estado do Maranhão. No Rio Grande do Norte: Tibau, Mossoró, Parnamirin e Natal, e em Capuí no estado do Ceará.

Mais de 300 policiais federais, apoiados por servidores do IBAMA e por policiais do BOPE de Brasília e do Rio de Janeiro, estão dando cumprimento a 77 medidas judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, 56 mandados de busca e apreensão, bem como à suspensão da certificação de 44 empresas madeireiras.

O nome da operação faz referência a uma das espécies exploradas ilegalmente na região.

De acordo com a PF, a organização fazia a extração nas reservas indígenas por meio de documentação fraudulenta, que garantia o transporte e retirada de madeira das áreas protegidas. Um dos membros da quadrilha era responsável por emitir os documentos destinados a microempresas laranjas cadastradas como construtoras no Rio Grande do Norte. O grupo teria movimentado R$ 60 milhões com a atividade.

Foram sequestrados mais de R$ 12 milhões de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, preveniente de lavagem de dinheiro associada à extração. Os investigados responderão por participação em organização criminosa, lavagem de capitais, roubo de bens, desmatamento na Terra indígena Caru e Reserva Biológica do Gurupi, entre outros crimes.

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Policiais federais e agentes do IBAMA em Buriticupu.

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Policiais federais e agentes do IBAMA em Buriticupu.


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Crime

MPF denuncia suspeitos de encomendar morte de ambientalista

Conselheiro ICMBio

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) denunciou os fazendeiros José Escórcio de Cerqueira e Francisco da Silva Sousa, suspeitos de contratar pistoleiros para matar Raimundo dos Santos Rodrigues e sua companheira, Maria da Conceição Chaves Lima, conselheiros da Reserva Biológica do Gurupi. As vítimas denunciavam constantemente a grilagem e a exploração ilegal de madeira no interior da Reserva, principalmente nas terras ocupadas pelos denunciados.

No inquérito policial que embasou a denúncia consta que no dia 25 de agosto de 2015, no interior de fazenda de propriedade de José Escórcio, dois pistoleiros armados com revólveres emboscaram as vítimas quando elas retornavam, em uma motocicleta, à comunidade Rio das Onças II, no interior da Reserva do Gurupi, onde residiam. Os malfeitores atiraram várias vezes, com a intenção de matar. Raimundo dos Santos, que tentou defender a si e à companheira com um facão, foi mutilado após receber inúmeros golpes desferidos pelos criminosos que conseguiram tomar-lhe o facão.

O ambientalista morreu em decorrência dos ferimentos e Maria da Conceição só conseguiu escapar com vida porque seu companheiro distraiu os pistoleiros. Após o episódio, ela precisou passar por duas cirurgias e agora está inserida no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas.

Segundo o MPF, o homicídio praticado contra Raimundo dos Santos e a tentativa de homicídio contra a sua companheira ocorreram por motivo torpe: vingança. José Escórcio e Francisco da Silva, proprietários de terras no interior da Reserva, “estavam bastante incomodados com a atuação de Raimundo dos Santos e Maria da Conceição como Conselheiros da Reserva Biológica do Gurupi”. Os denunciados também deverão responder por porte de arma de fogo sem autorização legal. As armas foram descobertas e apreendidas após busca realizada, mediante mandado, na residência de ambos.

Na denúncia, o MPF pede a instauração de processo penal com a intimação dos denunciados para interrogatório. Francisco da Silva Sousa atualmente está foragido e José Escórcio, preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.


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