Poder

Governo contratou investigada pela PF por R$ 2,4 milhões com “dispensa de licitação”

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Empresário e dono da Distrimed, Mário Dias Ribeiro Neto, e a fachada da empresa.

A Distrimed Comércio e Representações Ltda, que tem como proprietários Mário Dias Ribeiro Neto e Luiz Carvalho dos Santos, encontrou a sua “galinha dos ovos de ouro” no Maranhão.

Somente em 2016, a empresa piauiense foi agraciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), órgão ligado ao governo Flávio Dino, que é presidida por Ianik Rafaela Lima Leal, com três contratos celebrados em caráter emergencial, ou seja, com “dispensa de licitação”.

O Blog do Neto Ferreira obteve as resenhas de contratos e apurou que os acordos foram firmados em sequência, antes mesmo de findar o primeiro.

A Distrimed foi contemplada com um contrato em 18 de julho de 2016, no valor de R$ 1.661.627,42 milhão, com vigência até 16 de outubro; logo em seguida, assinou outro acordo no dia 11 de agosto, orçado em 727.195,34 mil, e que foi até 09 de novembro do ano passado; e no dia 30 de setembro do mesmo ano, foi contemplada com um contrato no valor de R$ 20.753,60 e que findou em 29 de dezembro. Todos os acordo possuem prazo de término de 4 meses.

E em apenas 6 meses, a empresa faturou R$ 2.409.579,36 milhões.

Leia também

Empresa alvo da PF no Piauí fatura milhões da Saúde do governo Flávio Dino

A Distrimed já foi alvo da Polícia Federal do Piauí, durante a deflagração da operação Grangrena. À época, foi descoberto que a empresa estava envolvida a em um esquema criminoso que desviou R$ 7 milhões dos cofres públicos do Piauí. A PF identificou que quatro empresas ganhavam constantemente as licitações em preços por lotes e, ao entregar os medicamentos cobravam por um item com um preço muito maiores e ao mesmo tempo que aumentavam os valores, os remédios faltavam nos hospitais.

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Educação

Prova aplicada no interior do MA é praticamente a mesma realizada no Piauí

O Instituto Machado de Assis, contratado pela Prefeitura de Matões do Norte para realizar o concurso público para a Educação do município está sendo acusado de usar a mesma prova que aplicou na cidade de Redenção de Guerguéia, no Piauí.

Segundo relatos, o exame foi aplicado nos municípios com uma diferença de 90 dias, ou seja, em Redenção de Guerguéia, o certame foi feito em fevereiro e em Matões do Norte em abril. De acordo com o caderno de provas dos dois exames, a redação e a maioria das questões são iguais. A única diferença é a prova de informática, que foi rocada.

Outro ponto curioso é que das 25 pessoas aprovadas no concurso, 20 foram funcionários contratados da Secretaria de Educação, que era comandada pela primeira-dama de Matões do Norte.

A concorrência também foi questionada pelos participantes do concurso, uma vez que a maior dela foi oriunda das cidades Caxias, Timon, e Teresina e essas mesmas pessoas poderiam ter participado do certame em Redenção de Guerguéia.

Tais informações acima revelam que o concurso público realizado pelo Instituto Machado de Assis foi desleal e não teve legitimidade.

O caso já foi denunciado para o Ministério Público do Maranhão, que deverá tomar as devidas providências.

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Prova de redação aplicada em Redenção de Gurguéia (PI).

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Prova de redação aplicada em Matões do Norte (MA).

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Questões de Língua Portuguesa aplicadas em Matões do Norte (MA).

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Questões de Língua Portuguesa aplicadas em Redenção de Gurguéia (PI).

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Prova de informática de Matões do Norte (MA)

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Prova de informática de Redenção de Gurguéia (PI)


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Crime

Polícia desarticula esquema que fraudava concursos no MA

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, onde o esquema atuou com bastante intensidade.

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O estado do Maranhão é alvo da Operação Veritas, deflagrada, nas primeiras da última quinta-feira (10), pela Polícia Civil do Piauí e pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) com objetivo de desarticular uma quadrilha suspeita de fraudar concurso públicos no Piauí.

O esquema fraudou concursos no Maranhão, entre eles do Tribunal Regional Eleitoral daquele estado, da Secretaria Estadual de Educação e Prefeitura de Morrinhos.

Ao todo já foram cumpridos 37 mandados de prisão, 34 de busca e apreensão e 46 de condução coercitiva. Entre os presos, estava Helder Richard Pacheco Cavalcante, da cidade de São Francisco do Maranhão.

Segundo a polícia, o grupo também tentou fraudar o concurso público do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), realizado em dezembro do ano passado, o certame da prefeitura de Capitão de Campos e outros concursos. Entre os suspeitos de integrar o bando está um adolescente que deve ser apreendido pelos policiais. Agentes penitenciários e até mesmo um policial civil também são suspeitos de fazer parte da organização criminosa.

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Poder

Associação de Jornalismo Investigativo condena agressão à jornalista do Piauí

Efrain foi agredito ao tentar fotografar os policiais rodoviários federais presos em Teresina.

Jornalista do Portal Meio Norte

Jornalista do Portal Meio Norte

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena a agressão sofrida pelo jornalista/blogueiro Efrém Ribeiro, do jornal Meio Norte, do Piauí, após tentar colher detalhes de uma informação referente a prisãoque foram presos da Polícia Rodoviária Federal.

O caso aconteceu na última sexta-feira, 27 de abril. Ao tentar fotografar os policiais rodoviários federais presos em Teresina, o repórter Efrém Ribeiro foi abordado por um homem não identificado que tentou arrancar a máquina de suas mãos. Efrém se reposicionou e conseguiu bater a fotografia, mas foi imediatamente jogado no chão e agredido pelo mesmo homem. Ao perguntar ao seu agressor a razão da violência, ouviu: “Sou policial rodoviário também e não quero que você faça imagens dos meus colegas”.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo considera a agressão injustificável. Agredir o repórter é tentativa de calar a imprensa e viola o direito à informação de toda a sociedade. A Abraji pede que as autoridades do Piauí investiguem o episódio e trabalhem para evitar que atos como este se repitam ou, pior, se agravem


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