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Ministro do PCdoB mantém convênios com várias ONGs ligadas a filiados do partido

A série de denúncias sobre irregularidades que ronda a Esplanada desde o começo do ano tem novo alvo. A bola da vez é o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., acusado de desviar verba do programa Segundo Tempo. O “Contas Abertas” fez levantamento sobre o repasse de recursos do programa e descobriu que diversas organizações ligadas ao Partido Comunista do Brasil, agremiação política do ministro, recebem dinheiro da rubrica.

O ministro Orlando Silva quando estava em São Luis ao lado de Flávio Dino

O ministro Orlando Silva quando estava em São Luis ao lado de Flávio Dino

É o caso, por exemplo, do Instituto de Cultura Ambiental (ICA), que recebeu R$ 5,5 milhões do Ministério do Esporte entre 2006 e 2011 através do programa Segundo Tempo. O primeiro-tesoureiro da entidade é Pedro Paulo Ribeiro, filiado ao PC do B desde 15 de dezembro de 1995.

Atualmente, a organização tem um convênio para a manutenção e renovação dos núcleos de esporte educacional com o ministério de Orlando Silva. A previsão é que o contrato termine no dia 3 de dezembro de 2011. A soma total repassada pelo governo federal será de R$ 3,3 milhões. Metade do valor já foi desembolsado para a conta do ICA, por isso, não há ainda informações sobre as empresas contratadas pela instituição.

No quadro do convênio do ICA, o Instituto Master de Assistência e Treinamento para o Desenvolvimento Social (Imas) foi declarado apto a acompanhar a execução do convênio em todas as fases. O Imas é presidido por Julio Cesar da Silva Brandão, também filiado ao PC do B do Rio de Janeiro. O “Contas Abertas” tentou entrar em contato com o ICA e com Pedro Paulo, mas não conseguiu até o fechamento desta edição, segundo informação os repórteres Dyelle Menezes e Lucas Marchesini.

O Instituto Contato é outro exemplo de instituição relacionada com o PC do B que recebe recursos pelo Segundo Tempo. Entre 2007 e 2011, a instituição já recebeu mais de R$ 20 milhões do programa. A Ong catarinense tem como presidente Rui de Oliveira, comunista desde primeiro de outubro de 1990. Além dele, a administradora da instituição, Simone Fraga entrou no partido há exatos quatro anos depois. A relação entre a entidade e o PC do B já tinha sido levantada pela mídia, apesar disso, em 2011, o instituto é o quarto maior beneficiário dentro do programa Segundo Tempo, com R$ 3,1 milhões.

O Segundo Tempo, considerado carro-chefe do Ministério do Esporte, já havia sofrido denúncias de desvio de verbas. Contudo, as acusações ganharam força depois que o policial militar João Dias Ferreira, ex-militante do PC do B, reiterou no domingo (16) a denúncia feita à revista Veja, além de ter proferido outros ataques ao ministro.

Ontem (17), em entrevista coletiva, Orlando Silva se defendeu novamente das acusações divulgadas no final de semana. “Repudio veementemente as falsidade publicadas no fim de semana… mentiras de bandidos, que ganharam tanta repercussão”, disse o ministro. “Vou restabelecer minha honra. Uma empresa de comunicação publica isso, sem provas. Não houve e não haverá provas. Protocolei pedido de investigação. A segunda medida, eu propus que o Ministério Público Federal apure cada uma das denuncias publicadas. A terceira medida: quero apresentar minhas razões para contestar o que foi publicado pela revista”.

No blog pessoal, Ferreira chamou Orlando de “bandido” e afirmou que apresentará provas do esquema concretas da corrupção no programa. O militar comanda a Associação João Dias de Kung Fu e é presidente da Federação Brasiliense da modalidade. Juntas, as entidades receberam R$ 2,7 milhões em convênios com o Ministério do Esporte entre 2005 e 2011. Segundo Dias, o esquema existe desde a gestão de Agnelo Queiroz, atual governador do Distrito Federal, quando Orlando era secretário-executivo.

Nesse sentido vale ressaltar que as entidades ligadas a João Dias – investigadas na Operação Shaolin, que levou à prisão do policial, autor das denúncias – são cobradas a devolver aos cofres públicos R$ 4 milhões. De acordo com a investigação, não há comprovação do uso do dinheiro. Notas fiscais foram falsificadas para justificar os gastos.

O policial militar afirmou ainda que, em março de 2008, o ministro do Esporte propôs um acordo para que não levasse a órgãos de controle e à imprensa denúncia sobre irregularidades no Programa Segundo Tempo. Ferreira protestou, na reunião que afirma ter tido, sobre a ação do ministério que apontou irregularidades em dois convênios. Orlando Silva nega que algum encontro com Ferreira tenha ocorrido em 2008. O ministro disse que só se encontrou com ele em 2004 e 2005.

Ucho.Info


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Ministro do PCdoB tenta se explicar e diz que PM é 'criminoso'

Orlando Silva e Flávio Dino ambos do PCdoB

Orlando Silva e Flávio Dino ambos do PCdoB

O ministro do Esporte, Orlando Silva, negou nesta segunda-feira (17) envolvimento em irregularidades na pasta, que chefia desde 2006.

“Estou confiante para que a verdade seja reestabelecida, não é possível que um criminoso se converta numa fonte de verdade”, disse ele. “Vou até as últimas consequências para defender minha honra”, reiterou.

Silva é acusado de participação num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes. A acusação foi feita à revista “Veja” pelo policial militar João Dias Ferreira.

Segundo Ferreira, o ministro teria recebido dinheiro vivo na garagem da pasta, o que Silva nega. À revista um funcionário do policial, Célio Soares Pereira, afirmou ter entregue dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008.

“Não há e não haverá nenhuma prova no que foi falado por esse criminoso, simplesmente porque os fatos relatados e publicados na revista no fim de semana não correspondem à verdade”, afirmou o ministro.

Silva saiu em defesa do programa ao afirmar que ele é muito importante, por associar esporte e educação. Segundo ele, o Segundo Tempo passou por aperfeiçoamentos e beneficia 800 mil crianças.

O ministro também negou que as suspeitas sobre ele possam atrapalhar a organização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, eventos que acontecerão no Brasil.

Ele ainda se colocou à disposição e afirmou que vai à Câmara nesta terça-feira, às 14h30, para prestar mais esclarecimentos.

INVESTIGAÇÕES – O Ministério da Justiça vai determinar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar as acusações contra o ministro do Esporte. José Eduardo Cardozo afirmou que conversou com Silva por telefone e que determinará a abertura do inquérito nesta semana.

Silva pediu que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também abra uma investigação sobre as acusações de corrupção na pasta.

O policial militar que fez as acusações foi à superintendência da PF hoje para se encontrar com o delegado responsável pela investigação sobre desvios na pasta.

(Com informações da Folha)


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PF abrirá inquérito para investigar acusações contra Orlando Silva

O Ministério da Justiça vai determinar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar as acusações contra o ministro do Esporte, Orlando Silva.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmou que conversou com Silva por telefone e que determinará a abertura do inquérito no começo desta semana.

Ministro Orlando SilvaJá o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), vai apresentar hoje um requerimento convidando o soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, que acusou o ministro de participar de desvios de recursos da pasta, para falar na Casa. Silva afirmou que as acusações são uma “trama farsesca”.

O ministro também deverá falar na Comissão de Fiscalização e controle sobre as acusações de que teria participação direta num esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que distribui recursos a ONGs para projetos de incentivo à prática de esportes por jovens, segundo a revista “Veja”.

A oposição quer ouvir também Célio Soares Pereira, que afirmou à “Veja” ter entregue dinheiro ao próprio ministro na garagem do ministério, em Brasília, no final de 2008.

Ferreira foi preso em 2010 pela Polícia Civil do Distrito Federal sob suspeita de envolvimento no desvio de recursos do mesmo programa.

Segundo nota divulgada ontem pelo ministro para se defender do conteúdo da reportagem da “Veja”, atualmente o ministério “exige a devolução de R$ 3,16 milhões, atualizados para os valores de hoje”.


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Após acusação, PM chama Orlando Silva de "bandido"

Orlando Silva ministro do Esporte

Orlando Silva ministro do Esporte

O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal que acusou o ministro dos Esportes, Orlando Silva, de participar de desvios de recursos do ministério, chamou-o neste domingo (16) de “bandido”, em mensagem postada em seu blog na internet.

João Dias Ferreira disse que tem como provar as acusações que fez à revista “Veja”.

“O que falei pra revista está devidamente gravado e será apresentado às autoridades competentes.”

Numa mensagem dirigida ao ministro, Ferreira afirmou: “Você está equivocado, eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência e você sabe muito bem disso!”

O soldado da PM, que em 2006 foi candidato derrotado a deputado distrital pelo PC do B em Brasília, também fez uma ameaça à direção nacional do partido, que ontem soltou uma nota em apoio ao ministro.

“Sugestão: era bom o PC do B nacional ficar calado antes de sair em defesa do Orlando sumariamente.”

Da Folha


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Ministro do Esporte nega acusação e aciona Polícia Federal

O ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), classificou as acusações de que comanda um esquema de desvios na pasta como uma “trama farsesca”.

Orlando Silva, ministro do Esporte

Orlando Silva, ministro do Esporte

“Estou sereno, mas indignado diante de tamanha agressividade”, disse em entrevista coletiva no início da tarde deste sábado (15), em Guadalajara, onde acompanha os Jogos Pan-americanos.

Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam Silva de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista “Veja”.

O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.

Localizado ontem, Pereira confirmou a acusação contra o ministro.

Orlando Silva afirmou que já acionou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que a Polícia Federal investigue o esquema relatado.

O ministro disse ainda que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao policial autor das denúncias.

Em nota, o Ministério do Esporte disse que João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.

De acordo com o ministro, desde que o TCU foi acionado, integrantes de sua equipe vêm recebendo ameaças.

Silva também disse ter procurado a presidente Dilma Rousseff na manhã de ontem para dar explicações. Ele afirma ter ficado “muito feliz” com o resultado da conversa.

Da Folha


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