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Jefferson Portela diz que não tem nome e nem patrimônio que impeça a repressão policial

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Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta quinta-feira (19), na SSP, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, esclareceu os motivos da prisão da ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros e de outros gestores, durante a segunda fase da Operação Imperador, deflagrada pela Polícia Civil.

A ex-gestora e o seu filho, Eduardo DP, já haviam sidos presos em outra operação, e estava-se especulando de que se tratavam de detenções políticas.

Jefferson Portela afirmou que houve tentativa de obstrução de provas e por isso foi pedido à Justiça um novo mandado de prisão para todos. “A conduta dos autores do desvio de dinheiro público não atinge o patrimônio individual, atinge a coletividade. É uma prática de lesividade social. Portanto, é grave e merece repressão”, declarou, Jefferson Portela.

Ainda segundo o chefe da Segurança Pública, as acusações são as mesmas que recaem sobre os envolvidos no esquema fraudulento que são desvio de recursos públicos, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude licitatória, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No entanto, houve interferência dos denunciados na instrução processual, a Justiça pode decretar uma nova prisão.

Durante a entrevista, Jefferson Portela negou que tais prisões tinham viés político. “Nessa gestão, não tem nome e nem patrimônio que impeça a repressão policial. Pode ter os seus milhões guardados, vai para cadeia do mesmo jeito. Aqui a Lei é Lei e nós cumprimos a Constituição e a igualdade perante a Lei será respeitada”.

Conforme explicou também o delegado geral da Polícia Civil, Lawrence Mello, não está sendo criada uma nova investigação sobre os ex-gestores. “Não se está inventando uma nova investigação, uma Ação Penal. Tudo isso é decorrente de todos os atos que foram produzidos nos últimos anos e que foram acompanhados pela imprensa e pela sociedade maranhense. Nesse contexto, as pessoas que hoje foram presas e as que estão envolvidas na dilapidação do Erário, no desvio de verbas públicas do município de Dom Pedro ocasionalmente cometeram tais crimes em outro municípios do Maranhão, e em razão desses outros desvios, também ocorreram investigação, que concluíram pelo indiciamento de alguns desses envolvidos e isso vai gerar novas ações penais, e novas prisões serão decretadas, porque são nocivas a sociedade”, destacou Mello.

A ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros, seu sobrinho, o seu filho, Eduardo DP, A empresária Débora de Oliveira Amaral e Zacarias Neto Moreira Mesquita foram presos, na manhã desta quinta-feira (19), pela Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (SECCOR), durante a operação Imperador.

Maria Arlene Barros é investigada pelo envolvimento em esquemas de agiotagem para fraudar licitações naquela cidade. De acordo com as investigações, mais de R$ 5 milhões foram desviados da prefeitura entre 2009 e 2012, e já havia sido presa na primeira fase da referida operação.


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