Crime

Acusado de matar advogado, Norman Sá vai a júri em Barra do Corda

O juiz Antônio Elias Queiroga Filho, titular da 1ª Vara de Barra do Corda, vai presidir nesta quarta-feira (21) uma sessão do Tribunal do Júri na comarca. No banco dos réus, os pronunciados José Othon Gonçalves Sobrinho e Norman Gonçalves de Sá, acusados de participação na morte do advogado Almir Silva Neto. A acusação que pesa sobre os réus é a de prática de homicídio triplamente qualificado. A perícia inicial constatou como causas da morte uma perfuração no abdômen e carbonização.

Sobre o caso em questão, consta na denúncia do Ministério Público que polícia instaurou inquérito para apurar as circunstâncias que levaram a morte do advogado Almir Silva Neto, cujo corpo foi encontrado carbonizado pela ação do fogo no interior de seu veículo FIAT UNO, cor vermelha, placa HQB, por volta das 23 horas do dia 22 de dezembro de 2008, nas imediações da localidade conhecida como “Baixão da Pedra”, no leito da BR 226, próximo ao Bairro Altamira, em Barra do Corda.

Com as informações obtidas nas investigações, a polícia encaminhou à Justiça em Barra do Corda uma representação pela prisão preventiva, a qual tinha como representados Norman Gonçalves de Sá, José Vieira da Cruz, vulgo ‘Mansidão’, e Nilton Rosa Wueiz, sustentando que os representados Mansidão e Nilton teriam executado Almir Silva Neto, a mando do empresário Norman Gonçalves de Sá. O motivo seria um possível caso entre Almir e Dinorá Cristina Falcão, esposa do mandante Norman.

Além dos citados, o Ministério Público ofereceu denúncia inicialmente contra Nilton Rosa, Rodrigo Bezerra Lima Nunes, Maria Anselma de Sousa da Silva, José Ton Gonçalves Sobrinho, qualificados nos autos, imputando-lhes a prática de homicídio triplamente qualificado, tipificado no art. 121, § 2º, I (motivo torpe), II (com emprego de fogo) e IV (mediante recurso que tornou impossível a defesa do ofendido) c/c art. 29 do código penal.

Após a conclusão do inquérito policial e devido encaminhamento dos autos, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Norma Gonçalves de Sá, José Vieira Cruz, Nilton da Rosa Weiz, Othon Gonçalves, Rodrigo Bezerra Lima e Maria Anselma de Sousa. Posteriormente, após novas investigações, foram inclusos definitivamente como acusados no crime Norman Gonçalves de Sá, José Othon Gonçalves de Lima, José Vieira Cruz, o “Mansidão, e ainda Elaine Cristina Gonçalves de Lima, que teria servido de isca na emboscada preparada para Almir.

Foram excluídos da ação penal Nilton da Rosa Weiz, Rodrigo Bezerra Lima Nunes e Maria Anselma de Sousa. José Vieira da Cruz e Elaine foram julgados em 2013, sendo condenados à pena de 20 anos de reclusão cada um. O julgamento dos citados José Othon e Norman Gonçalves será às oito horas da manhã desta quarta-feira, na Câmara de Vereadores de Barra do Corda.


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Judiciário

Norman Sá é solto após STJ conceder habeas corpus

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus impetrado pelo advogado Armando Serejo, na última terça-feira (07), em favor do empresário Normam Gonçalves de Sá, que responde a um processo, acusado pela morte do advogado Almir Silva Neto, 42 anos, ocorrida em dezembro de 2008, em Barra do Corda.

Na decisão do ministro Sebastião Reis Júnior a qual o Blog do Neto Ferreira teve acesso, ele pontua que no entendimento do STJ, a fuga, por sí só, não justifica na manutenção da prisão, deferindo a liminar para que Sá possa aguardar em liberdade o julgamento. Além disto, impera no CNJ um sentimento de que neste caso houve conotação política.

O empresário foi preso em novembro de 2012, em Teresina (PI), e estava custodiado na Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís.

No mesmo processo estão arrolados, José Vieira Cruz, conhecido como “Mansidão”, e Elaine Cristina Gonçalves Lima, ambos já condenados a respectivamente, 27 anos e 21 anos de reclusão em regime fechado, por participação na morte do advogado que teve o corpo encontrado carbonizado.

Confira abaixo a integra da decisão do ministro do STJ:

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