Poder

O enriquecedor comentário sobre a glamourização do banditismo

Por Milton Corrèa da Costa

No último final de semana o traficante Nem, antes de ser preso no Rio, teve direito a quatro páginas da Revista Época, duas delas numa entrevista concedida à ilustre jornalista Ruth de Aquino, num raro ato de coragem da citada profissional de imprensa. O bandido foi entrevistado em seu próprio habitat, a Favela da Rocinha. Ontem foi postado pelo amigo Neto Ferreira, neste blog, um artigo de minha autoria, em que questionava a relação imprensa e a possível glamourização dos ‘mitos do tráfico’. O jornal Tribuna da Imprensa, na Internet, também publicou o artigo, onde um interessante e enriquecedor comentário de um leitor, naquele jornal, chamou-me a atenção. Para nossa reflexão é com prazer que aqui o reproduzo..

 Por Francisco Vieira (Brasília/ DF)

O endeusamento de bandidos (principalmente traficantes) pela imprensa não é de hoje.

Os mais velhos ainda devem se lembrar da minissérie noturna “Bandidos da Falange”, nos idos do assaltante Fernando da Gata, em que uma emissora procurava justificar as ações de bandidos, assaltantes e traficantes cariocas; a minissérie causava a simpatia e a admiração dos expectadores pelos traficantes, mesmo “sem querer, querendo”, e levava o expectador a torcer contra a polícia.

É triste lembrar, mas na ocasião um pai atirou na própria filha (que havia se levantando durante a madrugada para beber água, sem ligar a luz) pensando que ela fosse o pilantra.

Naquela mesma emissora, no programa de final da noite de domingo, já foram ao ar várias entrevistas que procuraram trocar a repulsa do cidadão ao delinquente pela admiração a sua garra, resistência, coragem(?) ou habilidade: já foram entrevistados ladrões de carros e pedido que mostrassem a destreza abrindo vários veículos em poucos segundos; o bandido ficou “cheio da moral” com os colegas! Será que não existiria nenhum especialista que levasse a vida honestamente (industrial, policial, chaveiro ou fabricante de fechaduras) para tomar o lugar de pessoa tão desprezível? Nesse mesmo programa, assaltantes também já ensinaram ao cidadão-assaltado-vítima como se comportar durante um assalto para não atrapalhar a ação ou assustar o facínora.

Aqui vale prestar a atenção nestes pontos: sempre que alguém morre em um assalto ou estupro, a primeira coisa que se pergunta ao homicida é se a vítima reagiu: se reagiu, tudo bem! Estará perdoada – e justificada – a covardia deste e os ânimos e repulsa do narrador do telejornal estarão apagados! Mesmo que o verme esteja mentindo, a sua palavra será considerada verdadeira diante do repórter. Se a reportagem for sobre uma rebelião carcerária, obrigatoriamente o repórter relatará se estava faltando vaga na cela ou no presídio, mesmo que a causa da confusão tenha sido uma briga por um cigarro de maconha, uma tentativa de fuga ou um acerto de contas!

Lembro, ainda, de um traficante que foi estrela naquele programa das tardes de domingo: acompanhado por uns engravatados, dizia-se arrependido (et: só se arrependeu depois que foi preso; antes, aterrorizava o pedaço!) e que tinha como grande sonho de infância trabalhar como palhaço (certamente se fosse uma pessoa de bem, se trabalhasse e pagasse os impostos regularmente sem ter recebido nada em troca, já estaria levando essa vida!). Durante o programa, chorou feito mamoeiro lanhado. E com direito a close do cinegrafista nas lágrimas que lhe banhavam o rosto! Realmente emocionante!

No final do programa conseguiu o emprego que queria em um circo. Dica para quem estiver desempregado! Só fico aqui matutando comigo mesmo: porque será que nunca o programa foi ao circo para ver como o seu pupilo estava progredindo?

Mas a coisa não fica só por aí: e a entrevista de capa com o ladrão goiano Pareja?

Concedida a uma revista semanal, ele procurou mostrar aos leitores (e aos jovens) que a vida deve ser medida pela largura (das emoções sentidas) e não pelo comprimento, mesmo que a sua ação resulte em morte e perdas materiais para as vítimas dessas emoções primitivas. Ele se transformou em estrela tão rapidamente que foi assassinado na cadeia pelo amigos, tomados de inveja com tanto brilho! Reportagem muito educativa!

E os apelidos simpáticos e carinhosos e o respeito demonstrado pela mídia na simples menção do nome desses criminosos? Deixam a impressão que tentam identificar uma pessoa cruel, assassina e sem princípios como se fosse um parente do expectador, alguém que “entraria pela nossa cozinha”, que teria a nossa simpatia e que trataríamos na intimidade com nomes carinhosos, geralmente no diminutivo: Escadinha, Fernandinho, Marcinho, Lindão, Ronaldinho, Marcelinho, e por aí vai! Se o bandido tiver nome feio, não cai no gosto da mídia.

Outra coisa curiosa é o holofote dado às ESTRELAS de TV e às pessoas que vivem da imagem e que são SÓCIAS desses bandidos. Todas ganham espaço na imprensa e se intitulam, orgulhosamente, “ex-viciadas”, mesmo que tenham acabado de dar uma tragada! A simples menção da palavra “ex-viciado” já garante a participação dessas pessoas em algum programa de entrevistas e, quem sabe, até em alguma novela. Um belo exemplo a ser seguido pelos jovens, imaturos emocionalmente! Mas o curioso é que o entrevistador, em momento algum, pergunta quem era o seu fornecedor ou se ele faz ideia de quantas crianças morreram (e de quantas autoridades foram corrompidas) no percurso efetuado pela sua fonte de prazer, desde a saída da Colômbia/Paraguai até a chegada ao seu fashion apartamento ou casa de praia!


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Até que ponto a imprensa produz a glamourização dos ‘mitos do tráfico’?

Por Milton Corrêa da Costa

No mundo de preocupante guerra urbana que vivenciamos, qualquer de um de nós -não há nenhuma dúvida- pode ser a próxima vítima fatal de um tiro de fuzil na próxima esquina, é preciso também, de quando em vez, analisarmos, ainda que não profissionais de imprensa, o trabalho do binômio mídia e violência.

A vida humana, para perigosos e frios marginais da lei, nada vale. Matar, traficar, assaltar, estuprar, viraram crimes rotineiros. Já nos acostumamos inclusive a consumir, no dia a dia, como clientes assíduos, a violência estampada a todo instante nas redes sociais, no jornalismo televisivo ou nos jornais impressos. A violência tornou-se, também, uma fonte rentável de mídia, na luta pela audiência, sem falar numa importante fonte geradora de lucros da indústria da segurança privada face o temor ao crime, aí incluída a parafernália eletrônica, cada vez mais sofisticada, da tecnologia de segurança.

Registre-se que as Editorias de Polícia foram as que mais cresceram nos últimos anos em jornais impressos e televisivos. Profissionais, do mais alto gabarito, se aprofundaram no jornalismo investigativo sendo inclusive hoje importantes fontes de referência para a polícia , através de furos jornalísticos, contribuindo para a elucidação de vários crimes. Há também apresentadores de televisão- alguns são por demias sensacionalistas- especializados em programas que retratam especificamente a violência e a atividade policial. A mais nova profissão gerada pela violência é a figura- necessária pelo conhecimento técnico e sofisticação do crime- do comentarista de segurança, especialmente em redes de televisão. Algumas vezes, como pretenso estudioso do tema e articulista, também sou chamado para dar algum pitaco sobre o tema violência e segurança, num canal de televisão ou num jornal impresso e até mesmo em redes sociais. De violência acho que todos nós sabemos um pouco hoje.

No entanto, uma entrevista com o traficante Nem, antes de ser preso, efetuada na semana passada no Rio e anteriormente à ocupação da Favela da Rocinha, onde era o chefe do tráfico e de tudo que tinha direito, publicada na edição de 14/11/11, da ‘Revista Época’, de autoria da ilustre e competente jornalista Ruth de Aquino, causou-me espécie. Ressalte-se o destemor da nobre profissional de imprensa em dirigir-se ao encontro do entrevistado, no interior do habitat do bandido, ficando cara a cara (corajosamente) com o traficante mais procurado do Rio. Poucos teriam a bravura da citada jornalista -vide o triste episódio da morte do jornalista Tim Lopes imposta impiedosamente pelo ‘tribunal do tráfico’ num forno de ‘microondas’. Há que se reconhecer, primeiramente, então, a elogiável coragem de Ruth de Aquino.

Por um outro aspecto, porém, até que ponto tal tipo de reportagem, na obtenção do furo jornalístico, levado pelo amor à profissão, pode produzir o efeito colateral, indesejável, da glamourização de um perigoso criminoso tornando-o ainda mais um verdadeiro ‘mito do tráfico’? Quem não se lembra do caso do bandido/ herói, do final dos anos 60, o boa pinta dos olhos verdes, Lúcio Flávio, que gerou o filme ‘O Passageiro da Agonia’? E do filme “Bandido da Luz Vermelha” de Rogério Sganzerla, que retrata a vida de um bandido legendário e enigmático? Quem se lembra de que o bandido Uê, o inimigo quase invisível da polícia do Rio nos anos 90, mereceu um caderno especial na edição de um jornal quando de sua prisão?

Assim é que, para quem leu a entrevista de Nem à Ruth de Aquino ficou com a impressão de que o bandido/traficante não é tão mau assim como se pensa. Talvez alguns passem a entendê-lo, daqui pra frente, como um ‘herói do bem’, uma grande vítima da sociedade injusta e excludente. Alguns que tinham por ele aversão talvez nem tenham mais. Estaríamos diante de uma nova versão da Síndrome de Estocolmo? Tal tipo de matéria jornalística pode influenciar negativamente jovens adolescentes em processo de formação social? Poderão considerar que o frio e sanguinário Nem é um novo tipo de herói, um assistencialista de pobres que apenas lhes cobra ‘pedágios’ para viver melhor (casa com piscina) que os comandados? Até que ponto tal reportagem- com a palavra o Observatório da Imprensa de Alberto Dines- fere princípios da ética jornalística? Há mais conclusões positivas ou negativas a serem extraídas da entrevista em questão? Ou a liberdade de imprensa nesse ponto fala mais alto?

Em Mídia e Violência, (2007), Silva Ramos e Anabela Paiva retratam aspectos convergentes da questão com a seguinte afirmação: A imprensa não deixou de publicar entrevistas com criminosos. O autor do crime de grande repercussão – pela sua crueldade, audácia ou por atingir personalidades ou pessoas indefesas, como crianças e idosos – continua a serem procurados por jornalistas, interessados em “ouvir o outro lado”, obter informações que possam esclarecer o crime ou compreender as motivações do ato criminoso. Tentar compreender os valores e os objetivos de um criminoso é uma meta válida para a imprensa.

Pelo sim e pelo não, ainda que o Estado tenha a maior culpa pelo vácuo e abandono, durante longos anos, de morros e favelas do Rio, propiciando a criação da figura dos ‘donos dos morros’ não resta dúvida que é preciso refletir e discutir, ainda que se trate de matéria muita subjetiva, o papel da mídia e a linha tênue da glamourização do banditismo. A figura do traficante Nem fez jus a quatro páginas da ‘Revista Época’, duas delas referentes à entrevista concedida. Está aberta, portanto, a difícil e complexa discussão.

Milton Corrêa da Costa
Coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Poder

Ocupação da Rocinha: um importante passo para o caminho da paz social

Por Milton Corrêa da Costa
 
A ocupação pela forças legais, das Favelas da Rocinha e do Vidigal, neste domingo 13/11/11, com o apoio efetivo da Forças Armadas, constituiu-se num gigantesco passo a caminho da paz social no Rio, onde a população, há mais de vinte anos, sofre os efeitos do terror imposto pela ação do narcotráfico. Assim como a ocupação do Complexo do Alemão e suas cercanias, pela união da forças de segurança, no memorável 25 de novembro de 2010, tido até então como o ‘quartel general’ do poderio bélico do tráfico e de homízio de perigosos narcoterroristas no Rio, foi considerada o divisor de águas da política de segurança do governo Sérgio Cabral, pode-se dizer, com toda certeza, que a ocupação e futura instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora, na Favela da Rocinha, é o marco decisório e promissor da política de enfraquecimento do poder paralelo no Rio, quanto mais com a recente prisão do líder local, o traficante Nem e de importantes lideranças de seu bando.
 
Há que se ressaltar que a Rocinha, considerada até então área de difícil tomada pelas forças legais, face as suas características peculiares de favela-bairro e região acidentada (66% de sua área está acima da cota de 100m), é o ‘quartel general’ do poder financeiro do narcotráfico no Rio, fato que lhe confere importância estratégica extrema no processo de consolidação para o projeto de implantação das UPPs, um modelo de policiamento de proximidade de vital importância para a paz social.

Registre-se que a Rocinha, situada na Zona Sul do Rio, entre os bairros da Gávea e São Conrado, considerada a maior favela da América Latina, é o principal centro de refino da pasta básica de coca no Rio, na produção da cocaína, além de importante centro de comércio do ecstasy, uma droga sintética muito consumida nas chamadas festas ‘rave’. Já se perdeu a conta, inclusive, dos laboratórios de refino de cocaína encontrados pela polícia naquela localidade nos últimos anos.
 
Ressalte-se que o local foi escolhido estrategicamente, há tempos, pelo comando da facção criminosa que ali atua, objetivando a produção e o comércio da cocaína, através do refino da pasta de coca. A Rocinha situa-se na passagem entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, isto significa dizer que usuário de cocaína é clientela de maior poder aquisitivo. Cocaína não é droga consumida por jovens de classes menos favorecidas. Em relação à maconha e ao crack, seu preço é bem mais caro. Há quem afirme que o lucro financeiro do tráfico da Rocinha, ainda mais com a instalação de UPPs em bairros da zona sul, centro e no cinturão da Tijuca, possa chegar anualmente hoje a cerca de R$ 100 milhões, fato que desperta, não é de hoje, o interesse e a conivência de policias corruptos que se associam ao tráfico local para dar-lhe proteção, como restou provado na recente prisão, no bairro da Gávea, de uma quadrilha que envolvia policiais e traficantes, no momento de fuga da localidade transportando armas, jóias e vultosa quantia em dinheiro. 
 
Por outro lado há que se considerar que a estratégia de ocupação da Rocinha, numa ação proativa da polícia, com uso do elemento surpresa, diferente da estratégia empregada em outras ocupações para implantação da UPPs no Rio, teve o seu planejamento baseado na troca de informações entre os órgãos de inteligência da Polícia Federal e do aparelho policial do Estado, fato altamente positivo para o desencadeamento de futuras operações semelhantes no Rio. Quando há sigilo e bom planejamento as possibilidades de sucesso da missão são consideráveis. O elemento surpresa surpreendeu Nem e seu grupo que acreditavam piamente no poder da grana e na impunidade face a proteção lhes conferida, por longo tempo, por maus policiais. São “duplamente marginais”, disse o governador.

A realidade é que, com a pacificação da Rocinha, o progressivo caminho da pacificação e da possibilidade do resgate da cidadania e definitiva inclusão social de moradores de outras comunidades, ainda oprimidos pelo terror das armas de guerra, torna-se mais viável, desde que obviamente se transforme, no futuro, numa autêntica política de estado, não mais de governos. É muito otimismo porém imaginar, num primeiro momento, que o traficante Nem, mesmo que transferido com seus principais asseclas, para penitenciária de segurança máxima fora do Estado, deixe repentinamente, ainda que a distância, de exercer forte influência naquela comunidade, que dominou até então. Foram longos anos de terror e opressão imposto aos habitantes do local que pelo medo devem continuar lhe pagando “pedágios” pelos bens e serviços ali existentes.
 
Obviamente que não se deve também  imaginar, no início de um processo de tamanha transformação no comando do controle de suas vidas cotidianas, que moradores do local se livrem rapidamente do medo de represálias do tráfico. As sequelas e o pavor ficam como consequentes traumas. Nem continuará pois, através de bandidos que restaram de sua hoje despedaçada fração de ‘soldados do tráfico’, tentando fazer uso de sua influência no local. Só o tempo dará àquela comunidade e a outras já pacificadas no Rio a crença definitiva no poder legal do Estado. Um tempo de adaptação que não será curto, com toda certeza.
 
A outra importante conclusão, face aos episódios que ora antecederam à ocupação da Rocinha é que a era do “mitos do tráfico” e de maus policiais parece que começa a chegar ao fim. Conclui-se também que não há mais, no Rio de Janeiro, áreas inexpugnáveis, de exclusão à ação das forças de segurança. A sociedade, por sua vez, clama e quer acreditar em uma polícia confiável. A consolidação da UPP na Favela da Rocinha será, portanto, o mais duro golpe até hoje desferido na estrutura econômica do narcotráfico no Rio e uma vitória para a sociedade. A Unidade de Polícia Pacificadora é a estratégia de segurança, um remédio atípico para uma criminalidade atípica como a do Rio, que faltava para possibilitar a invasão social em redutos dominados pelo tráfico.
 
Para os que consomem a droga e alimentam a violência, financiando indiretamente os fuzis do tráfico, fica a reflexão de que drogas não agregam valores sociais positivos. É um perigoso caminho, muitas vezes sem retorno, que pode levar à destruição humana. A possibilidade futura da almejada paz social no Rio, com a implantação da UPP da Rocinha, torna-se agora consistentemente viável. Não há dúvida. 

Milton Corrêa da Costa

Coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Crime

Veja o traficante Nem após prisão no Rio

A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do Rio divulgou na noite desta quinta-feira (10) a foto do traficante preso Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, apontado como chefe do tráfico na Rocinha. Ele está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

Traficante Nem

Traficante Nem

Com uniforme e cabelo raspado, Nem terá que usar uniforme, segundo a Seap.

UPP – O governo do Rio deve instalar neste fim de semana uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na favela da Rocinha (zona sul). A medida acontece após a prisão, na madrugada desta quinta-feira, do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, apontado como chefe do tráfico na favela.

A UPP da Rocinha será a 19ª do Rio. A favela é uma das maiores do Rio, e sua pacificação é considerada chave para a política de segurança da gestão de Sérgio Cabral (PMDB).

PRISÃO

O traficante Nem estava no porta-malas de um Toyota Corolla, que foi parado pela polícia a poucos quilômetros da favela. Segundo os policiais que participaram da prisão, eles suspeitaram do veículo porque a suspensão estava baixa –indicando alguma carga no porta-malas.

Nem portava cerca de R$ 180 mil no momento em que foi preso. O dinheiro estava dividido em notas de real (59.900) e de euro (50.500 ou R$ 120 mil).

Da Folha


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