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Parentes confirmam que motos foram dadas a carcereiro que acusou delegado em Açailandia

Dois novos depoimentos obtidos pelo Blog do Neto Ferreira confirmam que o delegado regional de Açailândia, Murillo Lapenda, deu drogas e motocicletas para o carcereiro Mauri Célio da Costa Silva.

A informação foi dada durante o depoimento prestado por Eliane Gomes de Sousa e Maurivan da Costa Silva, esposa e irmão do carcereiro, ao delegado da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), Renato Barbosa Fernandes de Sousa, no dia 27 de julho.

Segundo trechos do relato, após o recebimento da droga pelo seu marido, Eliane encontrou a substância ilícita e perguntou ao carcereiro do que se tratava. Este, por sua vez, afirmou que tinha recebido o produto após realizar um trabalho para o delegado Lapenda, que não tinha dinheiro para lhe pagar, e, por isso, ofereceu a droga para que ganhasse alguma quantia vendendo.

Maurivan confirmou que Murillo deu duas motocicletas para o irmão, sendo uma Bross e uma Pop, ambas de cor laranja. “O delegado disse que se Mauri lhe ajudasse, no final do ano iria registrar a moto e colocar no nome dele”, disse Maurivan em depoimento.

Os relatos fazem parte de uma investigação feita pela Seccor, que iniciou após Mauri Silva delatar um suposto esquema montado pelo delegado regional Murillo Lapenda para incriminar o delegado titular do 1º DP de Açailândia, Tiago Fellipini

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Escândalo: carcereiro revela esquema envolvendo delegado regional de Açailândia

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Delegado regional de Açailândia, Murillo Lapenda.

O delegado regional de Açailândia, Murillo Lapenda, é acusado de comandar um esquema de corrupção e perseguição dentro das unidades policiais da cidade. A acusação foi formalizada durante o depoimento do carcereiro Mauri Célio da Costa Silva aos delegados da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor) Márcio Dominici, Roberto Forte e Renato de Sousa, no dia 5 de julho de 2017.

Mauri foi preso no final do mês passado juntamente com o delegado titular do 1º DP de Açailândia, Tiago Fellipini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber dos Santos Costa e o advogado Éric Nascimento Carosi. Todos acusados de corrupção e organização de criminosa.

O Blog do Neto Ferreira teve acesso, com exclusividade, ao depoimento do carcereiro.

De acordo com delator, tudo começou porque Murillo Lapenda tinha uma rixa pessoal com o Tiago Fellipini, pois se sentia intimidado com a amizade que o delegado preso vinha mantendo com a família de um empresário opositor ao atual prefeito de Açailândia, Juscelino Oliveira, a quem sempre apoiou.

Então, a partir disso, o delegado regional iniciou uma série de perseguições contra Tiago.

Conforme foi detalhado no relato, Lapenda ofertou a quantia de R$ 15 mil e mais tudo que o Mauri Célio precisasse para que fosse informado tudo o que ocorria no 1º Distrito Policial. Como pagamento pelas informações colhidas, o carcereiro chegou a receber aparelhos celulares, drogas, que vendeu por R$ 600 e motocicletas apreendidas.

Além disso, o delegado ensinou ao carcereiro como se criava fatos para jogar nas costas de Tiago. “O dr. (Murillo Lapenda) torturou um preso e disse para o advogado do mesmo que teria sido o dr Tiago. Murillon tinha desavença pessoal com o advogado Éric Carosi, pois este o representou na Promotoria de Justiça após um episódio de tortura de um cliente seu”, explicou Mauri Célio.

Após diversos fatos criados pelo regional, denúncias contra Tiago começaram a chegar ao Ministério Público, que iniciou uma investigação contra o delegado. As provas dos supostos delitos foram plantadas por Lapenda, segundo o carcereiro.

Para garantir que o esquema não fosse vazado, o regional de Açailândia sempre dizia a Mauri o que ele iria falar para promotora e o acompanhava nas oitivas sobre as denúncias contra o delegado Tiago.

E como prêmio, caso desse certo a prisão de Tiago, o carcereiro iria receber a quantia de R$ 15 mil de Lapenda, já referida acima. O depoimento explosivo irá causar uma reviravolta nas investigações.

“Continua com aquela mesma história que nós iniciamos, tu vai só servir de testemunha, tu não vai passar nem dois dias lá. Ajuda eles (os delegados que conduzem o caso), tudo que eles perguntarem responde, que eles vão te ajudar no sentido de te liberar”, disse Murillo Lapenda ao Mauri Célio no dia da prisão, em 28 de junho.

Procurado pela reportagem, o delegado-geral da Policia Civil do Estado do Maranhão, Lawrence Melo, informou que o caso está sendo apurado. O delegado regional de Açailândia não foi localizado para esclarecer a acusação.

Leia e ouça ao relato:

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