Poder

Governo amplia prazo para municípios elaborarem Plano de Mobilidade Urbana

mobilidade_urbana_sustentavel1-331512

O governo federal editou medida provisória (MP) que altera a Lei 12.587 de 3 de janeiro de 2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

A MP foi publicada na edição de hoje (13) do Diário Oficial da União. O objetivo da MP foi mudar o prazo de três para sete anos para que os municípios elaborem o Plano de Mobilidade Urbana.

O prazo também mudou de três para sete anos para que o Plano de Mobilidade Urbana seja integrado ao plano diretor municipal, existente ou em elaboração, contado da data de vigência da lei 12.587/2012.

Encerrado o prazo, os municípios ficam impedidos de receber recursos orçamentários federais destinados à mobilidade urbana até que atendam à exigência estabelecida na lei.

O Plano de Mobilidade Urbana deverá contemplar os serviços de transporte público coletivo; a circulação viária; as infraestruturas do sistema de mobilidade urbana; a acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade; a integração dos modos de transporte público e destes com os privados e os não motorizados; a operação e o disciplinamento do transporte de carga na infraestrutura viária; os polos geradores de viagens; as áreas de estacionamentos públicos e privados, gratuitos ou pagos; as áreas e horários de acesso e circulação restrita ou controlada; além dos mecanismos e instrumentos de financiamento do transporte público coletivo e da infraestrutura de mobilidade urbana.

De O Imparcial


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Prefeito de Timon retira verba da Saúde para investir na mobilidade urbana

Prefeito-de-Timon-Luciano-Leitoa-e1425672063170

Prefeito de Timon, Luciano Leitoa.

O Prefeito de Timon, Luciano Ferreira de Sousa, o Luciano Leitoa, tem certeza que a Saúde do Município está em perfeitas qualidades, afinal realocou parte da verba destinada para o setor na mobilidade urbana.

O valor retirado do Fundo Municipal de Saúde foi de R$ 470 mil e repassado para o Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana – CIMU, órgão ligado a Prefeitura. Enquanto isso, hospitais e postos de saúde sofrem com a precariedade e abandono da gestão municipal.

Diante de tais informações, restou a dúvida: por quê Luciano Leitoa não tirou essa quantia dos contratos que possui com as empresas Sofia Comunicação e Tekynyk Soluções Tecnológicas, que detêm acordos contratuais milionários com a Prefeitura? O Blog já havia divulgados informações acerca desses contratos (relembre aqui, aqui e aqui).

A situação da Saúde pública em Timon é péssima e necessita de uma atenção especial, no entanto o gestor municipal finge que não nota e continua deixando o setor à deriva.

IMG-20160614-WA0049

thumbnail_IMG-20160412-WA0004-768x432

Condições precárias do hospital de Timon.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Cidade

Falta de planejamento faz Antônio Araújo esquecer bairros de capital

Antônio Araújo está trabalhando? Esse é uma das perguntas que a população se faz quase diariamente, no entanto, motivados pela ausencia de uma gestão eficiente. Mais um bairro da capital é afetado pela má gestão desse senhorzinho que prometeu transformar São Luís em uma nova Veneza. A situação da rua está em um estado crítico por falta de asfalto e excesso de buracos, onde não se passa mais carros e dificilmente motos.

Moradores da área afirmam que a situação só não está pior porque os mesmos costumam jogar entulho para fechar os buracos e facilitar a passagem das pessoas. O que traz mais preocupação a população é a perca da via de acesso a uma das avenidas mais importante da capital, a estrada de Ribamar.

“Isso tudo é resultado dos impostos absurdos que pagamos para a prefeitura, esperamos mais comodidade e respeito e o que nos resta é isso. Se não fosse a união dos moradores para amenizar essa situação nem sei como estaria. Isso acontece não é só aqui, mas em grande parte dos bairros”, relata um morador indignado.

O apelo a prefeitura, é que esse problema seja resolvido o quanto antes pois a situação está quase que irreversível. Além dos grandes buracos e estradas quebradas a insegurança pública marca presença. Araujo, o que lhe custa, além de grandes valores gastos em obras, mostrar dedicação e respeito a um bairro esquecido como esse?

Entre várias reclamações, já realizadas, nenhum problema foi solucionado pelo secretário de obras.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Cidade

“Engarrafados”: a rotina do trânsito em São Luís

Imirante.com

Um dos maiores desafios das grandes cidades brasileiras tem sido a procura por soluções que garantam melhorias da mobilidade urbana. Apesar de o sistema de transporte público ser apontado como prioridade nessa questão – já que a maior parte da população depende dele – melhorar as condições para a circulação de meios de transporte individuais se apresenta como uma tarefa essencial.

Na capital maranhense, por exemplo, o aumento da frota de automóveis e motociletas é evidente ao longo dos últimos anos. Em 2014, entre janeiro e junho, já foram cadastradas 35.821 motocicletas novas. Isso representa 52,49% do total de veículos novos em circulação em São Luís. Em relação aos automóveis, o número é quase a metade: nos seis primeiros meses do ano, foram registrados 16.088 novos automóveis.

Com as vias cada vez mais cheias de veículos, surgem as reclamações quanto à lentidão do trânsito e a demanda por mais infraestrutura nas diversas vias que cortam a cidade. Além dos motoristas e motociclistas, aqueles que utilizam a bicicleta como principal meio de transporte também lidam com os problemas estruturais. Segundo dados da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), São Luís possui cerca de 13 quilômetros de ciclovias ou ciclofaixas.

A reportagem do Imirante.com falou com três pessoas que enfrentam diariamente o transito de São Luís para chegar ao trabalho. Todos eles têm em comum o fato de morar na região do Cohatrac e trabalhar no Centro da cidade, mas utilizam veículos diferentes para chegar até lá. Um vai de carro, outro de motocicleta e o outro se locomove por bicicleta. Cada um deles falou sobre sua rotina no trânsito, destacando as vantagens e desvantagens dos meios de transporte adotados.

Entre a rotina, o congestionamento e o stress

Morador do bairro do Cohatrac, o funcionário público Hemetério Pereira viveu na pele as transformações pelas quais o trânsito de São Luís passou nos últimos anos. Desde 2002, ele vai de carro para sua repartição, localizada no Centro da cidade. “O congestionamento aumentou muito, tem muito mais carros na rua”, diz. O funcionário público reclama do stress e dos atrasos ocasionados pelos engarrafamentos diários.

Para Hemetério, que sempre percorre as avenidas Jerônimo de Albuquerque, Daniel de la Touche, Franceses e Getúlio Vargas no caminho entre sua casa e o trabalho, o principal problema do trânsito é a falta de opções de escoamento e os buracos, que acabam contribuindo para aumentar os congestionamentos. O funcionário público sai de casa às 6h20, conseguindo chegar ao seu destino em 40 minutos. Já a volta, segundo ele, é bastante complicada. Terminando o expediente às 17h, Hemetério chega a demorar cerca de uma hora e quarenta minutos para chegar em casa.

Ele acrescenta, ainda, que motoristas imprudentes contribuem para piorar a situação, pondo em risco a segurança de todos. Hemetério destaca que é preciso ser prudente e respeitar sempre os pedestres e os demais veículos.

Contra o tempo e…os engarrafamentos

Cruzar a cidade de carro pode ser um tormento diário para vários. Mesmo saindo mais cedo, a quantidade de veículos chega a impedir uma viagem mais tranquila para os condutores. Quem opta por utilizar uma moto para chegar ao seu destino, acaba cruzando a cidade de uma forma mais rápida e, assim, evitar transtornos. Como conta Leonardo Jorge Araújo, de 35 anos. “Consigo chegar em 30 minutos”, disse sobre o mesmo percurso feito pelo motorista Hemetério Pereira.

Em meia hora, o motociclista consegue fazer um percurso que, para muitos, chega a ser bastante longo. Porém, para realizar tal “façanha”, Leonardo conta que é preciso fazer sacrifícios, como acordar mais cedo. “Se eu sair em torno das 7h, consigo fazer o percurso em 30 minutos. Se eu deixar para sair depois disso, o trânsito é bem mais intenso”, acrescentou ele ao afirmar que, neste caso, o mesmo percurso aumenta, ficando entre 45 minutos e 1 hora.

“As pessoas esquecem que fazem parte do tráfego de São Luís e acabam todos saindo na mesma hora”, desabafa Leonardo que dirige moto há cinco anos e diz conhecer as “artimanhas” da capital maranhense. Segundo ele, ao retornar do trabalho, acaba saindo às 17h. Quando sai mais tarde, às 18h, ele utiliza as vias alternativas dos bairros para fugir dos enormes engarrafamentos.

Entre os trechos escolhidos por ele para fugir do trânsito difícil de São Luís, estão a Avenida Litorânea e ruas dos bairros do Monte Castelo e Cohatrac. “Utilizo bastante as vias alternativas para fugir do trânsito. Por que, por lá, [o trânsito] é mais folgado”, finalizou.

Opção mais barata e sustentável

Nem bem amanhece e o professor Irinaldo Lopes já inicia sua jornada diária, partindo para o trabalho na companhia de sua bicicleta. Sempre entre as 5h30 e 6h, ele sai da casa dos pais no Cohatrac ou de seu apartamento no Turu e segue até a Rua Rio Branco, no Centro, onde fica a escola em que exerce função de diretor-adjunto. “As pessoas esperam que eu vá de carro, ainda mais que ocupo um cargo de direção”, comenta, criticando o status que o carro representa para muita gente.

Meio de transporte barato e sustentável, as bicicletas têm seu uso regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro, que determina uma distância mínima de 1,5 m dos veículos motorizados, além de obrigar ciclistas a se manterem na lateral direita das vias quando não houver ciclofaixa ou acostamento, tendo eles preferência sobre veículos automotores. “Mas alguns trechos no meu percurso oferecem risco no compartilhamento com automóveis”, ressalta Irinaldo. Entre os fatores que aumentam os riscos, ele menciona a ausência de ciclovias, os motoristas que não respeitam a distância mínima e a existência de buracos, lixo e lama nas bordas laterais das vias.

Os 13 quilômetros de ciclovias informados pela SMTT são distribuídos em apenas três locais: a Av. Litorânea, o bairro do São Raimundo e a Av. São Luís Rei de França, por onde passa Irinaldo em um de seus trajetos a caminho do Centro da cidade. Segundo o ciclista, esse espaço já se encontra bastante deteriorado. Sobre a quantidade de vias destinadas à circulação de bicicletas, a SMTT disse, por meio de nota, que a construção de uma outra ciclovia está prevista no projeto do “Novo Corredor de Transporte”, ligando o bairro do São Francisco à Cohab.

Irinaldo destaca que os ônibus, por exemplo, têm vantagens sobre as bicicletas, sobretudo no que diz respeito à quantidade de pessoas que transporta. No entanto, ressalta que a bicicleta proporciona mais autonomia, além da fuga dos congestionamentos. Ele revela que sempre leva em torno de 40 minutos para completar seu percurso tanto de ida como de volta, mesmo em horários de pico.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.